Never Forget

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Baseado num post que li no tumblr :v

“No teu cacifo?”

Um aceno positivo de cabeça.

“Okay! Até mais tarde, Artie!” O Americano piscou-lhe o olho antes de dar meia volta e correr para a sua sala de aula.

Arthur abanou a cabeça, mas ainda assim, o sorriso (estupidamente) apaixonado nos seus lábios manteve-se enquanto via o outro correr pelo corredor.

O Britânico começou a andar para a sua própria sala de aula depois.

Ele foi um dos últimos a chegar, e o professor mandou-lhe um olhar severo por isso, mas Arthur descartou-o rapidamente.

A aula começou, e então aquilo começou. Aquilo, sendo aquela rapariga na aula que tinha um ódio por ele por alguma razão desconhecida.

Arthur não se lembrava de alguma vez lhe ter feito alguma coisa. Ele tentou perguntar-lhe sobre isso, mas a rapariga rudemente insultou-o e disse-lhe que ia “destrui-lo” um dia. What a bother…

Arthur decidiu ignorar as suas brincadeiras infantis porque parecia que ela precisava de ajuda médica seriamente.

Bolas de papel começaram a atingir a parte de trás da sua cabeça, mas ele ignorou-as. Pelo menos não era pastilha-elástica como da outra vez. Nessa vez, Arthur ficou mais que zangado e contou a um professor. A rapariga foi castigada, mas não desistiu.

Se o professor estava a ver alguma coisa do que a rapariga estava no momento a fazer, não disse ou fez nada.

Arthur continuou a ignorá-la. O seu bom humor de antes a deteriorar-se rapidamente, mas ele não iria dar à rapariga a satisfação de ter uma reação.

Ela continuou a chatear Arthur pelo resto da aula; graças a Deus que era a última. Ele iria encontrar-se com Alfred de seguida e o pensamento fazia-o ansioso.

A campainha tocou.

Arthur agarrou nas suas coisas e praticamente correu para fora da sala, intento em chegar depressa ao seu cacifo para se encontrar com Alfred.

Estudantes passavam por ele como um borrão de cores. O seu único objetivo era chegar ao seu cacifo. Assim que apanhou vista dele, viu Alfred já lá, à espera.

O Americano acenou-lhe, sorrindo amplamente, Arthur acelerou o passo.

“Heya, Artie, pronto para ir?” O Britânico sorriu-lhe e a assentiu, mas então, aqueles olhos azuis direcionaram o seu foco para algures detrás dele e Arthur arqueou uma sobrancelha.

“O que foi?”

Alguém se pôs ao seu lado num instante. Arthur olhou para o lado para ver a rapariga que o irrita desde Deus sabe quando por Deus sabe porquê.

“Tu.” Ela falou para Alfred, tom acusatório e arrogante, e plenamente rude. Arthur apertou os seus materiais contra si para evitar bater-lhe.

“Sim?” Alfred inclinou a cabeça para o lado e levantou uma sobrancelha, olhos correndo entre Arthur e a rapariga. Ele parecia um pouco surpreendido pela atitude da miúda.

Arthur reparou que alguns estudantes tinham parado para olhar para eles e mordeu o seu lábio, franzindo o cenho.

“Sabias que ele gosta de ti?” Ela falou com nojo, apontando para Arthur.

O Britânico engasgou-se no próprio ar.

As sobrancelhas de Alfred vincaram, “Eu espero bem que sim ou isto vai-se tornar muito embaraçoso.” Ele riu e Arthur não podia evitar a maneira como os seus próprios lábios curvaram num sorriso de entretenimento.

A rapariga olhou para Alfred confusa; ela provavelmente não estava à espera daquele tipo de resposta.

Arthur tossiu, limpando a sua garganta e tentando não rir para falar em seguida, “Ele é o meu namorado.”

A rapariga virou-se, olhando para ele com os olhos arregalados. Os estudantes que tinham estado a ver e a ouvir a conversa começaram a rir. A rapariga tornou a voltar-se para os outros estudantes, humilhação escrita por toda a sua face. A sua pele tinha-se tornado um vermelho escuro.

“Vou acabar contigo um dia, apenas espera, Arthur Kirkland!” Ela gritou correndo pelo corredor para fora dali.

“Oh meu Deus, isto aconteceu mesmo?” Alfred perguntou entre gargalhadas e Arthur não conseguia evitar o seu riso também.

“Sim, sim aconteceu.”

Arthur não sabia as suas razões nem queria saber. Ele nunca mais a viu outra vez, mas nunca se esqueceu.

Notas finais
smol story is smol =w=
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!