Neighbors

1 Prólogo


Notas iniciais
Minhas florzinhas! Mais uma vez estou por aqui trazendo uma nova história. É a primeira vez que escrevo com a classificação +18, estou animada com essa possibilidade.

Bom, essa história é completamente diferente de "Recomeçar" que estou terminando -
(https://fanfiction.com.br/historia/737844/Recomecar/), para quem estiver interessado é sobre um drama. No entanto, "Neighbors" é uma comédia romântica que vai abordar o cotidiano de duas pessoas que não se aturam, mas que precisam conviver um ao lado do outro, literalmente.

Eu sei que prometi as minhas leitoras de "Recomeçar" que postaria esse prólogo um pouquinho estendido ao mesmo tempo que o último capítulo da outra Fic, mas eu sou tão ansiosa que decidi postar antes. Lembrando que preciso da resposta de vocês para que eu possa continuar com os capítulos, é muito importante! ♥

Sem mais delongas, sejam bem-vindos à "Neighbors"-(Vizinhos) e uma ótima leitura.

Oliver Queen

— Às vezes, me pergunto o porquê de ainda continuar embarcando em suas aventuras.

Diz Tommy ao ingerir sua última dose de uísque.

— Não banque a vítima, você adora um buffet de graça.

— Oliver, somos praticamente penetras.

— Fale baixo, idiota!

Sussurro.

— Por acaso estou mentindo?

— Sim. Mckenna é uma das damas de honra, se ela me convidou... Sinta-se convidado. — dou de ombros.

— Você conheceu essa garota em um bar há somente duas noites passadas. Me diz o sobrenome dela?

Tommy franze o cenho em minha direção, pegando-me desprevenido.

Eu não vou negar que ele tenha certa parcela de razão, porém por que eu perderia meu tempo decorando o sobrenome de Mckenna quando só o que me importa realmente é a sua grande bunda?

Já estou orgulhoso em ter decorado o seu nome.

— Poderia ser qualquer um, Tommy. Eu não me importo!

— Se eu fosse você, iria me importar. Essa garota tem algemas, meu caro... Ela pode te prender mesmo não tendo motivos para isso.

— Algemas? Ela sabe usá-las muito bem, disso eu não tenho dúvidas!

Deixo escapar um sorriso cafajeste, arrancando uma risada divertida de meu amigo.

— Como consegue levar tudo para esse lado sacana?

— Poderia te ensinar, mas... — com os olhos de uma águia de rapina, deixo-me guiar pela linda ruiva de cabelos rebeldes em tom de chamas que passa em slow motion por nós. — Perderia esse encanto de mulher.

— Isso é uma obra de arte!

Tommy deixa com que sua boca caia lentamente.

Rio com sua expressão, empurrando seu queixo para cima à medida que fecho sua boca. — Pena que ainda é uma obra em andamento, preciso dar o meu toque final.

— Parceiro, você nunca gostou de exposições de artes... Acho que isso é um trabalho para o papai aqui.

— Claro que não, sou praticamente o Picasso, considere isso com todo o sentido literal da palavra.

Destino-lhe uma piscadela preparando-me para me levantar e seguir a linda ruiva que desfilou em nossa frente quando sou atropelado por um corpo feminino.

Bebê!

Mckenna me enoja com esses apelidos afetivos demais. Não nos conhecemos mais que noventa e seis horas e ela intercala entre bebê e vida.

É de revirar os olhos.

O que eu não faço por uma bundinha gostosa?

Cristo.

— Mckenna... Preciso ir ao banheiro! — tento retirá-la de meu colo, mas seus braços estão enroscados ao redor de minha nuca como se fossem duas cordas de um carrasco da idade média.

Estou sufocado.

— Nada disso, essa é a hora do discurso dos amigos dos noivos... Estou ansiosa para que conheça um pouco mais sobre minha vida. — ela enche meu rosto com beijos incessantes.

Eu poderia dizer que essa mulher é a própria Felícia e eu sou um de seus bichinhos esperando a primeira oportunidade de fugir.

E novamente me pergunto.

O que não faço por uma bunda tão malditamente gostosa?

— Conhecer um pouco mais sobre sua vida? Oliver adoraria. — Tommy se manifesta com seu ar irônico. Se Mckenna não estivesse em um de seus momentos de total futilidade, talvez entendesse o sarcasmo envolvido.

Forço uma risada. — Claro que adoraria, princesa.

Como Mckenna havia dito, começam os agradecimentos aos noivos e poderia dizer que isso é uma grande besteira. Na verdade, casamento é uma grande besteira, tudo parece um verdadeiro circo de horror que envolve dois palhaços que são a atração principal enquanto nós somos os telespectadores.

Até que a morte nos separe?

Que idiotice, ninguém mais acredita nessas frases clichês. Daqui a alguns anos, a morte pouco vai estar se importando com esses pobres mortais casados que estarão se estapeando por um divórcio.

Quem se importa com casamentos?

Estamos aqui apenas pelo champanhe e as perninhas de siri.

O terceiro homem a discursar sobe ao pequeno palco com luzes que piscam como uma árvore de Natal. Ele está vestido de forma impecável, eu poderia dizer que tenho minhas dúvidas se este homem realmente existe ou se é um holograma robotizado, nós homens enraizados sempre estamos acostumados a estar com algo fora do lugar, ainda mais quando estamos vestidos como almofadinhas. O terno costuma estar amassado ou a gravata um pouco deslocada para não dizer torta, mas o homem a nossa frente está extremamente elegante.

Três toques são dados por uma colher de sobremesa à taça de cristal. — Queridos e queridas... Vou ser bem breve, afinal de contas os recém-casados precisam se divertir!

Bufo. — Esses são os que mais enrolam.

— Que horas irão voltar a servir o conhaque? — pergunta Tommy também de saco cheio.

— Calados! — Mckenna nos reprime.

O almofadinha continua. — Posso dizer com propriedade que o amor existe entre este casal. — ele aponta para os dois recém-pobres—casados. — Mas eu só me dei conta disso, porque entendi o que é amar. Antes que eu deseje todas as minhas felicidades aos meus melhores amigos, gostaria de chamar aqui a pessoa responsável por me fazer entender todo esse amor que um dia pensei ser apenas uma utopia. — um grande silêncio se instaura ao redor do salão. Se ele não voltar a falar o mais rápido possível irei começar a traçar uma linha de fuga. — Felicity Smoak, você poderia vir até aqui?

É realmente isso que estou pensando?

O que esses caras não fazem para se promover para suas garotas, mal sabem eles que elas só querem um bom sexo oral.

Todos destinam seu olhar para a garota até então chamada Felicity Smoak, que um pouco tímida se levanta com cuidado. Estou um pouco longe do pequeno palco, então não consigo enxerga-la como gostaria, mas logo a menina um pouco desajeitada alcança o homem, passando a segurar em uma de suas mãos.

— Isso é besteira... Preciso de um pouco de ar!

Ensaio minha retirada, mas novamente sou travado por Mckenna.

— Você não vai a lugar nenhum, bebê.

Está decretado.

Vou vomitar.

O almofadinha torna a segurar a mão da loira ao seu lado, que parece estar desconfortável com a ocasião. — Minha querida, mais rápido do que poderia imaginar você laçou meu coração, e o tomou para si. E com toda a certeza do universo sei que ele está nas mãos certas, então antes que um dia você pense em me devolvê-lo lhe digo que não o quero de volta, pois ele já nasceu esperando para pertencer a você. — o homem se prepara para se ajoelhar a frente da loira.

Oh não! Depois de um discurso regado à romance mexicano, este homem ainda vai se ajoelhar?

Qual seu problema?

Espero que dê um jeito em sua coluna.

— Que romântico!

Mackenna suspira.

— Romântico? Isso é um show de horrores. — Tommy murmura.

A loira parece querer iniciar um discurso, mas é impedida pelo homem a sua frente que continua a falar com determinação, desta vez, já ajoelhado. — Antes que você diga qualquer outra coisa, preciso somente de uma palavra. A palavra que será um divisor de água em nossas vidas! — o rapaz enche o peito de ar. — Felicity Megan Smoak, você aceita se casar comigo?

Um silêncio amedrontador surge logo após o pedido até que é quebrado pela voz trêmula da moça. — Erick...

Se essa mulher negar ao pedido do almofadinha na frente de todos nós, pegarei um balde de pipoca para assistir essa cena que se tornará um ícone.

Assustado o homem se levanta em direção a loira que parece extremamente confusa. Ele retira do bolso de sua calça uma caixinha contendo a aliança de noivado.

— Entendo que a peguei desprevenida, mas sei que tudo o que eu disse é recíproco. E então, você aceita me fazer o homem mais feliz desse universo?

O homem estende a mão da linda loira, preparando-se para colocar o anel em seu dedo anelar. Aposto que a pedra presa a esse anel teria a capacidade de comprar tudo que levei tanto tempo para construir em toda minha vida.

— Sim. — e a resposta positiva da loira arranca de todos ao redor um grande urro de alívio, inclusive do próprio futuro noivo que rapidamente a gira em seus braços pelo seu final feliz.

— Isso foi ridículo. — dou de ombros.

— Não diga besteiras, foi uma linda prova de amor! — Mackenna sorri como uma idiota.

— Ela não o ama.

Deixo com que meu pensamento alto seja cuspido para fora.

— Como pode ter tanta certeza? — pergunta Tommy.

— Ela suspirou antes de dizer o tão esperando sim, assim como eu suspirava todas as vezes que Moira Queen me perguntava se preferia picles ou brócolis e eu ao responder picles, tinha minha decisão ignorada com ela colocando o fudido brócolis em meu prato.

— Vou fingir que não ouvi você comparando um lindo pedido de casamento a sua aversão a brócolis. — bufa Mackenna arrancando uma gargalhada divertida de Tommy.

— Não é sobre isso, só estou dizendo que se amar é algo que envolve uma idiotice dessas de doar seu próprio coração como esse cara disse, com toda certeza ela não doou o seu para ele. — justifico.

O homem ainda sobre o palco com um sorriso capaz de iluminar todo o lugar, continua o pronunciamento. — Desejo a esse casal toda a felicidade do mundo, agora entendo o quanto esse sentimento é tão único. Mas os deixarei com o último, mas não menos especial discurso de nossa amiga Mackenna. Felicidades aos noivos!

— Agora é a minha vez, bebê. — ela se levanta de meu colo me dando um longo beijo molhado em meu rosto.

— Essa é a minha garota! Faça um bom discurso.

Nunca fui tão feliz em minha vida quanto agora.

Meu pau está amassado dentro de minhas calças como se um guindaste tivesse retirado um caminhão sobre ele.

Pisco para Tommy assim que sinto o peso do corpo de Mackenna sair sobre o meu.

— Irei tomar um ar.

— Não. Você irá foder com a ruivinha de baixo do nariz da policial rabuda!

Deixo que minha feição demonstre uma expressão incrédula.

— Meu caro, irei fodê-la tão forte que ela sairá de cadeira de rodas. — respiro fundo mantendo minhas emoções. — Ela merece isso!

Tommy contém sua risada. — Antes, assine seu termo de morte. Você precisará de um!

— Se eu morrer depois de um orgasmo, morrerei feliz.

Com uma piscadela, inicio minha caçada à raposa dentre a floresta com minha espingarda apontando para cima.

Jesus Cristo, isso soa tão erótico.

Meus olhares estão atentos à pequena multidão ao redor, mas assim que avisto a ruiva desfilar como uma raposa desnuda também ouço algo como um assobio a minha esquerda.

Psiu!

Olho para ambos os lados, mas não avisto nada.

— Aqui!

Dessa vez é um sussurro que me faz encontra-la ao meu lado esquerdo.

Meus olhos paralisam, porque eu a reconheço de imediato. É a loira que foi pedida em casamento há poucos minutos.

Como o almofadinha a chamou mesmo?

Felicity Smoak. É esse o seu nome e como não pudesse ser ainda melhor ela é linda.

Algumas mulheres são bonitas, mas elas são bonitas apenas de longe. Agora, quando chegam mais perto, elas não são tão bonitas quanto imaginávamos e isso nos faz ter que focar nossa atenção em outros atributos.

Mas Felicity Smoak não, ela é perdidamente linda.

— Você está machucada?

— Como? — ela franze seu cenho confusa.

— Cair do céu como um anjo deve ter a deixado com alguns arranhões.

Lanço meu sorriso galanteador.

Felicity revira seus olhos. — Antes que eu vomite você precisa salvar a minha vida!

— Merda! — digo frustrado.

— O que foi?

— Esqueci meus óculos de grau em casa, você acaba de descobrir a minha identidade secreta. Eu sou o Super Homem e farei de tudo para salvar a mocinha em perigo!

Eu realmente disse isso?

Costumava dar certo com Clark Kent.

— Você costuma ser ridículo sempre ou está apenas forçando a barra?

Por que ela é tão sincera?

Meu pau está chorando agora, simplesmente porque amo quando as mulheres não são umas idiotas que assentem a todas as merdas que digo.

Eu quero essa mulher em minha cama, foda-se a ruivinha.

— Você disse que precisava de minha ajuda.

Ela toma ar em seus pulmões. — Eu acabo de deixar meu anel de noivado cair dentro dessa jarra de ponche e meu braço é muito curto para alcançá-lo!

Minha vontade neste momento é cair em uma imensa gargalhada, a loira deixou o maldito anel com uma pedra de diamante do tamanho das bilhas de nossos olhos cair em uma porra de ponche não alcoólico.

— Não deveria te ajudar.

— Por que não? — ela pergunta boquiaberta.

— Te faria um favor, você não o ama mesmo!

Cruzo meus braços destinando meu olhar sabichão.

— Primeiro, você é um desconhecido. Segundo, eu não vou nem um pouco com a sua cara de cafajeste irredutível! E terceiro, não se meta na minha vida. — ela aumenta seu tom de voz parecendo atordoada. — Agora, por favor, tem como você me ajudar a pegar essa merda?

Olho-a assustado. — Você é sempre assim tão irritada?

— Apenas quando peço algo gentilmente a uma pessoa e ela enrola para fazer o que pedi!

Ergo minhas mãos em sinal de rendição tentando novamente conter uma gargalhada da cena a minha frente digna de uma comédia romântica.

— Um beijo e eu te ajudo.

— Vá se ferrar.

— Você é muito tensa, aconselharia ir a uma psicóloga.

Levanto uma das mangas de minha camisa social um pouco amassada e como se não ligasse para o que as pessoas pensem a me verem enfiando todo meu antebraço dentro de uma jarra de poncho, procuro insistentemente pelo anel da moça insuportável que me assiste atentamente.

— Precisa achar, é questão de vida ou morte!

— Pronto! — encontro o bendito anel de brilhante a entregando.

— Obrigada. — ela suspira pesadamente.

— Eu não vou receber ao menos um beijo? Sabe que um beijo de língua é como se fosse um boquete, não deveria ser negado a ninguém.

Ou seria um copo d’água?

Estou confuso agora.

— Foi um desprazer tê-lo conhecido!

A loira ainda usando de sua sinceridade, destina-me um sorriso forçado até me deixar sozinho parado como se o doce estivesse sido tirado da boca do neném.

Foi muito bom enquanto durou.

Mas agora apenas o que me resta é a ruivinha, se eu ainda conseguir encontra-la.

Andando a esmo pelo salão onde há muitos convidados sinto meu corpo ser puxado fortemente para dentro do que parece ser um cubículo apertado. Ok, não tão apertado. Minha visão finalmente se torna única, e então, enxergo a ruiva com todo seu corpo escultural me forçando à parede.

— Uau.

— Pensou ser o único a me comer com os olhos?

— Sim, eu pensei.

Ela ergue minhas mãos para o alto, unindo-as uma na outra.

Puta que pariu, ela é uma raposa faminta.

— Você é do tipo de homem insistente que adoro. — ela lambe com a ponta de sua língua molhada a superfície de minha bochecha.

Isso me excita.

Sou um bastardo pervertido.

A ruiva está usando um vestido de seda em tom ameixa profundo com uma extensa fenda em sua coxa direita que se estende até a virilha. Mas meus olhos estão em sua boca, uma boca inchada naturalmente que parece saber o que fazer em todos os sentidos mais pecaminosos.

Eu quero senti-los com voracidade, sua voz extremamente sensual chamando pelo meu nome seria capaz de deixar minhas pernas bambas. A ruiva de atitude guia meu corpo até a borda da pia atrás de meu corpo, dando-a toda a visão de minha bunda imprensada no reflexo do espelho.

— Mãos fortes!

— Diz isso porque ainda não conhece a pressão de minha boca.

Novamente ela faz aquele movimento com sua língua em toda linha dos lábios.

— Você é real?

Ela pega uma de minhas mãos e a coloca em forma de concha em seu seio avantajado exprimido na suave seda de seu vestido.

— Isso parece real para você?

— Porra, isso é muito real sim.

O que está acontecendo comigo?

Estou sendo dominado como um cãozinho indefeso, mas estou gostando disso como o inferno na Terra. E minhas regiões baixas estão explodindo como a lava desse próprio inferno, porque na minha cabeça esse lugar é repleto de vulcões vívidos com suas explosões de lava para tudo que é lado.

É assim que me sinto.

— Vamos brincar... Eu te faço feliz e depois você é quem me faz feliz. — ela sussurra ao pé de meu ouvido dando uma chupada árdua no lóbulo da minha orelha. — Sempre tive fetiche em banheiros femininos!

— Eu adoro brincar.

Com minhas duas mãos unidas, orno seus cabelos selvagens de um grande alaranjado em um rabo de cavalo pouco bagunçado. Agora sua boca é a minha trilha do sucesso, dirigindo meus lábios a ela primeiramente sugo com todo potencial o lábio superior arrancando de sua garganta um gemido atrevido que faz meu pau apitar dentro de minhas calças.

Minha língua entreabre sua boca riscando seus dentes afiados de Garota Infernal antes que consiga alcançar a dela. À medida que nossas línguas se encontram há uma grande explosão de desejo indicando um beijo desesperado.

As nossas mãos estão por todas as partes, meu corpo gira sobre o seu invertendo as posições, agora quem tem o reflexo de sua bunda apertada sob o vestido sou eu. Ela é formidável, eu não tenho costume de comparar as figurinhas que completam o meu álbum, mas dessa vez tenho que concordar que essa mulher supera Mackenna com toda sua abundância. Fora sua bunda gostosa imprensada na bancada, eu também tenho seus seios fartos comprimirem contra meu peitoral largo. Suas unhas estão por ali, estão por aqui, elas estão caminhando por toda minha extensão sem que eu queira me importar com as possíveis marcas que possam deixar.

Eu quero comê-la.

Não há dúvidas.

Mas como a alegria de um pobre rapaz dura pouco, somos interrompidos pelo barulho da porta se abrindo. E de imediato junto a ela eu consigo ouvir a voz estridente gralhar em nossos ouvidos.

Mackenna.

Fodeu.

— Você é um desgraçado! — ela está parada em frente a porta como uma leoa brava.

— É agora que digo que isso não é nada do que está pensando?

Minha respiração é uma zona assim como meus pensamentos.

— Eu vou matar você!

— Querida... Se fechar essa porta, poderíamos dividi-lo.

A linda ruiva está retocando seu batom pouco se importando com a minha possível morte.

— Cale a boca, vagabunda! — a leoa dá passos mortais em minha direção apontando seu dedo indicador. — Eu vou acabar com o que você mais ama!

Meu pau.

Ela arrancará meu pau com suas garras.

É o meu fim.

Para minha surpresa ela dá as costas a nós dando passos largos para fora, até um cego seria capaz de enxergar as fumaças que saem pelas suas ventas. Eu não consigo não fazer outra coisa a não ser ignorar minha nova figurinha e correr atrás da mulher voraz que me pegou em um grande flagra.

Ao mesmo tempo em que ando com pressa em sua direção tento ignorar o vexame que estou passado enquanto ela grita para todos os cantos calúnias sobre mim. É uma grande mentira dizer que tenho problemas de ereção ou ejaculação precoce. Na verdade, isso chega a ser um crime.

— Mackenna, princesa, vamos conversar?

Acabamos de sair do salão em que estava acontecendo a festa, todos estão formando uma roda ao nosso redor para assistir o meu fim de meu legado.

— Conversar? — ela ri sarcasticamente. — Eu o encontro praticamente fodendo uma vagabunda em um banheiro feminino e ainda acha que temos o que conversar?

— Eu errei.

— Engula o seu erro.

O sol está quente sobre nós, meus olhos brigam para permanecerem abertos diante os raios solares. Estou suando frio somente em pensar sobre Mackenna acabar com o que mais amo. Ela não seria capaz de destruir um dos brinquedos mais disputados da metrópole Nova Iorque.

Ou seria?

As mãos de Mackenna alcançam uma barra de ferro apoiada em um poste o erguendo, e sem pensar duas vezes, a despeja com toda sua força sobre o farol de minha moto importada. E novamente a barra é depositada nas rodas metálicas, nos guidons, por toda a lataria impecavelmente pintada.

Minha Harley Davidson 883 está morta.

Meu bebê.

— Você está louca? — minha voz sai como um sopro.

— Agora eu quebrarei você e lhe darei voz de prisão por desacato à autoridade!

Além de deixar minha moto totalmente amassada a louca ainda quer me prender? Eu estou fodido.

O som de uma buzina se estende por meus ouvidos, tornando-o ainda mais alto assim que aproximada de meu corpo apavorado.

Hey, vamos dar o fora daqui!

A voz é conhecida, mas não é de Deus indicando que irá me tirar dessa Terra antes que minha vida fique ainda mais deprimente. Desta vez, é Tommy dentro de um taxi chamando por mim.

— Eu não posso deixar minha moto aqui!

O respondo sem ter ar em meus pulmões.

— Você tem escolha?

— Não eu não tenho.

Antes que Mackenna consiga se aproximar com a assustadora Lucille em suas mãos, consigo adentrar ao taxi. Rapidamente o motorista tão assustado quanto nós, dá partida em seu carro antes que ela nos atinja.

Nos livramos do Negan em forma feminina.

Mas uma pergunta que não quer calar.

Onde foi que eu errei?

Notas finais
AAAAAAH Ê EU ESTOU TÃO FELIZ!

ESSE OLIVER QUEEN PROMETE MUITO NÃO É? Será que ele é apenas um cara com um rostinho bonito e muito cafajeste?

E A MARAVILHOSA FELICITY SMOAK? Como ela irá seguir sua vida ao lado de Erick Dallas?

Muita informação, eu sei, mas espero pela resposta de vocês nos comentários, sempre os respondo com todo o carinho. ♥