Natural Born Killer
13 Primeiros Erros
Notas iniciais
A primeira (nao tao importante) e que eu estava pensando em mudar o nome da fic pra algo como 'Natural Born Killer' ou qualquer outra coisa menos usada do que isso. Queria saber a opiniao de voces, por que o nome da fic me da nos nervos desde que eu comecei a postar IUASHASISA Enfim
A segunda coisa e importante. Bom, mais ou menos. Eu nao tive acesso a internet na terca (depois que eu postei) e nem na quarta, e por isso eu fiquei lendo os capitulos da fic e fiquei meio em duvida sobre a opiniao de voces. As coisas tao ~lerdas~ demais? Ta sem sentido? Ta chato? Sejam sinceros IOUSAHAOUIR Por que mesmo com a fic terminada eu ainda estou tendo umas ideias e queria saber se vale a pena ou nao colocar na fic. Nao e nada que mude o rumo da historia ou coisa assim.
Enfim, desculpem pela falta de acentos e alguns erros ai. O teclado daqui e ruim.
Espero que gostem do capitulo!
22 DE AGOSTO DE 2006
O elevador abriu, indicando para Nora que ela havia chegado ao quarto andar. Respirou fundo e andou pelo pequeno corredor, até chegar perto da porta branca. Hesitou um pouco antes de dar batidas leves e secas. Não demorou muito para que a porta fosse aberta e Nora pudesse avistar uma mulher loira e jovem sorrir abertamente para ela.
– Sim? – a loira perguntou com voz de criança.
– Ah... É... Brian está? – Nora perguntou com dificuldade.
– Ele está tomando banho, quer esperar? – a loira perguntou ingênua.
Nora sentiu vontade de derrubar a porta em cima daquela loira e ir atrás de Brian. Sentiu vontade de agarrar nos cabelos lisos dela e joga-la do quarto andar. Sorriu enquanto criava planos assassinos em sua mente e apenas negou com a cabeça.
– Diz que... – Nora pensou um pouco – Não, não diz nada. Obrigada.
A loira sorriu e fechou a porta na cara de Nora, o que a fez ficar com mais raiva. Ela respirou fundo e retirou o celular do bolso, discando o número que ela conhecia bem. A voz rouca surgiu do outro lado da linha.
– Estou na frente da porta da sua querida vizinha e estou prestes a contar à ela que você levou uma loira seminua para dentro do apartamento. O que você acha? – Nora falou sem pensar.
Não demorou muito para que Brian abrisse a porta do apartamento e surgisse vestindo somente uma toalha amarrada na cintura.
– Está louca? – ele perguntou ofegante.
– Eu deveria te perguntar isso. Você ouviu bem o que ela falou: nada de mulheres, nada de festa, nada de sacanagem! – Nora falou tentando não elevar o tom de voz.
– Eu não estou te entendendo... Eu só trouxe uma mulher para o apartamento e você quer transformar isso em uma orgia! – Brian falou incrédulo.
– Eu quero que você respeite as regras. Não quero ficar conhecida como a que “trouxe o cafetão para o prédio”. – ela respondeu cruzando os braços.
– Você bebeu? – ele ergueu uma sobrancelha – Não tem nenhum sentido no que você está falando.
– Claro que tem! – ela gritou.
– Está com ciúmes? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha e sorrindo de canto.
– Claro que não! – ela respondeu exaltada.
– Pois eu acho que está. – ele respondeu debochado.
– Eu não estou com ciúmes. Eu só quero que você entenda que aqui as coisas são diferentes. A cidade é pequena, é melhor você pensar melhor nos seus atos. – Nora respondeu antes de virar-se e andar até o elevador.
Sentiu uma mão forte puxar seu braço e virou-se bruscamente, batendo seu corpo contra o corpo seminu de Brian. Ele tirou a mão de seu braço e puxou sua cintura, colando mais corpos e fazendo Nora sentir a respiração quente dele bater em seu rosto.
– Me solta... – Nora pediu com dificuldade.
– Já imaginou se a minha vizinha sai agora? Vai nos ver assim... – ele sorriu de canto.
Nora olhou para os lábios finos de Brian e sentiu sua respiração falhar e levar junto as suas pernas. Se ele não a estivesse segurando, com certeza já teria ido ao chão. Nora virou o rosto assim que Brian aproximou seus lábios dos dela.
– Quer que eu a mande embora? – ele sussurrou no ouvido de Nora.
– Quero... – ela falou sem pensar.
– Então pede... – ele mordiscou o lóbulo da orelha dela.
Nora ficou em silêncio. Era como se tivesse perdido o dom da fala. Um misto de sentimentos e sensações invadiu seu corpo. Sentiu ódio e ao mesmo tempo excitação por ter aquele corpo forte e seminu tão perto do seu. Ela podia perceber os olhos castanhos a olharem intensamente, como se Brian pudesse acessar a mente de Nora e descobrir os pensamentos sórdidos que ela tentava impedir.
– Pede... – ele insistiu, deliciando-se com a fraqueza dela.
Com um surto de coragem, Nora retomou os sentidos e empurrou Brian, o fazendo cambalear para trás. Ela olhou rapidamente o tórax dele e logo voltou seus olhos para seus lábios, que agora exibiam um sorriso safado enquanto ele passava a língua por eles. Eles levaram um susto assim que ouviram uma porta abrir, e Nora sentiu seu sangue ferver assim que viu a loira saindo do apartamento de Brian.
– Não vai voltar? – ela perguntou com mimo.
Nora franziu o cenho e olhou para Brian, que sorriu e ergueu uma sobrancelha. Ele a olhou debochado e andou até a loira, a agarrando pela cintura e entrando no apartamento. Nora retomou a consciência assim que ouviu a porta bater com força. Sacudiu a cabeça, incrédula. Olhou para a porta da senhora vizinha de Brian e caminhou até ela, batendo na porta com cuidado para que Brian não ouvisse. Não demorou muito para que a senhora abrisse um pouco a porta e perguntasse com sua voz fraca.
– O que quer?
– Bom... É que... Não sei se a senhora se lembra de mim, mas eu trouxe um amigo para morar aqui...
– Lembro. – a velha interrompeu Nora.
– Eu o vi trazer uma loira para o apartamento e eles ainda não saíram de lá. Como eu sei que a senhora pediu para ele não fazer isso, achei melhor avisá-la...
– Então ele está fazendo festinhas? – a senhora perguntou nervosa.
– Pelo visto... – Nora deu de ombros.
– Pode deixar que eu vou dar um jeito nisso.
A senhora fechou a porta e Nora abriu a boca em sinal de espanto. Bufou e voltou para o elevador.
– Pelo menos ele vai ter uma lição. – ela sorriu.
Entrou em seu apartamento e tomou um banho quente e demorado. Assim que terminou de se trocar, pôde ouvir uma sirene ecoar na frente de seu prédio. Correu até a grande janela na sala e observou uma viatura policial parar na porta do prédio e dois policias descerem do carro. Ela queria descer. Queria ver se iriam prender Brian ou se apenas iriam adverti-lo. Por um momento, sentiu uma dose de arrependimento e medo tomar seu coração. Ela não queria que Brian ficasse com raiva, apenas queria que ele não levasse garotas para o apartamento.
– Ele tem que respeitar as regras. Só isso. – ela sussurrou para si mesma, tentando se convencer – Ele mereceu. Imagina a cara daquela loira quando os policiais aparecerem lá... – ela riu.
Andou até a porta do apartamento e correu para pegar o elevador. Depois de alguns segundos, estava no quarto andar. Assim que as portas se abriram, Nora observou alguns moradores curiosos parados no corredor enquanto um policial falava com Brian. Ele já estava vestido e a loira ao seu lado parecia não estar satisfeita. Assim que Brian viu Nora, lançou um olhar que beirava a raiva e a decepção. Nora não se deixou abalar; apenas sorriu vitoriosa e entrou novamente no elevador. Ela sabia que estava ferrada, mas Brian não se atreveria a desafiá-la novamente. Era o que ela achava.
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