Nephilins de Londres
13 Trocando Cartas
Notas iniciais
Para: Membros do Conselho
De: Consulesa Charlotte Branwell
Caros Membros do Conselho,
Eu tenho uma péssima notícia para transmitir-lhes. Hoje, por volta das 16:30, cerca de cem vampiros vieram ao Instituto declarar guerra aos caçadores de sombras.
Segundo os mesmos, nossa raça não faz juz à nossa missão, proteger mundanos e criaturas do submundo. Os cem vampiros que apareceram em frente ao nosso portão eram apenas porta-vozes e nos ameaçaram, afirmando ter contatos com membros influentes do submundo e que estão dispostos a ajudar a causa deles.
Além disso, Tatiana Blackthorn comprovou que tem o dom da vidência e sabe como terminar com essa guerra. Essa visão envolve meu filho, Charlie Fairchild, utilizando poder de possesão no verdadeiro líder dessa rebelião.
Peço que digam o melhor momento para uma reunião para discutirmos sobre o assunto em questão o mais rápido possível.
Em nome de Raziel,
Consulesa Charlotte Branwell
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–Para onde você está me levando, Ella?-Charlie perguntou no colo dela-A sala de treinamento é para aquele lado.
–Eu sei. Ainda há um tempinho até começar. Acho que você ficaria feliz em ver alguém antes.
–Quem?
–É surpresa!
Ella carregou Charlie pelos corredores e escadas, até chegar a entrada.
–Ela está lá fora.- Cochichou e abriu a porta.
E lá estava Jessamine, em forma de fantasma, admirando a vista no primeiro degrau da escada.
–Eu… ainda não tive a chance de vê-la. Eu queria muito.
–É por isso que te trouxe até aqui.
Ella desceu as escadas e colocou a mão livre no ombro de Jessamine, que olhou para trás e sorriu:
–Senta.-Ela colocou a mão do lado dela e deu três tapinhas para indicar o lugar e Ella sentou ali.
–Alguém aqui quer te ver.
–Ah, olha que coisa mais fofa! Espera, ele pode me ver?
Ella e Charlie fazem que sim com a cabeça.
–E não é só isso!
–Você se lembra do Dylan, não se lembra?
–Mas, o que ele te haver com o fato que Charlie me vê?-Jessie pergunta esfregando a mão no cabelo dele.
–Então,... é que…
Ella e Charlie contaram toda a história para ela. Sobre o Charlie ser uma reencarnação do Dylan, o anjo na biblioteca, o destino, o treinamento, tudo,
–Mas, mas…
–Jessie-Ella apoia uma mão no ombro fantasmagórico dela, ou tenta, pelo menos-isso é difícil de aceitar, mas…
–Isso é incrível!
–O quê!?
–Isso é incrível!-Jessie tentou pegar Charlie no colo e falhou-Você é o Dylan! Ontem nós estávamos comentando o quanto sentíamos saudades de você! E agora você está aqui!-Jessie parecia ter se lembrado de algo-Mas, se você é uma reencarnação, quer dizer que você morreu?
–Sim.
–Como isso aconteceu?
–Normalmente, como qualquer morte.
–Mas, você só tinha o que? 17 anos? Não foi de causas normais.
–Você tem razão!-Ella ficou surpresa por Jessie ter visto isso antes dela.-O que você estava fazendo?
–Eu já disse! Foi norma!-Charlie tinha cara de quem escondia algo.-Eu acho melhor irmos logo para o treinamento. Não é bom deixar a Tatiana esperando no primeiro dia de aula.
–Está bem.-Ella se levantou.-Tchau, Jessie!
–Tchau Jessie!
–Tchau Dylan! Tchau Ella!-Jessamine acenava, enquanto os dois subiam a escada e entravam no instituto.
–Para você não querer contar, deve ter sido algo bem ruim.
–Eu já disse que não foi nada
“Mas era óbvio que foi. Por que está escondendo algo de mim? Eu desenvolvo feitiços para mim mesma. Posso aprender a ler mentes a qualquer momento!” Ella pensou, com muito cuidado para não ir para a mente de Tessa dessa vez.
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Para:Consulesa Charlotte Branwell
De:O Concelho
Representando o conselho, ao escrever essa carta, eu, Inquisidor Victor Whitelaw, digo que concordamos que o melhor que podemos fazer para evitar essa tragédia, seria marcar uma reunião com bastante calma.
Antes de qualquer coisa, nós do conselho, estamos com sérias dúvidas sobre seu argumento alegando que Tatiana Blackthorn, nascida Ligthwood, tenha a habilidade de ver o futuro e de seu filho possuir e poder derrotar o líder desses rebeldes do submundo.
Chegamos a conclusão que o melhor lugar seria no salão dos acordos às 14 horas, no horário de Londres, na próxima terça-feira. Pedimos as provas concretas do que diz apresentadas na reunião. Aguardamos a presença dos membros do Instituto de Londres,
Em nome do Conselho,
Inquisidor Victor Whitelaw.
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Charlotte releu a carta que acabara de chegar duas vezes para confirmar. O Conselho não acreditou nas palavras dela. De novo.
“Se eu fosse um homem, acreditariam mais facilmente em mim” Charlotte pensou, frustrada. “Mas, não adianta só ficar sentada reclamando. Acho melhor ver como está o treinamento”.
Charlotte saiu da sala de estar e subiu as escadas até chegar à sala de treinamento. Tatiana trouxe alguns animais para que ele pudesse treinar com algo além de Coroinha. Neste momento, estava fazendo com que um passarinho voasse pelo recinto. Charlotte teve que se abaixar um pouco para que ele não a atingisse na cabeça.
–Ai.
Charlie fez o passarinho aterrisar e parou.
–Desculpe mamãe.
–Tudo bem, filho.
–Charlie está melhorando bastante, Charlotte. Já consegue fazer os animais voarem, como pôde ver.
–Muito bom.-Charlotte vê Ella sentada em um banco no fundo da sala, examinando Charlie, como se quisesse ver algo que estava embassado.-Algum problema, Ella.
Ella demorou alguns segundos para perceber que era com ela:
–Ah, estou bem sim.
“Não, ela não estava”
–Eu passei aqui para ver como andava o treinamento, e… pedir que todos estejam presentes hoje na hora do jantar, que eu irei dizer a resposta do conselho.
–Até eu?
–Sim. Eu sei que você prefere ficar bebendo seu sangue no seu quarto, mas, você é uma de nós agora. Gostaria que participasse.
–Antonieta também vai estar lá?
–Vai.-Eles estavam abrigando a Antonieta no Instituto até as coisas se acalmarem, afinal, er
a trabalho deles. E também, poderiam precisar dela para alguma coisa, já que ela era a namorada do antigo líder deles, isso poderia ter algum valor, não? Apesar disso, ninguém gostava da presença dela lá-Mas vai ser bem rápido.
–Está bem, já que você está dizendo.
–Ótimo. Vejo vocês mais tarde.-E saiu.
“Espero que esse jantar possa ser tranquilo, apesar delas duas juntas.”
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