Notas iniciais
Ai, eu tinha tanta coisa pra falar nessas notas iniciais, mas acho que uma coisa resume tudo....... ACABOU :( Ai gente, depois de longos OITO meses (nem acredito que tenha sido tanto tempo assim), aqui está o último capítulo. Caramba, que tristeza kjasdhlakjd essa é a primeira fic que eu consigo terminar, o primeiro bebê que deu certo ♥ omg, eu tô tão feliz lkjasdkjsadkljdashjsda eu queria agradecer a todos vocês, até mesmo os leitores fantasmas que nunca deixaram comentários kjasdhlkjad muito obrigada mesmo, vocês me deram força pra continuar a fic mesmo quando eu não queria mais nem entrar aqui, mesmo depois da criação dessa nova regra idiota do Nyah. Enfim, vamos pro capítulo. Eu espero REALMENTE que gostem, DE VERDADE!! Por que eu amo esse capítulo, eu acho tri foda e é especialmente pra quem tava com tanta saudades do Matt. Vou parar de falar agora, SÓ PEÇO QUE LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR, É UMA ORDEM!

NORTHAMPTONSHIRE — INGLATERRA

01 DE JULHO DE 2009

(UM ANO, DOIS MESES E OITO DIAS APÓS O DESAPARECIMENTO DE ELIZA SANDERS)

Lizzy abriu os olhos e sentiu o ferro das algemas machucar seu pulso. Não se mexeu. A mais de um ano ela estava presa naquele lugar que ela não sabia onde era. A mais de um ano ela estava ouvindo aquela voz que por tantas vezes trouxe calma e conforto. Agora ele era assustador, ele a havia condenado a ficar ali para sempre. Olhou os pequenos raios de sol que atravessavam as madeiras da parede e tocavam o chão. Rastejou com dificuldade até que um dos raios pudessem tocar seu rosto. Fechou os olhos e respirou, sentindo aquele pedaço de vida tocando seus poros e devolvendo o pouco de esperança que ela havia deixado fugir. Abriu seus olhos ao ouvir a porta fechar bruscamente no andar de baixo. Sentiu seus ossos estremecerem e um frio percorrer sua espinha. Seguiu os passos que subiam pela escada e apertou os olhos antes de ouvir a porta do quarto escuro se abrir. Ela o olhou. Não havia mais o sorriso e nem o brilho nos olhos. A insanidade havia tomado conta daquela face angelical e inocente. Nem ao menos sua voz era a mesma; ela possuía um fino traço de loucura. Uma loucura que havia tomado conta da mente dele.

- Matt... – ela sussurrou entre as lágrimas de decepção – Por que está fazendo isso?

- Eu não posso o deixar pegar você, Lizzy. Eu vi o que ele fez, eu não posso deixa-la cair nas mãos dele. – ele falou se ajoelhando e a olhando com uma curiosidade insana – Eu não posso dar esse prazer pra ele... – ele passou os dedos gelados na bochecha rosa de Lizzy.

- Ele quem, Matt? – ela perguntou chacoalhando a cabeça – Me deixe ir, por favor. Eu preciso voltar. Nossos pais estão preocupados, você não pode fazer isso com eles. – ela suplicou – Você não pode fazê-los sofrer assim.

- Eu estou te protegendo, Lizzy. Você não entende? Se você sair, você morrerá nas mãos daquele que causou tanta tristeza para nós. Não precisa ter medo, pequena. – ele falou sorrindo – Sou eu, Matt, não vou fazer nada de ruim pra você.

— Então me solte. – ela pediu.

- Não! Você não entendeu! – ele aumentou a voz, fazendo Lizzy estremecer – Eu não posso te soltar! Você vai morrer, você vai arder no inferno igual todos os outros. Eu não posso o deixar tira-la de mim. Eu não vou deixar. – ele falou passando a mão na cabeça.

- O que? – Lizzy perguntou confusa.

- O Brian está na cidade, sabia? – ele perguntou erguendo as sobrancelhas – Ele é amigo da Nora... Eu me lembro de quando vocês estavam juntos, quando ele ainda morava aqui, lembro... Ele matou nosso irmão. – Matt falou entre os dentes.

- Ele estava tentando me proteger! – ela gritou.

- Não estava! Ele era doente, ele não suportava a ideia de alguém te tocar... Eu fui um idiota quando aceitei o plano dele, fui um idiota quando o ajudei a matar o Kevin... Eu ouvi meu irmão implorando por sua vida e eu não fiz nada... O Brian acabou com a nossa família! E quando você terminasse com ele? Eu aposto que ele iria te matar também. – ele cuspiu – Assim como ele matou todas aquelas pessoas...

- Brian? O Brian era o assassino? – Lizzy perguntou confusa.

Ela havia passado mais de um ano ali sem saber quem realmente estava fazendo aquelas coisas. Havia perdido totalmente o contato com o mundo. Não havia falado com seus pais ou com seus amigos; seu único contato com o mundo fora daquela casa era o Matt. E ele estava perturbado, Lizzy podia ver em seus olhos. Não estava com suas faculdades mentais normais, e isso a fazia sentir medo. Mas Matt era seu irmão, não faria nada de mal a ela. Era o que ela rezava.

- Ele já deve ter sido preso, Matt. Não tem...

- Ele está morto. – Matt a interrompeu.

- Então me tire daqui! – ela pediu aumentando o tom de voz.

- Não, Lizzy! Ele deu início ao Apocalipse. Ele deu início ao caminho da morte, ao caminho da tristeza. Ele tirou a cor do nosso mundo. Ele serviu de inspiração para seus seguidores. Ele deixou discípulos aqui, eu não posso correr esse risco. Eu não posso correr o risco de perdê-la. – ele falou enquanto segurava o rosto dela com sua mão tremendo.

- Matt, por favor... – ela pediu perdendo a esperança.

- Confie em mim, Lizzy. Você vai me agradecer quando acordar no céu. – ele falou com olhos sonhadores.

- Como... Como assim? – ela perguntou com medo.

- Eu não posso deixa-la morrer nas mãos dele, mas não posso prendê-la aqui por muito tempo... As pessoas vão começar a desconfiar. Eu tenho que fazer isso, Lizzy. Tenho que fazer para evitar o sofrimento que virá se você se tornar uma vítima deles. – ele falou abrindo um armário pequeno.

Lizzy sentiu seus ossos estremecerem assim que Matt tirou um rifle .22 e uma caixa pequena de papelão. Calmamente, ele sentou-se no sofá e colocou o rifle em seu colo, enquanto tirava algumas balas de dentro da caixinha.

- Sabe, Lizzy. Eu gostaria de poder parar, mas eu não posso. – ele falou enquanto lágrimas finas escorriam em seu rosto – Eu gostaria tanto que nada disso tivesse acontecido... Eu queria tanto voltar no tempo e impedir você de se relacionar com ele... Mas eles não me deixam escolha. Me perdoe, pequena, mas eu tenho que obedecê-los. Eles estão me dizendo as coisas horríveis que vão acontecer com você caso eu não impeça. – ele falou passando a mão no rosto e secando uma lágrima – Prometo que vai ser rápido. Prometo que daqui um tempo eu vou lá me encontrar com você. – ele falou enquanto levantava e segurava o rifle.

- Matt... – Lizzy suplicou enquanto soluçava e lágrimas incontroláveis escorriam em seu rosto.

A voz doce ecoou pela última vez. Matt olhou o rosto de porcelana da irmã e atirou. A bala atravessou sua cabeça, formando uma chuva de sangue na parede de madeira atrás dela. O corpo de Lizzy caiu pesadamente no chão. Mais um assassinato havia acontecido naquela casa. As paredes velhas e as madeiras podres tinham histórias incríveis para contar sobre cada lágrima e cada grito de desespero que havia acontecido ali. O chão do andar de baixo ainda era manchado de sangue e o cheiro às vezes podia ser sentido. Ninguém sabia realmente quantas pessoas haviam perdido a vida ali, mas só as histórias já eram suficientes para que as pessoas não quisessem entrar naquela casa.

Matt olhou o corpo da irmã caído em cima da poça de sangue que jorrava da sua cabeça. Sussurrou um “desculpe” com qualquer sentimento, menos arrependimento. Ele não estava arrependido. Sabia que aquilo tinha sido a melhor coisa que ele podia ter feito. Ele amava a irmã e não podia deixa-la conviver com os assassinos que há tanto tempo estavam adormecidos esperando por alguém que acordasse seus instintos. E foi o que Brian fez. Brian havia estimulado toda a insanidade e a crueldade daquela cidade. Em uma coisa Matt estava certo: Brian havia criado um monstro tão forte e tão perverso quanto ele mesmo. A única coisa que Matt não sabia é que ele era o monstro. Desceu as escadas calmamente e andou até a caminhonete estacionada na frente da casa. Colocou o rifle escondido em baixo do banco do passageiro e ligou a caminhonete. Olhou para a casa e seguiu pelo caminho de plantas amassadas até a estrada. Ele não se importava em ser preso ou em ser morto; ele não queria perder as pessoas que ele mais amava. Ele se sentia responsável em envia-las em segurança para o céu, como um anjo de Deus. Ele não gostava de matar, ele só queria ter a certeza de que nenhum outro louco iria tirar aquelas pessoas dele.

Parou a caminhonete na frente de sua casa e pegou o rifle. Desceu e andou calmamente até o portão. Entrou na casa e lentamente subiu as escadas de madeira. Seguiu até a porta do quarto dos pais e a abriu com cuidado. Estavam ali. Matt chegou perto da cama enquanto os observava dormindo. Ele não podia permitir que acabassem com a vida deles tão brutalmente. Eles tinham que ir para o céu, tinham que ir para o lugar que havia sido guardado para eles. Matt não podia deixa-los sofrer nas mãos de outro serial killer. Primeiro foi o pai; Matt apontou o rifle para a cabeça dele e atirou. O sangue cobria o travesseiro quando Matt apontou o rifle para a sua mãe. Tinha que ser rápido, não podia fazer sua mãe sofrer. Atirou antes que ela pudesse abrir os olhos e ver seu filho ali, segurando um rifle e apontando para a sua cabeça. O barulho dos tiros não chamou a atenção dos vizinhos. Matt se afastou da cama completamente embebida pelo sangue dos pais e fechou a porta do quarto. Desceu as escadas e suspirou como se sua última missão tivesse sido cumprida com sucesso. O dia já estava clareando. Em poucas horas, as crianças seriam levadas para a escola. Os pais sairiam apressados para outro dia de trabalho. A vida continuaria naquela cidade.

Matt andou até a janela e observou a rua ainda vazia. Havia tantas vidas ali, tantas pessoas inocentes. Ele não podia deixar que todos fossem castigados; as vozes diziam isso. Ele tinha que fazer alguma coisa, tinha que impedir que mais tristeza carregasse aquela cidade. Os gritos desesperados ainda ecoavam em sua mente, o sangue manchando a camiseta de Brian ainda vivia em seus sonhos. Ele não podia deixar aquilo acontecer de novo. Ele viu o medo nos olhos das pessoas que tinham que sair para trabalhar. Ele viu o pavor das mães trancando seus pequenos filhos em casa. Ele viu a pacata Northamptonshire se tornar um verdadeiro inferno. Saiu na calçada e viu todas as casas iluminadas na rua. As famílias ainda dormiam tranquilamente sem desconfiar do que estava por vir. Matt segurou firme o rifle; ele tinha mais pessoas para enviar para o céu.

Notas finais
AGORA É OFICIAL: ACABOU!!

Pois então, eu tô pensando em escrever uma segunda parte da fic com o Matt. Eu não posso revelar muito sobre o enredo, mas terá a participação especial de alguns personagens dessa primeira parte, inclusive da nossa querida Nora e do Ryan ♥ e isso é tudo pessoal kjashdkljahsd eu realmente queria ter um jeito de ressuscitar o Brian, mas eu não consegui pensar em nada. Enfim, eu escrevi um capítulo bônus sobre a segunda parte, se vocês quiserem ler o bônus e tiverem interesse nessa possível continuação, me avisem nos comentários :) amo vcs ♥ ♥