Neverland

4 Capitulo 4


Notas iniciais
Gomem na sai minna-san -.-' Eu sei que demorei pacas mas a ETEC me sugou nessas ultimas semanas.

Senti a luz da manhã, que devia ter entrado por alguma fresta, incomodar meus olhos. Quando acordei, a primeira coisa que vi não foi o teto de concreto do meu loft, mas o dossel de veludo azul-marinho da minha suposta cama. Havia ficado um dia inteiro ali, e a cada dia que se passava estava me convencendo de que era real. Durante o resto do dia anterior, eu ouvi historias do jovem príncipe Percy, do seu melhor amigo (e sátiro) Grove, do seu pai, um grande rei que morreu em combate. Durante as conversas eu tive algo parecido como uma série de flashbacks. O que me deixava mais perto de aceitar a realidade daquilo. Mas algo ainda me incomodava, minha suposta noiva. Falaram muito para mim sobre Annabeth, contudo, eu ainda sentia como se ela fosse uma estranha, não conseguia ter um único vislumbre de algo que já pude ter sentido por ela. Por alguma razão aquilo estava me aborrecendo.

Obriguei-me a levantar e vestir minhas roupas eu achei que iria estranhar toda aquela roupa estranha de fresca de realeza, mas por algum motivo me sentia confortável nelas, como se já tivesse usado antes.

Aquele era um dia agitado no castelo, como Júniper e Grover disseram a rainha, ou melhor, minha mãe, já tinha arranjado um jeito de preparar um baile. Passei o resto daquele dia tentado aprender qual garfo usar com qual prato (nunca senti tanta saudade de comer pizza com a mão).

– Relaxa – Grover me dizia – Usa a desculpa da amnésia e ninguém vai se importar.

Mas outra coisa que me preocupava era o fato de que o rei e a rainha de Saphir também viriam ao baile. Só para recapitular, Annabeth é princesa de Saphir, ou seja, os supostos pais, da minha suposta noiva, o que significa que são meus supostos sogros, estão vindo me ver. Não sei devia ficar preocupado com isso, e estou. Muito.

Acho que Grover percebeu minha preocupação, porque no meio da tarde ele simplesmente me segurou pelos ombros e foi me guiando para fora do castelo.

– Para onde você esta me levando? Perguntei quando já estávamos na cidade, no meio de uma rua comercial.

– Percy, dá pra sentir o cheiro do seu nervosismo. Sério – Ele estava indo a um pequeno estabelecimento, estranhamente mais rustico que os outros. Era como uma pequena casinha de pedra, com telhado de palha e uma porta dupla de madeira, dava pra ouvir o barulho de pessoas conversando, mas não prestei muita atenção nas janelas para ver o que estava acontecendo lá dentro. – Você precisa esfriar a cabeça, mas sem exagerar, lembre-se do baile.

Ele passou pela porta e vi que aquilo era uma espécie de taverna, e uma moça bonita nos recebeu. Bonita não, linda. Os longos cabelos negros caiam nas suas costas, contrastando com seus olhos azuis. Ela usava uma camisa branca longa, com as mangas bufantes e seu colo estava á mostra. A saia e o corpete eram de um tom de azul mais escuro que seus olhos. Ela segurava uma travessa redonda de metal.

– Boa tarde Silena. Grover a cumprimentou

– Boa tarde Grover. – Ela me olhou e assentiu. – Vossa Majestade. – O sorriso dela era hipnotizante de certo modo. – Ouvi dizer que alguém bateu forte com a cabeça. Então, sou Silena, até pouco tempo eu era Beauregard. – Ela riu consigo.

– E como vai o Sir. Beckendorf? Grover disse com um tom divertido na voz.

– Vamos até o balcão, eu vou chama-lo.

Seguimo-la até o balcão, enquanto ela pegava alguns copos no caminho. Ela tinha um jeito tão gentil de falar, e sempre sorria. Eu achei interessante o fato de que nenhum homem tentou cantá-la, podia até se ver certo respeito por ela.

Assim que sentamos a frente do balcão, ela chamou por Charles, sua voz era tão límpida que ela parecia cantar. Quando esse Charles apareceu, eu entendi o porquê dos homens ali respeitarem ela, o cara era enorme. Bem alto e, mesmo ele usando uma camisa bege com mangas bufantes (que pelo jeito é roupa universal por aqui), seus músculos era bem visíveis, e as mão enormes também eram intimidadoras. Mas ele tinha um sorriso branco, que dava um contraste até que engraçado com sua pele escura.

– Mas olha o que temos aqui. – Ele se aproximou, e eu tentei, tentei mesmo, não parecer assustado. – Há quanto tempo Percy. – Silena pigarreou, olhando para ele como se dissesse “Você se esqueceu?” – Ah, é mesmo. – Ele coçou a nuca e depois me estendeu a mão. – Sou Charles Beckendorf, minha esposa já deve ter se apresentado não?

Aos poucos fomos bebendo um pouco e conversando mais, novamente a conversa foi cheia de flashback. Lembrei-me de treinar com Charles e até mesmo de ouvi-lo falar sobre casar com Silena. O tempo foi passando e, perto do pôr-do-sol, Grover e eu voltamos. Mas antes de sairmos Silena me disse “Mande lembranças a minha prima” e riu consigo.

Mais tarde, no meu quarto, eu ouvi a música começar a tocar enquanto eu olhava os últimos minutos do Sol no céu daquele dia. Olhei-me no espelho, minha roupa era azul escura, com detalhes brancos e verdes, tinha uma coroa dourada sobre a cabeça, meu cabelo, por mais que eu me esforçasse, caía rebelde e ligeiramente despenteado como sempre.

Saí do meu quarto e fui perto em direção a escada principal, onde Sally me esperava. Ela usava um vestido salmão, com os cabelos presos em um coque baixo e a coroa sobre sua cabeça. Ela me olhou, os olhos brilhando de felicidade. A cada passo que dava mais perto dela, eu ficava a um passo mais perto desse mundo. Já sentia, de certo modo, que aquele lugar sempre foi meu, nunca me senti tão confortável, mesmo não lembrando muita coisa. Só aquela atmosfera já me fazia relaxar.

Em poucos segundos, estava descendo uma escada ao lado da Rainha, todos nos olhavam com certa empolgação, o silencio pairava com um misto de excitação.

– Meus leais súditos, meus caros amigos. Hoje é um dia especial para nosso reino de Source. – A Rainha falava, e podia perceber que ela estava prestes a chorar de felicidade. — Espero que todos estejam tão felizes quanto eu, com a volta do meu filho Perseu.

O que veio a seguir foram muitas palmas, algumas pessoas, que logo percebi que deveriam ser do mesmo grupo de Grover, se arriscavam a gritar um pouco. Um sorriso se criou em meus lábios. Toda minha vida as pessoas me trataram como se eu fosse alguém estranho, como se fosse um alienígena, e de repente descubro um mundo novo, que estava quase chamando de lar.

A música voltou a tocar, as pessoas dançavam, riam, comiam. A atmosfera não poderia estar mais agradável. Eu estava sentado no trono, quando um homem se aproximou e acabou tirando minha mãe para dançar e eu fiquei ali, apenas olhando todo, tentando absorver o que acontecia, foi quando ela se aproximou. Uma moça bela, de cabelos negros e olhos levemente puxados, seu vestido era de vários tons de rosa, e joias decoravam tanto seu corpo quanto seu cabelo. Ela fez um reverencia ao se aproximar de mim.

– Vossa Majestade. – Foi a primeira coisa que ela disse. Quando ouvi a doce voz dela, me lembrei de Silena dizendo “Mande lembranças a minha prima”. – Sou a duquesa Tanaka.

– Drew não? Eu arrisquei, nem sei de onde o nome me veio, mas estava começando a confiar naquelas “lembranças que as vezes rodavam minha mente.”

– Vejo que Vossa Majestade não se esqueceu de meu nome. Seu sorriso era sedutor, porém ao mesmo tempo senti um arrepio nas minhas costas.

– Hã... Gostaria de dançar?

– Não haveria honra maior.

Enquanto dançávamos, eu fiquei feliz por não ter pisado no pé dela, ela me olhava atentamente, de um jeito que me deixava cada vez mais nervoso. Quando uma das musicas acabou, ela se aproximou do meu ouvido e sussurrou.

– Não posso dizer que estou profundamente triste com que aconteceu a sua noiva, mas nem tudo é o que parece.

Antes que eu pudesse falar algo, trombetas tocaram, e todos se viraram para o portão principal. Pelas roupas não precisei de muito para adivinhar que eram nobres de uma classe muito alta. A mulher, que estava em um vestido verde esmeralda, tinha cabelos curtos (o que era meio incomum pelo que eu vi o dia todo.) e escuros como ébano. Seus olhos azuis olhavam tudo ao seu redor, como se ela fosse uma caçadora experiente. Já o homem possuía uma expressão mais relaxada, e um sorriso no rosto, mas seus olhos se moviam da mesma maneira. Seus cabelos loiros caiam de uma forma mais rebelde que os meus, e seu traje real era branco, seus olhos era azuis, mas num tom mais suave que de sua companheira, e uma longa cicatriz adornava seu rosto.

– Vossas Majestades. – Um homem anunciou – O rei Luke e a rainha Thalia de Saphir.

Senti minhas pernas tremerem, então aquelas duas pessoas com cara de assassinos profissionais eram meus sogros?

Notas finais
O que acharam? Porque eu escolhi o Luke e a Thalia pra serem os pais da Annie porque... "Familia Luke, você prometeu" e etc. O que vocês acham que a Drew esta tramando? Até o proximo cao n.n
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.