Never Stop

10 "I'm dreaming of you"


Notas iniciais
Olá pessoas, eu disse que não demoraria, então... Here I am!!! E esse capítulo foi adiantado por motivos de: LanaStarkPotter, rafabraga20, rosaflor, Gica Stark Romanogers e Stemilyforever favoritaram a fic e por últim e com ais destaque: ANABELLE BLACK!!! Essa linda querida amada do coração da tia Ellen recomendou a fic de uma jeito tão fofo e adorável que me fez levantar do meu cantinho no quarto em que estou depressiva desde ontem (spoilers do episódio nas notas finais), bater a poeira e vir postar!!! Muito muito muito obrigada!!! Deixando de enrolar aqui, boa leitura!!! Bjs*

— Vai ficar grande em você, mas... — Oliver jogou uma muda de um de seus moletons para mim. — O quarto da Thea está trancado e acho que você se sentiria à vontade nos terninhos da minha mãe.

— Tudo bem, só preciso ir pra casa logo. — Por mim, teria saído correndo no momento que as coisas quase deram errado à beira da piscina, mas ele estava certo, do jeito que estava vestida era impossível.

— Sabe, Felicity... — O loiro foi chegando perigosamente mais perto. — Eu sei que me desculpei naquela hora, mas falei por falar. Eu não sinto muito pelo que fiz.

— Oliver...

— Eu queria ter te beijado. Gosto de você.

— Por favor, pare, não mexa ainda mais com minha cabeça. Estou saindo com uma pessoa muito legal e você não gosta de mim de verdade. — Oliver confirmou minha tese, balançando a cabeça em concordância enquanto seu olhar estava em algum lugar no teto.

— Você está certa, não gosto. Porque eu amo você.

— O quê? — gritei assustada. Ele tinha enlouquecido de vez, conversamos muito hoje, e, apesar dos flertes descarados, eu tinha plena certeza que ele sequer me via como mulher até tentar de beijar. — Não, você não ama.

— Sim, eu amo. E posso provar.

Mal processei suas palavras e já senti sua boca na minha, seus lábios capturando os meus sem o mínimo de pudor ou recato, e suas mãos prendendo meu rosto junto ao seu. Parei estática no lugar, os olhos mais arregalados do que nunca.

Suas mãos desceram até a barra na minha blusa molhada, enquanto sua barba malfeita fazia cócegas em meu pescoço, enquanto ele o beijava. Não resisti mais ao impulso de fechar os olhos e morder o lábio inferior. Começamos a caminhar em direção à cama, eu de costas sendo guiada por ele, e logo senti o colchão abaixo de mim.

Espera aí, espera aí, espera aí!

— Oliver, par...

Ele me calou quando aprofundou o beijo, sua língua fazendo sensações nunca antes experimentadas por mim espalharem-se e dominarem meu corpo. Oliver já arrancou a própria camisa com uma facilidade e rapidez incrível e, apesar do meu não tão claro protesto, tirou também a minha blusa.

Quando me arrastei de costas para longe dele, o loiro maldito engatinhou em minha direção como um felino com os olhos fixos em sua presa. Foi nesse momento que aceitei que não tinha mais como resistir a ele e apenas me deixei levar por seus toques, sua boca na minha, descendo seus beijos para meu pescoço, colo e barriga.

Droga, porque ele tinha que ser tão bom nisso?!

Segurei sua cabeça entre minhas mãos, o puxando para mais um beijo, então ele habilmente me puxou para baixo dele, encaixando suas pernas entre as minhas e me puxando de volta aos seus braços perturbadoramente fortes. Tudo aquilo era mesmo músculo?

— Felicity...

— Depois a gente conversa, Oliver.

— Felicity... — Sua voz atingiu um som mais agudo e de repente não mais parecia mais dele. Na verdade, era bem como a voz de Caitlin. — Felicity!

— Eu! — Abri os olhos no susto e percebi estar no meu quarto. — Droga!

— Você nunca ficou tão triste em me ver... — Minha amiga sentou-se sobre os tornozelos ao meu lado no colchão. — Na verdade parece frustrada.

— Você me acordou na melhor parte — choraminguei.

— Mas não era outro sonho daqueles sobre você inventando um supercomputador, ou era?

— Querida, se tem uma coisa que não vi por lá foi computador. Ou qualquer aparelho eletrônico, pra ser bem sincera. Tudo era bem mais... humano — expliquei vagamente, corando apenas com as lembranças do meu sonho impróprio com meu chefe. Quando me tornei uma dessas?

Não sei se o pior era não ter realmente “concretizado o ato” no sonho, ou esse devaneio estar se repetindo por mais vezes que minha sanidade aguentaria. O moletom dele ainda estava dobradinho e guardado em meu guarda roupa desde aquela bendita festa e não tocamos mais no assunto.

Ele continuava gentil e preocupado no escritório, mas nem uma palavra mais tinha sido falada sobre o quase beijo, para desespero da minha língua que coçava para comentar ou pelo menos perguntar algo sempre que ficávamos sozinhos. Mas eu tinha medo que ele começasse a me tratar diferente ou ficasse com aquela cara de culpa que ele fazia às vezes para Laurel. Eu só tinha contado a Barry, e como Tommy não tinha feito nenhuma piada sobre, acho que ele guardou segredo. Deixemos assim, então.

Por falar em Tommy, as coisas na manhã seguinte à festa foram engraçadas. Fonte: Vareta.

Ela fez O Escândalo na mansão Queen, gritando aos quatro ventos como Sara era filha da puta e tinha feito isso com ela duas vezes, e xingando Tommy de traidor e mandando ele pastar para sempre. Mas ao fim, as coisas não deram muito certo, pois segundo Laurel, Oliver não estava mais no clima das piadinhas e entregou a brincadeira no domingo seguinte para o amigo. Não imagino o porquê disso, já que ele foi o idealizador da coisa toda.

Mas a parte boa para o Merlyn, foi que essa idiotice fez com que os três voltassem ao climinha de amigos, lembrando de como eles aprontavam no colégio e como não deveriam ter perdido aquilo com o tempo. Não houve pedidos de desculpas ou abraços, mas eles estavam bem, e de acordo com Tommy, foi um passo adiante na conquista de Laurel Lance.

— Mas que coisa boa te ver, Cait! — Tirei minha atenção dos meus dramas imaginários e nos dos meus pseudo-amigos e foquei na minha amiga de verdade, que eu não via há tempos. — Nunca mais pude ir em Central City, estava com saudades! — A abracei. — Barry já te viu?

— Não, acabei de chegar.

— Cait, eu te amo, e não estou reclamando da sua visita, mas posso perguntar o porquê? Você disse que estava atolada de trabalho no laboratório. — Ele começou a rir como se eu estivesse falando algum absurdo. Geralmente eu até falava mesmo, mas não entendi dessa vez.

— Você esqueceu, não foi?

— O quê?

— Feliz aniversário, sua maluquinha!

~

— Não! E essa é uma centrífuga modelo CX 6000? Sabe quantas dessas tem no mundo? — Caitlin acariciava a máquina como se fosse um bebê.

— Três. — Sorri orgulhosa encostada na porta. — Oliver tinha contatos com os criadores na Rússia, conseguiu uma para a CQ. Ela processa...

— 50 vezes mais rápido que a melhor centrífuga no mercado, eu sei. — Ela completou minha frase. — E eu achando que meu laboratório no S.T.A.R. Labs era o melhor do país! — Ri e caminhei em sua direção até parar ao seu lado. Éramos melhores amigas na faculdade e se nos aproximamos por nossa nerdice, isso não mudaria com os anos.

— Eu sabia que você ia adorar conhecer o Laboratório de Ciências Aplicadas das Consolidações Queen.

— E sabe quanto tempo levou para Fel me trazer aqui? — Nos viramos em direção à porta para ver Barry parado lá onde eu estava. — Ah é, ela nunca trouxe! — Me olhou com crítica.

— Bar! — O sorriso dela iluminou-se quando ela praticamente correu na direção do meu irmão. Opa, o que está acontecendo aqui? — Senti sua falta, nerd! — Ele a acolheu em seus braços compridos retribuindo com um abraço de urso.

— Não lembro de você ter me recebido com esse carinho todo essa manhã, Snow.

— Claro. — Ela se soltou nele e veio em minha direção. Até tentei não rir da cara de raiva que Barry fez pelas costas dela e para mim por “atrapalhar” o que quer que aquilo era, mas sem sucesso. Por sorte, Cait estava alheia a isso tudo. — Você disse “droga” quando me viu e reclamou porque eu atrapalhei seu sonho. Barry foi mais carinhoso. — Rolei olhos.

— Barry só é carinhoso quando lhe convém.

— Como assim? — Cait alternou o olhar para nós dois não entendendo. Ótimo, outra para o grupo dos cegos!

— Nada, ela não quis dizer nada. — Ele chegou por trás de mim me beliscando no braço. — Espera, aquilo é uma centrífuga CX 6000? Sabia que no mundo só tem...

— Três delas, eu sei. Estava falando isso agora com a Fel.

— Legal.

Era impressionante como os olhos dele brilhavam e parecia ainda mais retardado quando estava perto dela. O problema, era que exatamente a mesma coisa acontecia quando ele encontrava a melhor amida de infância, Iris West. Aliás, o maior problema na verdade era que, ele gastou tanto tempo apaixonado por Iris, que quando decidiu falar com Caitlin, ela já estava namorando Ronnie, um colega no laboratório.

Desviei minha atenção dos dois deslumbrados no laboratório para meu celular que começou a tocar, e o nome Oliver Queen surgiu brilhante na tela.

Felicity? Você já está perto do escritório? — Olhei para cima, pois o laboratório que estávamos ficava provisoriamente no subsolo da sede da QC.

— Bem embaixo, por quê?

Tenho uma notícia maravilhosa e quero falar com todos ao mesmo tempo.

— Chego aí em alguns minutos. Meu irmão e minha amiga estão...

Traga eles! Quanto mais gente para comemorar, melhor. Tchau. — Eu só acho desnecessário até a voz dele até ao telefone ser tão sexy ao ponto de me causar arrepios e sonhos nada puros.

— Acabou o tour, crianças, a tia tem que trabalhar. — Bati duas palmas e ambos fizeram um beicinho.

— Até no seu aniversário? — Barry abriu a boca claramente surpreso com a menção da data, enquanto já entravamos no elevador. Mas quem sou eu para julgar, já que não lembrei também? — Esse seu chefe é tão carrasco?

— Vou já te apresentar a ele, e você julga por si mesma, Cait. E nem tente disfarçar, Bar, tá na cara que você esqueceu o meu aniversário.

— Claro que não, Felzinha! — Ele me agarrou apesar dos meus protestos. — Vim aqui justamente para dar meus parabéns para a melhor irmã do mundo.

— Mas esqueceu a melhor irmã do mundo quando viu minha amiga — cochichei para ele.

— Você quer mesmo entrar no assunto “romance” quando estamos chegando na sala do senhor-quase-beijo-na-beira-da-piscina? — ele sussurrou de volta e trinquei os dentes. Já era a quarta vez em menos de um mês que Barry fazia eu me arrepender de ter contado tudo a ele.

— Eu não posso ser a única pessoa que se incomoda quando vocês começam a fazer isso — Caitlin falou revoltada se fazendo notar. — É, eu ainda estou aqui. — Ela acenou para nós dois encostada no fundo do elevador.

— Foi mal, amiga, é que Barry fica me atormentando com uma história aí.

— Sobre sua paixão platônica por seu chefe, mesmo estando saindo com o “melhor partido” da cidade? Ele me contou. — Os dois riram da minha careta chateada.

— Barry! — gritei com ele, então as portas do elevador de abriram no meu andar. — Morreu assunto. E nada de falar para ele que hoje é meu aniversário.

— Felicity, finalmente! — Oliver nos recebeu na porta do elevador, me levando pela mão para sua sala. Laurel já estava sentada em um dos sofás e Diggle em pé na porta. Torci para ele não ouvir os murmúrios maliciosos dos dois babacas atrás de nós.

— Então... — Meu chefe soltou minha mão para subir na cadeira, depois na própria mesa, desabotoando o terno. — Tenho uma notícia maravilhosa para dar a vocês! — Ele estava muito animado e aquelas palavras me fizeram suspirar por um sentimento nostálgico que invadiu meu peito.

*

Flashback ON

— Tenho uma notícia maravilhosa para dar a vocês! — Um suspiro apaixonado escapou de meus lábios, enquanto o observava em pé em cima da mesa do professor.

Oliver Queen era um sonho. Seu maxilar quadrado, dentes brancos perfeitos que viviam se exibindo em um dos seus milhares de sorrisos para todos e todas, cabelos loiros caídos na testa, e os hipnotizantes olhos azuis. E o corpo? Só um Santo Michelangelo para esculpir uma coisa daquelas, e colocá-lo todos os dias na cadeira à minha frente em cálculo.

A turma do último ano (com quem eu pagava essa matéria avançada) vibrou em resposta. É, ainda tinha isso, ele era um líder nato. Se Oliver pedisse que qualquer pessoa se jogasse de um precipício, o único questionamento era “de cabeça ou de barriga?”

Claro que tinha o fato dele namorar a antipática da Laurel Lance, e ainda pegar todo o corpo feminino de alunas e professoras com menos de trinta da escola. Quer dizer, todas menos eu. Desde nosso encontro nos primeiros dias de aula, não nos falamos mais. E só para constar, eu não queria mesmo entrar na crescente listinha de companheiras pontuais de cama de Oliver Queen. Não quando eu ainda não tinha dado nem um primeiro beijo.

— Festa na piscina da minha mansão, hoje a partir da dez da noite! Todos convocados! — Ele estava louco! Hoje era quarta-feira, amanhã tínhamos aula às oito da manhã e os professores não aceitariam mesmo a justificativa de “estávamos na casa dos Queen”. Ou talvez até aceitassem, dada a influência que Moira e Robert tinham naquele colégio. No fim, eu era a única pessoa ali que parecia preocupada com todos os alunos cochilando nas mesas no dia seguinte. — Você também, morena. — Arregalei os olhos quando percebi que ele se dirigia a mim.

Então, eu, que estava abominando a ideia há segundos atrás, já estava planejando mentalmente que roupa usar. Talvez aquela camiseta do Guns N’ Roses com uma calça jeans qualquer e uma camisa por cima. Não é como se alguém realmente fosse se importar com o que eu estaria vestindo naquele lugar.

Eu não poderia estar mais errada.

Não somente alguém se importou, como tive a pior experiência de primeiro beijo da história. Ou pelo menos da minha história. Um dos caras do último ano, Clark alguma coisa, em um momento caindo de bêbado, me agarrou e me roubou um beijo que me fez querer vomitar.

O mais estranho foi que, quando o empurrei e lhe dei um belo tapa na cara, o babaca ainda parecia disposto a levar aquilo adiante, até olhar para algo atrás de mim por cima do meu ombro e empalidecer como se estivesse vendo o próprio Satanás. Ele se desculpou e saiu e perto de mim quase correndo. Quando procurei o fantasma em questão, havia apenas um monte de gente dançando, como se tudo fosse mesmo obra de um fantasma.

Fui embora do jardim, onde acontecia a festa, com um gosto amargo na garganta, e ao atravessar o local para casa, ainda esbarrei em Oliver e Mackenna Hall, umas das melhores amigas de Laurel e líder de torcida, os dois em uma cena de sexo quase explícito. O mesmo Oliver que tinha me convidado e sequer falado comigo a noite toda. É isso, eu não era uma pessoa de festas e nunca seria.

Flashback OFF

*

— Oliver, desce daí, você não está mais no colégio! — Laurel o repreendeu. — E quem são esses dois nerds?

— Laurel, seja mais legal. — Oliver a corrigiu descendo da mesa. — Esse é o Barry, irmão da Felicity, e essa é provavelmente a namorada dele. A... — Comecei a gargalhar sem medida da insinuação inocente de Oliver, enquanto Caitlin corava e se juntava a Barry no coro das negações.

— Barry não tá pegando a Cait. — Enxuguei uma lágrima que desceu do canto dos meus olhos. — Já te disse, Oliver, ele não pega ninguém!

— Ei! — Meu irmão protestou.

— Falei alguma mentira?

— Ok, Felicity, já chega, eles estão ficando preocupantemente vermelhos. — O loiro sorriu para mim, tocando meu ombro. Barry abriu a boca para fazer um comentário, provavelmente um que me envergonharia diante de todos ali, então agradeci aos céus por Oliver ser mais rápido. — Mas a minha notícia é que... As Consolidações Queen chegarão em um patamar que nunca esteve antes. Vamos fechar o maior negócio da história!

Eu sei que devia ficar feliz por ele e por nós, e estava, mas a minha parte receosa de repente ativou um alerta. Que tipo de negócio Oliver poderia ter arrumado tão rápido e sem minha consultoria ou de Laurel?

— Como assim, Ollie? Com quem? — Minha adorável colega parecia também ter essa veia da cautela.

— Ele é um negociante da Markovia que veio fazer negócios aqui em Star City e escolheu a CQ para aplicar alguns muitos milhões. O nome dele é Kenneth Bender, ou algo do tipo.

— Nunca ouvi falar.

— Porque ele é novo por aqui, Laurelzita.

— Bilionários markovianos não se escondem do mundo e parecem em Star City do nada, Oliver. Precisamos ter cuidado.

— Qual é, Laurel, custa você colocar pelo menos um pouco de fé em mim? — Ela abriu a boca para responder, mas ele mostrou uma expressão chateada e se virou para mim. — Felicity?

— Oliver, concordo com a Vareta que cautela nunca é demais. — Seu meio sorriso terminou de desmanchar-se.

— É isso, vocês duas, as pessoas que mais deveriam confiar em mim e com quem mais eu convivo, não acreditam nem um pouco em minhas capacidades. Não é nenhuma surpresa. — Oliver jogou-se na própria cadeira.

— Cait, acho melhor irmos.

— Te ligo mais tarde, Fel. — Assenti em concordância. Quando meu irmão e minha amiga saíram, me virei para Oliver.

— Não é que não confiamos em você, mas só estou assumindo que não podemos pular de cabeça em um negócio tão rápido e que parece tão fácil. Pode não ser bom — falei com paciência. Era a primeira vez que ele tentava algo completamente sozinho, e eu não queria desencorajá-lo, mas também não queria que ele se decepcionasse mais à frente.

— Mas também pode ser maravilhoso! — justificou-se. — Diggle?

— Meninas, sei que vocês se preocupam com Oliver, mas ele já é adulto, deixem que tome as próprias decisões. Ele não faria nada que prejudicasse a própria empresa. — Nos calamos diante da afirmativa de John Diggle.

— Obrigado por ainda me apoiar aqui, Dig. Estão dispensados. — Ele voltou sua atenção para algo no computador.

— Apenas me deixe ler esses documentos antes que assine qualquer coisa, Ollie. — Voltamos para nossas mesas.

— Você acha que ele ficou chateado? — questionei o olhando através da parede de vidro.

— Melhor chateado do que falido.

— Não sei...

— Não deixe sua paixonite sem cura por ele te cegar, Smoak. Nessa sala, não somos amigas de Oliver, somos colegas de trabalho e temos esse papel de alertá-lo.

— Mas você poderia ter sido mais delicada. — Ela bufou.

— Ele é um homem crescido, nerd, não pode fazer beicinho toda vez que for contrariado. — Concordei com a cabeça, mesmo com uma dorzinha no coração por magoá-lo. — Agora ao trabalho, mais tarde temos que assinar um contrato com seu namorado, que é um empresário de verdade, e não vai te dar moleza, mesmo tendo essa inexplicável queda por você.

— Engraçadinha. — Ela soprou um beijo nada amigável em minha direção. Beijo de Judas, só pode.

Voltei minha atenção aos computadores, que nisso eu tinha certeza. Mais do que a surrealidade dos sonhos, a inexatidão e brechas do direito ou da administração, ali era tudo certo. Códigos de computadores não mentiam, não erravam. Ali era meu lugar.

Mais tarde, quando faltavam apenas uma hora para a reunião com Ray, enchi uma xícara de café e entrei na sala de Oliver. Eu não queria ser só sua simples secretária, mas levar um pouco café não me custaria nada. Café sempre ajuda.

Depositei a xícara em sua mesa e o encarei torcendo meus próprios dedos.

Ele ergueu os olhos como se já esperasse que eu falasse algo. Não o culpava, ninguém fica parado na frente da mesa dos outros sem motivo.

— Me desculpe.

— Não precisa se desculpar, como Laurel disse, tenho mesmo que aprender a ouvir nãos.

— Como você...

— Você esqueceu o interfone ligado. De novo. — Oliver torceu a boca numa careta, mas um leve sorriso se formou em seus lábios. Espera, se ele ouviu tudo...

— Eu não tenho uma paixonite sem cura por você, só para constar. — Me defendi com as duas palmas apontadas em sua direção. Seu sorriso se ampliou com meu constrangimento, ele se ergueu e caminhou em minha direção. Dei um passo para trás para provar meu ponto de “você não é meu crush”.

— Mas você realmente acha que sou burro a ponto de afundar minha empresa?

— Claro que não, Oliver! Você tem levantado esse lugar, mesmo sem ter terminado nenhuma das quatro faculdades que começou, e isso é um grande feito.

— Ah, é porque tenho vocês. Estaria fodido se tentasse sozinho. — Oliver piscou para mim, pegou a xícara em cima da mesa e caminhou até a saída. — Vamos?

Notas finais
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA E vamos marcar hoje como a minha primeira trollagem em Never Stop!! Quem já me acompanha de outras fanfics, sabe que gosto de fazer essas maldadezinhas, brincar com sonhos, flashbacks e linhas temporais, e aqui não poderia ser diferente!! Mas vocês perdoam, né? *carinha de gatinho do Shrek* Enfim... O que acharam do capítulo?! Caitlin Snow está nele e vai ficar por um algum tempo!!! Barry, o que não pega ninguém, curtiu isso. E não, ele não ficou com Thea na festa, veremos interação dos dois mais à frente!! Por falar em mais à frente... Ai ai, louca pra contar um monte de coisa aqui sobre os próximos capítulos, mas não posso, ou estragaria a surpresa!! Apenas digo que continuem acompanhando e favoritando e recomendando!!! Ajuda muito na divulgação da história e não custa quase nada, vai? Pliiiiiise? Até os reviews... Bjs* p.s.: Vi ontem que não tinha respondido um monte de review porque simplesmente esqueci. Não é que nãos os valorizo, mas sou desatenta de um nível que leio tudo, deixo para responder e quando sento na frente do notebook, esqueço o que ia fazer. Fato, minha memória é pior que a de Oliver!! Mas estou correndo atrás de atualizar tudo, viu? p.s.2: Que. Episódio. Foi. Esse? Quando eu acho que a série não dá pra ficar mais triste, fica. Me preparei para lidar com o funeral da Laurel, mas o de Tommy também? Não, não, não. Eu tenho coração, sabe produtores, e ele está pequenininho esses dias, por culpa de vocês!! E os membros que ficaram vivos, Felicity e Diggle se culpando... Por incrível que pareça, o senhor-a-culpa-de-tudo-é-minha estava deprê, mas ainda arrumou um tempinho para dar conselhos. Isso mesmo, você está crescendo, Oliver!! E sinto nossa loirinha de volta ao Team Arrow, tomara que sim!! Bem, já escrevi demais aqui, sei que muitos nem leem tudo. Aos que venceram e chegaram até o final das notas finais, recebam meu abraço virtual!!