Nevasca
1 Chegar
Notas iniciais
Reviews eu adoro *-* (sim fiz caca e to postando de novo x.x)
Mesmo que minha vida não seja muito ativa, ela é agitada, mas não me deixa feliz.
Entrei em um novo orfanato agora, e pelo que estou vendo, a freira não gostou de mim. — oh, Tucca, nome bonito – a freira quis fazer bonito na frente do conselho tutelar. — ugh... Obrigada – Respondi mal humoradamente. .Subi os três degraus para dentro do novo orfanato, bastante amplo. Havia uma escada com aproximadamente 20 degraus, alguns vasos espalhados pelos cantos, imaginei quando aquela freira iria jogar um deles em mim. .Quando fechou a porta e saiu dos olhares do conselho tutelar, jogou minhas malas no chão e me olho furiosa, como se eu tivesse matado sua melhor amiga. — Segundo andar, terceira porta a esquerda – Chutou a mala para meu lado. — Que cumprimento de boas vindas senhora freira! – Indaguei nervosa – Na próxima vez, quando chegar de algum lugar, vou a cumprimentar da mesma forma, chutando suas dentaduras roubadas do cemitério. – Ri ao comentar. — Sua pestinha miserável – Gritou ela furiosa. – hoje você terá uma surpresa! — Faça o que quiser – imitei o tom de voz – mas irá receber em dobro! Menos se for dinheiro. — Com toda certeza não terá tempo pra fazer isso garota – Andou batendo pés. Imaginei se ela iria me matar, não que me importasse com isso. Chegue ao meu quarto, ele era bonito, papel de parede rosa, uma cor que não gosto, mas era arrumado. Coloquei a mala ao lado de uma cama que parecia estar vazia, olhei as gavetas para confirmar, e não havia nada ali. — Bom, então esta cama é minha – cochichei ao deitar-me sobre ela. Eu estava cansada de ir de orfanato a orfanato, como uma carta sem endereço. Me levantei e fui fazer um tour pelo orfanato. Cheguei a cozinha, era bonita também, uma mesa em mogno, parecia ser algo bem antigo, um armário branco e um balcão da mesma cor. Sai da cozinha e fui de volta para o corredor, imaginava onde estavam o resto dos órfãos dali. - Numa sessão de tortura presumo... – pensei enquanto caminhava pelo corredor. Havia uma porta que não tinha visto, ela era grande, estava entreaberta então olhei pela frestinha, tinha uma garota ali, parecia ter minha idade, estava esfregando um pano imundo no chão. — Oi – cumprimentei e fui logo barrada. — PARE! – a garota quase gritou – oh, me desculpe, não queria que você escorregasse – sorriu gentilmente. Ela parecia ter os mesmos problemas que os meus. Olhei para todos os cantos da sala, estava tão limpo que eu poderia lamber o lugar... Mas eu estaria ainda sujando... — Você é nova por aqui, deixe – me apresentar. – bateu as mãos em seu avental que estava um pouco empoeirado. – Me chamo Marry e você? - Tucca – Respondi seriamente, quase infeliz. – aquela freira te obrigou a fazer isso? – perguntei curiosa... Para saber com eu poderia estar lidando. — Sim... – Abaixou a cabeça como se fosse chorar. – e acho que com você aqui vai fazer o mesmo... — Ela não vai mais fazer isso, nem com você... Nem comigo! – eu estava determinada em mostrar para as autoridades o que ela fazia com ela no orfanato. — Não! – marry quase gritou – ela tem seus meios de tortura, como sempre obedeço, ela não me tortura... — Pela cara dela, parece ter crescido um súbito desejo de me torturar, acho que fazendo algo ou não, ela vai me machucar... – olhei para porta, para conferir se a freira não estava ali. – mas eu também tenho os meus meios de me defender, afinal, ao entrar aqui, ela já me ameaçou. Ela abaixou a cabeça, se abaixou, e voltou ao trabalho, limpando o chão com aquele pano imundo. Estava pensando em como eu iria dizer as autoridades, como DIZER a eles sem prejudicar marry, que era tão vitima quanto eu. Sai da sala e fui em direção a saída do orfanato, mas fui barrada...adivinha por quem... - Quero que você saia e arrume um emprego! - Uau, que vingança – ri alto desta vez – eu vou com todo o prazer! – ri olhando para o rosto furioso da freira. Ela abriu a porta e eu sai, talvez de mim ela não quisesse trabalho doméstico, com toda certeza era financeiro. Andei um pouco, cheguei à esquina onde tinha uma pequena mercearia, havia dois caixas e somente uma pessoa atendendo os clientes, então eu os esperei sair para falar com o dono. - O senhor está precisando de alguém neste estabelecimento? – falei chique. - Se está procurando emprego... – Ele olhou para meu rosto rapidamente. – É seu! - Mas o senhor não vai me avaliar? - Sabe usar a caixa registradora? – perguntou ele ainda sem me olhar. - Não – respondi confusa. - Então venha aqui – ele me levou ao caixa vazio, onde me sentei no banquinho. – olha, aqui tem uma calculadora ta vendo? E também tem a caixinha de dinheiro que fica aqui, e você verifica os preços com essa coisa que eu esqueci o nome! .Ri ao ver ele rindo, era engraçado, eu havia arranjado alguém pra rir junto.
Notas finais
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