Natural Born Killer
32 Demente
Notas iniciais
E também tem o porquê do Brian e do Matt terem sumido, espero que gostem hihi
Bom feriado pra vcs e feliz dia das crianças uhu
23 DE SETEMBRO DE 2007
Os passos rápidos demonstravam sua aflição de seu nervosismo. Quase um mês havia se passado e ela não havia descoberto nada sobre o desaparecimento de Lizzy. Seu coração apertava ao ver o rosto da loira nas fotos espalhadas pela pequena cidade. Podia até mesmo jurar que as pessoas evitavam permanecer nas ruas por muito tempo. A delegacia estava coberta de pistas falsas e trotes sem nenhuma graça. Não havia conseguido falar com Matt desde sua última visita na padaria, e isso contribuía para a dor de não poder fazer nada que consumia seu coração.
Nora entrou na padaria e percebeu um tumulto atrás do balcão. Uma mulher morena falava rapidamente com a mãe de Matt, que parecia assustada. Olhou para os lados procurando Matt, mas não havia ninguém. Algumas pessoas saíram da cozinha e abraçaram a senhora, que agora chorava desconsoladamente. Nora sentiu seu coração gelar.
- O que aconteceu? – perguntou enquanto chegava perto do balcão.
- Matt... – A morena dizia entre as lágrimas – Ele confessou ter matado todas aquelas pessoas, Nora. Eu não sei por que ele fez isso, ele simplesmente chamou a polícia e contou. Ele não é um assassino, eu sei disso! Eu confio nele, alguma coisa aconteceu... – ela falava enquanto enxugava as lágrimas.
Nora franziu o cenho, confusa. Matt não era um assassino, mas ela não entendia o quê havia acontecido que o tivesse feito se confessar como sendo o serial killer. Abaixou a cabeça e saiu rapidamente da padaria. Pegou seu celular e ligou para a delegacia, mas ninguém atendeu. Resolveu ir até lá. Chamou um táxi e pegou o caminho até a delegacia. Entrou rápido na sala de vidro procurando por Law.
- Matthew Sanders, você o viu? – ela perguntou assim que viu a japonesa sentada em sua mesa.
- O assassino? Chegou aqui escoltado pela polícia e vários repórteres. Alden o levou imediatamente até a sala do interrogatório. Sanders parecia um louco. – Law sussurrou para que ninguém ouvisse.
Nora correu pelo corredor e apertou a campainha que abria e porta, assustando Alden e Matt.
- Me deixe falar com ele. – ela ordenou enquanto olhava Matt – Eu conheço o Matthew!
- É tarde, Nora. – Alden respondeu.
- Ele está louco, ele não sabe o que está falando! Você não pode prendê-lo aqui, não foi ele! – ela gritava enquanto Alden saía da sala.
- Ele confessou. É tudo o que precisamos.
A porta de ferro fechou automaticamente deixando Matt e Nora sozinhos na sala. Ela sabia que Matt era inocente, ele nunca seria capaz de matar todas aquelas pessoas. Algo estava errado e Nora estava disposta a descobrir.
- Matt, por que está fazendo isso? – ela perguntou enquanto se sentava em sua frente.
Matt não respondeu.
- Você foi a melhor pessoa que eu já conheci. Por que você está estragando a sua vida? Por que está falando que cometeu aqueles crimes? Pode confiar em mim... – Nora disse enquanto segurava sua mão fria em cima da mesa.
- Eu não estou louco, Nora. – ele respondeu.
- O que aconteceu? — ela perguntou curiosa.
- Ele... Eu vi tudo, Nora. – ele respondeu enquanto batia rapidamente os dedos na mesa – Eu vi o sangue na roupa dele, eu ouvi os gritos, eu vi o olhar... Eu enlouqueci? Eu via os corpos e o via me seguindo em todos os lugares que eu ia. Eu via aquele olhar nos meus sonhos. – ele parou para tomar fôlego – Até então eu tentei esquecer, tentei deixar pra lá... E aí, ele me procurou. Eu fiquei desesperado, eu tinha que fazer o que ele estava mandando. Eu estou em segurança aqui, Nora, não me tira daqui. Ele está na frente da minha casa me esperando, ele vai matar a minha família se eu sair daqui. Não conta pra ninguém Nora, você não pode contar, ele vai matar todos nós. – ele falava desesperado.
- Calma, Matt, fica calmo. Fala devagar; eu não estou entendendo nada! – ela pedia segurando as mãos dele que não paravam de mexer.
- Eu vi. Eu o vi levando aqueles jovens pra casa velha. Eu o vi arrastando seus corpos. Eu ouvi os gritos desesperados. Ele me viu ali, ele sabia que eu tinha visto tudo. Ele começou a me ameaçar, Nora, eu tive que fazer isso. Eu tive que pensar na segurança da minha irmã e da minha mãe. Eu as amo tanto... – ele falou sorrindo descontrolado – Fica aqui, Nora. Fica aqui comigo, não sai daqui. Ele vai matar você também. Ele vai matar todo mundo. – ele falou apertando as mãos dela.
Nora ficou assustada com o estado de Matt. Ele realmente estava louco, realmente estava delirando. Ela não sabia no quê acreditar, não sabia se Matt realmente estava falando a verdade, ou se ele estava louco o suficiente para ter matado aquelas pessoas. Mas ele parecia tão normal e tão feliz da última vez que ela o havia visto. Ela ainda se lembrava bem de como tinha sido, aquelas covinhas na bochecha nunca haviam saído de suas lembranças. Sentiu um aperto no coração assim que Matt começou a chorar enquanto balbuciava palavras estranhas.
- Matt, quem você viu? Quem você viu matando aquelas pessoas? – Nora perguntou.
Matt não respondeu, apenas ficou olhando pro teto enquanto voltava a bater freneticamente os dedos na mesa.
- Matt, me responde, quem te ameaçou? – Nora insistiu.
- Brian. – ele respondeu, retomando a consciência e a olhando — Brian, Brian, Brian, Brian. – Matt falava rápido – Se afaste dele, Nora. Não o convide pra entrar no seu apartamento. Eles são como vampiros; eles vão te seduzir, vão te conquistar e depois vão drenar o seu sangue e cortar seu corpo em pedaços.
Nora sentiu o chão sumir de baixo dos seus pés. Brian havia matado aquelas pessoas. Ele era um assassino e durante todo o tempo ele havia se comportado como a pessoa mais simpática do mundo. Ela devia saber, essa é a principal defesa de um serial killer, eles possuem o dom de enganar a todos. E Brian havia enganado Nora. Apertou com força a campainha vermelha em cima da mesa, fazendo os vigias entrarem na sala e levarem Matt rapidamente. Nora continuou sentada, tentando digerir as palavras de Matt. Alden entrou na sala depois de alguns minutos e sentou na cadeira em que Matt estava sentado.
- Quem é Brian Haner? – Alden perguntou sério.
- Não sei... – ela respondeu depois de um tempo.
- A julgar por sua expressão assim que o Sanders citou esse nome, eu acho que você sabe. – ele respondeu cruzando as mãos em cima da mesa.
- Não sei, Alden. – Nora afirmou segura.
- Como quiser, Mayson. Só te digo que esse filho da mãe estará aqui antes mesmo de você avisá-lo. – Alden respondeu calmo.
- Você não pode prendê-lo! – Nora falou sem pensar.
- E por que não, Mayson? – Alden perguntou erguendo uma sobrancelha.
- Você não tem provas. – ela respondeu depois de pensar.
- Eu tenho uma prova: Matt. – ele falou orgulhoso.
- Matt está louco. Você não pode prender Brian Haner sem provas. – Nora se desesperou.
- O que aconteceu? Há um minuto você queria que nós soltássemos Sanders e fôssemos atrás do verdadeiro assassino. Agora quer que condenemos o Sanders? – Alden perguntou curioso.
- O laudo psiquiátrico do Matt ainda não saiu, não podemos descartar nada ainda. Vamos esperar um pouco, se ele não estiver louco, nós procuramos o Haner. – Nora engoliu seco.
- Tudo bem, Mayson. Mas não pense que livrará Brian Haner. – Alden falou antes de sair da sala.
Nora não tinha certeza de nada, mas seus instintos queriam proteger Brian. Algo a dizia que ele era inocente, que a história estava mal contada. Ele não podia ser o assassino, Nora havia confiado nele como se ele fosse seu melhor amigo de infância. Ele não a trairia. Não sabia em qual lado ficar; não sabia se rezava para Matt estar realmente louco e assim salvar a vida de Brian, ou se rezava para Matt estar são para que pudessem finalmente prender o verdadeiro criminoso.
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