Nebulosa Cristalis - Parte 1

6 Capítulo 5: A missão começa


O despertador tocou bem tarde aquele dia. Já eram nove da manhã quando me levantei, e, sem tomar banho, corri até o refeitório. Ibrahim veio logo atrás. Olhei fixamente para ele, enquanto ele me olhou também. Não conegui segurar a gargalhada, enquanto o Árabe corava. Sua pele era morena, mas os anos confinado em simuladores fizeram-no perder um pouco de sua cor.

"Ushio, do que está rindo? " — Ele perguntou, me fazendo rir ainda mais.

"Capitão..." — ouvi, logo atrás dele — "Achei maravilhoso seu pijama de ursinho. Sabia que quando trabalhei em uma missão na Sibéria, tive de matar um com as mãos?"

Eu não sei se o capitão estava com medo de Natasha, ou se estava com vergonha do comentário, mas eu não me lembro de ter visto ele mais aquele dia até a hora do lançamento. A tensão estava em seu máximo. Tão grande, que a piranha da Natasha estava me tratando bem. Tamanha falsidade...

"Ushio..." — Ela disse, com a voz relutante. — "Tens medo de morrer?"

"Medo é para os fracos. Devo honrar meu nome. Devo honrar meu país, Natasha. Não sei como funciona de onde você vem, mas no Japão, ter medo não é bem visto." — Respondi.

"Talvez não haja problema em sentir medo." — Seu corpo estava completamente molhado de suor. Estranhei um pouco, já que estávamos numa temperatura de 15°C. — "Talvez o problema… seja admitir que o sente..."

As palavras de Natasha fizeram algum tipo de enjôo subir pela minha barriga. Pensando bem, acho que estava com medo… Não de morrer… Não compreendo este medo de morrer que ela tanto dizia… Mas medo de falhar. Medo de não ser boa o suficiente. Talvez ninguém seja…

"Talvez..." — Respondi, com a voz fraquejando. Respirei bem fundo, enquanto prendia meus cabelos. Eu sou a menina mais inteligente do mundo. Eu sou boa o suficiente. Minha missão não pode ser um fiasco como a última!

Era tarde para pensar nisso. As câmaras de congelamento já estavam prontas, e o lançamento seria em breve. Iríamos ficar sete anos congelados. O tempo pararia para nós, e acordaríamos já na fronteira do sistema solar. Nossa missão era simples: Encontrar planetas habitáveis, escolher o melhor, e ativar o alarme. Não entendia muito o motivo de enviarem apenas três pessoas e alguns robôs, mas, aparentemente, ficaremos sabendo os motivos após chegarmos na antiga base militar em Alfa Centauri.
A missão parecia simples demais, e as paradas em cada uma das bases militares do antigo (e breve...) império estelar humano me despertavam uma grande suspeita de que, talvez, o Grande Desastre não tenha sido… Tão acidental...

Era hora. Os supervisores chamaram nossos nomes para a pista de lançamento. um espaço enorme, cerca de dois campos de Baseball, creio eu. Apenas concreto, e, no meio, nossa nave.
A nave mais parecia um edifício dos domos de Osaka. Quadrada, alta, mas estreita. Um grande paralelepípedo de aço. Majestosamente, a porta se abriu. Ibrahim foi o primeiro a entrar. Natasha logo depois. Dei um, dois, três passos em direção à parte de dentro da nave.

"Incrível...!" — Disse, maravilhada. Tanta tecnologia… O lugar era enorme, parecia uma estação espacial! Possuía laboratório, dormitórios, refeitório, cabine do piloto…

"Exatamente 23 banheiros." — Falou Ibrahim, quando podia ter ficado calado.

O supervisor nos guiou até a câmara de congelamento, e começou a ligar os aparelhos. A sala era completamente iluminada, e possuía quatro camas. Em volta das camas, havia algum tipo de domo de vidro, ligado a respiradores e fios. Era assustador, parecia algum tipo de monstro de tentáculos que vi nos mangás estranhos do meu irmão! Assumo, senti medo que aquela máquina fosse fazer aquelas coisas… Comigo...
Relutante, deitei-me, vestindo o uniforme espacial, que me fazia sentir levemente humilhada perto de Natasha. A roupa era colada no corpo, ressaltando todas as curvas… Ou falta delas…

A sensação de ser congelada é incrívelmente relaxante. Primeiramente, os respiradores soltam algum tipo de anestésico que me deixaram em estado de quase-sono. Depois, comecei a ver uma fumaça tomando conta do local, e, de longe, a voz do supervisor:

"Boa sorte em sua missão. O futuro da humanidade depende do sucesso de vocês."

O despertador tocou bem tarde aquele dia. Já eram nove da manhã quando me levantei, e, sem tomar banho, corri até o refeitório. Ibrahim veio logo atrás. Olhei fixamente para ele, enquanto ele me olhou também. Não conegui segurar a gargalhada, enquanto o Árabe corava. Sua pele era morena, mas os anos confinado em simuladores fizeram-no perder um pouco de sua cor.

"Ushio, do que está rindo? " — Ele perguntou, me fazendo rir ainda mais.

"Capitão..." — ouvi, logo atrás dele — "Achei maravilhoso seu pijama de ursinho. Sabia que quando trabalhei em uma missão na Sibéria, tive de matar um com as mãos?"

Eu não sei se o capitão estava com medo de Natasha, ou se estava com vergonha do comentário, mas eu não me lembro de ter visto ele mais aquele dia até a hora do lançamento. A tensão estava em seu máximo. Tão grande, que a piranha da Natasha estava me tratando bem. Tamanha falsidade...

"Ushio..." — Ela disse, com a voz relutante. — "Tens medo de morrer?"

"Medo é para os fracos. Devo honrar meu nome. Devo honrar meu país, Natasha. Não sei como funciona de onde você vem, mas no Japão, ter medo não é bem visto." — Respondi.

"Talvez não haja problema em sentir medo." — Seu corpo estava completamente molhado de suor. Estranhei um pouco, já que estávamos numa temperatura de 15°C. — "Talvez o problema… seja admitir que o sente..."

As palavras de Natasha fizeram algum tipo de enjôo subir pela minha barriga. Pensando bem, acho que estava com medo… Não de morrer… Não compreendo este medo de morrer que ela tanto dizia… Mas medo de falhar. Medo de não ser boa o suficiente. Talvez ninguém seja…

"Talvez..." — Respondi, com a voz fraquejando. Respirei bem fundo, enquanto prendia meus cabelos. Eu sou a menina mais inteligente do mundo. Eu sou boa o suficiente. Minha missão não pode ser um fiasco como a última!

Era tarde para pensar nisso. As câmaras de congelamento já estavam prontas, e o lançamento seria em breve. Iríamos ficar sete anos congelados. O tempo pararia para nós, e acordaríamos já na fronteira do sistema solar. Nossa missão era simples: Encontrar planetas habitáveis, escolher o melhor, e ativar o alarme. Não entendia muito o motivo de enviarem apenas três pessoas e alguns robôs, mas, aparentemente, ficaremos sabendo os motivos após chegarmos na antiga base militar em Alfa Centauri.
A missão parecia simples demais, e as paradas em cada uma das bases militares do antigo (e breve...) império estelar humano me despertavam uma grande suspeita de que, talvez, o Grande Desastre não tenha sido… Tão acidental...

Era hora. Os supervisores chamaram nossos nomes para a pista de lançamento. um espaço enorme, cerca de dois campos de Baseball, creio eu. Apenas concreto, e, no meio, nossa nave.
A nave mais parecia um edifício dos domos de Osaka. Quadrada, alta, mas estreita. Um grande paralelepípedo de aço. Majestosamente, a porta se abriu. Ibrahim foi o primeiro a entrar. Natasha logo depois. Dei um, dois, três passos em direção à parte de dentro da nave.

"Incrível...!" — Disse, maravilhada. Tanta tecnologia… O lugar era enorme, parecia uma estação espacial! Possuía laboratório, dormitórios, refeitório, cabine do piloto…

"Exatamente 23 banheiros." — Falou Ibrahim, quando podia ter ficado calado.

O supervisor nos guiou até a câmara de congelamento, e começou a ligar os aparelhos. A sala era completamente iluminada, e possuía quatro camas. Em volta das camas, havia algum tipo de domo de vidro, ligado a respiradores e fios. Era assustador, parecia algum tipo de monstro de tentáculos que vi nos mangás estranhos do meu irmão! Assumo, senti medo que aquela máquina fosse fazer aquelas coisas… Comigo...
Relutante, deitei-me, vestindo o uniforme espacial, que me fazia sentir levemente humilhada perto de Natasha. A roupa era colada no corpo, ressaltando todas as curvas… Ou falta delas…

A sensação de ser congelada é incrívelmente relaxante. Primeiramente, os respiradores soltam algum tipo de anestésico que me deixaram em estado de quase-sono. Depois, comecei a ver uma fumaça tomando conta do local, e, de longe, a voz do supervisor:

"Boa sorte em sua missão. O futuro da humanidade depende do sucesso de vocês."

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