Neighboring
32 Sorry/Not Sorry
Notas iniciais
Minha sentença de morte estava mais perto que eu esperava. Ao olhar para a porta, vi Katie entrando com uma atadura presa no nariz. Eu sorri com aquela visão, mas meu sorriso logo sumiu, assim que Rachel me deu uma cotovelada e se aproximou de Katie.
– Como você está, K? – Rachel perguntou.
– Meu nariz ainda está doendo, mas eu estou bem.
– Ele vai melhorar.
Fiz uma careta para aquela conversa, Kimberly e Sophia entraram em seguida, olharam para mim e Sophia estendeu minha mochila.
– Você esqueceu ela na escola.
– Obrigada, Sophia.
Peguei a mochila de sua mão, a coloquei atrás do balcão e vi Rachel se aproximar com Katie.
– Vocês tem algo a dizer? – ela perguntou.
– Belo curativo. – comentei, fazendo Kimberly rir, e receber uma cotovelada da Sophia.
– Santana...
– Ela começou tudo, ela devia dizer primeiro.
– Mas foi você quem bateu nela.
Revirei meus olhos, me aproximei dela e suspirei.
– Me desculpe, Katie.
– Sim, e me desculpe também.
– Lindo! – Rachel comemorou. – Agora se abracem.
– O que? – gritei. – Você só pode estar brincando comigo.
– Se abracem. Vamos!
Bufei, me aproximei dela e a abracei, sentindo suas mãos pousarem em minhas costas.
– O que eu quero, eu consigo. – Katie sussurrou em meu ouvido.
– Beije minha namorada novamente e você perderá um braço. – sussurrei de volta.
Nos afastamos rapidamente, vi Quinn entrar pela porta e olhar para nós duas. Todos estavam olhando para nós duas, aquilo era constrangedor demais. Segurei Quinn pela mão e a puxei para perto de uma mesa, deixando-a confusa.
– O que foi aquilo? – ela perguntou.
– Eu tentando deixar Rachel feliz.
– Como?
– Esquece. Por que você não se apresentou como minha namorada para a diretora?
– O que queria que eu dissesse? “Oi, sou Quinn Fabray, uma das namoradas da Santana. Essa é Rachel Berry, minha melhor amiga e, também namorada da Santana, Brittany Pierce não pôde vir, porque ela não saberia o que fazer com também, sua namorada. Somos adultas e estamos namorando uma criança.” Você já tinha se metido em encrenca, se eu dissesse à ela que éramos namoradas, ela acharia que sua violência seria nossa influência.
Fiquei pensativa, ela pegou o avental e começou a colocar.
– Você tem razão...
– Nós queremos dizer para todo mundo que você é nossa, apenas nossa, mas não podemos fazer isso de uma hora para outra, Santana. Lembra do que eu disse sobre olhares e palavras? Britt, Rae e eu já nos acostumamos, mas você ainda não passou por isso, e estamos preocupadas.
– Eu saberei o que fazer.
– Tem certeza? Katie te provocou e você quase quebrou o nariz dela. Não pode bater em todos que falarem coisas sobre nós.
– Anjinho, hoje você fica na cozinha! – ouvimos Lucy gritar, o que fez Quinn sorrir.
– Eu não vou bater nas pessoas.
– Espero mesmo que não.
Ela se afastou e foi para a cozinha, eu olhei para Rachel, que conversava animadamente com Katie, me aproximei da Kimberly e bufei.
– Foi difícil? – ouvi-la perguntar.
– O que?
– Pedir desculpas.
– Mais difícil do que perdoar Rachel e Quinn por terem desconfiado de mim.
– Ah! E como foi isso?
– As duas fizeram uma serenata para mim, junto com Britt.
– Que lindas... – Sophia choramingou.
– Naquele momento minha mãe viu que eu realmente as amo, e que elas também me amam.
As duas olharam para mim com brilho nos olhos, eu sorri e fui limpar uma mesa.
***
Entrei primeiro, sendo seguida por Rachel e Quinn, joguei minha mochila no chão e me joguei no sofá, ao lado da Britt. Rachel sentou ao meu lado e olhou para a televisão, Quinn foi direto para o banheiro.
– Então, Britt... – Rachel começou. – O que fez hoje?
– Nada de mais. Cuidei da Beth, pedi comida, levei Polar para passear, coloquei Beth para dormir e... Oh! Entendi.
Ela se levantou e foi para o quarto, Rachel sorriu e se aproximou mais de mim, eu a olhei seriamente.
– Você é má.
– Eu? O que eu fiz?
– Expulsou Britt da sala.
– Eu apenas perguntei o que ela fez hoje.
Revirei meus olhos, ela sorriu novamente e começou a me beijar. Senti-la acariciar meu pescoço, a puxei para mais perto pela cintura, o que a fez sorrir durante o beijo. Me sentei em cima das suas pernas, ela sorriu e voltou a me beijar, lentamente coloquei minhas mãos em seus seios, me assustei com meus próprios movimentos e me afastei, fazendo-a rir.
– E-eu...
– Não precisa ter medo disso, Sant.
Fechei meus olhos, respirei fundo e novamente toquei seus seios, fazendo-a suspirar. Voltamos a nos beijar, levei minhas mãos até sua cintura e comecei a levantar sua blusa, mas Rachel parou.
– O que foi? – perguntei.
– Não podemos fazer, não agora.
– Por quê?
– Eu não posso...
Me sentei no sofá novamente, bufei e ela se virou de frente para mim.
– Antes você queria, mas agora não quer. – resmunguei.
– Me desculpe, Sant...
– É por causa da Katie?
– O que? Não! Pare de pensar que tudo é culpa dela, Santana.
– Então?
– Eu... – ela fechou os olhos, respirou fundo e voltou a olhar para mim. – Eu estou menstruada.
Me levantei, peguei minha mochila e senti-la segurar meu braço.
– Não gosto que minta para mim, Rachel.
– Eu não estou mentindo, Sant. Não vai embora, por favor...
– Quer que eu acredite mesmo nisso?
– Qual é? Acha que eu iria mentir para você?
– Ela está falando a verdade, Santana. – ouvimos Quinn dizer, enquanto entrava na sala.
– Você poderia acobertar ela. – resmunguei.
– Acredite, eu sou melhor amiga da Rachel, mas nunca a cobri com uma mentira.
Quinn desligou a televisão, deu um beijo em minha testa e olhou para Rachel.
– Obrigada, Quinn. – Rachel disse.
– Que seja. Vá para cama, já está na hora de dormir.
– Mas eu...
– E você também, Santana. Amanhã estarei lhe esperando.
– Você vai contar aos meus pais sobre minha suspensão? – perguntei, com a voz manhosa.
– Não, mas você ainda está de castigo.
Eu sorri, Quinn foi para o quarto, Rachel me abraçou e me deu um selinho.
– Me desculpe por ter duvidado de você.
– Não tem problema, mas... pare de culpar Katie por tudo. Ela é uma pessoa boa, Sant.
– Boa? – perguntei incrédula.
– Sim, e você devia tentar conversar mais com ela, fazer amizade com ela.
– Nem morta!
Rachel ficou séria, se afastou um pouco e bufou.
– Você é difícil, Santana.
– E você é linda.
Ela sorriu, me deu mais um selinho e me acompanhou até a porta.
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