Notas iniciais
O início trágico leva ao fim trágico.

Era uma clássica noite de tempestades em um reino que estava passando por problemas econômicos. A épica família D'Valley, descendente do grande reino de Fleur, estava chegando na cidade.

Vector D'Valley, dono de uma fábrica de guarda-chuvas sofria com um sério problema econômico em sua empresa e sua família sofria com isso.

Vector era casado com Helena e tinha três filhos, Claire, a mais mimada, James, o mais forte, e a delicada Victoria, a mais esperta.

Os três irmãos não costumavam serem muito unidos, mas sempre Vector ou Helena tentavam juntar-los para um dia normal em família.

Claire costumava ter pesadelos ao dormir, mas seu pai sempre ia confortá-la com uma bela história lendária que, por incrível que pareça, é a história que deu início a tantos segredos na família.

Vector — Querida, se acalme. Esse pesadelo vai passar. Deixe que eu te conte uma bela história para dormir. "Era uma vez, num reinado muito distante, uma família que reinava uma dinastia, que tinha todo o poder dessas terras em suas mãos, mas largaram tudo em nome do descobrimento de novas ideias. A família Fle..." (Vector interrompeu sua história ao ver a porta rangendo e, Victoria atrás).

Vector — Victoria, o que está fazendo uma hora dessas acordada?

Victoria — Pai, eu tive um pesadelo! (exclamou com dramatização)

Vector — Vá se deitar e não escute conversa dos outros atrás das portas.

Claire adorava quando seu pai brigava com Victoria, pois sabia que ele teria mais tempo para ela.

Victoria, indignada com a ação do pai, insistiu e correu para atrás da porta para escutar novamente o que ele dizia, mas infelizmente ele havia ido para seu quarto.

Victoria era fascinada por histórias e queria alimentar sua mente com ficção, então não esqueceu o início da história que o pai contava e procurou na internet.

Ela não achou, mas mesmo assim não se cansava, até que ela ouviu um barulho em sua janela e, ao se aproximar, viu uma pessoa vestida de capuz preto, então não conseguiu ver quem era, mas essa pessoa levantou o rosto em mira dela e Victoria viu olhos vermelhos cor de sangue nos olhos daquela pessoa.

Victoria se jogou contra a parede oposta e bateu sua cabeça em um quadro revestido em vidro.

Esse quadro caiu sobre sua cabeça e cacos de vidro encharcados de sangue caíram sobre o chão junto com a pobre menina que veio a desmaiar.

Victoria mal abrira os olhos e já viu seus pais e seus irmãos preocupados.

Seu pai, desesperado, tenta acordá-la, mas ela não consegue, pois era como se ela estivesse presa naquele momento, revendo aquela cena, até ela dar sinal de vida.

Todos se acalmam, mas querem saber o que aconteceu, e ficam preocupados quando ela tenta falar mais não tinha voz para isso, pois o choque foi grande e era como se ela estivesse num pesadelo. Ela gritava por dentro, mas ninguém ouvia um som.

Então ela bebeu um copo com água e se acalmou, então tentou novamente falar.

Victoria — Mamãe, papai, e... e... eu vi um... um... demônio! (falou ela espantada).

A família se surpreendeu, pois o que ela estava falando era completamente sem sentido. Eles acharam que era efeito da pancada, mas ela sabia que não era, então, ao se lembrar dos olhos daquela pessoa ela levantou a cabeça com dignidade e arrogância e falou o que tinha para falar.

Victoria — Seus hipócritas. Por que não acreditam em mim? Por que me ignoram quando eu mais preciso de vocês? Eu odeio vocês!

Ela então correu até estar fora de casa e, após isso, fugiu.

Victoria queria resolver seu futuro e descobrir sobre a lenda que Vector tanto falava. Ela partiu para a biblioteca municipal, mas não havia nada sobre isso.

Correu para a casa de amigos em busca de informações, mas nenhum deles havia ouvido falar.

Victoria não tinha mais para onde ir, então voltou para casa indignada.

Helena escondia um segredo de Victoria e achava que aquela seria a melhor hora para falar. Se aproximou dela e sentou-se ao seu lado.

Helena — Victoria, eu tenho algo que não posso deixar de falar com você.

Victoria — Seja o que for, não é importante para mim (se levanta).

Helena — Espera, isso realmente é importante.

Victoria — Certo, então fale (sentou-se novamente).

Helena — Vic, eu e seu pai nos casamos após seu nascimento.

Victoria — Que grande importância. Será que tem outra coisa idiota para me falar?

Helena — Eu não sou sua mãe biológica.

Victoria — O que? Como assim? Olha, se eu estou estressando você, me desculpa, mas não acha que está pegando forte de mais não?

Helena — Realmente eu não sou sua mãe biológica, mas Vector é o seu verdadeiro pai.

Victoria — E os meus irmãos? Eles também são de outra mãe?

Helena — Vic, eu não posso ter filhos, então os adotei. Mas seu pai queria você com ele, então abriu um processo para a sua guarda.

Victoria — Bem, então quem é minha verdadeira mãe?

CONTINUA...

Notas finais
No próximo capítulo Victoria descobre quem é sua verdadeira mãe e sua verdadeira irmã. Vic já está obtendo algumas informações sobre o segredo da família... Não perca o próximo capítulo que será: Visita à Rainha.