Netos de Atena e Poseidon

5 um doutor demoníaco menciona uma profecia


Notas iniciais
Eu sei que o anterior fico mega-quilométrico. Vou ver se diminuo dess vez, OK? Mas mandem review's. bj

Dois meses depois...

A primeira ultra-sonografia se aproximava. Eu estava eufórico e Annabeth também.

Ela ficava linda barriguda. Mas algo me intrigava: o ventre dela estava um tanto grande para uma mulher de apenas três meses.

Eu ficava pensativo quanto a isso, mas não fazia diferença. O importante era que o bebê estva crescendo com saúde.

Praticamente todos os dias tínhamos que voltar à cidade, já que os mortais não podem entrar no acampamento.

Nossos amigos nos mandavam presentes todo dia. Em dois dias, eu tinha mais roupinhas de bebê do que um brechó infantil. Atena mandara uma imensa pilha de livros, que eu tinha certeza de que eram inúteis para um bebê- ''física quântica moderna'' e ''como a matemática pode auxiliá-lo na arquitetura?'' e meu pai mandara dezenas de brinquedinhos com motivos marinhos (um cavalo-marinho de borracha e um tridente de plástico) Quase não tinha espaço no chalé de Poseidon, de tantos pacotes e sacolas. Tyson praticamente pisava nos presentes. Mas com pés do tamnho dos dele e pouco espaço, eu não podia culpá-lo.

Quando o dia do exame chegou, eu despertei Annabeth batendo furiosamente na porta do chalé de Atena. Ela abriu a porta, quase caindo de tanto sono.Alguns campistas resmungaram aborrecidos, por eu tê-los acordado.

-Percy, o que...-ela começou a dizer

-O exame!É hoje! Vamos saber se é menino ou menina.- e passei a mão carinhoso na barriga ( que mais parecia um melão) que se escondia debaixo de seu pijama.

-Ah deuses! Espere um pouco. Vou me vestir.

Depois de vinte minutos, ela conseguiu colocar uma leggin e uma blusa larguinha.

-Porque demorou tanto?-perguntei impaciente

-Porque é difícil achar uma roupa que entre em mim.-disse ela masageando o ventre e me beijando.

Tomei meu café, (Annabeth não comeu nada, pois o enjoo matinal não deixava) e subimos a Colina Meio-Sangue (ela com um pouco de dificuldade)e minha mãe nos esperava no pé do morro, no Prius de Paul.

Entramos e ela se dirigiu ao consultório. Depois de cinquenta minutos, entramos num prédio amarelo. Subimos dois andares de elevador (eu provavelmente os subiria a pé, mas seria um sacrifício para minha namorada subi-los) e batemos numa porta com uma placa de latão em que eu lia:

-r.D Nesa ciPkz- setrOtba?

-Não, Cabeça de Alga.- Annabeth suspirou.- Dr. Sean Pickz- Obstetra

-Ah!-suspirei. Aquela última palavra me apavorava. Mas tomei coragem e bati na porta.

-Entre.-Uma voz alegre e feminina respondeu.

Entramos numa sala pequena e abafada, com poltronas de vime e almofadas de fuxico.

Nas paredes, uma série de quadreos com mulheres em diferentes estágios de gestação me faziam tremer na cadeira. Pensei que dali a algum tempo, Annabeth iria ficar do mesmo jeito. Aquilo embrulhou meu estômago.

-Que foiw-perguntou minha mãe.

-Nada!-respondi.

Esperamos por dez minutos, até que a recepcionista, vestindo um uniforme azul nos disse:

-O doutor está pronto para vê-los.

Agradecemos e seguimos eu e Annabeth para a outra sala. Minha mãe decidiu ficar lendo e nos esperar.

-Bom dia!-falei para um homem de meia-idade, usando um jaleco

Ele pareceu surpreso, mas abriu um sorriso e disse em tom cordial:

-Ora. Geralmente recebo casais mais velhos.

Olhei para Annabeth e abracei-a pela cintura (o que era meio difícil):

-É. Nos precipitamos.

O médico sorriu. Mas algo nele me assustava. Achei que era coisa da minha cabeça, mas ele parecia ter alguma coisa de mal.

Ele ditou-a numa maca encostada na parede e ela ergueu a blusa. Uma lomba surgia ali, da cor da pele da minha namorada. Fiquei contente, mas atonito e sentei-me na cadeira aos pés da maca, tentando cuidar o visor, Annabeth e o doutor Sean ao mesmo tempo.

O doutor pegou um aparelho, parecido com um leitor de código de barras e colocou um gel nele. Depois, passou cuidadosamente o aparelho na barriga de Annabeth. No visor apareceu uma forma ondulada e indefinida. E então caiu a ficha: Eu estava vendo meu filho pela primeira vez. Era torto, gosmento, cabeçudo, mas ainda assim, a coisa mais linda e maravilhosa do mundo.

Annabeth começou a chorar. Eu também fiquei emocionado, mas não desgrudei a atenção do médico nem um instante.

-Então hã...-comecei só pra quebrar o gelo.- Já dá pra saber o sexo dele?

-O que vocês preferem? Um menino ou uma menina?-perguntou ele com um sorriso malicioso nos lábios.

-Uma menina.-dissemos eu e Annie em uníssono.

-Ah legal. Só que terão um menino também...

Um silencio mortal nos acometeu naquela sala. Entrei em transe... gêmeos.... Um garoto e uma garota...

Então, uma visão de uma fração de segundo me fez delirar.

''Duas crianças, um garoto e uma garota, com idade em torno de onze anos, gritavam um com o outro. A menina tinha uma marca de nascença com a forma de uma coruja no antebraço direito e o menino tinha a forma de um tridente no antebraço esquerdo.

Eles pareciam discutir por causa de um tentart tomar o lugar do outro. Faíscas voavam em todo lugar em volta deles e nem eu nem Annabeth pudíamos fazer nada, pois a batalha era deles.

Então, um clarão ofuscante se ergueu e uma nuvem de fumaça se condensou, impedindo-me de ver qualquer coisa. Ouvi o som de um corpo caindo, e um grito gutural de vitória foi ouvido.''

-Ei Percy...-Annabeth chamou.- Está tudo bem?

Assenti. Voltei à terra com um tranco desagradável.

-É normal ficar surpreso.-disse o Dr., limpando as mãos.- Mas agora vamos ao que interessa.

E senti que o momento era aquele. Eu não tinha bolsos naquele dia. Mas senti Contracorrente aparecer magicamente dentro da minha meia. Esperei. Não podia destampá-la... Ainda.

-Gêmeos...-suspirou Annabeth acariciando o ventre.- Não é maravilhoso?

-É. É.- Assenti desnorteado.

-Uma pena, que eles não poderão viver...-comentou o médico tristonho

-Que quer dizer?-perguntou Annie subtamente.

-Porque a profecia diz que será assim. Um matará o outro. Pois do contrário, nós, monstros, iremos desaparecer...

Senti que o momento era aquele. Agarrei Contracorrente dentro da minha meia e destampei-a. Noventa centímentros de bronze celestial cintilou e o Dr. Sean olhou apavorado para Anaklusmos.

E começou a se transformar...

-Ah não!-falei.-Nós já salvamos o Olimpo. Cronos não irá ressurgir por um bom tempo. Putz. Achei que não teria de enfrentar monstros por alguns anos...

-Pois se enganou, Perseu Jackson.-Quando ele falou ''Perseu'', me tremi todo.-Agora nós descobrimos uma nova profecia, não vamos largar dos seus pés...

E começou a aumentar na altura. O jaleco que vestia começou a encolher e mudar de forma. Começou a sair duas protuberâncias enormes em seu peito e a bunda...Cara, só de pensar naquilo, já fico duro.

E em poucos segundos, uma mulher (com roupinha erótica- espartilho,sutiã, meia de liga, sapatos de salto, chicotinho,calcinha fio dental e perfume de rosas que me deixava louco) muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito gostosa estava em pé na minha frente.

Fiquei hipnotizado. A mulher sabia exatamente o que fazer para me agradar.

-AGORA PERSEU JACKSON,-quando ela falou meu nome, fiquei louco.-VAMOS ACABAR COM A PROFECIA. JUNTOS PODEMOS FAZER QUALQUER COISA. DEIXE ANNABETH SOZINHA E VOCÊ VAI SE DAR BEM.

Assenti, louco de prazer. Olhei para Annabeth, deitada na maca. A barriga pra cima. Um arrepio de nojo percorreu meu corpo: em alguns meses, ela ficaria enorme .Estragaria seu corpo. A mulher, por outro lado, era muito mais gostosa. Fiz a minha escolha: ficaria do lado da mulher para sempre e esqueceria minha namorada. Deixasse que ela cuidasse dos bebês sozinha. Com a mulher, eu tinha certeza de que seria muito mais feliz. Falei a ela:

-Ótimo. Você não imagina o quanto eu estou odiando essa história de bebês. Ainda não me sinto preparado para isso.

-É. Eu compreendo, meu jovem herói. Mas comigo, seu futuro será livre. Sem bebês. Sem ter que se preocupar com nada...

Sorri. Estava prestes a pegar na mão dela quando resolvi convidá-la para fazer alguma coisa.

Que tal sairmos para dar uma volta? Sei lá, ir ao cinema... Topa?

A mulher sorriu e passou a mão no meu rosto. Seu toque era uma coisa maravilhosa.

-Claro que eu topo! Mas antes, você precisa se livrar de Annabeth.

-OK. Mas porque?

-Ora, porque você não vai querer uma mulher vomitando enquanto assistimos um filme, não é?

Balancei a cabeça, envolto pela beleza do demônio.

-Ótimo. Podemos simplesmente deixá-la aí...-disse a mulher apontando para a maca.

-Simplesmente deixá-la aí...-repeti.- Não tem problema?

A moça gargalhou. Era um som perverso e maligno. Me tirou do transe.

-Não terá problema. O gel que eu passei, não era gel. Era Ícor. Sangue de Deus. Isso se infiltra na corrente sanguínea dos mortais e os derrete por dentro.

Olhei para Annabeth. Ela suava e parecia sentir muita dor. Precisei dominar todo o meu ser para não olhar para as formas do demônio (que, sinceramente, eram MUITO boas) e enfiei a espada entre seus peitos. Um crime destruir o silicone dela, mas um grito lacinante ecoou até a avenida e o monstro se dissolveu em uma nuvem de poeira amarela com cheiro de peido.

Annabeth mal se movia. Virei-me e a tomei em meus braços.

Você deve estar pensando: ''Oh. Isso é tão romantico. Pegar ela no colo para salvá-la e blá, blá, blá...'' Mas na verdade, foi muito complicado e doloroso.

OK. Segurar o peso do céu é muito mais agonizante, concordo. Mas Annabeth estava muito pesada. Minha coluna, se pudesse gemia e os meus braços ardiam.

Invadi a sala de espera, com a minha mãe apavorada, com o grito do demonio. Não pude pô-la a par da situação. Apenas descemos de elevador, (que pareceu levar uma eternidade para chegar no térreo). Annabeth estava quase desmaiando, quando chgamos no Acampamento.

Minha mãe ajudou-me a carregá-la colina acima. Desci com minha namorada semi-inconsciente nos braços, chamando por ajuda.

Uns três arqueiros de Apolo nos ceraram e levaram Annabeth para a enfermaria.

Cerca de vinte minutos depois, eles saíram.

-Ela vai ficar bem.-disse o mais velho.- Só precisa de repouso.

-Mas o que aconteceu exatamente?-perguntei desesperado

-Bem... o ícor estava começando a derretê-la. Mas conseguimos retirar quase tudo.

-E ela já está curada?

-Não. Ela vai demorar um tempo para se curar completamente...-ele falou sem jeito.

-Mas não podemos dar néctar ou ambrosia?

-Na verdade, como o ícor já é divino, néctar e ambrosia causariam uma overdose. Sem falar que filhos de semideuses, embora tenham poderes limitadíssimos, são mais vulneráveis que os mortais comuns. Então, só podemos administrar três gotas de néctar e uma mordida de ambrósia. Do contrário, seu filho queimaria vivo...

-Filhos...-falei desconcertado.

O campista arregalou os olhos e apertou a minha mão

-Parabéns.

-Vou lá falar com ela...

-Não! Não faça isso. Ela disse que não queria ver ninguém. Principalmente você!

Mas não dei ouvidos e fui para a enfermaria.

Notas finais
were's my review's? eu preciso... please?