Nevasca

4 Delirar


Notas iniciais
Esse é novoo :O
mandem reviews *-*

- Ah... Oi – Cumprimentei, já quase me apoiando na pessoa – quem é você? – Estava zonza, mesmo que estivesse olhando pra ela, seu rosto ficava girando.

- NÃO POSSO ACREDITAR QUE VOCÊ NÃO LEMBRE DE MIM TUCCA – ela gritava comigo, a voz me era peculiar.

- Babi? – perguntei quase caindo agora – Eu não vou mais correr tanto. . .– ela tentava me segurar.

-Você não me parece bem, venha tomar uma água. – Ela me puxou e eu estava tropeçando nos meus pés.

— Não posso babi, tenho que salvar uma pessoa – soltei as mãos dela que apertavam meu pulso. – Eu prometo voltar aqui, PROMETO!

- VOCÊ NÃO VAI SAIR DAQUI! – ela começou a gritar novamente – VOCÊ ESTÁ QUEIMANDO DE FEBRE!

- Oh, então era isso. . . – coloquei as mãos na cabeça – Obrigada por se preocupar comigo babi, mas pode ter alguém em perigo, eu posso sentir. – e porque grita tanto?

- Sei lá, é mania eu acho. – riu – eu estou preocupada com você.

- Eu juro que quando eu ver marry, e se ela estiver boa, eu volto e você pode me dar porrada. – estava começando a delirar. – Tchau! – beijei lhe a testa e voltei a correr em direção ao orfanato.

Babi não se moveu para tentar me impedir e quando eu estava longe ela entrou em sua casa.

Estava quase no orfanato, foi quando avistei as portas do mesmo abertas, corri e entrei e vi pessoas que não reconhecia.

- Eu fui adotada Tucca – Marry estava aos pulos e derrepente me abraços.

- Estou feliz por você – apertei a em meus braços, eu sabia que conhecia ela por pouco tempo, mas sabe quando você acaba de conhecer uma pessoa e a trata como uma relíquia?, Era igual.

- Nunca vou me esquecer de você – Duas lágrimas rolaram por suas bochechas rosadas e não me contive – o tempo foi tão curto mas te considero como minha irmã – chorou.

- Eu também – limpei as lágrimas com a manga da blusa – Eu juro que entro em contato com você.

- Olha, vou morar duas cidades depois daqui, não estou tão longe afinal.

- Isso é ótimo marry – ri baixinho. – Já que você vai embora, vou pegar minhas malas e sair deste lugar também.

- Mas acho que meus pais não irão querer mais uma filha – ela não havia entendido.

- Não é isso – ri alto – Eu vou sair do orfanato porque se eu ficar aqui, a freira vai querer que seja empregada dela, vai me torturar e etc.

- Eu entendi... Mas onde irá morar?

- Preciso pegar as malas marry, então boa sorte com sua nova vida – Desconversei e logo após a abracei mais uma vez, me virando e subindo as escadas correndo.

Passei na frente do quarto da freira que estava aberto, e logo após era o meu. Puxei as malas que estavam em baixo da cama, verifiquei se estava tudo dentro dela, mas faltava um livro que havia levado. Sai do quarto agora para sempre, olhei para dentro do quarto da freira e havia algo familiar em cima de sua escrivaninha, era meu livro!

Entrei correndo e coloquei o livro dentro da mala e a fechei, tinha que sair do orfanato antes que a freira desse conta que estava dentro dele e me trancasse ali.

Quando desci as escadas, Marry já havia ido embora e nenhum sinal da freira má. Corri novamente pelas ruas, me sentia livre e ao mesmo tempo doente. Eu teria de descumprir a promessa que havia feito a babi, não podia ir para lá, ela iria querer que dormisse em sua casa ou coisa parecida, portanto eu iria voltar ao topo daquela floresta e montar uma casa.

Comecei a longa caminhada para chegar a floresta, chutava pedrinhas quando via alguma na calçada, e quando percebi, estava em frente da casa de babi novamente. Observei a casa por alguns instantes.

- Acho que encontrou uma boa família – uma pequena voz falou em minha cabeça.

- Concordo – Respondi ainda na minha cabeça.

Voltei a minha jornada, andando cansativamente em zig zag, era uma proeza ainda estar acordada, porque nestas horas a febre com certeza iria ter me derrubado.

Estava com sorte de ainda estar de dia, subi a montanha que agora não havia lama para me sujar. Encontrei no caminho um pé de mangas, muito grande e lotado de frutas, fiquei feliz pelo fato de que fome não iria passar aquela noite.

Chegando ao topo e vendo que estava completamente sozinha, joguei minha mala no chão e comecei a planejar como iria fazer.

- Galhos grandes, folhas de palmeira e cipós, estou me sentindo o tarzan – Ri novamente quase delirante.

Haviam vários galhos por perto então comecei junta-los e coloca-los na terra. Eu fazia buracos e colocava os galhos em pé minha casa não iria ficar muito grande, mas na chuva não ficaria.

Comecei a procurar folhas de palmeira, por serem grandes daria um ótimo telhado e portas também.