Neverland
12 Always
Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo cheio de emoção :)
– Muito maduro, Emma. – Regina disse, sobre a reação da xerife ao ser escolhida, quando elas já tinham se afastado dos outros. Emma apenas sorriu em resposta.
– É ela... e agora, qual o plano? – A xerife falava baixo, quando as duas se aproximaram do acampamento improvisado. Elas tinham avistado Tamara ao lado da fogueira, mas não viam Henry ou Greg.
– A barraca. – Regina apontou para uma pequena barraca que estava a alguns metros da fogueira. – Você pode cuidar da Tamara, eu vou pra barraca, se Greg estiver la com Henry eu cuido dele.
Emma levou um segundo pra se forçar a dizer o que estava pensando. – Por cuidar dele você quer dizer o que? Você vai...?
– Não se o Henry estiver lá.
– E se ele não estiver?
– Azar do Greg. – A rainha tinha um olhar frio, que incomodava a xerife. Aquele olhar era o olhar de Evil Queen.
– Você não tem que fazer isso. Matar ele...
– Ele seqüestrou nosso filho, Emma. Ele me torturou.
Emma apertou a ponte entre os olhos tentando buscar as precisas palavras que atingiriam Regina. – Você salvou a cidade, Regina. Você teria se sacrificado por isso. E foi isso que fez Henry te ver como uma heroína. Foi isso que fez com que eu visse em você a pessoa que você realmente é. E a pessoa por quem eu me apaixonei não precisa matar alguém para satisfazer a sua raiva. A minha Regina não é assim.
– Acontece... que a sua Regina é a Evil Queen também. – O tom da rainha não era de raiva, era tranqüilo e de algum modo aquilo incomodou mais ainda Emma.
– Só se você quiser ser. Ninguém te forçou a isso, ninguém esta te forçando agora. Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem quem você é. Então não seja covarde e escolha o caminho mais fácil, o que você está acostumada. Escolha mudar, você já fez isso lá em Storybrooke, por que voltar atrás agora? – Emma agora estava muito próxima a rainha. – Seja apenas Regina... por favor... por Henry... Por mim...
Regina tocou gentilmente o rosto da xerife, talvez Emma não tivesse se dado conta do que ela estava pedindo, ou do que aquele pedido significava para a rainha. – Por você... – Ela disse baixinho. E mil coisas passavam por sua mente, mas a principal era que Emma era única que poderia pedir isso, a única capaz de fazê-la querer mudar e por isso ela só podia ficar agradecida por seu coração ter escolhido a xerife.
Emma tocou a mão de Regina que estava em seu rosto e sorriu para ela. – Então... eu fico com a barraca e você com a Tamara.
– Não, o plano continua o mesmo.
– Mas...
– Emma, confie em mim ,ok?
– Você é bem mandona não é?
– Sempre. – Regina sorriu. – Agora vamos.
***
Quando os olhos de Tamara alcançaram Emma, ela levantou rapidamente, ela só levou um segundo pra se dar conta do que estava acontecendo. A xerife andava em direção a ela quase calmamente. A morena enfiou a mão no casaco, mas sua arma não estava lá.
– Emma, você conseguiu escapar do portal. – Ela disse no tom de quem quer irritar. – Deixe-me adivinha... Neal salvou você.
– Não ouse falar o nome dele! – Emma gritou para ela.
– O que aconteceu com ele, Emma? – Tamara agora tinha um sorriso presunçoso, ela tinha conseguido atingir a xerife. – Neal foi sugado pelo portal não foi?
– Eu já disse pra não falar o nome dele!
***
Quando Regina se separou de Emma, correu em direção a barraca e quase como se pressentisse a aproximação da rainha Greg, saiu de dentro dela. Instintivamente ele sacou sua arma ao ver a rainha.
Regina parou onde estava, só a alguns passos de distancia e deu a ele seu sorriso mais frio. – Uma arma? – Ela gargalhou. – Você acha que vai conseguir se defender de mim com uma arma? – Ela deu mais alguns passos em direção a ele.
– Pare! – As mãos de Greg tremiam e aquilo divertia a rainha. O medo dele era completamente visível.
– Onde está Henry?!
– Eu vou atirar em você! – Greg gritou com uma voz tremula.
– Sabe... você não parece tão corajoso sem sua maquina de tortura e seu bracelete que inibe magia.
– Não se aproxime. – Ele agora recuava alguns passos tentando se manter longe de Regina.
– Onde está meu filho?!
– Você nunca mais vai vê-lo! – Ele gritou e começou a puxar o gatilho da arma, mas a rainha foi mais rápida, com um movimento de sua mão a arma foi lançada longe.
Greg estava acuado e em um movimento desesperado se lançou contra Regina, mas com a mesma facilidade que ela lançou a arma ao chão, ela o lançou contra uma arvore. Ele se contorcia como se cordas o apertassem contra ela.
***
– Ele caiu no portal não foi? – Tamara repetiu e tinha um sorriso doentio no rosto. Aquilo foi o suficiente para fazer Emma perder o controle. Ela se lançou contra a outra a atingindo com um soco no rosto. Tamara cambaleou alguns passos pra trás e passou a mão no canto da boca sujo de sangue. – Ele está morto... admita.
– Cale a boca! – Emma se lançou contra ela e era tudo que Tamara queria. Ela tinha conseguido tirar de seu bolso o teaser que ela sempre carregava. Ele teria que servir, afinal Emma era uma criatura mágica.
Emma segurava Tamara pela gola do casaco quando sentiu o feixe de energia correr por seu corpo, fazendo com que suas pernas perderem a força e ela caísse ajoelhada diante da outra mulher.
***
– É a ultima vez que eu vou perguntar. Onde esta meu filho? – Regina tinha o pescoço de Greg entre suas mãos.
– Na... barraca... – Ele disse sem fôlego. – Ele está... amarrado lá.
Regina o soltou e seguiu apressadamente na direção onde Henry estava.
– Ele nunca vai deixar você sair daqui com esse garoto vivo. – Greg que agora estava caído no chão se forçou a dizer. – A sombra vai pega-lo de qualquer jeito.
Regina se virou para ele com o olhar cheio de fúria. E mais uma vez ele foi lançado contra a arvore, dessa vez com mais violência, o que fez com que ele caísse inconsciente no chão. – Eu prometi não te matar, ninguém disse nada sobre machucar gravemente.
Quando Regina entrou na barraca e viu Henry seus olhos imediatamente se encheram de lagrimas, ela se apressou para tirar a mordaça do garoto e desamarrá-lo. – Mãe... – Henry disse enquanto se jogava nos braços de Regina. – Você vaio me salvar.
***
Emma estava ajoelhada diante de Tamara que se abaixou para ficar frente a frente com ela. – Então, Emma você não queria que eu falasse do que mesmo? Do meu noivo o Neal? – Ela segurou o rosto da xerife levantando-o para que pudesse encará-la. – Em que mundo você acha que ele foi parar? Com aquela bala no peito, nenhum lugar parece bom, não é? – Ela aproximou o teaser novamente do corpo de Emma, segura de que a xerife não tinha mais força para fazer nada. Mas esse foi o seu erro. Emma segurou o pulso dela e a derrubou no chão se colocando sobre ela e tomando o teaser de suas mãos.
A xerife forçou o aparelho contra o corpo de Tamara mandando uma carga de energia por ela. Emma sabia que aquilo tinha sido feito para ser usado contra criaturas mágicas, mas deveria machucar pessoas comuns também. A morena gritou e se contorceu quando a eletricidade atingiu seu corpo. Ela encarou a xerife com os olhos cheios de ódio. – Nada que você faça contra mim vai mudar o fato de que ele está morto! – Ela esbravejou. – Emma mandou uma nova carga de energia pelo corpo da mulher. – Você vai me matar? – A voz de Tamara agora era arrastada. – Você é mesmo um deles... um ser mágico... uma aberração da natureza... um monstro...
– Cale a boca! – Emma forçou o teaser mais uma ver contra o corpo da morena e ela se contorcia em agonia.
– Emma, pare! – A voz de Regina alcançou a xerife e só então ela se deu conta do que estava fazendo. Ela largou o teaser no chão e se afastou assustada da outra mulher.
– Eu... eu... – Emma olhava para suas próprias mãos com horror.
– Calma, já acabou... – Regina estava ao lado dela a abraçando. – fique calma, ok? Henry está aqui... vai ficar tudo bem agora.
Só então a xerife se deu conta da presença do garoto. Mas ele tinha um olhar assustado, ao encará-la, quase como se não a reconhecesse.
Regina soltou Emma e andou ate Tamara que estava caída no chão. Para a xerife pareceu um tempo muito longo ate que a rainha dissesse. – Ela está viva. – Então foi como se o peso do mundo saísse das costas de Emma.
***
– Emma? Acorde... – A xerife apertou os olhos e os abriu para encontra uma Regina aflita encarando-a. Se aquilo viraria um habito, era um dos muito ruins. Ela pensou, lembrando de quando acordou depois de ser retirada do lago. – Você estava tendo um pesadelo. – Regina explicou.
Emma olhou em volta se dando conta de onde estava e que tudo estava relativamente bem agora. Todos estavam em um acampamento improvisado e Henry estava a salvo na barraca ao lado, junto com Harry. Logo que amanhecesse eles poderiam seguir de volta para o navio e esperar pelos outros.
– Você está bem? – Regina colocou uma mecha do cabelo da xerife atrás de sua orelha.
– Sim... eu só...
– Sonhou com ela. – Regina concluiu. – Ela está bem, Emma, está viva. Você não fez nada de ruim, ok?
– Eu ia matá-la. Se você não tivesse chegado, eu iria...
Regina reprimiu o impulso de dizer que talvez Tamara merecesse isso, mas Emma não era o tipo de pessoa que ficaria bem com uma coisa dessas em suas costas, mesmo que fosse por uma razão. – Não, você não iria. – Regina acariciava o rosto de Emma com o dorso da mão. – você se descontrolou, isso acontece com qualquer pessoa. Ela estava te provocando, a mente doentia dela queria provar alguma coisa com isso.
– Ela disse que eu era um monstro, como todas as criaturas mágicas. – Uma lagrima silenciosa corria o rosto da xerife.
– Se você fosse mesmo o monstro que ela diz, teria usado seus poderes contra ela, mas você não usou. Você poderia facilmente ter acabado com ela, se fosse sua intenção. Você não é um monstro, Emma, nem ouse pensar isso. Você é um anjo... meu anjo... – Regina plantou um beijo na testa da xerife a acolheu em seus braços.
Emma fechou os olho, se deixando envolver pela sensação boa que era estar nos braços de Regina. Parecia que tudo tinha voltado ao seu lugar finalmente. – Obrigada por cuidar de mim... – Ela murmurou baixinho.
– Sempre que precisar. – Regina sorriu. Era tão bom ter Emma em seus braços, sem estar dividindo seus pensamentos com a segurança de Henry. O garoto estava a salvo e logo eles voltariam pra casa. A rainha nunca se sentiu tão feliz, a idéia de voltar para Storybrooke com a sua família era a melhor coisa que podia lhe acontecer, no fundo foi o que ela sempre quis, mas não ousou desejar, por achar que talvez fosse impossível. Mas ela devia saber, desde a primeira vez que seus lábios tocaram os de Emma, que aquilo era amor de verdade e que para o amor verdadeiro o impossível não existe.
Notas finais
E bom domingo pra vocês. Espero que não estejam no tedio como eu. Acho que vou começar a ver a 1ª temporada de OUAT, pra matar a saudade e o tedio. Meu box ja esta aqui a postos. Por falar em box, aguem sabe quando lançam o box da segunda? to querendo ganhar ele de aniversario, então tem q sair ate setembro haha
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