Nem Tão Sozinha Assim
1 Chapter I - Dylan! Cala a Boca!
Notas iniciais
Bem galera, essa fanfic foi escrita por mim a muito tempo quando eu estava MUITO apaixonado por The Last of Us, mas não a levei adiante por pura preguiça e pouco "Hype". Mas minhas amigas/carrascas Camille e Nicole me pediram/ameaçaram a continuar essa joça, então, cá estou!
Estou meio receoso em postar, já faz bastante tempo que eu não publico nada no Nyah! E bem, eu irei tentar postar outro capitulo além desse hoje, e mais um amanhã, mas para isso eu preciso do apoio de vocês, entenderam? Então deixem a sua favoritação e seu comentario porque isso me ajuda demais!
Agradeço desde já, e vejo vocês depois!
Dylan! Cala a Boca!
Já era a quinta vez que eles paravam a pedido do ruivo. Mia estava começando a se irritar, a noite iria cair em breve, o que era um jeito mais fofo de dizer que mais daquelas coisas iriam começar a sair de seus esconderijos, e naquele dia em especial a morena não estava afim de gastar munição tentado salvar o garoto porque uma das suas armaa caseiras não funcionou — de novo -.
—Vamos logo Dylan! Não pegou o bastante dessas peças idiotas?! — Mia reclamou enquanto cruzava os braços. Mia era uma garota em seus dezenove anos de idade, ela era bonita — pelo menos era isso que as últimas pessoas do mundo diziam — seus cabelos negros estavam soltos e batiam na metade das costas. As suas vestes eram bem simples, uma camisa regata branca, um jeans surrado e um par de all-star antigos. A mesma revira os olhos, porque Dylan tinha que ser tão...ele?! Com tanta gente para achar no mundo, tinha que achar justo ele?!
—Essas "peças idiotas" já te salvaram varias vezes de algumas enrascadas, lembra? — Uma voz disse com sarcasmo no fundo da loja de eletrodomésticos. Logo, o dono da voz apareceu: um garoto alto e ruivo. O mesmo sorriu para Mia enquanto voltava carregando duas sacolas de compras cheias de peças.
—Ei, tem trocado? — Ele perguntou soltando as sacolas e tateando os bolsos. Mia apenas o encarou como quem encara uma criança.
—Sério? Sabe que não tem ninguém, né? — Ela perguntou como se explicasse para ele que o mundo acabou, mas de uma forma mais...delicada?
—Claro, mesmo assim. Tem trocado ou não? — Mia revirou os olhos. Contra sua vontade ela tirou do bolso uma carteira e a jogou para Dylan, o garoto agradeçeu com um "Grazie" e puxou uma nota de vinte, feito isso ele a colcou no balcão onde um dia foi a recepção e zona de pagamento.
—Porque ainda insiste nesse ritual idiota? — Mia perguntou começando a andar, o ruivo logo apertou o passo para segui-la. Dylan era o tipo de garoto que...Você questionaria o quanto tempo ele conseguiu sobreviver sem enlouquecer, no caso dele, pouco mais de três horas.
—Cada doido com as suas manias.
—E você é cheio delas. — Mia rebateu. Ela adorava ter a última palavra, e é claro que o ruivo podia ficar naquele jogo de provocações o dia todo, mas não queria perder mais tempo, estava animado com as possibilidades de armas que poderia criar.
Dylan era um jovem em seus vinte e dois anos de idade, possui cabelos ruivos e bagunçados, um olho verde e outro azul — o que ele alegava ser magia negra -. Suas vestes eram uma camisa social preta com um casaco de moletom vermelho vinho, calças de moletom pretas e um par de botas de alpinismo.
—Afinal de contas. Pra onde vamos agora? — Dylan perguntou colocando as mãos nos bolsos do casaco. A morena puxou um pequeno mapa do bolso que marcava uma loja de camas e coisas do gênero no shopping.
—Mais a frente. — Ela disse seca enquanto guardava o mapa.
Aqueles que olhassem os dois poderia ter certeza de que eles era um casal, principalmente pelos apelidos ou gestos que Dylan fazia a todo momento, mas, a verdade era que um odiava o outro, pelo menos era assim que Mia queria que fosse a situação, afinal, Dylan era irresponsável, não ligava para nada, gastava os mantimento desnecessariamente e já havia lhe deixado para morrer várias vezes. Mas então porque continuar com ele? Simples, ele lembrava a ela do seu ex-marido.
É difícil pensar por esse ângulo, mas Mia havia encontrado alguém com quem queria passar o resto da vida na zona de quarentena de Boston, eles estavam noivos, isso até...
—Ei, baixinha. — Dylan disse estalando os dedos na frente do rosto dela fazendo-a acordar do transe, as imagens pareciam passar em seus olhos, mas para o próprio bem engoliu aqueles sentimento novamente.
—Já disse pra não me chamar assim. — Ela retrucou pegando sua pistola. -O que ouve?
—Chegamos. A quase cinco minutos. — Dylan a olhava estranho. O ruivo não sabia do passado de Mia, ela não se sentia a vontade se falar esse tipo de coisa com ele — principalmente porque tinha medo de se deixar levar e acabar acreditando que ele era seu falecido amado — e porque sabia que ele nunca iria levar a sério.
—Não é nada. Apenas vamos entrar logo e...- Assim que Dylan abriu a porta da loja, eles conseguiram ver, sobre a fraca luz que entrava por uma janela, dezenas de infectados rondando pelo lugar. Mia ficou tensa, rapidamente ela se afastou da porta esperando que ninguém tivesse os visto.
Bem. Digamos que Dylan não pensava tão rápido.
—Mas que merda! — Disse o ruivo alto demais. Logo o silêncio deu lugar aos gritos dos infectados que começaram a correr atrás deles. Mia e Dylan corriam para longe daquela horda enquanto tentavam trocar xingamentos.
—Lembra o que eu te disse pra fazer caso a gente achasse essas coisas?! — Mia gritou atirando contra algumas das criaturas. O ruivo revirou os olhos enquanto puxava uma estranha arma da mochila.
—Sim. "Cala a boca Dylan". — Ele imitou a voz dela na última parte. Sem prestar atenção para onde ia, o jovem começou a atirar alguns estranhos projéteis da arma caseira, que logo se revelaram alguma espécie de bomba ou granada.
—Sim! isso! Agora vamos dar o fora daqui! — A morena gritou. Não podia esconder sua raiva. Ela havia encontrado esse shopping longe de tudo e já imaginava como fazer uma base, mas novamente ele tinha que estragar tudo.
Dylan tirou uma corda com um gancho na ponta e jogou para Mia, a mesma segurou com força e arremessou em uma das vigas do telhado. Reunindo toda a sua coragem, a garota se jogou do parapeito do shopping e se segurou com força no gancho ficando suspensa no ar, longe dos infectados. Dylan por outro lado, fazia parkour habilmente enquanto desviava de mesas e saltava cadeiras na praça de alimentação.
—Cabeça oca! Chega de brincar! Vamos embora logo! — Mia reclamou. Nunca foi muito habilidosa então não conseguiria ficar ali por muito tempo, era trabalho do ruivo puxa-la para uma parte mais segura do relevo.
—Você nunca deixa eu me divertir...-Dylan disse brincando entre uma risada e outra, e por um momento, Mia viu o brilho insano nos olhos do ruivo e temeu que ele pudesse ter uma...recaída.
Usando as mesas como seu novo território, o garoto saltou pela praça de alimentação inteira até chegar em uma parede de destroços que dava no telhado. Usando as pequenas fendas e espaços disponíveis, Dylan escalou a parede até o telhado e de lá puxou a morena que já começava a sentir seus braços falharem.
Algumas horas depois...
Os dois estavam em silêncio. Dylan usava um pedaço grande de concreto como mesa para trabalhar no seu "Lança-Granadas" enquanto tentava concertar o seu "Queimador", Mia nunca viu o segundo item funcionar, e duvidava muito disso, mas se isso o deixava ocupado — e longe dela — não iria atrapalhar. Enquanto o ruivo trabalhava em suas armas artesanais, a morena cozinhava alguma gororoba que havia restado do último almoço, mesmo assim olhava preocupada para o seu parceiro. Dylan raramente comia, e mesmo assim parecia ter a disposição de um cavalo! Mesmo assim ela ainda achava que ele precisa colocar algo na barriga.
Com um suspiro, a garota pegou um prato remendado — que era o de Dylan — e colocou na mesa improvisada.
—Estou sem fome. — O ruivo respondeu sem tirar os olhos das máquinas.
—Não perguntei se estava. — Ela respondeu seca e voltando para perto da fogueira.
E era assim. Eles não eram amigos, mas podia se chamar de parceiros — ou queriam pensar assim — eles confiavam um no outro, mas não totalmente, Mia não conhecia Dylan o bastante, mas sabia que ele era alguém perigoso pelo incidente no supermercado, e Mia? Para o ruivo ela era apenas uma baixa dispensável, porém não exitava em tentar aproveitar um pouco da situação tentando cantadas e convence-la a lhe dar outro beijo — não que aquilo fosse realmente acontecer, mas era bom sonhar — porém de uma coisa eles sabiam.
Podiam contar um com o outro quando tivessem que matar algo.
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