Notas iniciais
SUPER JUNIOR IS BACK!!!!!!!!!
Ok, eu sei, essa é uma fic do SHINee e mimimi, mas eu sou ELF e estou ouvindo álbum em loop :)
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E o comeback do SuJu é a justificativa que eu vou dar para esse cap ser um pouco menor que os outros, e para os reviews ainda não respondidos. Além do comeback, eu andei meio doente [ainda estou, na verdade], ma prometo que ainda hoje respondo tudo [entre hoje e amanhã].
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Esse capítulo foi o betado mais rápido, sinto muito gente, eu queria postar agora e estou morrendo de sono, dor de cabeça e mimimi, por isso eu dei uma lida rápida, eu não sei se tem muitos erros, se tiver desculpa, me avisem [podem apontar o erro, eu não ligo :)]. Obrigada pela compreensão desde já ^^
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Mais uma vez, obrigada pelo apoio e pelos reviews, eles me deixam muito feliz.
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Espero que gostem e boa leitura.

6

- Eu não tenho esquizofrenia!

Kris piscou olhando para o menino a sua frente, ele não parecia nervoso, seu tom de voz era normal, era como se alguém tivesse perguntado como estava o clima lá fora.

- KiBum, querido – a senhora Kim começou- ele é um médico, ele sabe o que você tem.

- Não, ele não sabe, mãe –ele rebateu imediatamente, ainda em um tom educado, então ele olhou para o psiquiatra –eu gosto de você, mas desculpe, você não sabe o que eu tenho. Eu não tenho esquizofrenia.

Wu Yi Fan respirou fundo, era comum pacientes recusarem a ideia da doença, afinal, estavam presos as suas ilusões e acreditavam nela. Ele sorriu simpático, se aproximando da cama.

- Eu sei o que você ver, KiBum.

O menino arregalou levemente os olhos, mas fora isso, manteve a expressão séria.

- Eu nunca te contei nada.

- Sim, você realmente nunca falou comigo a respeito, mas MinHo me contou.

Assim que as palavras foram ditas, KiBum levou as mãos aos lábios, perdendo completamente a postura, a magoa imediatamente brilhando eu seus olhos, essa reação fez Kris sentir a culpa pesar em seus ombros, ele se lembrou do olhar irritado que o adolescente havia lhe dirigido ontem quando insistira que ele lhe contasse sobre KiBum “a saúde mental dele me importa- ele havia dito seriamente- mas eu não acho que o senhor deveria pressionar um adolescente que não é seu paciente por respostas, faça o seu trabalho direito e ai você as consegue” e então entrara no quarto, deixando-o sozinho no corredor.

- O MinHo... Ele...

Lagrimas encheram os olhos felinos, a senhora Kim se aproximou do menino, tocando-o na mão.

- Querido, nós queremos o seu bem. MinHo contou por causa disso.

- Eu... Quero ficar sozinho.

- KiBum – o psiquiatra falou novamente- eu vou falar com seu médico, você vai ser liberado hoje e nós teremos que ter essa conversa – o menino o fitou parecendo ainda abalado- você precisa começar o tratamento.

Ele e a mãe do garoto estavam saindo do quarto quando ele ouviu um sussurro baixo e insistente “eu não tenho esquizofrenia!”.

NS

JongHyun abraçou o garoto suspirando alto. KiBum sentia o corpo frio dele contra o seu e se perguntara como ficara sem isso por tanto tempo.

- MinHo não contou – o menino murmurou abafado – ele não contaria.

O mais baixo revirou os olhos e então deu um aperto quase agressivo no braço magro.

- Sei que esse cara te fez acreditar que era diferente por que não fugiu como os outros, mas no final ele é só mais um.

- Mas ele...

- Não é confiável como todos os outros.

- Ele não foi embora.

— Isso não quer dizer nada –ele esbravejou- e daí? Você sabe por que ele ficou? Ele te deu algum motivo?

O garoto mais alto se afastou olhando para ele seriamente, o rosto levemente rosado.

- Ele disse que amigos não abandonam amigos.

- Ele contou o que você disse aquele cara – JongHyun apontou para a porta, elevando a voz.

KiBum desviou os olhar, encostando na cama com uma expressão cansada.

- Eu não quero falar sobre isso – JongHyun respirou fundo- você não deveria gritar comigo depois de passar tanto tempo longe.

O outro se aproximou do outro novamente, tocando sua mão e o puxando levemente para si.

- Eu quero o melhor para você, Key, se eu for embora, quem vai te proteger deles?

O garoto parecia levemente confuso por um momento e então ele piscou como se fosse atingido por uma ideia repentina.

- Se você realmente existe... Porque os remédios te fariam sumir?

JongHyun franziu a testa.

- Você está duvidando de si mesmo?

Os lábios rosados se abriram levemente. Ele estava? Será que tudo que ele via era verdade ou será que ele estava preso em um mundo imaginário a sua vida toda?

-Você é louco, KiBum?

- Não –ele respondeu imediatamente, o ar faltando de repente- eu não sou louco.

O mais baixo se aproximou dele as duas mãos em seu rosto.

- Se você quiser fazer o tratamento então o faça, eu não irei embora por vontade própria.

- Mas você disse...

Ele fez sinal para o menino se calar, abraçando-o delicadamente em seguida.

NS

Wu Yi Fan respirou fundo no corredor, a culpa ainda pesando em seus lábios. Não era certo mentir assim para seu paciente, mas era necessário. Ele viu o senhor Kim se aproximar de mãos dadas com a esposa, Choi MinHo havia acabado de entrar para falar com KiBum

- O médico disse que ele logo terá alta. – O senhor Kim avisou e então olhou desconfiado para o outro homem – tem certeza que é seguro ficarmos em casa com ele?

O psiquiatra assentiu.

- Sim, eu tenho –ele estendeu uma receita para eles –esses são os remédios que ele precisa tomar, eu acrescentei um calmante somente para a primeira semana enquanto ele se acostuma com a rotina.

- Então quer dizer que ele pode ficar violento de novo?

- Ele poderia se não tomasse o calmante – o profissional respondeu imediatamente- bom, essa receita é experimental, temos que ver se vai funcionar para ele, após uma semana eu quero vê-lo no meu escritório, ele pode sentir alguns efeitos colaterais, como náuseas, inquietação, ansiedade, lentidão, retenção urinária, entre outros, tem todos naquele livro que eu dei a vocês.

Os dois assentiram juntos olhando o papel nas mãos da mulher. O senhor Kim tinha o braço ainda enfaixado e quando movimentava sentia pontadas de dor.

- E – Yi Fan continuou chamando atenção dos dois- ele pode se recusar a tomar os remédios, por que ele nega a doença, tentem convencê-lo de que isso é bom para ele.

- E se ele se recusar?

O médico suspirou cansado.

- Vocês levam ele ao meu escritório amanhã, se for o caso. Por favor, façam que ele tome pelo menos o calmante, hoje ele vai chegar em casa muito tenso, é o primeiro contado dele com o senhor após tê-lo esfaqueado, ele sente culpa e ainda vai ter que conviver com o local em que tudo aconteceu, é um trauma muito grande.

- Não devemos falar sobre o assunto? – A mulher perguntou.

— Não, só falem se ele falar. Não o forcem, já é tudo muito difícil para ele.

- O doutor tem razão – ela sorriu triste- nosso menino já tem uma vida muito difícil, não podemos simplesmente ficar piorando tudo. Eu vou até a farmácia do outro lado da rua comprar os remédios.

Os dois homens observaram ela sair com passos rápidos. Senhor Kim então olhou para psiquiatra sério.

- Você tem certeza que eu posso confiar que meu filho não vai atacar ninguém?

- Ele só precisa tomar o calmante e então vai dormir tranquilamente. – Yi Fan tocou levemente o braço saudável do homem em um gesto de conformo – ele vai ficar bem. É possível para pessoas esquizofrênicas terem uma vida normal desde que se dediquem ao tratamento.

- E se ele não quiser?

O psiquiatra respirou fundo, não querendo dar a resposta ao outro homem, não era hora de pensar negativamente, ele raciocinou, queria acreditar que o menino logo tomaria os remédios e então levaria a vida tranquila que merecia ter.

NS

Choi estranhou quando viu a culpa refletida no rosto de Wu Yi Fan assim que chegou ao hospital com uma pequena caixa de chocolate mandada pela sua mãe, que havia o obrigado a levar comovida com o amigo doente do filho. Assim que passou pela porta do quarto soube que tinha algo errado. Magoa brilhava nos olhos felinos do garoto recostado na cama.

- Está tudo bem? — Ele perguntou hesitante se aproximando da cama- minha mãe mandou para você.

O outro pegou a caixa assim que ele a estendeu quase imediatamente.

- Você contou ao Dr. Wu Yi Fan o que eu te falei?

O susto que o outro adolescente tomou foi visível. Ele sentou-se na beira da cama, em frente ao colega.

- Não.

- Ele disse que você contou!

KiBum rebateu em um tom quase traído, fitou MinHo sentado a sua frente e viu o olhar confuso que ele lhe dirigia.

- Ele falou comigo, me disse que eu deveria contar porque isso ajuda na sua saúde. Mas eu não contei, eu disse que não e deixei ele falando sozinho, eu juro.

O menino mais baixo deixou o ar escapar por seus lábios e inclinou a cabeça, decidindo se acreditava ou não. Ele parecia sincero, mas e se ele fosse um bom mentiroso? E se MinHo tivesse mentido todo esse tempo para ele? Porque de repente a sua vida parecia ser toda uma ilusão?

- Eu juro que não contei –Choi reafirmou- mas eu vou contar.

- O quê? – Kim elevou um pouco o tom da voz.

- Eu achei que deveria te avisar antes, querendo ou não é o seu segredo, você confiou em mim para contar e eu me sinto extremamente honrado por isso.

- Mas não acredita em mim.

- Eu acredito! – O menino alcançou as mãos dele- eu realmente acredito. Porque você mentiria para mim?

Kim deu de ombros, acreditando no outro facilmente. Mesmo que não percebesse isso, tornara-se dependente de amizade do outro, mesmo que se conhecessem a pouco tempo, ele nunca havia tido alguém vivo para conversar e era diferente, agora que ele sabia como era não queria simplesmente perder assim.

- Mas ele disse que pode te ajudar – Choi continuou- eu sei que você realmente acredita que ver isso, mas se você tiver esquizofrenia é claro que você acreditaria, então não temos como saber sem você tentar o tratamento.

- Você acha que eu sou louco.

MinHo levou as mãos para os ombros do menino, fazendo uma leve massagem ali assim que notou o tom choroso.

- Eu não acho que você é louco, esquizofrenia não é loucura, é uma doença. Pessoas quando ficam gripadas são chamadas de loucas?

- Não –ele murmurou- mas pessoas gripadas não veem coisas que não existem.

- Eu não acho que espirros sejam realmente normais.

KiBum não pode evitar de sorrir, sabia que o outro queria que se sentisse melhor e ele lhe contar que dizia tudo ao psiquiatra era de alguma forma fofo.

- Se você quiser contar a ele – MinHo falou baixo, as mãos ainda nos ombros do menino- eu só quero que você fique bem.

— Pode contar – assentiu triste- eu prefiro que você conte.

O mais novo entendeu que provavelmente era difícil para ele tocar no assunto, então somente aceitou, mudando de lado na cama para sentar ao lado dele e então entrelaçando seus dedos. KiBum corou um pouco, quando o outro tocava em si era quente e caloroso, diferente de JongHyun e dos outros como ele.

- Porque você tem medo deles?

- Eles me machucam.

- JongHyun não te machuca.

-Alguns são legais, mas grande parte é maligna.

- Os tratamentos podem te livrar disso.

KiBum respirou fundo olhando o colega a sua frente enquanto cogitava a questão. Um ouço mais tarde quando MinHo terminou sua visita, ele parou no corredor com o doutor Wu Yi Fan e contou tudo que sabia sem peso algum na consciência e sabendo que estava fazendo a coisa certa.

NS

A primeira vez que KiBum e o senhor Kim se viram após o incidente da cozinha foi tensa, o garoto não conseguia tirar os olhos do braço do pai enquanto era consumido pela culpa. Durante todo o caminho para casa o silêncio reinou no carro, a senhora Kim olhava as bulas os remédios do filho, enquanto esse olhava a janela tentando não pensar em como esfaqueara seu pai ontem.

- Key, querido, você tem alguns remédios para tomar.

- Eu não tenho esquizofrenia.

Ele rebateu quase imediatamente sem tirar os olhos do transito, as palavras de MinHo vagavam pela sua mente, mas ainda assim, ele não acreditava que estava doente.

- Você precisa tomar os remédios, vai lhe fazer bem.

- Ou não, pode ser prejudicial tomar remédios quando não se está doente.

Senhor Kim rolou os olhos rapidamente, logo voltando a prestar atenção na pista, sabia que ia ser assim. Não importa o quanto amasse KiBum sentia que talvez o melhor para ele e para as pessoas envolta dele seriam que ele fosse levado para uma clinica especializada, um hospício, onde ele seria obrigado a tomar remédios e estaria sendo observado 24 horas por dia. Mas sua esposa e o psiquiatra teimavam em continuar com aquilo, então ele estava aceitando, mesmo que isso significasse talvez levar uma facada no outro braço.

NS

Senhor Kim realmente não se arrependeu do que fez, ele sabia que seu filho precisava tomar ao menos o calmante, por isso quando sua esposa foi chamar o filho para jantar, ele destruiu um comprimido de calmante no copo do menino e o encheu com suco, para disfarçar encheu os outros copos também. Mais tarde, quando sua mulher estava arrumando os remédios para levar para o quarto de KiBum, ele retirou o calmante, o que fez ela lhe olhar confusa.

- Eu coloquei no copo dele de suco – imediatamente recebeu um olhar reprovador- eu precisava fazer isso. E se ele tem outro ataque no meio da noite?

NS

KiBum olhou para os remédios cuidadosamente arrumados na cabeceira ao lado da cama, a receita ao lado deles. Ele piscou, pensando em tudo que havia acontecido naquele dia, nas conversas com MinHo e com JongHyun. E se tudo fosse mentira mesmo? Ele respirou fundo pegando o primeiro pote, precisava ser corajoso agora. Ele tentou esvaziar a mente enquanto tomava todos os remédios.

NS

Notas finais
Como eu disse no outro cap: tudo sobre esquizofrenia retirado do site "entendendo a esquizofrenia" e tudo sobre espíritos/fantasmas é uma junção de coisas que eu já vi e ouvi por ai, ou seja, completamente fictício, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.
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Até próximo sábado, beijos. E reviews são ♥
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SUPER JUNIOR IS BACK! /nãoconsegueparardesurtar