Notas iniciais
EAI gente. Depois de um século eu estou de volta. E estou bastante triste com algumas coisas que vem acontecendo em minha vida. Por isso a demora pra postar, mas entre mortos e feridos estou bem dentro do possível , mas nada que intervirá no capitulo, bem, vamos deixar de lengua, lengua DEIXEM COMENTÁRIOS SE QUISEREM CAPITULOS EM BREVE

# Julieta Narrando

Que o meu silêncio grite, e que você entenda, que minhas palavras entrem em seu coração e você aprenda, que você me conheça pelo que não falo, pelo que ninguém vê, que você note o quanto quero dizer, meus pedidos e meus nãos, que você saiba, por tudo o que não digo, que ainda assim sinto e sinto forte em cada batida. Que meu silêncio seja entendido, porque cansei de falar sozinha, escrevo calada.
Eu aguento tanta coisa em silêncio. Aguento desaforos,julgamentos e criticas. Aguento as pessoas me excluindo, me trocando e me ignorando. Aguento viver sem você. Aguento não ser importante pra ninguém. Aguento essa dor, que a cada dia me sufoca ainda mais. E quando sem querer, uma lágrima cai do meu olho, as pessoas ainda me chama de fraca. É por isso que me tornei fria, arrogante, ignorante ecalculista. Pelo menos assim, as pessoas se afastam de mim e me deixam em paz.

Quanto barulho cabe no silêncio?

Logo que terminei de ler o meu pequeno texto, deixo escapar um leve e intenso suspiro, fiz isso 2 anos atrás, logo depois que todas as portas definitivamente se fecharam pra mim, depois de ser desprezada insultada, humilhada e pisoteada por pessoas que chamava de amigos e até mesmo da minha própria família. Minha vida é uma merda, nem sei porque estou vasculhando essas coisas, estava jogada na cama sem nada pra fazer e tive essa idéia brilhante de ver as minhas antigas coisas e encontrei esse maldito diário (sim, eu tinha uma merda de um diário ) . Suspiro mais uma vez ( parece que tudo que sei fazer agora é isso) quer saber? FODA-SE, fecho a pequena caixa de madeira com certa força, estou pouco me lixando se quebrar ou não. Isso nem era pra existir mais pra começo de história, pego-a e jogo novamente pra debaixo da cama, espero do fundo do meu coração que ela mofe aí em baixo, ou algum rato faça-me o favor de a roer por mim, levanto — me e pego meu skate, Jú não está em casa, está passeando com o Diego, fala sério jú? Não tinha outra desculpa melhorzinha pra dizer que ia dar uns pega no garoto não? Isso não consegue enganar nem uma criança de cinco anos. Passo pela cozinha e pego uma pêra, tava cansada de ficar mofando em casa em plena tarde de sábado, dei impulso e me pus em cima do skate, já estava até com saudades desse vento no rosto...

Chego no ralf não o do lado norte o qual o Mark me apresentou. Quero conhecer lugares novos, assim que chegue ganhei olhares dos garotos que estavam por lá, aposto que tendo pensamentos racistas por uma menina está de skate, passo reto sem dar atenção já me dei com coisas piores. Paro e dou uma olhada, as rampas são bastantes espaçosas e algumas contém desenhos cravadas no chão delas, claro que não tem toda a grandeza do ralf norte, mas eu admito que é bastante bonita de se observar, especialmente que aqui é mais cheio e possui mais adversidade. Passo o olho em uma que está posicionada ao meio. É bastante alta e não possui tantos skatistas quanto as outras. Perfeito. Coloco o skate no pé, dou o impulso e logo sou recebida por uma vasta onda de vento, isso é tão bom, me concentro nas manobras, vou de uma ponta a outra e quando estou no ar dou alguns rodopios, tendo sempre cuidado pra não cair, seria uma vergonha ( claro que comigo isso nunca aconteceu, mas nunca se sabe), saio da rampa e faço algumas manobras em alguns ferros que encontro no caminho isso é tão tranquilizante. Paro um pouco e sinto minha garganta seca. Preciso de água. Coloco skate nas mãos procurando algum quiosque mas não encontro nenhum. Merda. Porque não trouxe uma garrafa de casa? Bufo e vou para um canto mais afastado encontro uma sombra e me sento lá, encostando-me em uma parede, tento acalmar minha respiração que encontra-se ofegante por conta da adrenalina, ponho minha cabeça na parede e fecho os olhos, assim que os abro vejo alguem ao meu lado, de imediato não reconheço, semi — serro os os olhos... Matthew

— O que foi agora? Ganhei um stalker agora é? — perguntei, fazendo-o dar um leve sorriso

— Boa tarde pra você também — respondeu sarcástico mas não, não estou te perseguindo, pra mim me parece ser VOCÊ a me perseguir

— Eu ? Que eu saiba é você que está sem skate e isso aqui como se pode ver claramente é um ralf, então... — falei me defendendo

— Tá bom, nessa você me pegou, mas eu não estou te seguindo só estava dando uma volta e resolvi passar por aqui — falou ele me parecendo um pouco.... Triste? Antes que pudesse pensar as palavras saltaram de minha boca

— Que passa? — perguntei o olhando nos olhos, mas logo os desviei ,por alguma razão me sinto vulnerável quando os fito, e eu não quero e nem gosto de me sentir venerável

— Nada, só estou cansado — me respondeu por fim. Mas não senti muita firmeza na resposta

— Nossa o Matthew Miller cansado? A coisa deve tá feia mesmo — brinquei

— Também sou humano sabia? — perguntou sério, mas ainda o senti rir de leve

— Tá bom, então — repondo e quanto ao seu skate? Recuperou o pobre coitado?- pergunto e ele bufa

— Continua aprisionado e minha missão ainda está falhada — ri leve com os termos dele. Ele suspira e olha pra frente aonde os outros skatistas estão

— Sabes... As vezes penso...

— Tu pensas? — o cortei na frase, ironicamente

— Pode não parecer. Eu sei, mas eu ainda tenho essa capacidade — falou rindo da sua própria cara

— Bom.... e o que é que pensas? — perguntei o incentivando a continuar

— Penso em como a humanidade e ao comunidade veio parar aqui. Quer dizer, como eles podem ser tão hipócritas e imbecis? Sabe, eles fazem questão de querer manipular, de se fazer de melhor do que os outros, de esfregar na cara que são ricos, felizes, e tem uma família unida, mas na realidade a vida deles não passam de um caralho de uma merda filha de uma puta. É tanta falsidade, tanta hipocrisia,e tanto fingimento. Que cansa vivenciar isso todos os dias. Odeio essa merda de rótulos que a sociedade impõe pra cada pessoa. Odeio essa mania de uma merda que muitos possuem de julgar os outros sem ao menos conhecê-los. Odeio hipocrisia. Odeio mediocridade. Odeio falsidade. Odeio mentiras. Odeio me importar com o que a sociedade faz. Odeio ao menos lembrar das idiotices que acontecem na sociedade e, a cada vez mais, estão se avançando pela falta de sentimentos das pessoas, pela falta delas . Odeio odiar — matt falou a toda a hora fixado a sua frente, a sua voz possuia raiva , e talvez até um pouco de.... Cansaço como se tivesse desabafando tudo pra fora

— A humanidade já eram hipócritas antigamente, o que mudou foi a evolução do nível de hipocrisia dela — falei, fazendo — o trazer seu olhar pra mim

— O... Que foi? — perguntei assim que o seu olhar estava me deixando desconfortável. Ele balançou a cabeça e riu de leve

— Nada.... Então — falou ele olhando para o chão eu não acredito que eu vou fazer isso, mas é caso de vida ou morte e eu estou na seca — falou ele

— Que seria? — perguntei desconfiada

— Da pra me emprestar o teu skate? — perguntou olhando em meu olhos. Levantei a sobrancelhas, mas o que custa né?

— Tá bom toma — falei levantado e estendo o skate Mas cuidado — falei puxando de volta

—Pode deixar, comandante — falou pegando o skate de minha mão, espero mesmo que ele tenha cuidado, não quero ver ele com nenhuma rodas faltando. Ri com esse pensamento. Quando se trata de meus objetos preferidos eu sou muito paranóica. Ele levantou e ia andando para pistas

— Eu vou procurar alguma coisa pra beber. Então se não me achar por aqui já sabe onde devo estar — falei andando em direção às barracas que ficavam um pouco afastadas do ralf

— Tudo bem — ouvi-o dizer antes de o ver desaparecer pra pistas. É. Esse cara estava mesmo com a seca de andar de skate

**

— O que deseja? — perguntou, o rapaz da barraca, ele me aparentava ter uns 58 anos

— Água de coco.. Por favor — falei enquanto procurava minha carteira. Ele adentrou ainda mais a pequena barraca e pouco depois, veio trazendo o que pedi

— Quando é? — perguntei

— 3:00 reais moça — falou me entregando o coco e eu o dinheiro

—Obrigada, senhor — falei forçando um sorriso ao me despedir, procurei um banco próximo e sentei — me a sombra, dei alguns goles sentindo minha garganta sendo refrescada pela água gelada do coco. Bateu um vento, fechei os olhos aproveitando a sensação, quando sinto algo macio e quente sendo estralado em minha bochecha. Abro os olhos alarmada e me deparo com olhos azuis — esmeralda me fitando com um sorriso afetado

— O que foi isso? Dêu a louca? — perguntei

— Um pequeno agradecimento — falou Matt isso é tão bom (falou se referindo ao skate)

— Hunrum é bastante... Relaxante — falei, concordando com eleToma... Obrigado viu? Valeu — falou me entregando o skate e sentando — se ao meu lado

— De nada — falei e ele virou o rosto olhando as pessoa que passavam pra lá e pra cá, despreocupadamente. Já que hoje era sábado não tinha muitos trabalhos

— Matt? — chamei sua atenção

— Que é? — falou, virando o rosto pra me encarar

— Bem... Eu tenho percebido que todos do grupo. Mas especialmente você é Mark tem problemas com o Diego. Não sei, porque toda vez que ele está envolvido em alguma história, ou está no meio de vocês, sinto que vocês ficam tensos e desconfortáveis. E eu queria saber o porque — falei , fazendo- o se mexer no pequeno espaço do banco. O que me fez observar que estávamos muito próximo, afastei — me um pouco

— É... Complicado — falou com coçando de leve sua cabeça

— Eu acho que eu seria capaz de compreender. Não acha? — perguntei, fazendo — o tencionar o maxilar

— Acho melhor não — falou sério

— Tudo. Bem — falei, levantando as mãos

***

— Aí está a princesinha — falou jú saindo apressada do quarto, tinha passando toda a tarde conversando com o Matt. Quem diria que ele seria uma boa companhia? Pois é, nem eu diria. Devia ser por volta das 18:30 agora

— Soy Yo — falei me jogando no sofá

— Nada disso — jú veio em minha direção, puxando meu pé, tentando me fazer sair do sofá

— Aiwn, sua gorda, o que foi? — falei tentando me segurar no sofá, estava prestes a cair com esse puxa — puxa

— Se esqueceu? Festa, te lembra alguma coisa? — falou afobada

— Era isso? Julie pelo amor de deus, falta ainda duas horas — falei despreocupada

— Sim, minha querida, mas eu quero você como purpurinas rosadas — falou ela me fazendo rir

— Credo jú!! Púrpurinas rosadas? — perguntei rindo Só você mesmo em?

— Eu sei que sou demais, agora levanta daí e vai se cuidar — falou mandona. Revirei os olhos

– E se eu não quiser? — perguntei a contrariando

— Você não seria capaz disso, Julieta torres — falou séria

— Será?? — perguntei enquanto fingia pensar . Depois escutei um murmúrio baixo, e logo em seguinte vi Jú pular pra cima de mim no sofá. Fazendo me cócegas. Ah não

— Para jú. Para — pedi enquanto me babatejava no sofá

— Só se você me dizer que vai — falou ela ainda continuando com as cócegas

— Não... Para — falei as gargalhadas

— Então não paro — falou ela fazendo ainda mais. Com uma agilidade que não sabia que tinha (até agora) me esquivo de suas mãos, caindo no chão. Logo depois levanto — me as pressas do chão saio correndo em direção ao banheiro, sinto seus passos atrás de mim, entro no banheiro e lá me tranco

— Juliee!! — falou ela batendo a porta

— Calma jú.... por que, que tu tá nessa? — falei fazendo a mim propria rir Eu vou sua doida, só estava brincando contigo

— Sua Vaca. Você é má Julie. Sua bitch — falou jú, e logo depois escutei passos se distanciando. Ufa, saio sorrateiramente do banheiro e vou ao meu quarto, pego a toalha e saio em disparada de volta ao banheiro, Jú quando quer consegue ser cruel

Vesti um vestido laranja justo com alguns detalhes em verde claro, pus uma sapatilha preta e soltei os cabelos, coloquei duas camadas de máscaras, e para as sobras, uma mistura de azul escuro com um mais claro, passei um pouco de perfume. Só faltava o toque filnale...

Notas finais
EAI o que acharam? O Tá bom? Péssimo? Ou mais ou menos? Oq UE será que o Diego fez? (Ou não né) e o que deu no Matt? Bem, eu não sei. Por isso peço seus COMENTÁRIOS, irei responder à todos. O próximo capítulo está no meio mas ainda quero revisa - lo antes de continuar a escreve - lo, e se eu ver que vocês estão gostando mesmo da história eu posto mais cedo desta vez! Esta combinado? Flw. Vlws