Nem Todos São Iguais !!
20 Capítulo 20 - Pedido
Notas iniciais
# Julieta Narrando
Quero me levantar, sair daqui de qualquer forma, quero tirar os lábios de matt que não desgruda dos meus, mas ele me prende a ele, fazendo assim que eu não consiga sair, mas a verdade é que eu sinto algo dentro de mim, algo que luta, não pra sair daqui. Mas sim, luta pra permanecer, pra ficar, pra trazer matt ainda mais junto à mim, eu simplesmente poderia dizer que não sinto nada disso, poderia dizer que só sentia repulsa ou nojo, quem me escutasse, com certeza acreditaria em mim ( acredite, eu sou uma ótima atriz) mas o que adiantaria, acreditarem que não sinto nada quando matt me beija e me prende desse jeito, quando eu mesma já sei a verdade? Nada, não adiantaria nada, mas ainda sim, se não posso mentir pra mim mesma, ainda posso ocultar
# Matthew Narrando
O que fiz foi errado? Talvez. Egoísta? Um pouco, mas merda, não aguentava mais, ter a Julie tão perto de mim, tão alcançável, e não pode tocar, e por mais estranho que pareça, isso dóia, era como se minha pele necessita — se da sua quente e arrepiada, como se meus sentidos precisassem sentir seu cheiro inebriante me consumindo lentamente e dolorosamente.
sinto ela mexer — se querendo sair, mas aperto ela ainda mais contra mim, passo meus lábios de raspão nos seus, fazendo — a soltar um gemido, que tenho a certeza que foi involuntário, pela forma como ela ficou rígida logo depois, não entendo porque ela faz isso, não entendo o porque dela rejeitar o que sente, quer dizer, ela age como se tivesse cometido o maior pecado de sua vida, só por estar me beijando...
—Já chega — diz ela convicta, com seus lábios grudados nos meus, aproveitando o seu braço que não estava preso em minhas mãos, ela me empurra com tal brutalidade, que se eu estivesse em pé, com certeza quebraria meu braço estatelado no chão
— Hey — a puxei novamente antes de essa sair por completo de cima de mim, ela olha diretamente nos meus olhos, ela estava com raiva. Poderia dizer que até com ódio, eu não queira que ela ficasse assim, quer dizer eu sabia que ela ia ficar, afinal estamos falando de Julieta torres, mas não gostava de ver ela com raiva, porque sabia que isso era apenas pra esconder algo à mais, algo que não queria demonstrar, como se a raiva fosse uma máscara pra esconder o que ela realmente sentisse... Só não sei o que era ainda
— Hey o que? — ela diz tentando soltar se do meu aperto — Você acha q.. — sua histérica, foi interrompida por uma voz fina e enjoativa
— Uau, nem filmes pornôs consegue produzir uma cena como essa... Tão excitante — falou, não precisei olhar, pra saber que o veneno vinha de polly, vi Julie bufar em resposta
— Puta que pariu, acho que cheguei na hora errada — falou, reconheci a voz de Ricardo, pronto agora estava fudido, esse foi o gatilho pra Julie se revoltar ainda mais, senti ela levantar — se rapidamente num impulso, e logo em seguida também me pus de pé
— Sei que usar argumentos não vai melhorar porra nenhuma — falou ela olhando para os outros dois que estavam na porta, assistindo tudo de camarote, nesse momento estava querendo socar a cara de Ricardo, pelo seu sorriso debochado que ele tinha nos lábios — então — falou Julie, e logo senti sua mão em contato com o meu rosto, uma dor aguda me percorreu e logo senti o ardor ( Julie tinha me dado um tapa) , tenho certeza de que ficaria inchado depois, juro por deus, estava conseguindo ver as constelações, quem diria que uma mão tão pequena, poderia ter toda essa força
— Cara, aí meus tímpanos, acho que deu pra escutar essa bolacha lá do pólo norte — falou Ricardo rindo. Desgraçado
— Nossa Julie, pra que tanta violência? vocês formam um casal tão lindo — falou polly com sorriso nos lábios, olhei pra ela de cara feia, se Julie tentasse à matar de porrada, dessa vez não seria eu a impedir-la , vi o rosto de julie se preencher em uma carranca
— Faz um favor pra humanidade minha querida? — perguntou julie com a voz meiga — Faz o seguinte sua vaca, vai te fuder sua cabra dos infernos, sua filha de uma puta do caralho, vai tomar no cú, e aproveita o bonde e vai pra puta que pariu também — arregalei os olhos com a forma rude que Julie falou, o que existia entre essas duas, era muito mais do que eu tinha imaginado. Antes de polly proferir uma palavra em sua defesa, a voz de belle se faz suar
— O que porra que aconteceu aqui? — perguntou belle, olhando de boca aberta, o caos que tinha se espalhando pela cozinha. Pronto. Agora sim. fudeu de vez
# Julieta Narrando
Passei toda a tarde limpando a cozinha, fui obrigada a fazer (com o Matt, ainda não sei como conseguir ficar na minha e não lhe dar mais um dos meus tapas) por belle e jú , tentei o máximo não cair, mas estas tentativas foram todas falhas, depois que acabei, Matt finalmente foi embora, e praticamente atirei polly pela janela, passei pela sala e vi a decoração, tenho que admitir que ficou legal e bastante agradável, mas não admitiria isso em voz alta, já que ainda não concordava totalmente com essa festa, ultimamente tenho odiado festas, depois de um banho frio e bastante demorado, sai do banheiro e rapidamente vesti minha blusa do Guns Rose de cor avelã solta e o símbolo da banda, junto com uma calça de pano preto fino e um short curto preto, olhei de relance para o meu braço. Merda. A porra da cicatriz ficava em vista, peguei uma blusa de frio de lã verde e coloquei por cima da blusa, puxei minha franja em pequenas partes e o prendi de um só lado, coloquei o colar que ganhei de renata em meu pescoço, ( fazia tempo que não o usava) coloquei perfume e por fim pus um vans dourado, abri cuidadosamente a porta, a mesma estrondava pelo barulho que se produzia do lado de fora, sai do quarto e a fechei. PUTA QUE PARIU, CONFUDIRAM ME APÊ COM UM QUARTEL. EU. VOU. MATAR. CHRIS
# Matthew Narrando
Eu realmente não sei o que eu faço da minha miserável vida, acho que já podem me internar em um manicômio, isso deve ser uma fase, isso é uma fase, isso tem que ser uma fase, respiro fundo fazendo com que a água que estava correndo pela minha cara espirrar para fora da mesma, isso está indo longe de mais, acho melhor parar antes que ganhe uma proporção maior, saio do chuveiro e vou ao quarto, coloco minha t — shirt branca colada e uma blusa de manga comprimida azul de pano fino, calça jeans normal e o tênis, após colocar o perfume já estava pronto, o bom de ser homem é que não precisa dos tuti — fruit que as garotas tem que fazer antes de sair, e claro que o sexo também vem no pacote, pego o skate ( quando meu pai descobriu que o recuperei, só faltou ter um pequeno enfarto não sei como conseguir ficar sério) e as chaves, afinal não sabia a que horas voltava, passei pela sala sem fazer muito barulho, dessa vez escapei da inspetoria da minha mãe
# Julieta Narrando
— Chris sua desgraçada, essa é a sua definição de “umas 30 pessoas” — indaguei
— Não tenho culpa se essas 30 pessoas tem amigos, minha querida Julieta — falou ela sorrindo maliciosamente, bufo. Agora esses retardados estão aqui na porra do meu apê, não há mais que se fazer, sento no sofá, e de canto de olho vejo a polly respiro fundo, estou começando a pegar ar, observo as pessoas dançando enloquecidamente no ritmo da música e as luzes ao seus redores, dando o efeito de casa noturna, vejo jú no meio dançando com o Diego, Mark, Ricardo e Gabriel com suas peguetes, e alguns casais praticamente se comendo na minha frente. Ótimo não sabia que estava em um motel, levanto — me e pego em um drink, bem.. Se estamos na chuva, vamos nos molhar
***
Minha visão já está um pouco embaçada, acho que bebi mais do que o combinado comigo mesma no interior da minha mente, que era dois copos, me jogo no sofá exausta de dançar, ignorando um casal que se comia ao lado, vejo Matt de dançando com uma menina, isso me causa algo estranho, mas também que se dane, eu não me importo, bebo o resto da bebida do copo, reviso o lugar e sinto falta de jú, essa daí deve estar aproveitando a vida não é verdade? Bom pra ela, fecho os olhos e deixo me levar pela batida do som, só mechendo a cabeça, como se pode estar de tédio, quando estamos em uma puta festa como essa? (isso porque ia ser uma merda de uma social) até poderia sair por aí beijando geral, mas os poucos que beijei essa noite já me satisfizeram, quer dizer... Beijei por beijar, para passar o tempo, como um hobie, porque não senti nada enquanto o fazia, não senti o que sentia quando beijava bem... Quando beijava Matt, abro os olhos e qual a imagem que eu vejo? Isso mesmo, Matt aos beijos e amassos com mais uma do seu infinito harém, eu não deveria me admirar, não deveria me importar, mas e porque isso me... me causa desconforto? ,porque me sinto mal vendo isso?!
— Quer companhia minha doce Julieta ? — pergunta uma voz atrapalhando meus pensamentos e o vejo sentar — se, olho o débil mental que se sentou ao meu lado, só podia ser, reviro os olhos
— Não enche a porra do meu saco Romeu — falo e me levanto, pego mais um frasco do uísque e me dirijo para o pequeno terraço que fica perto do meu quarto
***
É nessas horas em que me sinto acolhida, aqui sentada, olhando para o mar e bebendo o resto dessa merda que chamam de bebida, me sinto mais confortável do que já me senti a noite toda, se barulho, sem vozes, sem músicas, sem pessoas, sem olhares me observando, apenas eu, o mar, e o tão conhecido vento frio, que bate em minha pele me causando arrepios por sua onda fria, mas não me importo, isso me faz sentir bem, as vezes me pergunto, o que aconteceria se eu não estivesse saído, se eu ainda estivesse lá, talvez renata estaria viva, talvez ela estaria aqui me puxando pra ir curtir a festa, ou talvez não, talvez ela estivesse lá em São Paulo, me enchendo o saco e me obrigando estudar a porcaria de contabilidade da matéria de matemática, talvez ela estaria fazendo o seu estágio e quase ao alcance do seu tão sonhado diploma, se eu não estivesse saído do esquema, talvez eu não estivesse no poço como estou hoje, meus olhos pesam e finalmente me deixo vencer pelo sono
# Matthew Narrando
Depois de ajudar a por um fim a festa, me sento exausto no sofá ( o nível de loucura da pessoa era tanta, que tinha gente que já estava dormindo no meio da sala, dá para acreditar?) bufo, por causa disso perdi a noite que tinha marcado com a bruna
— Não fica assim Matt, outras noites virão — falou Ricardo, sempre ele, reviro os olhos
— A noite foi divertida — falou jú
— Concordo — falou Gabriel — mas e o Mark?
— Não sei porque você ainda pergunta — falou Ricardo rindo, não sei como ele ainda se aguenta em pé de tão bêbado que está
— Você é um ridículo Ricardo — falou Chris revirando os olhos, concordei com ela mentalmente
— E a Julie? — perguntou polly, essa era outra, não sei como ainda não caiu para trás
—Não sei — falou as meninas, jú vai caminhado lentamente até a cozinha, tropeçando em seus próprios pés, depois volta e entra em um dos quartos e volta novamente para a sala ( que se encontra um caos pior do que a da cozinha)
— Não está em canto nem.. — Falou ela se interrompendo no meio da frase — Puts esqueci de olhar no terraço, tô com preguiça — se jogou ao meu lado no sofá Vai lá Matt, estou tão cansada — falou com a voz arrastada
— Porque eu? — perguntei
— Você querido Matt, é pessoa menos bêbada daqui, depois de mim é claro — falou ela, fazia sentido, já que os outros estavam praticamente babando um em cima do outro no sofá, levantei — me e fui a procura do tal terraço, abro a porta de vidro e vejo uma pessoa encostada na parede com os braços apoiando a cabeça, demoro um segundo para conhecer o cabelo vermelho de Julie
— Julie sua doida, o que você está fazendo nesse frio — falei me aproximado, ela nada fez
— Julie — falei e me aproximei mais, ela estava dormindo, nesse frio, como ela conseguiu? Foda-se não importava, se não saísse logo, pegaria uma penaumonia, me agacho em sua frente e vejo seu rosto, ela era tão angelical que fazia pena tocar, como se sua pele fosse de cristal, percebo que sua maquiagem está borrada no quanto dos olhos, não sou expect nisso, mas não precisa muito para perceber que ela estava chorando suspiro, e com os dedos tiro os resquícios de lágrimas
— Julie, levanta — falei o mais delicadamente possível, balançando seus braços
— Não — geme ela, em um som quase inadiável, sua voz sai tão fraca, é melhor deixa — la dormir, não custa na carrega — la não é? Coloco meu braço cuidadosamente na sua perna sentido o quanto está macia e fria, e o outro braço, coloco em sua costa, levanto — a do chão, é como se não estivesse carregando nada, definitivamente ela deveria comer um pouco mais, sinto ela mexer se e paraliso no lugar sem mexer nenhum dedo, ela ajeita a cabeça em meu ombro e se aconchega ao meu peito, aperto ainda mais contra mim, ela é tão pequena que se colocasse — a dentro de uma mala, provavelmente caberia sem nenhum problema
— Jú, abri aqui o quarto da Julie para eu por ela na cama — sussurrei, ela olha pra mim e da um sorriso malicioso — nem vem jú, nem vem — falei
— Como queira — falou ela com um sorriso no rosto, ela abre a porta e eu adentro o quarto, como ela pode conviver nesse quadro com tudo preto? Que coisa mais esquisita, coloco meu joelho no colchão suportando o meu peso e a ponho na cama cuidadosamente, tiro sua mão da minha camisa e quando estou prestes a tirar a outra seu aperto aumenta e sua voz me faz parar
— Não — geme ela, seu olho continua fechado, ela continua incociente — Não renata não vai — olho para seu rosto, suas sobrancelha estão juntas e expressam dor, como se a qualquer momento fosse chorar
— Jú — apelei, ela está com uma cara de preocupação, estou boiando, quem é renata?
— Sinto muito Matt mas você tem que fazer isso — falou ela olhando pra mim e Julie ao mesmo tempo
— Fazer o que? — perguntei confuso
—Ficar — falou. O que? Ela só pode tá ficando doida
—Endoidou de vez jú? Se a Julie me pegar aqui ela me mata.. Literalmente — falei
—Que seja, não sei.. Amanhã você vai embora antes de ela acordar — falou
—Isso é loucura — não estava entendendo nada. Não posso — falei e olhei para julie, ela mantinha o seu aperto
—Não vai Renata, não vai... por favor não vai — falou ela como se tivesse sentindo dor e vejo uma lágrima escapando dos seus olhos, meu coração aperta, sinto — o doer, como se tivesse enfiado uma faca no mesmo, isso me machuca
—Tudo bem, eu fico — falo para jú mas depois quero saber direitinho quem é renata — falei para jú, ela abriu um sorriso
—Já isso eu não posso garantir — falou sorrindo
—Mas.. — tentei falar
—Se quiser saber, pergunta a Julie depois, e não se esqueça, saia amanhã antes dela acordar se não quer ser capado — falou fechando a porta
—Ook — concordei engolindo em seco, olho para Julie, apesar de eu não ver claramente, ainda consigo a enchegar pela pouca luz que vem da rua, tiro delicadamente sua mão da minha camisa
—Não — gemeu ela em um tom fraco
—Shiu — a tranquilizei, subi em cima da cama, se Julie ficar sabendo disso, irei morrer em poucos segundo, me deixei na cama
—Renata não — falou ela
—Shiu Julie, eu tô aqui — falei ( mesmo não sendo eu a renata e nem sabendo que seja) e a puxei para perto, tentei ignorar o quão próximo estávamos, ela se aconchega em meu peito colocando seus braços a minha volta, e me perdendo a si, com medo de que me vá embora, quer dizer com medo de que renata vá embora
—Renata — fala mais uma vez e sinto — a chorar
—Shiu Julie, Shiu... Eu tô aqui tudo bem? Eu tô aqui — falei a puxando para perto, sinto o aperto aumentar, coloco meu rosto em seu cabelo e beijo sua testa, não deveria me sentir assim, me sinto bem estando assim com ela, sinto — me como se fosse capaz de derrubar paredes e mais paredes de prédios so com as mãos, por somente esta assim com ela, só por estar perto dela, e mesmo ela não sabendo que sou eu, o Matt. que está a abraçando, lhe acalmando e lhe tranquilizando, me sinto feliz só por estar aqui, deitado ao seu lado lhe alinhando enquanto ela dorme.... e isso já é o suficiente para mim
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