Necromante

4 Capítulo 3: Mente Maligna


(PDV Umbra)

Durante a noite, eu saí de fininho da mansão. Tem um cemitério na cidade, que é bem grande. Uma rápida explicação sobre magia e suas cores. Magos, para usar magia elemental, tem de absorver a magia da respectiva cor da magia desejada. Se quiser usar magia verde para fazer uma árvore crescer, você tem de absorver mana verde.

Porém, para nós, planeswalkers, é diferente. Um planeswalker com afinidade a magia verde pode converter mana neutra dentro do seu corpo diretamente para mana verde. Porém, eu não preciso gastar minhas energias com isso, já que eu prefiro usar minhas habilidades de conversão somente em combate quando eu não tenho opção.

Economia é vida. Enfim, eu estou indo para o cemitério não somente por causa dos corpos e esqueletos, mas também porque os cemitérios neste mundo são tanto um local para os mortos quanto para figuras religiosas. Isso gera não somente mana negra, mas também mana branca devido as figuras religiosas.

Eu corri para o cemitério evitando qualquer um que eu encontrasse nas ruas. Eu cheguei lá em menos de dez minutos, mesmo que estivesse a uma hora de distância se eu fosse correndo normalmente. Claro, com meu corpo atual, eu sou muito mais rápido que um humano comum.

No cemitério, eu procurei um local mais aberto. A minha volta, uma quantidade grande de mana negra e branca flutua. Excelente, esse lugar é perfeito. Primeiro, eu vou ter que lançar uma ilusão nesse lugar. Eu ergo meus braços e começo a entoar um encantamento em uma língua antiga. Depois de vinte minutos entoando sem parar, a mana negra a minha volta começa a se mover violentamente.

Depois de alguns minutos, ela para. eu já lancei o feitiço, ninguém irá se aproximar da área que eu estou usando. Para manter o feitiço, a mana negra gerada pelo cemitério irá ser o suficiente. Ok, vamos começar. Eu transformo meu anel em meu grimório e foco minha mana negra nele. Dele, eu faço a mana penetrar o solo e se expandir, tocando os corpos que estão enterrados aqui.

É extremamente desrespeitoso roubar corpos, mas que seja. Afinal, seu corpo é simplesmente inútil depois que você morre, já que sua alma vai para outro lugar e perde toda as conexões com o corpo, deixando uma casca vazia para trás. bom para mim.

O que eu estou fazendo agora é gerar "miasma", a base de todo mago negro. Essa nuvem negra com partes arroxeadas é tóxica para qualquer coisa que não seja morta ou não tenha mana negra como base. Miasma naturalmente transforma os corpos do que encontra em mortos-vivos. Traduzindo, uma novem que gera zumbis.

A minha volta, cerca de 50 túmulos se quebram e mão apodrecidas os esqueléticas cavam para fora do chão. Como um planeswalker de magia negra, eu sou completamente imune a miasma, então eu estou seguro. Agora eu tenho sob meu controle cerca de 10 esqueletos e 40 zumbis.

ótimo, eu já posso fazer algumas coisas interessantes com eles. Mas não agora. Meu grimório se abre e uma grande quantidade de correntes negras saem, se envolvendo nos mortos vivos ao redor e os puxando para dentro das páginas do grimório. Agora 50 páginas do meu grimório estão ocupadas com imagens de zumbis e esqueletos e seus detalhes técnicos.

É assim que um mago armazena suas criaturas em seu grimório. Agora, foco novamente. O miasma ainda está a minha volta, logo acima do chão. Eu o manipulo e convoco alguns espíritos com magia branca. Espíritos simples, sem auto consciência ou vontade. Simples servos imbecis.

Com o miasma, eu os envolvo, seis ao todo, e os transformo em espíritos malignos sob meu controle. Porém, o que eu vou fazer é um pouco diferente. Eu deixo os espíritos vagarem ao meu redor enquanto eu agacho e toco o chão com minhas duas mãos. Drenando um pouco de mana vede que sempre está presente no solo, eu movo as tumbas e caixões para longe de mim, abrindo um bom espaço.

Manipulando a terra novamente, eu crio uma sequência de valas no chão, criando uma estrela de seis pontas formada por dois triângulos com um deles invertido. Em cada ponta, eu cavo um buraco, uma cova, resumidamente. Seis ao todo. Eu tiro seis zumbis do meu grimório e os coloco dentro das covas. Então, eu ordeno os espíritos a possuírem os zumbis.

Enquanto eles fazem isso, eu pego uma faca do meu bolso e corto a palma da minha mão, deixando meu sangue cair nas linhas da estrela. Murmurando algumas palavras na mesma língua antiga. O que eu estou fazendo agora é criando algum chamado Formação de Seis Pontas. Ela é usada para criar espíritos demoníacos inferiores.

Apesar de serem fracos comparados a outros seres demoníacos, esses espíritos são a base para qualquer demônio que você queira criar no futuro. Claro, há algumas exceções, mas eles são essenciais para meus planos. Daqui a dez dias, os espíritos terão se fundido em um único espírito demoníaco.

O ponto bom disso é de que eu não vou precisar ficar aqui o tempo todo cuidando da formação. Enfim, vamos continuar. eu me viro para sair do cemitério. Agora, vamos atrás de alguns animais.

(uma hora depois)

Eu armazeno meu vigésimo quinto corvo zumbi no meu grimório. Agora são trinta gatos, dez ratos e vinte e cinco corvos. Enfim, não é grande o suficiente para começar uma boa rede de inteligência. Eu também quero uma criatura na qual eu possa montar para voar por aí.

Por enquanto eu vou ter que me contentar com o que eu tenho. Enquanto eu ando de volta para a mansão, eu me pergunto se eu deveria invocar um demônio. Claro, eu sou poderoso o suficiente para invocar e escravizar um demônio extremamente poderoso. Mais de um, na verdade.

Porém, eu não quero ninguém dando ideias nos meus planos. É extremamente irritante. Eu prefiro criar meus próprios demônios que eu possa controlar livremente. Eu tinha alguns demônios contratados, mas eu não os usava com tanta frequência. Bem, eu os usei na batalha contra os Dez Santos, mas foi uma das poucas ocasiões.

Caminhando pelas ruas, eu vi algumas pessoas andando. Muito pocas, na verdade. Eu estou usando um casaco longo com um capuz grande o suficiente para ocultar meu rosto. Umm...

acho que eu também deveria conseguir subordinados humanos. Sabe, para ter algum apoio na cidade. Eu sei que tem algumas gangues por aqui, assim como um forte tráfico de drogas. Eu posso usar isso... apropriado par alguém que planeja trabalhar nas sombras. E também, ter uma mãozinha no lado escuro das coisas ajuda a fazer a luz brilhar mas clara.

Eu coloco meu gorro e vou para o lado "podre" da cidade.

(uma hora depois)

Eu ando pelas ruas, e leve névoa da madrugada cobre o chão. Ok, onde eu posso achar alguns adolescentes drogados por aqui? Basicamente, eles são o escalão mais baixo da hierarquia daqui. Eu vou dar um jeito de fazer eles me obedecerem e aos poucos eu vou dominar o mercado de armas e drogas dessa cidade.

Eu ando um pouco até que eu topo com um pequeno beco. e entro no beco e ando até o final. Esse beco não acaba na outra rua, ao invés, ele acaba dentro de um espaço entre quatro edifícios, criando uma espécie de espaço privado. Enfim, esse é o lugar perfeito para uns drogados se esconderem.

E eu não estou errado, olhando para um dos cantos, um grupo de us dez adolescentes estão conversando e fumando. Ok, vamos lá. Eu me aproximo. Eles demoram para me notar, mas, quando me notam, um dos garotos comenta algo com os outros, ele riem e ele se levanta, vindo cambaleando na minha direção.

Discretamente, eu lanço uma barreira para isolar o som nessa área.

— O que você tá fazendo aqui, moleque? — ele pergunta, com uma voz arrastada.

Eu altero minha voz com magia, fazendo-a soar muito mais grave e ameaçadora.

— Eu vim para brincar um pouco. — eu digo sorrindo. Somente a minha boca está visível, e ela está contorcida em um sorriso.

Ele solta uma "Ahn?" e tira uma faca do bolso e me ameaça. Eu suspiro e uso um dos poderes básicos da magia neutra, telecinese. Apesar de gastar uma boa quantidade de mana neutra, eu já tenho prátia o suficiente para reduzir o custo e tenho uma quantidade ridiculamente grande de mana. Brincar com us cinquenta quilos não será problema nenhum.

Eu tiro a faca da mão dele e com um movimento leve da minha mão eu o jogo voando de volta para seus amigos. Eles entram em pânico, porém, eu invoco meus zumbis e esqueletos que os imobiliza e os colocam de joelhos. Hora de ameaçar. Eu faço a faca voar para a minha mão com telecinese, assustando eles mais ainda.

Eu me aproximo deles com passos lentos. Eu chego perto de um deles. Fazendo um sinal de cabeça desnecessário para o esqueleto segurando ele, o esqueleto agarra a cabeça do garoto e o força a olhar para mim. Eu movo a faca entre meus dedos com agilidade e habilidade, deixando claro que eu sei manusear com facilidade. Com alguns poucos movimentos de dedo, eu giro a faca. Tudo um ato para intimidar e assustar ainda mais essas pirralhos.

— Enfim. Eu tenho uma pergunta para você. — eu coloco a faca no pescoço dele. Ele me olha desafiadoramente. Oh, um corajoso, eh? — Você trabalha para alguém?

— Vai se fuder. — ele responde.

Eu suspiro e corto a garganta dele, fazendo o sangue vermelho escuro jorrar. Claro, eu saio do caminho para não me sujar. Não quer voltar para casa com sangue nas minhas roupas. E sim, sem ilusões, eu acabei de matar esse cara. Nenhum arrependimento, eu matei muitos mais na minha vida passada.

As garotas e os garotos começam a gritar e os que não gritaram vomitaram. eu prestei atenção nas reações deles. Ah, na verdade, uma das garotas não gritou ou vomitou, ela está olhando para o garoto se afogando com o próprio sangue com os olhos arregalados e cheios de terror. Achei minha próxima vítima. Eu me aproximo dela. Ele me olha com medo.

— Calem a boca deles. — eu digo friamente.

Meu esqueletos, mais inteligentes que os zumbis, estapeiam os que ainda estão gritando e agarrando os pescoços fazendo-os tossir e parar de gritar. Eu olho para um dos esqueletos que não está segurando ninguém e faço outro sinal desnecessário com a cabeça na direção da garota a minha frente. Mesmo que o sinal seja desnecessário, pois eu posso controlá-los com a mente, serve para dar a impressão que esses esqueletos são mais inteligentes do que parecem.

Novamente, o esqueleto agarra a cabeça e a força a olhar para mim. Eu ergo a faca manchada de sangue e pergunto.

— Vocês, seus merdas, trabalham para alguém?

— S-sim, nó t-t-trabalhamos para um traficante local... — ela me responde com a voz vacilante.

— Agora vocês trabalham para mim. Entendido? — eu pergunto, olhando para os outros.

Eles assentem, aterrorizados. Ótimo, agora, vamos dar a eles um senso de "segurança".

— esse traficante, ele recebe de algum fornecedor?

— N-não senhor...

— Se ele morrer, fará alguma falta?

— Não s-senhor, eu acho que ninguém vai ligar...

— Excelente. Você sabe produzir o que ele vende?

— Sim...

Eu sorrio e toco a cabeça dela gentilmente. Ela fecha os olhos aterrorizada. Porém, ela os abre lentamente quando eu começo a acariciar a cabeça dela.

— Muito bom! Se você conseguir encontrar o laboratório desse traficante, eu vou dar um jeito de passar para você. Trabalhe bem para mim, ok? — eu digo gentilmente, surpreendendo ela.

— S-sim senhor! — ela diz energeticamente.

Eu sorrio e beijo os lábios dela gentilmente, usando um pouco de magia. Sem que ela perceba, eu libero uma névoa negra dentro da boca dela enquanto minha língua se move dentro da boca dela. Mesmo que pareça ridículo o que eu estou fazendo, eu usei uma leve magia que deixa ela... intoxicada, com meu beijo, como uma droga potente.

Químicos são para os fracos, magia é bem melhor. Dessa forma eu deixo ela dependente de mim. Ela responde meu beijo, e o som molhado de nossas línguas preenche o silêncio a nossa volta. Sim, estranho, porém, eficiente. Fazer alguém obedecer por medo sempre dá errado.

Porém, fazê-los dependentes de você cria subordinados perfeitos. e é isso que eu estou fazendo. E me me afasto dela, deixando algumas linhas de saliva entre nossas bocas. Eu limpo meus lábios com a ponta dos meus dedos. Ela abre os olhos lentamente e me olha com o rosto vermelho.

Eu estico meu braço esquerdo para minha esquerda e um corvo pousa em meu antebraço.

— Este aqui vai ficar de olho em vocês. Eu vou saber quando vocês cumprirem minhas ordens.

— sim senhor!

Ela me olha com olhos enevoados. Como esperado de magia alucinógena, cria viciados com facilidade. Eu faço um snal de cabeça para os meus mortos vivos e eles soltam os jovens. O corvo no me braço voa e pousa no telhado de um dos prédios a nossa volta.

— Vocês tem dez dias, não me desapontem.

Eu digo e começo a andar na direção do beco. No caminho, eu levanto minha mão direita e estalo meus dedos, fazendo uma névoa negra envolver meus zumbis e esqueletos e fazendo-os desaparecer. Agora eu vou para casa, afinal, é só uma questão de tempo...