Nevasca

14 Primeiro dia de aula - Parte 2


Notas iniciais
Espero que gostem

— Me chamo Laila. – Sorriu gentilmente. – Ah me deixe apresentar todas minhas amigas- Ela se virou e eu virei junto. Eram todas aquelas garotas que vi perto do meu gótico, que afinal, era o ultimo da fileira de carteiras ao lado. – Aquela de óculos e jogando Nintendo DS é a Rafa – Riu. – Ao japonesa é a Dani, ela é pura de todas as formas, hum... Vejamos... Ali é a Bix, a nerd, a Babig é a romântica do, Gigik é o tipo de pessoas calada, mas atrai toda atenção pra ela.

— Gostei das personalidades – Ri baixinho, confusa. – E você?

— Ah... Eu sou mal humorada, acho! – encerrou o assunto. Quando o professor começou a passar matéria na lousa.

Peguei o caderno, notei que a capa havia desenhado o esqueleto de um morcego, com corações em volta, com certeza Babi me descreveu bem... Menos na parte do estojo!

Era lotado de chaveiros de caveira, havia tantos, que se o estojo caísse no chão, iria parecer que havia caído um tijolo. Fui obrigada a arrebentar a argola onde estavam os chaveiros, se não iria me atrasar na matéria, já que sou muito devagar para escrever.

Alice se empolgou comprando os lápis e canetas, não precisava ser tudo preto e estampado, agora sim de roqueira fui pra gótica.

— Hoje vamos aprender sobre a incrível e minúscula célula. – Sorriu balançando seus longos cabelos, ele se vestia de preto também, engraçado um professor se vestir igual aos alunos. – Sabe algo sobre células, Tucca? – Perguntou enquanto eu ainda estava brigando para a caneta funcionar.

— Hum... São dividas em três partes... – Respondi, batendo a caneta na mesa, e procurando outra no estojo ao mesmo tempo. Achei uma no fundo do estojo e ela escrevia – Ah funcionou – Ri olhando pra lousa, esquecendo que o professor falava comigo.

— E...quais são elas? – Perguntou ele, notando que eu era uma grande esquecida.

— Membrana plasmática, núcleo, citoplasma. – Olhei por um instante para ele e logo após voltei a olhar a lousa.

— Correto! – Ele bateu duas palmas e foi a sua caderneta, anotar minha primeira nota.

Na lousa havia escrito:

Henry Brandon – Biologia

Aula de hoje: Células

— Henry Brandon... – Uma voz bem baixinha sussurrou na minha cabeça – Nome legal.

Ele ensinou a nós sobre as células e suas funções, Laila era um pouco quieta demais, mas de vez em quando virava para exclamar coisas como “Que nojo!”, ou “ Tomara que ele não me pergunte isso”.

A segunda aula era ainda dele, mas ele nos deu uma folga, já que conseguiu nos adiantar bastante na primeira aula, então aproveitei para conversar com as garotas, e os meninos juntaram – se a nós para conversar.

Arrastaram cadeiras já que somente elas eram separadas, as mesas grandes eram uma para duas pessoas.

— Olá – O garoto gótico sentou do meu lado esquerdo. – Me chamo Max. – Minha mente festejou, afinal agora já sabia o nome dele, pena que eu havia um grande preconceito contra pessoas populares, onde eu poderia criar uma paixão/amizade e depois essa pessoa me pisotearia.

— Oi – Murmurei.

— Tucca. – Babig se aproximou. – As duronas ali estão te encarando! – sentou ao meu lado direito, Laila havia ido para trás, sentar com Bix.

— É a recepção que toda novata quer. – Suspirei, infelizmente tendo que encarar a realidade.

— Não vamos deixar elas te tocarem tudo bem? – Um garoto, magro, cabelo preto e que usava um crucifixo de prata,que estava sentado perto de Laila se opôs. – Não é Laila?

— É... É sim. – Corou.

Notei que havia um certo clima ali, mas claro que não iria tocar no assunto.

— Obrigada... Qual seu nome... – Sim, vida de novata é dura.

— Thomas! – Ele falou rindo. – Agora vou apresentar os homens da sala! – Riu novamente. – Aquele com o boné do Mário é o Aaron. – Apontou para o garoto que assistia a Rafa jogar, ela nem se quer ainda havia me cumprimentado. – O que está cantando musicas estranhamente melosas é o Joe. – O garoto que estava perto da Babig.O estranho... É que em todos os lugares havia um clima entre eles, mas não sabia se estavam realmente namorando, só parecia... – Aquele lá no canto da parede – Apontou pro outro lado da sala. Um garoto que estava lendo um livro, e pelo que consegui enxergar MAL, era de terror. – É o Ryan, ele é caladão, mas joga futebol demais! — Olhou em volta da sala para me mostrar o resto do pessoal. – Esse aqui do lado é o jogador de Mahjong, Scott. – Thomas chegou no meu ouvido e cochichou. – Ele gosta da Dani assumidamente, só que ela não aceita namorar ele.

Scott deu um tapa no ombro de Thomas, já que ele havia reparado que estávamos falando dele.

Os dois começaram a brigar, mas estavam brincando.

Puxei Max, para tirar uma duvida.

— Max. – Olhei para as garotas que estavam me metralhando com os olhos. – Quem são elas? – Perguntei baixinho, no ouvido dele.

Ele se virou para mim, e começou as descrever, Jéssica, havia o cabelo preso, ele supôs que fosse a primeira do grupo, tipo a chefe, era do tipo que adorava fazer crianças chorar e ainda mandar que não contasse aos pais, se não, elas perderiam os dentes; Ana gostava de encontrar uma vitima, pois, quando Jéssica não estava por perto, Ana cuidava de tudo.

— Podem ser só duas... – Max suspirou. – Mas elas adoram mexer com as pessoas, e você ta na cara que virou a próxima vitima.

— Uh legal. – Suspirei. – Tem sempre que começar assim. – Abaixei a cabeça.

— Não se preocupe. – Colocou sua mão sobre a minha. – Eu não irei deixar que elas façam nada. – Isso foi um dejavu?

*Mahjong: Um jogo de origem chinesa, Foi mencionado aqui pelo fato de Scott ser chinês.

Notas finais
Mandem reviews gente