Nenhuma jornada dura para sempre
1 Prólogo - Toda jornada chega a um fim
Sputnik não era uma opção desta vez. Seu primeiro Pokémon e maior companheiro havia se tornado a mais recente vítima de sua imaturidade e Nate havia passado os dois últimos dias pensando se não seria a melhor opção abandonar a final da Liga Pokémon e adiar seu sonho. Faltavam apenas seis horas para o início da partida final e o jovem ainda não havia dormido ou mesmo definido quem seria o substituto do debilitado Pokémon aquático que dormia na cama do Centro Pokémon ao seu lado. Talvez o sonho devesse esperar e aquela luta fosse a prova disso.
Sentado em uma cadeira desconfortável olhando para o teto, Nate parecia se consumir por dentro e talvez pedir um tempo para Liao não tivesse também sido uma boa ideia. O remorso e a insegurança não caiam bem com a solidão. Estava tão imerso em seus pensamentos que não ouviu quando alguém bateu na janela do quarto onde estavam. Foram necessários três tapas na janela para atrair a sua atenção. Do outro lado, um rosto conhecido. Mas não alguém que ele esperava ver naquele momento. O que aquilo poderia significar?
Seis horas se passaram e tudo que era possível ouvir naquele lugar eram gritos de animação. Nate agora cerrava os punhos e de cabeça erguida caminhava em direção ao portão que se abrira momentos atrás. Liao provavelmente estaria no meio da multidão, esperava o rapaz. Com uma expressão diferente, adentrou a arena e sentiu alguma estranheza ao ver Thomas do lado oposto. Cinco anos antes, partiam juntos da cidade de Littleroot para iniciar sua jornada e agora se enfrentavam em uma final da Liga Pokémon. Essa batalha seria diferente de todas as outras.
Assim que ambos chegaram ao centro do local, foram anunciados por um animado narrador, antes que se procedesse ao sorteio da arena de combate. O suspense não durou muito até que fosse revelada a arena de solo vulcânico sorteada para o combate final. Os espectadores pareciam comemorar a escolha do local de combate quando Thomas dirigiu a Nate um sorriso irônico.
— Pronto para a pior derrota da sua vida? — perguntou sorrindo.
— Se o seu sonho é me derrotar, pode ter certeza que vai ter de adiá-lo dessa vez.
O primeiro a sacar uma Pokébola foi Thomas, que a arremessou em direção ao centro da arena, liberando seu primeiro Pokémon: Blaziken. Em um tom animado, o narrador apresentou o Pokémon de fogo e então Nate também lançou seu primeiro Pokémon: Politoed. No momento em que o sapinho dançarino saiu de sua Pokébola, o céu começou a escurecer e rapidamente uma chuva pesada começou a cair, esfriando o solo.
— Que vença o melhor. — disse Nate.
— Politoed? Vai arriscar seu único Pokémon de água desse jeito? Achei que o que tinha acontecido com o Sputnik te tornaria mais cauteloso! — retrucou Thomas. — Blaziken, Super Voadora!
O Pokémon de fogo se lançou às alturas, antes de iniciar uma queda vertiginosa em direção a Politoed. Nate sorriu.
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