— Bom dia! – a mulher parece reconhecer o homem e não se contém. – RICHARD CASTLE?!

Ele dá um sorriso charmoso e estende a mão para ela.

— A Srª deve ser Nikki Heat, quero dizer, Detetive Beckett?! – fazendo o mesmo gesto para cumprimentá-los.

— Correto, estamos querendo ver alguns imóveis, mas, com o Sr Robert Lugs. – E lhe mostra o cartão encontrado nas coisas da vítima.

— O Rob não está, na verdade ele não apareceu desde ontem.

— Desde ontem? Alguém sabe por quê?

— Na verdade acho que ele teve alguns problemas com o Sr Smith, mas, não tenho muita certeza.

— Problemas com o Sr Smith?

— Sim o dono desta corretora.

— E podemos falar com ele, Srtª??? – Castle não sabe como chama-la, pois, ela não se apresentou.

— Sulivan, Susan Sulivan muito prazer. Mas, aconteceu alguma coisa com o Rob?

— Digamos que as faltas dele não serão mais um problema.

Beckett explica o ocorrido à Susan e tenta saber mais sobre a discussão com o Sr Smith, mas, a mulher está abalada ainda.

— O que eles falaram?

— Na verdade o que conseguimos ouvir foi quando Robert saiu da sala do Sr Smith dizendo que aquilo não ficaria barato e que tudo seria resolvido da pior maneira possível. Foi quando ele pegou suas coisas e disse para quem quisesse ouvir “ESTOU INDO, MAS, VOCÊ TERÁ NOTÍCIAS MINHAS” e se foi. Dali por diante não nos vimos mais. Nunca imaginaria que Robert pudesse estar morto.

— O Sr Smith está aqui hoje? – Castle pergunta.

— Ele estaria, mas, desde ontem que ele não aparece nem para fechar o financeiro.

Parecia algo estranho e com os dados do Sr Nora Smith eles voltam para a delegacia onde encontram, Tory Ryan e Esposito conversando na sala do café.

— Bom dia meus queridos, sentiram muito minha falta? – Castle ironiza e se dirige para preparar um café para Beckett. – Cappuccino?

— Como sempre. – ela responde com um sorriso. – Tory, preciso de todos os dados desta pessoa. – E entrega o papel para ela.

— É pra já Beckett.

— E de vocês, quero as contas bancárias, rasteiem todos os passos e dados dos cartões de crédito e tudo mais que nos indique onde ele possa estar.

O telefone de Castle toca, mas, ao ver quem é acha aquilo estranho.

— Olá Tom... – ele parece assustado – Calma que estou indo até aí. Você está de carro? Já chamou uma ambulância?...OK! Estou indo para lá.

— O que aconteceu Rick? – ela também fica apreensiva.

— Jen está com sangramento e Tom está desesperado. Ele está levando ela de carro para o Lenox Hill Hospital.

— Por que não chamou uma ambulância?

— Não sei, estou indo para lá. – ele a beija. – Mando notícias!

Beckett fica bem preocupada.

— Detetive, tenho uma informação sobre o Sr Smith.

— O que foi Tory?

Nesse mesmo instante Esposito chega à sala e fala a mesma coisa.

— Quem fala primeiro? – Beckett pergunta.

— Pode falar Tory! – como um bom cavalheiro Esposito dá a hora a Tory.

— O Sr Nora Smith não existia antes de 2014. Todas as suas credenciais, documentos, número do seguro social começaram a aparecer a partir de fevereiro de 2014.

— Fevereiro de 2014 é a mesma data que foi criada uma conta bancária com o valor inicial de U$ 20.000,00.

— Valor simbólico para se abrir uma conta, não? Busquem mais informações, este cara em alguma coisa a ver com o que está acontecendo, enquanto isso irei até o Hospital saber da Jen.

— O que ela tem? – Pergunta Esposito.

— Parece que foi um sangramento. Não sei bem ao certo. Castle foi para lá.

Chegando ao Hospital Beckett encontra Tom sentado em um banco de concreto do lado de fora do prédio.

— Tom? Como está a Jen?

Ele está chorando e Beckett fica mais preocupada.

— Ela está com a pressão muito alta e os médicos estão preocupados com o estado dela e do Bebê. – ele está chorando muito. – Ela só está de 25 semanas, é muito arriscado, tanto ela quanto o bebê estão em perigo se a pressão não normalizar, o que vou fazer? Por isso tive que sair e respirar ar puro. Ela não pode me ver assim.

— Você está certo Tom, vou ver como ela está e assim que você melhorar suba e fique ao lado dela, é disso que ela precisa agora.

— Agradeça ao Castle, ele é mesmo demais.

— Pode deixar.

Ao chegar ao andar em que Jen está internada, Martha e Alexis estão do lado de fora sentadas em algumas cadeiras desconfortáveis enquanto Castle fala com um médico ao lado da porta do quarto.

“Mas, o que o Sr tem de previsão?”

— A previsão é que, se a pressão dela não baixar e estabilizar, terei que forçar o parto para tentar salvar os dois ou apenas um deles! — O médico se vira e sai.

Castle quer pegá-lo pelo pescoço para que ele seja menos arrogante e é impedido por Beckett.

— Quem ele pensa que é para falar desse jeito! Ou um ou outro? Ele é louco?

— Se acalma Rick, ele está fazendo o trabalho dele. Vamos fazer o nosso aqui que é aclamar sua mãe e o Tom.

— Está bem! Vou tomar uma água.

— Ela está acordada? – Ele faz que sim com a cabeça – Então vou vê-la.

Ao entrar Jen dá um sorriso para ela com um semblante muito abatido.

— Ei Beckett, se tiraram você do trabalho pra vir até aqui o negócio é mesmo grave, não é?

— Agora eu só quero que se acalme. Como você está se sentindo?

— Muito cansada! Como está o Tom?

— Não cheguei a vê-lo.

— Ele não está bem né?!

— Acho que deve estar preocupado, é normal. Vocês ficarão bem.

— Acho que vou dormir, a médica me deu um remédio que está me dando muito sono.

— É pra você ficar mais tranquila, estaremos sempre ao seu lado.

Jen já está com os olhos fechados e Beckett percebe que ela já está adormecendo mesmo.

Ao sair encontra Castle e Demming conversando enquanto cruza com Martha e Alexis.

— Estou indo para casa, mas, se precisar eu volto vovó. – Alexis está pronta para ir embora.

— Pode ir minha querida, ficarei aqui até quando puder junto com o Tom. Não se preocupe.

— Eu ficarei mais um pouco, assim faço companhia para ela também. – Castle fala de longe com a filha.

— Bom, já que tem muita gente eu também vou indo e o que precisarem podem me ligar. Quer carona Alexis?

— Claro, vamos!