Nevasca
10 DÉRANGER!
Notas iniciais
- Alice e Esme, desçam aqui – Uma voz chamou por elas lá na sala. – Vamos sair as compras!
Alice saiu em disparada, esquecendo até da pergunta que havia feito a mim, Esme vagarosamente se levantou e quando estava perto da porta, olhou para mim e jogou um doce sorriso, era tranqüilizador e ao mesmo tempo amedrontador, o que será que tinham em mente?
Depois de alguns segundos a casa estava totalmente silenciosa, acredito que todos os adultos haviam saído de casa, para ir as “compras”.
- Oh, me desculpe ter perguntado isso na frente delas. – Se desculpou Babi. — Eu não sabia que não queria responder.
- Não é isso... É que... — Fui interrompida com um barulho de algo se espatifando no chão. – O que foi isto? – Assustei-me com o som.
- Ah, deve ter sido o vento! – Falou com certa duvida no olhar.
Mas não havia sido o vento com certeza, as árvores do lado de fora de sua janela, totalmente paradas como concreto.
- Vou verificar, não foi corrente de ar. – Continuei olhando para as arvores, enquanto levantava vagarosamente da cama. — Qualquer coisa, entre debaixo da cama, estou feliz agora, e se você se machucasse, eu iria ficar muito triste, mesmo! – Não sabia se estava a confortando, ou assustando.
Cheguei até a porta, a luz estava acesa, mas por enquanto nada de estranho, olhei em direção a porta da entrada da casa, ela estava aberta, levei o livro em que estava em minhas mãos ao peito e um súbito frio passou por meu estomago.
Vagarosamente e de meias, desci as escadas como uma gata sorrateira, e ao chegar no final das escadas, passeei pelo tapete da sala, ainda em pequenos passos.
- Ganhei na loteria. – Uma voz que poderia reconhecer em qualquer lugar. – O livro e minha nova cobaia, têm coisa melhor? – indagou a freira louca.
- Não é possível – Balançava minha cabeça ainda chocada, não esperava isto. – O que quer comigo agora? – Perguntei, sentindo a raiva subir a cabeça.
- Me devolva o livro, se não quiser morrer – Ameaçou ela, dando dois passos a frente.
- NÃO!! – Gritei furiosa, eu sabia se ela pegasse aquele livro, iria me matar da forma mais lenta e dolorosa que existe.
- DÉRANGER! – Gritou ela, apontando a mão a mim.
Não era algo que pudesse me fazer morrer, mas era um incrível mal estar, algo que fazia ficar encolhida no chão, mas ainda sem largar o livro.
- O livro... Ficará... Comigo! – Parei de falar por estar ficando nauseada.
Meus poderes entraram novamente em conflito e não funcionaram quando tentei jogar a freira para longe de mim. Ao invés disto, me jogou contra a televisão de tela plana enorme que havia na sala, e o livro saltou de minha mão para bem longe.
Rolei de cima do rack, levando retratos, um vaso de cristal com flores e mais uma porção de enfeites feitos de cerâmica, se espatifaram junto comigo ao chão, mas por sorte, não me cortei, somente ganhei alguns arranhões e um pulso deslocado.
Quando voltei a si, ouvi um motor roncar, e pela porta da rua vi a van preta acelerar como louca, e sumir logo em seguida.
Vaguei meus olhos, sem mover muito meu corpo por estar doendo às pancadas contra a televisão, chão e rack, continuei ali, deitada, com uma incrível sonolência.
- OH NÃO, VOCÊ ESTÁ BEM? – Perguntou Babi, correndo na escada, chegou a mim e vi seu celular rosa em mãos, ela havia pedido ajuda. – Não durma... Por favor... – Chorou baixinho.
- Vou tentar... – Estava vulnerável, e com raiva dos poderes que eu havia ganhado, que para mim era uma incrível maldição. – Para quem ligou? – Cochichei.
- Carlisle e Emmett... – Olhou o celular.
Ouvi uma grande freada, e portas batendo, seriam eles? Ou a freira voltou para fazer algo a mais?
- Não consigo mai... — Estava adormecendo.
- CARLISLE SOCORRO. – Ela gritava e chorava muito ao mesmo tempo.
Um homem loiro, com olhos dourados agora estava ao meu lado, era um anjo, pena que não havia o visto ainda.
- Ela estava acordada agora pouco e... — Não conseguia falar por causa dos soluços.
- Fique calma, ela ficará bem. – Ele me examinava minuciosamente. – Ela bateu a cabeça em algum lugar? – Perguntou ele ainda olhando para mim.
Babi apontou para sua televisão que estava com a tela totalmente quebrada. Carlisle depois de ver o tamanho do estrago em sua TV, me pegou em seus braços, e me levou em direção a porta.
- Precisamos levar ela ao hospital urgente – Ele corria comigo, em direção agora a seu carro, e Babi, o seguia.
A Mercedes preta, corria em disparada entre os outros carros, aquilo podia ser caso de vida ou morte.
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