Nephilins de Londres
3 A primeira e única marca
Notas iniciais
Era um bebê bonito (se levasse em conta que todo bebê tem cara de joelho). Já tinha um pouco de cabelo ruivo crescendo e era muito pequenininho
–O nome dele vai ser Charles- disse Charlotte
–Eu fico 8 meses falando em Buford até minha boca ficar seca para quando nascer se chamar Charlie — Henry implicou
–Acontece que eu é que faço a gestação da criança por 9 meses e não vou aturar um filho com um nome desses!
"Eles precisam de um tempo sozinhos" A voz do irmão Zacharia sussurrava na mente dos demais. "Poderiam lhes dar licença?"
Tessa teria uma discussão com o irmão Zacharia no encontro de 1 hora do ano sobre não ser estraga prazeres. Todos iriam em cima dela e a encher de perguntas com certeza.
Assim que a porta se abriu, Tessa correu para a biblioteca do Instituto. Mesmo que todos a seguissem, ela sabia que mais cedo ou mais tarde teria que finalmente revelar, mas o corredor não era o local mais apropriado.
Quando chegou lá se sentou em um sofá que tinha no canto e pegou o exemplar de "Um Conto de Duas Cidades" do Instituto para que não se sentisse tão desconfortável. Realmente, ninguém tinha mais nada para fazer, por que depois de um tempo todos entraram e se sentaram em lugares próximos, Will ficou do lado dela no sofá.
–Tessa, isso é para o seu bem!-disse Cecily
–Foi a Bridget que te bateu, não foi? — Sophie disparou — Sabia! Sempre suspeitei que ela não era muito legal!
–Não foi ela. Eu não sei quem fez isso.
–Pelo anjo! Vocês estão pensando o quê? Não viemos aqui para perguntar coisas assim- Disse Will. Tessa realmente amava Will, sempre do lado dela e fazendo o que precisa sem nem precisar falar- O importante é saber como ela consegue mudar a cor do olho para vermelho! Tessa, como você faz isso? — Tessa retirou tudo que pensou e quase estrangulou Will, no meio das risadas na voz da sua cabeça.
–Eu não sei como isso acontece — Tessa foi sincera- Mas toda vez que eu falo com uma voz na minha cabeça, ele fica assim.
–Voz na sua cabeça? — Will a olhava como se fosse louca.
–Sim. É como se fosse a minha consciência ou uma amiga imaginária. Nós conversamos bastante, apesar dela insistir em me chamar por Senhora. Herondale e não contar o próprio nome, nem o que ela é exatamente. Desde que ela começou a falar comigo, eu tenho uma marca e...
– Você tem uma marca? -Gabriel falou de maneira descrente — Duvido muito.
Tessa retirou a luva que usava desde o aparecimento dela, para não levantar suspeitas. Um pouco acima do seu pulso, havia uma marca meio que de parabatai. Todos se aproximaram para ver melhor, isso era impossível. Haviam tentado marcá-la, mas a pele simplesmente as engolia, e agora apareceu com uma marca parabatai?
–Quando foi que você fez ela? — Perguntou Gideon, que parecia nunca ter estado ali — É bem feita, realmente. E quem é seu parabatai?
–Eu não sei. Ela fala na minha mente, e eu sinto tudo que ela sente e vice-versa. O tapa deve ser de alguém que tenha batido nela.
–Parabatais não fazem telepatia. — Will disse — E nem sentem o que o outro sente literalmente assim.
–Teremos que contar à Charlotte e Henry. Os irmãos do silêncio podem ajudar.
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