Nevasca

17 Beijo!


Notas iniciais
Devagar mas estou postando ^^. comentem ^^

Fui para bem longe da escola, no meio da floresta para ser mais exata, sentei no topo de um precipício. Até pensei em me jogar, mas não... Por mais que minha situação estivesse critica, não por causa da briga com aquelas meninas, mas pelo fato de que estavam me caçando, por eu não poder voltar ao Brasil... Bem até poderia voltar, mas eu seria usada como cobaia e poderia morrer da forma mais terrível que existe, como os pobres animais que algumas empresas usam para testar seus cosméticos ou suas experiências químicas.

Sai da ponta do precipício, e deitei no meio da clareira, eu queria chorar, mas não conseguia, meu estomago doía pelos socos que tomei, meus olhos estavam se fechando novamente, mas não era sono, estava apagando, não conseguia respirar direito, poderia ser isso... Falta...de..Oxigênio...

Ao acordar do desmaio, a tarde já estava indo embora dando espaço a escuridão, me levantei, arrumei os cabelos com as mãos, e desci a montanha, com medo de animais que vivessem ali e caçassem a noite.

Vi luz ao fundo da floresta, era uma casa de madeira, bonita, com uma varanda cheia de flores, havia pessoas sentadas na escada, um casal adulto e seu filho.

Quando cheguei, escutei os falando, mas não entendi o que diziam, nem ao menos prestei atenção.

- Tucca! – Uma voz peculiar gritou meu nome, virei me para ver quem era.

- Oi Max! – Respondi baixinho, como é minha voz.

- Eu estava esperando você descer a montanha. – Falou com um leve e estranho brilho no olhar.

- Oh...estranho...Você sabia que eu estava na montanha, com risco de vários bichos me comerem, e não fez nada...obrigada. – Virei as costas indo em direção a estrada, mas fui puxada pelo pulso.

- Estive cuidando de você, é que... eu sabia que se te levasse pra minha casa, provavelmente pensaria que fiz algo de errado. – Ele estava certo. – E sei que você já não vai muito com minha cara...

- Não é isso... – Notei que ele me puxava vagarosamente pelo pulso, quase me abraçando, e eu ficando nervosa. – É...que... você age como aqueles garotos mimados, que fazem amizades, zombam dos outros, tem muitas garotas...Ao mesmo tempo.- Falei e ao mesmo tempo olhei para suas mãos já em minha cintura.

- Desde que vi naquele mercado, meu coração bateu forte, talvez eu tenha encontrado a garota que nasceu para mim... – Seu rosto estava aproximando de mim, mas o empurrei.

- Não... Não posso fazer isso – Olhei para onde o casal estava... Eles haviam entrado. – Isso ta errado, Você fala isso pra todas elas. – Estava ficando furiosa.

- Nunca, eu só tive uma namorada na minha vida toda... e eu que acabei o namoro, por não amá-la... Mas você é diferente, eu a amo demais,eu gostaria que me desse uma chance para te provar que posso a fazer feliz. – Eu estava caindo na armadilha, ele me puxou devagar pelo pulso, e aconteceu um beijo.

Talvez aquilo tenha acontecido pelo fato que eu me sinto sozinha o tempo inteiro, como se houvesse um buraco ou como se meu corpo não houvesse nenhum osso para sustentar, e eu estivesse usando qualquer ato de carinho a mim como minha fonte.

Senti seus braços me envolverem, ele era tão quente, ele me apertava, como se quisesse me guardar dentro dele, seu beijo havia tanto carinho, talvez até o que ele dizia que sentia por mim, amor. Poderia até pensar numa possível chance de namorar...

Ele parou o beijo, e acariciou meus cabelos suavemente, olhando em meus olhos.

- Posso aceitar isso como um sim? – perguntou ele com um sorriso maroto no rosto.

- Como um talvez... – Olhei ao céu. – Bem, está tarde, preciso ir.

Naquele momento o carro de Alice, ou melhor, de minha mãe, parou na frente da casa, e eu tratei de fazer Max me soltar rapidamente.

- Hum... Bem... Obrigada por cuidar de mim – Sorri gentilmente a ele.

- Eu cuido de quem amo. – Me deu um selinho.

Entrei no carro, Alice me olhava pelo espelho do carro, dando um sorriso de canto, Jasper estava endurecido no banco, estaria com ciúmes?