Notas iniciais
Boa tarde, anjinhos!

Minha sentença de morte estava mais perto que eu esperava. Ao olhar para a porta, vi Katie entrando com uma atadura presa no nariz. Eu sorri com aquela visão, mas meu sorriso logo sumiu, assim que Rachel me deu uma cotovelada e se aproximou de Katie.

– Como você está, K? – Rachel perguntou.

– Meu nariz ainda está doendo, mas eu estou bem.

– Ele vai melhorar.

Fiz uma careta para aquela conversa, Kimberly e Sophia entraram em seguida, olharam para mim e Sophia estendeu minha mochila.

– Você esqueceu ela na escola.

– Obrigada, Sophia.

Peguei a mochila de sua mão, a coloquei atrás do balcão e vi Rachel se aproximar com Katie.

– Vocês tem algo a dizer? – ela perguntou.

– Belo curativo. – comentei, fazendo Kimberly rir, e receber uma cotovelada da Sophia.

– Santana...

– Ela começou tudo, ela devia dizer primeiro.

– Mas foi você quem bateu nela.

Revirei meus olhos, me aproximei dela e suspirei.

– Me desculpe, Katie.

– Sim, e me desculpe também.

– Lindo! – Rachel comemorou. – Agora se abracem.

– O que? – gritei. – Você só pode estar brincando comigo.

– Se abracem. Vamos!

Bufei, me aproximei dela e a abracei, sentindo suas mãos pousarem em minhas costas.

– O que eu quero, eu consigo. – Katie sussurrou em meu ouvido.

– Beije minha namorada novamente e você perderá um braço. – sussurrei de volta.

Nos afastamos rapidamente, vi Quinn entrar pela porta e olhar para nós duas. Todos estavam olhando para nós duas, aquilo era constrangedor demais. Segurei Quinn pela mão e a puxei para perto de uma mesa, deixando-a confusa.

– O que foi aquilo? – ela perguntou.

– Eu tentando deixar Rachel feliz.

– Como?

– Esquece. Por que você não se apresentou como minha namorada para a diretora?

– O que queria que eu dissesse? “Oi, sou Quinn Fabray, uma das namoradas da Santana. Essa é Rachel Berry, minha melhor amiga e, também namorada da Santana, Brittany Pierce não pôde vir, porque ela não saberia o que fazer com também, sua namorada. Somos adultas e estamos namorando uma criança.” Você já tinha se metido em encrenca, se eu dissesse à ela que éramos namoradas, ela acharia que sua violência seria nossa influência.

Fiquei pensativa, ela pegou o avental e começou a colocar.

– Você tem razão...

– Nós queremos dizer para todo mundo que você é nossa, apenas nossa, mas não podemos fazer isso de uma hora para outra, Santana. Lembra do que eu disse sobre olhares e palavras? Britt, Rae e eu já nos acostumamos, mas você ainda não passou por isso, e estamos preocupadas.

– Eu saberei o que fazer.

– Tem certeza? Katie te provocou e você quase quebrou o nariz dela. Não pode bater em todos que falarem coisas sobre nós.

– Anjinho, hoje você fica na cozinha! – ouvimos Lucy gritar, o que fez Quinn sorrir.

– Eu não vou bater nas pessoas.

– Espero mesmo que não.

Ela se afastou e foi para a cozinha, eu olhei para Rachel, que conversava animadamente com Katie, me aproximei da Kimberly e bufei.

– Foi difícil? – ouvi-la perguntar.

– O que?

– Pedir desculpas.

– Mais difícil do que perdoar Rachel e Quinn por terem desconfiado de mim.

– Ah! E como foi isso?

– As duas fizeram uma serenata para mim, junto com Britt.

– Que lindas... – Sophia choramingou.

– Naquele momento minha mãe viu que eu realmente as amo, e que elas também me amam.

As duas olharam para mim com brilho nos olhos, eu sorri e fui limpar uma mesa.

***

Entrei primeiro, sendo seguida por Rachel e Quinn, joguei minha mochila no chão e me joguei no sofá, ao lado da Britt. Rachel sentou ao meu lado e olhou para a televisão, Quinn foi direto para o banheiro.

– Então, Britt... – Rachel começou. – O que fez hoje?

– Nada de mais. Cuidei da Beth, pedi comida, levei Polar para passear, coloquei Beth para dormir e... Oh! Entendi.

Ela se levantou e foi para o quarto, Rachel sorriu e se aproximou mais de mim, eu a olhei seriamente.

– Você é má.

– Eu? O que eu fiz?

– Expulsou Britt da sala.

– Eu apenas perguntei o que ela fez hoje.

Revirei meus olhos, ela sorriu novamente e começou a me beijar. Senti-la acariciar meu pescoço, a puxei para mais perto pela cintura, o que a fez sorrir durante o beijo. Me sentei em cima das suas pernas, ela sorriu e voltou a me beijar, lentamente coloquei minhas mãos em seus seios, me assustei com meus próprios movimentos e me afastei, fazendo-a rir.

– E-eu...

– Não precisa ter medo disso, Sant.

Fechei meus olhos, respirei fundo e novamente toquei seus seios, fazendo-a suspirar. Voltamos a nos beijar, levei minhas mãos até sua cintura e comecei a levantar sua blusa, mas Rachel parou.

– O que foi? – perguntei.

– Não podemos fazer, não agora.

– Por quê?

– Eu não posso...

Me sentei no sofá novamente, bufei e ela se virou de frente para mim.

– Antes você queria, mas agora não quer. – resmunguei.

– Me desculpe, Sant...

– É por causa da Katie?

– O que? Não! Pare de pensar que tudo é culpa dela, Santana.

– Então?

– Eu... – ela fechou os olhos, respirou fundo e voltou a olhar para mim. – Eu estou menstruada.

Me levantei, peguei minha mochila e senti-la segurar meu braço.

– Não gosto que minta para mim, Rachel.

– Eu não estou mentindo, Sant. Não vai embora, por favor...

– Quer que eu acredite mesmo nisso?

– Qual é? Acha que eu iria mentir para você?

– Ela está falando a verdade, Santana. – ouvimos Quinn dizer, enquanto entrava na sala.

– Você poderia acobertar ela. – resmunguei.

– Acredite, eu sou melhor amiga da Rachel, mas nunca a cobri com uma mentira.

Quinn desligou a televisão, deu um beijo em minha testa e olhou para Rachel.

– Obrigada, Quinn. – Rachel disse.

– Que seja. Vá para cama, já está na hora de dormir.

– Mas eu...

– E você também, Santana. Amanhã estarei lhe esperando.

– Você vai contar aos meus pais sobre minha suspensão? – perguntei, com a voz manhosa.

– Não, mas você ainda está de castigo.

Eu sorri, Quinn foi para o quarto, Rachel me abraçou e me deu um selinho.

– Me desculpe por ter duvidado de você.

– Não tem problema, mas... pare de culpar Katie por tudo. Ela é uma pessoa boa, Sant.

– Boa? – perguntei incrédula.

– Sim, e você devia tentar conversar mais com ela, fazer amizade com ela.

– Nem morta!

Rachel ficou séria, se afastou um pouco e bufou.

– Você é difícil, Santana.

– E você é linda.

Ela sorriu, me deu mais um selinho e me acompanhou até a porta.

Notas finais
Beijos, fofas e fofo!