Neverland

17 You are my destiny, my soulmate


Notas iniciais
Capitulo bem melosinho pra combinar com o dia de hoje :)
Queria agradecer a recomendação lindíssima da Dreamer, muito obrigada. amei mesmo!!

Regina entrava em seu quarto carregando uma bandeja de café da manhã quando se deteve. Emma vinha saindo da cama usando apenas sua calcinha e a blusa da rainha só meio abotoada. A morena mordeu o canto do lábio e não conteve um sorrisinho.

– Café da manhã na cama? – Emma disse quando percebeu a presença da rainha.

– Sim. – Regina sorriu e andou ate a cama depositando a bandeja nela e puxando a xerife para um beijo de bom dia. – Você devia ser proibida de ser tão linda. – Ela murmurou contra a orelha de Emma.

– Pare com isso... ou meu café da manhã vai acabar sendo você. – Emma sorriu. As duas voltaram pra cama e a rainha que já tinha tomado café da manhã com Harry, antes de levá-lo pra escola, ficou observando a xerife com uma expressão divertida.

– O que foi? – Emma ergueu a sobrancelha pra ela.

– Nada Srt. Swan. Só parece que você gastou muitas calorias ontem a noite e está tentando recuperá-las muito rápido.

Emma terminou de mastigar o enorme pedaço da panqueca que estava em sua boca. – Bom, é que eu passei a noite com uma certa rainha, que roubou todas as minhas energias. Sabe... a mulher era insaciável. – Ela sorriu.

Regina jogou sua cabeça para trás em uma risada. – Que rainha má que ela é, em?

– Muito. – Emma disse enquanto colocava a bandeja sobre a mesinha de cabeceira. – Mas eu acho que consegui a satisfazer.

– Por ontem talvez... – Regina mordeu seu lábio. Emma estava sentada diante dela agora. A rainha foi ate a xerife e passou suas pernas em volta da cintura dela, deixando as duas uma de frente pra outra, com seus corpos encaixados.

Emma sorriu. – Eu gosto do seu entusiasmo, sra prefeita. – Emma passou sua mão pela nuca da rainha, puxando-a para beijá-la. Lentamente ela foi deitando o corpo da rainha e se colocando sobre ela.

O celular de Emma tocou interrompendo o beijo das duas. Emma pensou por um segundo em ignorá-lo, mas lembrou que havia passado a noite fora de casa sem explicação alguma.

– Oi. Eu estou bem... só fiquei presa na delegacia... onde estou? Hum... – Ela se deteve, imagina como seria se dissesse para David que nesse exato momento estava sobre a rainha. – eu estou indo pro Granny’s pegar um café. – Ela mentiu. — Certo, avise a ele. Tchau.

Emma desligou o celular e encontrou o olhar da rainha. – Eu acho que tenho que ir... – Ela viu o olhar de Regina se entristecer. – afinal eu tenho muita coisa pra resolver e não quero perder nenhum dia. – Emma levantou da cama e começou a juntar suas roupas.

– E por coisas pra resolver você quer dizer o que? – Regina perguntou preocupada.

– Bom, eu tenho que falar com Henry e tenho que cancelar um casamento, não é?

Regina sorriu, por um momento ela havia pensado que a xerife voltaria para suas vida como se nada tivesse acontecido.

– Acho que Henry vai ter que ficar aqui por um tempo. – Emma continuou. – Nós não podemos ficar na casa nova e eu não quero voltar pra casa dos meus pais, então ele fica aqui enquanto eu acho uma outra casa pra gente.

– Outra casa? Por que você precisa de outra casa?

– Ora Regina, depois que eu contar tudo aos meus pais com certeza não vou querer ficar morando com eles.

– E por que você não vem morar aqui?

Emma a encarou surpresa. – Você está me pedindo pra morar com você?

– Bom... só se você quiser é claro.

Emma andou rápido ate onde a rainha estava e a tomou em seus braços. – Como eu poderia não querer? Como eu poderia não querer acordar todos os dias com você? É tudo que eu mais quero... – A rainha abriu um enorme sorriso e não resistiu a vontade de beijar a xerife novamente.

Emma tomou um rápido banho e já estava pronta pra ir, mas Regina ainda resistia a deixá-la sair. – Amor, você sabe que eu tenho que ir. Eu tenho que resolver minhas coisas. – De repente Emma tomou um ar serio. – Alias... você também tem. O que quer que você tenha com o pirata tem que acabar.

– Claro, eu vou falar com ele.

O olhar de Emma então foi de Regina para a cama. – Hum... ele já esteve aqui? No seu quarto?

– Não. Nós não... não esteve. – A rainha respondeu e então a expressão da xerife pareceu se suavizar.

– Então me deixe ir, ok? Quando eu voltar serei inteira e completamente sua. – Emma plantou rápido beijo nos lábios da rainha e partiu.

***

– Você só pode estar brincando! – A expressão de terror tomou o rosto da rainha.

– Não. – Emma encolheu os ombros. – Eles estão vindo pra cá com o Henry. – A xerife disse se referindo aos seus pais. – Eu achei melhor contarmos juntas e logo, como o Henry já sabe não dá pra esconder por muito tempo.

Regina andava de um lado pro outro, quase desejando que um buraco se abrisse sobe seus pés, quando a campainha tocou. – Entrem... – Ela disse sem jeito e todos a seguiram ate a sala. Emma já estava la sentada em um dos sofás.

– Henry, Harry está la sem cima vá brincar com ele, ok? – Disse a xerife.

– Mas eu...

– Por favor. – A rainha o encarou com uma expressão meio aterrorizada.

– Ta. – Ele disse não muito animado. – Boa sorte. – Ele falou baixinho para que só Regina que estava ao seu lado ouvisse.

Regina andou e sentou ao lado de Emma. David e Snow sentaram no sofá a frente delas. – Emma, você pode nos dizer o que aconteceu? Porque cancelou seu casamento? Eu não estou entendendo nada. – Snow disse aflita.

– Bom, não tem um jeito fácil de dizer isso. – Emma começou. – Então... eu me apaixonei por outra pessoa. Na verdade... eu já estava apaixonada. Voltar com Neal foi só uma ilusão, ou uma escolha pelo caminho mais fácil. Mas eu não podia continuar com isso. Eu estava infeliz...

– Eu percebi que estava. – Snow disse baixinho, como se não quisesse interromper.

– Eu não podia continuar fingindo, não seria justo nem comigo, nem com Neal. Eu o amei sim, mas foi coisa de adolescente. Ele não é o amor da minha vida. E eu sei quem é o amor da minha vida. – Nessa hora sua mão encontrou a da rainha. – E não vou deixá-la escapar por medo do que os outros vão pensar.

– Ela? – David disse ficando de pé. – Ela é a madrasta da sua mãe! Você não pode estar falando serio.

– Pode ter certeza que estou! – Emma disse ficando de pé também. – E no reino ela foi a madrasta, aqui ela é só a mãe do meu filho. E alem disso pouco me importa tudo isso!

– Emma pare pra pensar! – David disse meio desesperado. – Lembre de tudo que ela nos fez passar!

– Eu não me importo! Já disse!

– Pois deveria! – David gritou pra ela e então se virou pra Regina que permanecia sentada. – Você está feliz, não é? Esta mais uma vez provocando a discórdia na nossa família!

– Não fale assim com ela! – Emma se colocou entre ele e a rainha.

Os dois continuavam a discutir. Regina e Snow permaneciam sentadas onde estavam. A rainha não conseguia se forçar a olhar pra a princesa, logo agora que estavam conseguindo se dar bem, tudo iria desmoronar novamente.

– Não seja idiota. Ela não te ama! – David dizia pra Emma.

– Ela me amam sim, não importa o que você diga ou faça, nada vai me impedir de ficar com ela!

– Parem vocês dois! – Snow falou pela primeira vez. Todos ficaram em silencio e a encararam. – Desde quando isso está acontecendo? – Ela disse calmamente.

– Desde o navio. – Emma respondeu.

– E você nunca pensou em me contar?

– Eu pensei, mas... eu fiquei com medo... não queria te machucar.

– Pois eu acho que você fez isso. – Resmungou David. – De todas as pessoas do mundo...

– David. – Snow o interrompeu. – de todas as pessoas do mundo você me escolheu, não foi?

– Sim, mas...

– Ninguem poderia me substituir. Assim como ninguém poderia substituir você. – Ela andou ate Emma e segurou as mãos da filha. – E se Emma acha que encontrou a pessoa insubstituível dela, eu não vou contestá-la.

Um lagrima silenciosa corria o rosto da xerife. – Obrigada. – Ela disse em um sussurro e abraçou Snow.

– Você realmente a ama? – Snow se dirigiu a Regina, pela primeira vez encontrando o olhar da rainha.

– Mais do que tudo. – A voz de Regina também era baixa, uma lagrima lutava para correr o seu rosto.

– Eu acho... – Snow começou a dizer, ela tinha um olhar vago como se buscasse uma memória. – que já sabia disso. Desde quando te pedi para cuidar de Emma lá na ilha. Talvez ate antes disso... as mães sentem essas coisa, eu acho.

– Então... você não me odeia de novo?

– Você faz Emma feliz, e tudo que eu quero é vê-la feliz. Então não, não te odeio. – Snow forçou um fraco sorriso e depois se virou para David. – Eu não queria que vocês brigassem. David, eu sei que é difícil, mas quando voltamos de Neverland nos propusemos a uma vida nova. E nunca vamos começar uma vida nova se não esquecermos os erros do passado.

– Você tem razão... eu só não esperava. Emma, me desculpe...

Emma sorriu aliviada para ele e o abraçou. – Está tudo bem, eu sabia que não ia ser muito fácil.

***

– Eu quase achei que eles iam surtar de novo quando você disse que ia morar aqui. – Regina sorriu do que antes foi uma aflição.

– Bom, eu sou a única filha que eles tem. Então são meio protetores. – Emma sorriu. – Alem disso você me chamou pra morar aqui e nem me pediu em casamento nem nada. – Emma se jogou ao lado da rainha na cama.

Regina sorriu. – Então você quer ser pedida em casamento é?

– Só estou comentando.

– Certo. – Regina serrou os olhos pra Emma. – Então... agora que você vai morar aqui...

– Nós vamos fazer amor todos os dias. O dia todo? – Emma a interrompeu com um sorriso divertido.

– Hum... eu ia dizer que você deveria trazer suas coisas.

– Então não vai ser todos os dias e o dia todo? – Emma fez beicinho para a rainha.

– Menina... não me tente. – Regina a puxou para seus braços e Emma descansou a cabeça em seu peito.

– Nós fizemos isso mesmo, não foi? Salvamos nosso filho, ganhamos outro e conseguimos ficar juntas... – Emma disse com a voz baixa, quase como se tivesse medo que a resposta fosse não e tudo fosse só um sonho.

– Sim nós fizemos. Passamos por tudo... e a minha maior recompensa é você aqui nos meus braços. – Regina apertou um pouco mais seu abraço em volta da xerife.

Emma se virou para encarar a rainha, que tinha o sorriso mais verdadeiro em seu rosto. – Eu adoro quando você sorri assim pra mim. – Ela disse pensativa. – E você fazia isso mesmo antes de tudo... eu achava que era coisa da minha cabeça...

– Não era... quando você caiu no portal e foi para FTL, eu percebi que sentia sua falta, mas não me permitia admitir isso. E quando você voltou... foi como se tudo voltasse a fazer sentido novamente. E quando você me chamou para o Grannys naquela noite... tudo que eu queria fazer era explicar que eu realmente estava muito feliz por ter você de volta... mas eu não podia, porque não fazia sentido.

– Você me salvou aquele dia, se dependesse de Gold eu ainda estaria presa no outro mundo. Você foi a primeira pessoa que sorriu pra mim, depois de Henry, quando eu voltei. E aquele sorriso era uma versão desse que você me deu agora... o sorriso que você me deu quando estava indo embora do Grannys também. E depois na mina... – Emma nem tinha percebido, mas seus olhos transbordavam em lagrimas. – quando juntamos nossos poderes, quando poderia ter sido o fim... você sorriu pra mim também. Eu deveria ter percebido antes... como eu não percebi que eu tinha o sorriso mais lindo do mundo direcionado a mim? Você era como um segredo que eu demorei muito a desvendar. Mas agora que eu sei que o seu lindo sorriso, que alcança os olhos, significa eu não quero passar nenhum dia sem poder contemplá-lo.

– Se você demorou a me desvendar eu também fiz o mesmo. Naquele dia que você apareceu na minha porta, pra me devolver Henry pela segunda vez, logo que nos conhecemos... você estava tão vulnerável... Você me disse que tinha desejado não ficar mais sozinha em seu aniversario... se eu pudesse voltar no tempo... diria que você nunca mais ficaria sozinha, porque eu sempre estaria a seu lado...

– Nós duas fomos um pouco idiotas. – Emma sorriu em meio as lagrimas. – Mas nada disso importa mais... tudo que aconteceu foi necessário. Necessário para nos trazer ate aqui, nesse momento, onde somos uma família... – Ela encaixou sua mão na da rainha. – Eu, você, Henry e Harry, pra sempre... – Ela puxou a mão da rainha e a beijou. – Esse sempre foi o nosso destino.

– Minha Emma... você me deu tudo que eu poderia desejar. Redenção, família, amor. Mas sobre tudo você me deu paz... porque quando estou ao seu lado eu sinto tudo em harmonia, quando meu olhar encontra o seu... – Ela fixou seu olhar no da loira. – é como se eu me perdesse neles, e quando os meus lábios capturam os seus é como se os ponteiros do tempo parassem, como se só existisse o nosso amor. O amor mais forte que eu poderia sentir e quem nem me arriscaria a tentar explicar. – Regina traçou delicadamente o contorno do rosto da xerife com a ponta do dedo. – Eu te amo tanto... as vezes chego pensar que isso é um sonho. Que você não é realmente minha.

– Mas eu sou... sua, totalmente sua... – Emma se moveu e lentamente começou a beijar a rainha, sem pressa, capturando cada lábio da rainha com os seus, pedindo espaço para a explorar e recebendo caminho livre, sua língua travando uma dança meticulosa com a da morena. O beijo doce aos poucos foi se transformando em um beijo avassalador, cheio de paixão, mas muito mais cheio de amor. Era como finalmente chegar ao seu destino e se entregar completamente sabendo que aquele era seu lugar. – Eu te amo... – Emma disse com a respiração descompassada. Seus olhos verdes brilhavam entre as lagrimas. Ela tinha o rosto da rainha em suas mãos. – tanto... tanto...

– Você é minha vida, Emma Swan... você me devolveu a minha vida... – E a rainha beijou a xerife mais uma vez. Como se fosse a primeira vez, porque é assim quando você encontra o amor da sua vida, sua alma gêmea.

FIM

Notas finais
Esperam que tenham gostado, do capitulo e da fic em geral. Alguns devem estar assim "como assim fim?" bom tem dois motivos pra isso. 1° Nossa fic se chama Neverland, então acompanhamos a aventura dos nossos protagonistas pela ilha e agora que voltaram pra storybrooke e emma e regina finalmente ficaram juntas e felizes, bom isso é o que se espera de um final não? claro que eu poderia continuar, mais acabaria me repetindo com a historia da outra fic. Então deixo assim,elas ficaram juntas, o que acontece depois fica a cargo da imaginação de cada um.
2° motivo. vou começar a trabalhar e não sei se poderia me dedicar a fic, então achei melhor terminá-la nesse ponto onde estava tudo perfeito, pois poderia correr o risco de criar novos arcos de historia e não conseguir terminá-los.

PS: O final do Hook fica a cargo de vocês imaginar tambem.

Enfim, não sei como vai ser meu horario ainda, então não sei quando postarei algo novo. Mas não vou abandonar as fics, não se preocupem. Logo que eu tiver uma nova ideia e souber que vou ter tempo pra concretizá-la estarei de volta :D