Notas iniciais
Queria uma coisa bem intensa... Tomara que vocês gostem. :)

Faz um ano que nos conhecemos. Lembro como se fosse ontem.. Blaine me chamou para acompanhá-lo a uma visita a seus velhos amigos da Dalton já que Kurt estaria ocupado demais fazendo sua procura por roupas de marcas a um preço aceitável. Como Blaine é meu melhor amigo, aceitei de bom grado.

Chegamos lá, fomos recebidos com uma bela apresentação de Uptown Girl feita pelos Warblers. Todos os meninos focaram em mim e se esqueceram da presença do Blaine, o que eu achei bem engraçado apesar dele não ter achado tanto assim. Eles eram muito bons... Blaine não exagerava nada em relação do talento deles.

Foi quando eu o vi pela primeira vez.

"She'll see I'm not so tough
Just because
I'm in love with an uptown girl"

A cada palavra que ele cantava, ele se aproximava mais de mim. Seu sorriso era de uma perfeição que me fez ficar sem ar e tudo que eu conseguia pensar era em como alguém tão lindo podia ser também tão talentoso. Assim que acabou a apresentação, ele veio falar comigo.

"Meu nome é Smythe. Sebastian Smythe."

"Prazer, Smythe Sebastian Smythe. Meu nome é Quinn Fabray."

Ele deu um sorriso e estendeu sua mão. Eu a apertei e quando estava prestes a soltá-la, ele me puxa para perto e susurra no meu ouvido:

"O prazer é todo meu, Srta. Fabray."

Sinceramente, desde aquele momento percebi que teríamos algo. Só não imaginei que seria algo tão intenso e... único. Depois disso, não nos deixamos de nos falar por um dia sequer. Nos ligávamos todos os dias, conversávamos por Skype e íamos ao shopping quase todo final de semana. Depois de quatro encontros, demos o nosso primeiro beijo. Foi em um lual que a Rachel planejou para todo o pessoal do ND.

Estávamos sentados perto da fogueira, ele com os braços em volta de mim e eu com uma das minhas mãos pusada sobre sua coxa. Estávamos rindo e conversando com todo mundo até que um calafrio percorre meu corpo. Imediatamente, ele tira sua jaqueta e a oloca sobre mim. Eu tento fazer com que ele a vista de novo já que a última coisa que quero é que ele fique resfriado por minha causa, mas tudo que ele faz é sorrir e me dar um abraço tão forte que nossas bocas ficaram a um centímetro de distância.

"Eu quero que você seja para sempre minha Uptown Girl. Você quer?"

"É claro que sim, Seb."

E nos beijamos.

Sempre é tudo perfeito quando estou com ele.. Nunca pensei que poderia ser tão feliz na compania de alguém! Quando via as pessoas falando de amor, eu achava que era tudo um exagero mas agora eu entendo perfeitamente do que eles estão falando. Só de pensar nele meu coração acelera, minhas pernas ficam bambas e minhas mãos suam. A cada hora que passo com ele, parece um segundo. Acho que nunca passarei tempo suficiente com ele e estar em escolas diferentes só dificulta as coisas. Eu estudo no Mckinley e ele na Dalton.. Ambos no segundo ano. Apesar disso, nos falamos todos os dias.

O celular vibrando me faz parar de viajar em meus próprios pensamentos.

*1 nova mensagem de Sebastian Smythe*

*abrir*

*Sebastian Smythe: Eu preciso falar com você hoje, Q. Nos encontramos no Lima Beans depois da escola, ok? Te amo.*

Logo um sorriso enorme aparece em meu rosto e não consigo parar de desejar que esse dia passe voando.

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Depois da escola, fui direto para o Lima Beans onde o Seb já estava me esperando com meu café preferido.

"Oi, Seb." Disse enquanto dava um beijo em sua bochecha e sentava na sua frente.

"Oi, Q."

Ele estava diferente, triste. Tomei um gole do meu café já me preparando para uma notícia ruim.

"Q... Você sabe que eu te amo muito, né? Eu te amo como nunca amei ninguém!"

"Eu te amo também, Seb.. Mas porque isso agora? Está acontecendo alguma coisa?"

"Eu... Eu não sei bem como dizer isso."

Nesse momento pude ver que seus olhos estavam cheios de lágrimas. Meu coração acelerou mas não no bom sentido. Ele segura minha mão e pude sentir que suas mãos estão frias como cubos de gelo.

"Seb, apenas diga."

"Eu estou indo morar na França com meus pais daqui a dois dias e não sei quando ou se volto."

Pisco algumas vezes para ter certeza que isto não seja apenas um pesadelo mas, infelizmente, não é. Eu ainda estou aqui, sentada olhando para o amor da minha vida enquanto ele diz que vai ter que embora e não sabe se volta. Parece que acabei de levar um soco no estômago e não consigo respirar. Meus olhos estão cheios d'agua e sinto uma dor que não consigo indentificar de onde vem, só sei que é insuportável.

"Eu sinto muito, Quinn. Fiz de tudo para eles mudarem de idéia mas meu pai quer abrir uma filial da empresa dele lá e não tem como ele ficar indo e voltando toda vez que precisarem dele."

Eu ainda não consigo falar nada. E quando ele limpa as lágrimas e solta a minha mão, sei que as notícias ruins não acabaram.

"Quinn, eu te amo muito. Quero que você seja feliz acima de tudo.. Quero que se dê a oportunidade de conhecer novos garotos e quem sabe um novo.. namorado."

O que? Do que ele está falando? Um novo namorado?

"Você está terminando comigo?"

"É para o seu bem, Quinn. Acredite em mim."

Ele está tão... Calmo. Como ele pode fazer isso comigo?

"Então é isso? Você acaba comigo e nunca mais nos vemos?"

"Você sabe que relacionamentos a distância nunca funcionam, Q. O melhor a fazer é terminar."

Eu sinto como se o chão estivesse se abrindo e eu estivesse caindo para um abismo sem fim. Tento controlar a vontade de começar a chorar mas as lágrimas já estão por todo meu rosto.

"Você não está nem disposto a tentar? Você acha que não deve isso a mim?"

Ele já não consegue mais me olhar nos olhos.

"Eu sinto muito mesmo."

Ele se levanta e mal consigo acreditar quando ele vai embora. Simples assim. Ele sai sem nem ao menos olhar para trás. Fico alguns minutos tentando digerir tudo o que aconteceu. Em menos de vinte minutos ele me disse que vai embora E termina comigo. De repente, Kurt e Blaine vem em minha direção sem ter idéia do que acabou de acontecer.

"Ei, Quinn! Não te vi na saída hoje.. O que aconteceu?"

Olho para o Blaine, que imediatamente some com o belo sorriso que a pouco estava no seu rosto.

"Quinn? Está tudo bem?"

E assim eu começo a chorar compulsivamente. Uma dor se alastra começando no meu peito para todo meu corpo. Tudo parece vazio e sem cor... Kurt e Blaine me levam para casa. Meus pais estão em um retiro da igreja e vão voltar só no final de semana. Mas nada disso importa. Tudo que eu quero é que nada disso tivesse acontecido. Quanto mais eu tento parar de pensar nisso, mais dor eu sinto e mais as palavras do Sebastian ecoam na minha cabeça.

Kurt e Blaine ainda estão do meu lado mas não há nada que eles possam fazer. Não há nada que ninguém possa fazer. Toda vez que vem uma pontada de dor insuportável no meu peito, eu afundo a cabeça no travesseiro e grito. Grito com toda minha força desejando que essa dor saia de mim. Mas ela não vai embora e, inelizmente, sinto que não vai embora tão cedo.

Eu estou tremendo. Tremendo muito. Blaine está andando de um lado para o outro e em uma medida desesperada de me acalmar, Kurt deita na minha cama e me abraça forte enquanto repete diversas vezes que tudo vai ficar bem, como se fosse um mantra. Coloco minha cabeça encostada sobre seu braço, rezando para que fosse do Sebastian. Posso sentir que ele também está chorando porque sinto suas lágrimas pingando sobre minha cabeça e sua voz ficando cada vez mais trêmula até que desaparece por completo entre soluços que se confundem com os meus.

Quando consigo parar de chorar, tudo parece doer. Meu coração, minha cabeça, meus braços, minhas pernas... tudo. Até respirar causa uma pitada de dor.

Não sei quanto tempo se passou mas o sol já está iluminando meu quarto como faz todas as manhãs. Estou sem forças para me levantar ou me mexer. Kurt ainda está abraçado a mim e, sinceramente, não quero que ele me solte.

Por mais um tempo, ficamos lá. Até que a voz do Kurt quebra o silêncio.

"Blaine, o que vamos fazer?"

"Eu não faço a mínima idéia, Kurt. Nunca vi alguém nesse estado.. Acho melhor ligar para os pais dela."

Ouvindo isso uma onda de pânico conta conta de mim. Tudo que eu não preciso é dos meus pais me enchendo de perguntas sobre o que está acontecendo. Reúno todas as minhas forças e consigo soltar um murmurro.

"Não... Por favor."

"Shhh, querida. Não se preocupe. Não vamos chamar ninguém... Apenas tente dormir"

Dito isso Kurt me puxa mais para perto dele, o que eu agradeço mentalmente já que de alguma forma isso faz com que as coisas fiquem menos piores. Fecho meus olhos e me forço a dormir.