Notas iniciais
Oi, lindinhas! Mais um porque estou de bom humor. :-)

Acordei sentindo o cheiro da grama, abri os olhos lentamente e percebi que estava dormindo do lado de fora da casa. Me sentei um pouco confusa, olhei em volta e olhei para a porta da casa. Me levantei rapidamente e entrei, vi Quinn saindo do seu quarto e Rachel entrando no banheiro.

– Isso não teve graça, não é nada legal! – gritei.

– O que? – Quinn perguntou.

– Me tirarem da minha cama e me colocarem na grama! É uma brincadeira sem graça, que poderia ter causado um resfriado!

– Mas não fizemos isso, Britt.

– Oh, não. Eu mesma me levantei durante a noite e fui para a grama!

Entrei em meu quarto, me sentei em minha cama e suspirei. Faltava apenas uma semana para Sant voltar, eu estava feliz com isso, embora tenha demorado muito. Tirei minha regata e olhei para minha cama. A última vez que Sant dormiu em nossa casa, ela estava em minha cama, e estava constrangida, por eu ter tirado a blusa na frente dela. Eu havia feito aquilo de propósito.

– Britt, quer panquecas? – ouvi Quinn gritar.

– Sim.

Me levantei e tirei meu short, coloquei uma roupa apropriada para correr, fui até a sala de jantar e me sentei à mesa. Rachel entrou e sentou de frente para mim, já pronta para sair.

– Vai correr hoje? – Rachel perguntou.

Eu fiquei calada, Quinn entrou, colocou as panquecas em cima da mesa e os pratos nos devidos lugares, voltou até a cozinha e pegou os garfos, em seguida sentando ao meu lado. Comi um pouco, apenas para não ficar com fome, me levantei rapidamente e peguei Polar, colocando a coleira nele.

– Britt. – Quinn chamou. – Beth vai estar pronta quando você voltar.

Sai rapidamente, coloquei Polar no chão e olhei para a janela do quarto da Sant. Eu podia ver naquele momento seu sorriso ao me ver, acabando de acordar, mesmo ela não estando ali. Corri os cinco quarteirões, voltei para casa e vi Beth sentada no sofá assistindo televisão.

– Bom dia, B.

– Bom dia tia Britt.

– Fique quietinha com Polar enquanto eu tomo banho.

– Está bem.

Tomei um banho rápido, coloquei um short verde, uma regata amarela e deixei meus cabelos soltos, fui para a sala e vi Beth pulando no sofá.

– Beth, pare com isso, ou irá se machucar.

– Do que vamos brincar hoje, tia Britt?

– Não quero brincar, B. E pare de pular no sofá.

– Mas eu quero brincar... – ela choramingou, voltando a sentar.

– Então brinque com Polar no quarto da sua mãe.

– Mamãe não deixa Polar entrar lá.

– Brinque na sala mesmo, mas fique quieta.

Beth se levantou, eu mudei de canal e a vi brincando com Polar. Olhei para o relógio, ainda eram dez da manhã, me deitei no sofá e suspirei.

– Tia Britt, você está triste?

– Um pouco.

– Por que Sant ainda não voltou?

– Sim.

– Mamãe também está.

– Eu sei.

Ela se levantou, parou ao meu lado e sorriu.

– Quando que ela volta?

– Não sei. Daqui à uma semana.

– Vamos comprar um presente para ela.

– Como o que? – perguntei me sentando.

– Não sei... do que a Sant gosta?

– Não sei.

Fiquei pensativa, olhei para o porta retrato em cima da mesa ao lado do sofá, em que eu estava entre Rachel e Quinn, quando tínhamos 14 anos, sorri e peguei a coleira do Polar.

– Beth, tive uma ideia.

***

Entramos na lanchonete e eu vi Rachel atendendo uma mesa, me aproximei do balcão e Quinn olhou para mim.

– B, não pode entrar animais aqui dentro.

– Me desculpe, mas eu tive uma ideia com a ajuda da Beth, e preciso de vocês.

– É algo na cozinha? Porque eu já disse que não quero você mexendo no fogão e...

– Não é na cozinha... bem, pode ser daqui à uma semana, mas não.

– O que é?

– Loirinha, não pode animais aqui dentro. – ouvi uma mulher morena dizer.

– Me desculpe, Lucy. – Quinn disse. – Essa é minha amiga, Brittany. Ela disse que precisa de mim para algo e Polar não pode ficar lá fora sozinho com minha filha.

– Tudo bem... mas seja rápida, porque nem todos os clientes são como esses, que estão namorando essa bola de pelos.

Eu sorri, Quinn se apoiou no balcão e olhou para Beth, que levava Polar para todos conhecerem.

– Ok, me diga o que quer.

– Beth teve uma ideia de dar um presente para Sant quando ela voltar, mas eu não sei do que a Sant gosta, além de nós.

– E?

– Eu estava pensando... Podíamos tirar uma foto juntas e dar à Sant.

– É uma boa ideia, B.

– Assim ela coloca em um porta retrato e deixa em seu quarto.

– Você está certa. – ela disse, sorrindo. – Rae, venha aqui.

Rachel se aproximou terminando de anotar um pedido, parou ao meu lado e sorriu.

– Sim?

– Britt e Beth tiveram uma ideia e eu concordo com elas.

– Deve ser uma ideia muito boa...

– Não comece. – eu disse, o que a fez rir.

– Britt quer tirar uma foto nossa para dar à Sant, quando ela voltar.

– Legal. Quando isso?

– Pode ser hoje à noite. – Quinn respondeu.

Beth se aproximou, eu a coloquei sentada no balcão e segurei a coleira do Polar.

– Posso aparecer na foto também?

– Claro, Beth. – Rachel respondeu.

– E Polar também. – Quinn completou.

Eu sorri, peguei Beth nos braços e suspirei.

– Estaremos em casa.

– Está bem.

Beth e eu saímos da lanchonete, entramos em uma loja de fantasias e Beth correu por todos os lados.

– A senhorita vai querer algo? – ouvi uma atendente perguntar, ao se aproximar.

– Quero quatro fantasias lindas para três mulheres e uma criança.

– A que acabou de sumir pelos corredores?

– Essa mesma.

– Tem preferência?

– Hum... Não sei...

– As fantasias devem ser iguais?

– Não.

– Tive uma ideia. Pego algumas para você ver, você experimenta algumas e me diz qual lhe agradou.

– Boa ideia.

Fui até o provador, vi Beth correndo para outro corredor e sorri, me sentei na cadeira macia, amarrei a coleira do Polar em um pequeno poste que havia ali e vi a atendente voltar com algumas fantasias.

– A primeira é de cozinheira sexy.

A peguei, posicionei na frente do meu corpo e suspirei.

– Não sou cozinheira. Na verdade nem posso entrar na cozinha, ou queimo algo.

Ela riu, pegou outra fantasia e a esticou para mim.

– Essa é de Marilyn Monroe, e o vestido é mais curto.

– Acho que também não... – peguei a fantasia de sua mão e sorri. – Você tem alguma de dançarina?

– Acho que sim.

A atendente sumiu nos corredores, Beth apareceu correndo com uma fantasia na mão e a esticou para mim.

– Tia Britt, compre essa para mim?

– É de que?

– Fada.

– Está bem, fadinha B.

Ela sorriu, sentou na cadeira com um pouco de esforço e olhou para mim.

– Essas são da mamãe e da tia Rachel?

– Sim.

– E qual vai se a sua?

– Aqui. – ou a atendente dizer.

Peguei a fantasia de sua mão, a posicionei em frente ao meu corpo e sorri.

– É essa mesma.

– Não quer vestir?

Lhe entreguei as outras duas fantasias, entrei em uma cabine e troquei a roupa, em seguida voltando onde estava.

– Está linda, tia Britt! – Beth disse.

– Concordo. Vai ser essa?

– Sim. – respondi sorrindo.

Quando já estava pagando as fantasias, Beth correu com Polar até uma fantasia de animais.

– Olhe tia Britt, uma fantasia para o Polar!

– Traga-a até aqui.

Beth pegou uma grande bola de pelo, se aproximou e sorriu.

– Isso é uma juba. – a atendente explicou. – Ele ficará igual ao leão.

– Levarei esse também.

Eu ia colocar a juba junto com as outras fantasias, mas Beth pegou de minha mão e colocou em Polar, que apenas se balançou e começou a pular.

– Quer que eu mande entregar?

– Não precisa, não moro muito longe.

– Eu aconselho, já que são muitos para apenas uma mulher e uma criança.

– Eu quero levar minha fantasia, tia Britt. – Beth resmungou.

– Está bem. Pode mandar entregar as outras fantasias, eu levo a da Beth.

Beth sorriu, pegou sua fantasia e correu até a porta para me esperar.

– Fez uma boa escolha, tia Britt.

– Você também é filha da Quinn? – perguntei confusa.

– O que? Não! Já que ela te chamou de tia eu achei...

– Me chame apenas de Britt.

– Ok Britt. Mandarei entregar suas fantasias, quem sabe eu mesma não vou até lá.

Eu sorri, lhe paguei e me afastei, mas logo sendo segurada por ela.

– Pois não? – perguntei.

– Você tem planos para hoje à noite?

– Sim, vou tirar uma foto com minhas melhores amigas e com Beth.

– E depois disso?

– Isso é um flerte? Porque eu não gosto que flertem comigo, sabe? Normalmente eu flerto com as mulheres...

– Bem, isso não é um flerte. É apenas um pedido para irmos ao cinema à noite, como amigas.

– Então somos amigas?

– Apenas se você quiser.

– Vamos, tia Britt! – Beth gritou.

– Eu nem sei seu nome ainda.

– Não seja por isso. Sou Caroline, mas pode me chamar apenas por Carol.

– Brittany.

– Tia Britt!

– Estou indo, Beth! – gritei, em seguida voltando a olhar para Carol. – Você já tem meu endereço, então pode aparecer por lá.

– Oito horas?

– Sim, oito horas.

– Polar está com fome, tia Britt!

– Até às oito, tia Britt.

– Até, Carol.

***

Quinn e Rachel chegaram antes das sete, o que me deixou feliz, eu estava sentada na grama, Rachel sentou ao meu lado e sorriu.

– Pronta para tirar a foto?

– Sim.

– Sant ainda não ligou?

– Não.

Nós ficamos em silêncio, eu olhei para a lua e suspirei.

– Vou tomar banho, depois tiramos a foto.

Rachel se levantou, eu segurei sua mão e ela me olhou confusa.

– Rae, quando uma mulher te chama para ir ao cinema, dizendo apenas ser sua amiga, é um flerte?

– Acho que não, Britt. Por quê?

– Nada.

Ela entrou, olhei novamente para a lua e sorri. Quinn sentou ao meu lado, olhou para mim e sorriu.

– Qual foi a melhor coisa que aconteceu para você essa semana? – ela perguntou.

– Ainda não aconteceu.

– E o que é?

– A foto. E com você?

– Lucy ter me deixado entrar na cozinha essa semana.

– Você fez panquecas?

– Sim, mas não apenas panquecas.

– E por que você não fica mais na cozinha?

– A lanchonete tem cozinheiro, Britt.

Ficamos em silêncio, olhei para ele e suspirei.

– Comprei fantasias.

– O que?

– Comprei fantasias. – repeti.

– Não vamos tirar foto usando fantasia.

– Mas...

– Não, Britt. Vamos colocar roupa normal, nos sentarmos no sofá e tirarmos uma foto, como pessoas normais.

– Mas não somos normais, somos unicórnios.

– Seremos pessoas normais por uma noite.

– E o que faço com as fantasias quando chegarem?

– Guarde-as, mas não usaremos.

Nós entramos, Beth chorou um pouco dizendo que queria tirar a foto usando a fantasia, então a deixamos usar, assim como Polar, Quinn colocou sua câmera fotográfica na estante onde ficava a televisão, nos sentamos no sofá, Quinn colocou Beth em seu colo e eu peguei Polar. Faltando apenas dois segundos para a foto bater, ouvimos o telefone tocar.

– Deixe. – Quinn disse.

– Mas...

– Apenas deixe.

A foto bateu, me levantei rapidamente e peguei o telefone.

– Britt falando!

– É Santana.

– Oi, Sant! Adivinha! Nós tiramos uma...

– Cale a boca, Britt! – Quinn sussurrou ao meu lado. – Não diga à ela.

– Tiraram o que, Britt?

– Hum... Nada de mais. Como foi seu dia?

– Normal. Meu tio trouxe um cachorro para brincarmos com ele, e eu me lembrei do Polar.

– E quando você volta?

– Ainda falta uma semana, lembra?

– Sim.

– Está olhando para a lua?

– Não...

– Por que não?

Ouvimos a campainha tocar, Quinn atendeu a porta e vi que era Carol.

– Estou procurando por Britt. – Carol disse.

– Ela está no telefone, pode esperar.

– Claro.

– Sant, eu preciso ir, vou passar o telefone para a Quinn.

– Mas Britt... o que aconteceu?

– Nada de mais, eu vou sair com uma amiga.

– Uma amiga?

– Sim, seu nome é Carol.

– E... essa sua amiga é bonita?

– Eu acho que sim.

– Britt... ela é apenas sua amiga?

– É sim. Eu preciso ir, até mais Sant.

– Até mais. Eu te amo.

– Eu também te amo.

Entreguei o telefone à Quinn, peguei minha bolsa e entrei no carro da Carol, junto com ela.

– Qual filme quer ver? – ela perguntou.

– Não sei... Você que escolhe.

Fomos até o cinema, Carol escolheu um filme de comédia, porque eu disse que não gostava de filmes de terror. Ao sairmos do cinema, entramos em uma lanchonete perto do cinema e Carol pediu duas tortas de limão.

– Espero que não tenha problemas com comidas gordurosas. – ela disse.

– Não tenho. Quinn cozinha muito bem, eu sempre como e corro todas as manhãs.

– É por isso que tem o corpo lindo?

– Sim.

Ela sorriu, comeu um pedaço da sua torta e olhou para seu relógio.

– Britt, me desculpe. Eu já devia ter ido para casa.

– Está tudo bem. Podemos deixar a torta para outro dia.

– Me desculpe mesmo. Amanhã eu acordo cedo para trabalhar e já passaram das dez da noite.

– Não tem problema.

Carol pagou as tortas, entramos em seu carro e ela me levou até em casa.

– Britt, posso lhe perguntar uma coisa?

– Sim.

– Você tem namorada?

– Não.

– Então se eu pedisse para lhe beijar agora, você deixaria?

– Não sei se posso.

– Por quê?

– Eu amo a Sant, mas não estamos namorando, sabe?

– Por que não a pede em namoro?

– É complicado, Carol.

– Posso lhe beijar?

– Acho melhor não... Eu vou conversar com a Sant, saber o que realmente estamos fazendo e lhe digo depois, está bem?

– Sim.

Lhe dei um beijo na bochecha, sai do carro e acenei para ela. Assim que entrei, vi Quinn sentada no sofá com o telefone na mão.

– Ela chegou. – Quinn disse.

– Quem é?

– Sant.

– Ela ainda não desligou?

– Não. Ela ficou preocupada com você, e quis esperar você voltar.

Peguei o telefone de sua mão, me sentei no sofá e Quinn foi para o quarto dormir.

– Sant?

– Britt, me diz que você não fez nada!

– Como assim?

– Como beijar essa tal Carol.

– Não nos beijamos Sant, até porque, como eu disse à ela, eu te amo e achei que você não iria gostar.

Ouvi-a suspirar de alivio, me deitei no sofá e fechei meus olhos.

– Você gostou de ter saído com ela?

– Não sei, foi normal.

– Normal?

– Sim, como todos os outros encontros que já tive.

– Mas você disse que ela é apenas sua amiga, Britt.

– E é.

Sant ficou em silêncio, olhei para a televisão, passava um filme qualquer.

– Você gosta dela?

– Eu a conheci hoje, Sant.

– Mas gosta?

– Ela parece ser legal.

– Quer sair com ela novamente?

– Não sei.

Novamente o silêncio. Desliguei a televisão e as luzes, fui até meu quarto e tirei meu short, me deitei em minha cama e suspirei.

– Está chateada comigo, Sant?

– Não, Britt...

– Então fale comigo... não gosto que você fique calada comigo.

– Me desculpe.

– Você realmente me ama, certo?

– Com toda a certeza.

– Então, se eu lhe pedisse em namoro, você aceitaria?

– Isso é complicado, Britt. Tem as meninas, lembra?

– Sim...

– E eu ainda não conversei com meus pais sobre nós.

– Quando vai fazer isso?

– Quando eu voltar, prometo que converso com eles.

Me cobri até o ombro, ouvi sua respiração mais calma e novamente suspirei.

– Hoje eu acordei na grama.

– O que?

– Quinn e Rachel disseram que não fizeram isso. Mas quem elas querem enganar? Eu não posso ter me levantado durante a noite sozinha e ido me deitar na grama.

– Quem sabe você fez isso, para ver a lua, e não se lembra.

– Acha mesmo?

– Sim.

Eu sorri, bocejei e fechei meus olhos.

– Ok, Sant. Eu vou dormir agora, está bem?

– Está bem.

– Você devia fazer o mesmo.

– Sim, Britt.

– Eu te amo, Sant.

– Eu também te amo.

Notas finais
Se tem gente não gostando da Katie, imagine da Carol... Hahaha Beijos, fofas!