Netos de Atena e Poseidon
1 Capítulo 1-o fim da batalha e o início de uma vida
Notas iniciais
Finalmente a batalha contra os titãs havia acabado.Teríamos uma festa para comemorar. Os deuses estavam contentes conosco, não sofri nenhuma mutilação e eu e Annabeth estávamos oficialmente namorando. Tudo estava perfeito.
Voltávamos eu e Annabeth e os outros campistas para o acampamento meio-sangue, na van branca dirigida por Argos. Sentamo-nos em um banco bem na frente, para conversarmos tranquilamente:
-Pelo menos o mundo está salvo-comentei desprocupado
-Sim, nós o salvamos.-disse Annabeth, sem se dar o trabalho de conter os sorrisos.
O cabelo dela estava com fuligem da batalha, mas não me dei o trabalho de tirá-la. Beijei-a entusiásticamente, e ela retribuiu me beijo com calor. Pela primeira vez na vida, não fiquei vermerlho quando ela me beijou. dois pontos parta mim.
Uma barulheira insuportável se ouvia dentro da van. Todos os campistas estavam contentes. Grover dançava no meio do corredor, até que alguem atirou uma lata nele, e o menino-bode sentou-se envergonhado e pôs-se a roê-la.
Eu e Annabeth não conseguíamos parar de rir. Nos beijámos e ríamos e nos acariciávamos, observando o clima de festa.
Chegamos ao acampamento. Descemos eu e ela de mãos dadas. Encontramos Quíron na frente do pavilhão refeitório, sorrindo. Bastante machcado é claro, mas estava contente.
-Hoje!-pronunciou ele, quando todos os campistas se reuniram envolta da fogueira.- Aconteceu uma grande batalha. Vários foram perdidos.- e lentamente, os rostos de todos se transformaram, de radiantes a chorosos.- Mas, a civilização ocidental, está salva. Queria propor um brinde- e instantaneamente, apareceram taças na nossa frente. E a fogueira se encontrava cheia de espetinhos com churrasquinhos e marshmallows que não estavam lá antes. Acenei para a garota entre as chamas, que eu estava certo: só eu conseguia vê-la. Héstia assentiu sorrindo.
-...UM BRINDE, À PERCY JACKSON. O HERÓI DO OLIMPO.
Todos(inclusive os filhos de Ares) ergueram suas taças cheias de todas as bebidas não-alcoólicas que se poderia imaginar e bradaram meu nome, com entusiasmo.
-E UM BRINDE À ANNABETH CHASE, A ESTRATEGISTA QUE TORNOU POSSÍVEL O GANHO DA BATALHA.
Todos ergueram as taças, exatamente, como fizeram para mi. Ela enrusbeceu e eu abracei-a pela cintura e a beijei entusiasticamente.
Todos olharam para nós atonitos. Eu ainda não dera a notícia que estavamos namorando, mas eles iriam descobrir de qualquer jeito, por isso nem me dei ao trabalho.
Depois de todos os brindes e agradecimentos (que duraram cerca de quarenta minutos) a festa começou.
Era como num baile olimpiano: cada um ouvia a música que gostava, sem brigas. Só pedidos para aumentar o volume. Eu e annabeth dançámos uma música animada,acho que era ''misery, do Maroon 5'' com nossas taças na mão. Até que uma hora eu me desequilibrei e acabei derramando suco de uva na camista dela.
-Ah, deuses!-eu lamentei.- desculpe.
-Sem problema!-disse ela alisando a roupa, mas piorando a mancha.-Eu vou lá limpar e já volto!-disse apontando para os banheiros.
-Eu te acompanho.-disse eu mordendo o lábio e dando uma risada.
-OK.-ela me pegou pela mão e fomos dançado e rindo até o banheiro.
Chegamos lá e ela fechou a porta. Chegou à pia e olhou-se no espelho.
-Céus. Estou horrível.-disse ela mexendo no cabelo embaraçado e tentando limpar a fuligem do rosto.
-Você é a mais linda.-disse eu me aproximando por trás e abraceia pelo tronco.
Ela se virou e me beijou e riu. Era o som mais maravilhoso do mundo.
Nos largamos para ela poder limpar a camiseta. Estava passando água na mancha, mas não estava adiantando.
-Acho que vou ter que tirá-la para poder lavá-la.-disse ela analisando a mancha.
Pela primeira vez fiquei vermelho naquele dia. Só então ele se deu conta do que acabara de falar.
-Ah!-ela pôs as mão na boca.- Deixe assim. Eu lavo ela amanhã.- e se encolheu no outro lado do banheiro constrangida.
-Não tudo bem. Prometo que não farei nada.
Ela olhou pra mim desconfiada mas asssentiu. Foi de volta à pia e tirou a blusa.
Nunca havia sentido aquela sensação, mas algo dentro da minha calça se mexeu.
Ela usava um sutiã preto de bojo com rendinhas. Olhou pra mim constrangida. Começou a lavar na pia, mas não conseguiu nada.
Virtou-se e falou bem séria:
-Você pode me ajudar?
Achava que aquilo não era uma boa ideia, mas fui.
Fiz um jato d'agua na pia e a mancha começou a se dispersar. Ela sorriu e beijou-me na bochecha. Retribuí o beijo, só que na boca. Nos beijávamos cada vez mais,e sabíamos onde isso iria parar até que ela pôs a mão em meu peito e disse:
-Você tem certeza de que é isso o que quer?
-Não farei nada que não quiser.- disse eu
-Ela olhou-me com aqueles penetrantes olhos cinzentos e assentiu.
E certamente, aquela foi a melhor noite da minha vida.
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