Natsu no Hana

6 Ato VI: Natsu no Hana


Notas iniciais
Awn~ Perdão! Eu sinto muitíssimo pela demora na atualização, mas é que estava passando por alguns problemas pessoais que me derrubaram e só agora consegui reunir forças para finalizar a Natsu no Hana. Eu agradeço à todos que me acompanharam até aqui, muitíssimo obrigada! Até mesmo você que leu e não comentou, obrigada! Kisacchi e Neteb à vocês um obrigada especial! Espero que gostem do final~

Akashi estava evitando contato com Melody desde a cena do quarto, uma parte dizia que ele estava sendo extremamente infantil e ignorante, mas era algo sufocante e que ele não tinha sentido antes, foi de repente, mas desde a chegada da alemã-japonesa sua percepção das coisas ao seu redor começou a tomar tons vibrantes e quentes. Era improvável que alguém como ele pudesse sentir-se um pouco ameaçado – uma garota diferente de todas.

– Akashi, preciso falar com você. – Os pensamentos do ruivo são interrompidos por Reo, que se aproxima do capitão.

– Não tenho tempo agora, estou supervisionando o treino.

– É importante... – Insiste Reo, mas a postura do capitão não mudará, ignorou o camisa seis. – Francamente...

Reo desiste de conversar com Akashi e volta para onde Melody estava, ele parecia um pouco irritado por não ter podido ajudar, mas a menina sorri e agradece do mesmo jeito.

– É uma coisa que eu mesmo devo fazer, Reo...obrigada! – Ela abraça o rapaz que fica um pouco envergonhado, mas retribui dando um beijo na testa de Melody.

– Se cuida, abelhinha... – Ele sorri. – Eu gosto de você.

– Sim, pode deixar! – Ela curva levemente o corpo em sinal de agradecimento e se despede dele.

As atividades da escola tinham acabado e o novo casal de Kaijou combinou de se encontrarem no relógio em frente à estação, que ficou decidido como o ponto de encontro com Aomine e Momoi.

Tsukihime tentou ligar para Melody, mas lembrou-se que a menina tinha atividades do clube de basquete e certamente ainda estaria na escola, mas resolveu deixar uma mensagem de voz para ela, convidando-a. Pontualmente o loiro esperava sua namorada e abriu um largo sorriso ou ve-la se aproximar – totalmente adorável em uma jardineira jeans, que deixavam suas belas coxas expostas o que fez Kise balançar a cabeça para espantar os pensamentos “maliciosos”.

– Ryouta, super pontual! – Ela o abraça e ele faz um leve cafuné no topo da cabeça dela.

– Claro, não posso deixar uma dama esperando. – Ele já ia beija-la quando sente uma mão pesada em seu ombro esquerdo.

Oe, vá para um motel mais tarde.

– Kise, olá!

O loiro já até sabia quem era a pessoa que o interrompia, ele suspirou e se virou para cumprimentar o amigo Aomine e sua linda namorada, Sophie. Tsukihime observava atentamente o casal recém-chegado e ficou muito impressionada em como eles eram bonitos. O rapaz tinha um tom de pele exótico e a garota de mãos dadas a ele era dona de cabelos castanhos escuros, olhos prateados, lábios ligeiramente carnudos e um charmoso nariz arrebitado.

– Aominecchi, Sophiecchi! – Kise sorri. – Me deixem apresentar minha namorada, Tsucchi!

– Nagakura Tsukihime, muito prazer. – Ela sorri um pouco envergonhada.

– Aomine Daiki.

– Sophie Martens, prazer em conhecê-la, Tsukihime-san.

Os dois casais esperam a chegada de Momoi e Kuroko que se atrasaram um pouco, e depois das apresentações formais aquela turma seguiu para o primeiro passeio de casais. Tsukihime pensava que ter Melody ali com ela ia ser muito divertido, principalmente se ela pudesse trazer Akashi.

Na noite do incidente do quarto, Tsukihime percebeu que Melody havia chegado mais tarde do que o comum e não parecia bem, mesmo à garota dizendo que estava ótima e que precisava só dormir. Com muito custo à morena conseguiu entrar no quarto da mestiça e soube de tudo que aconteceu na casa do capitão de Rakuzan.

– Algum problema? – Pergunta Kise que percebe a namorada um pouco aérea.

– Estou pensando na Melody, mas não se preocupe. – Ela sorri amavelmente e Kise aperta a mão dela com mais força.

– Sou seu namorado, se precisar conversar qualquer coisa, sabe que estou aqui.

O loiro piscou carinhosamente para ela que se sente um pouco mais aliviada em ter Kise ao seu lado, ela sabia também que Melody era uma garota forte e que conseguiria passar por aquele obstáculo de forma espetacular. Acreditava na amiga e tudo daria certo!

Melody perdeu Akashi de vista, depois de o treino ser encerrado no clube de basquete, o ruivo desapareceu e mesmo com a ajuda de Reo, a procura foi um fracasso. A menina segurou o choro bravamente, mesmo com Reo dizendo para ela desabafar e não segurar as lágrimas.

– Não vou me abater por isso! Se o Akashi não fosse o Akashi, diria que ele está fugindo de mim.

– Na verdade. – Corrige Reo. – Ele está fugindo dele mesmo.

– Como assim? – Indaga a moça.

– Desde que conheci Akashi, ele sempre me pareceu ser uma pessoa com duas almas...uma fria como o inverno e a outra quente como o verão. Só que o inverno da alma de Akashi me parecia eterno, eu tinha essa sensação...mas daí você chegou, como as folhas que surgem no verão...

– Reo... – Ela fica envergonhada. – O-Obrigada...

– Não fique chateada com ele, ou consigo mesma...apenas diga o que quer dizer e deixe que o destino se encarrega de tudo, afinal, ele já juntou vocês de alguma forma.

– Sim! – Melody responde mais animada. – Obrigada por tudo Reo! Se eu puder fazer algo eu...

De repente a menina se assusta, sentiu os lábios de Reo sobre os dela, em um beijo delicado e sem malícia, ela ficou paralisada e não conseguiu evitar que o beijo acontecesse, por mais que tenha sido apenas um selinho.

– Está pago. – Ele pisca para a garota que havia se tornado um pimentão vermelho, suas bochechas queimavam e Reo riu dela. – Abelinha pimentinha, voe logo atrás dele...tenho certeza que vai alcança-lo.

Após isso e sem esperar uma reação positiva – ou não – de Melody, a deixa sozinha no corredor da escola, estática, perplexa e envergonhada, porém muito agradecida “se não fosse pelo apoio de Reo, minhas chances de vitória não existiriam...” pensou enquanto recobrava os sentidos e digeria mentalmente aquele beijo tão inocente – ou não. Seguiu sem rumo tentando achar Akashi até que se lembrou que o único lugar onde não havia procurado era o terraço da escola.

O local não tinha restrições de uso, mas na maioria das vezes as portas estavam trancadas, mas ela achou estranho ao chegar lá e perceber que elas estavam entre-abertas, indicando que alguém estivera ou estava lá. “Só pode ser Akashi...”, pensou Melody antes de reunir coragem e caminhar rumo ao terraço, atravessando as portas. Era um entardecer lindo e a vista daquele local era privilegiada.

Depois de alguns segundos hipnotizada pela linda vista do por-do-sol, percebeu que não admirava aquela visão sozinha, havia mais alguém lá e ela logo soube quem era pois a luz daquele entardecer ascendeu mais aquelas madeixas cor fogo.

– Seijurou. – Ela o chama. – Finalmente te encontrei.

– Melody. – O rapaz responde sem mover qualquer músculo, permanecia absorvido pelo entardecer, mas aquilo não a impediu de se aproximar.

– Precisamos conversar e não vou deixar você sair daqui até que me escute, por isso...

Ela força Akashi a encara-la, puxando-o pelo braço, ficando próximos um do outro, mas ela não esperava pela reação dele e quando percebeu, estava prensada entre a grade do terração e o corpo do ruivo que tomou seus lábios.

– Eu te pergunto. – Ele falou friamente após terminar o beijo e sem soltar o corpo da garota. – Você chegou e causou um caos na minha mente, menina...por quê?

– Eu nasci para você... – Ela responde com a voz firme, não perdendo para ele. – Fui criada para o dia em que te conheceria e entregaria meu amor, no começo eu achava tudo uma grande idiotice, mas o destino me fez apaixonar por você sem saber que você era você...

– Minha mãe comentava da pessoa certa para mim, eu apenas concordava, pois a amava e aquilo a deixava feliz, mas como se entregar para alguém que não se sabe quem é... – Ele torna a falar. – O destino não me foi benevolente e me tirou a pessoa que mais amava, logo após, meu pai insistiu em me tornar um homem perfeito e invernou minha alma...Mas você chegou e...

– Não precisa dizer mais nada, Seijurou. – Ela sente que ele afrouxou os braços e ela pôde abraça-lo agora. – Está tudo bem...

Aquele abraço, aquele calor, fazia anos que Akashi não se sentia bem e tranquilo, o Akashi Imperador adormeceria por um tempo e quem tomaria as rédeas agora seria Seijurou, pois foi ele quem nasceu por ela, para fazê-la feliz. Agradeceu mentalmente à mãe por ter lhe dado a vida e por te ensinado para ele como sentimentos são importantes para uma pessoa, assim como a seriedade de um trabalho, nada podia ser separado, tudo era um equilíbrio.

O abraço desenvolveu para mais carinhos e por fim um profundo beijo, que forçou o corpo de Melody um pouco mais sobre a grade do terraço, mas ela não se importou. O calor do verão, o corpo quente de Akashi e seus lábios trocando carinhos, mesmo se uma brisa ali soprasse ela não sentiria frescor algum, queria sentir todo aquele calor de Akashi, o verdadeiro Akashi, não o Imperador...e ela certificaria de que o Imperador tivesse menos espaço na vida do ruivo, afinal, ela estava lá para isso.

– Ah! Eu sempre faço bagunça quando tomo sundae. – Lamenta Sophie e Aomine passa a língua maliciosamente sobre o canto dos lábios dela.

– Chocolate... – Ele dizia calmamente enquanto recebia socos da namorada de um lado e de Momoi do outro.

– Não deixe a Sophie envergonhada desse jeito, Dai-chan! – Bufava Momoi.

– Daiki, baka baka baka! – Sophie repetia e aquilo tirou risos de Kise e Tsukihime, enquanto Kuroko tentava segurar sua rosada.

– Ah! – Tsukihime pega o celular que havia apitado, avisando que uma nova mensagem havia chegado. – É da Melody!

– O que diz? – Pergunta Kise curioso.

– Ela está vindo para cá e... – Ela sorri. – E vem com o namorado dela...

– Ah! – Momoi parecia interessada. – E quem é o namorado da sua amiga? Você nos disse que ela estuda em Rakuzan, né?

– Bom..vejam por si só. – Tsukihime sorri e mostra a foto anexa à mensagem.

– Akashi! – Os quatro gritam em sinal de espanto, estavam pálidos e confusos.

A foto era de uma feliz Melody fazendo o sinal da vitória com os dedos e um Akashi levemente envergonhado, desviando o olhar da fotografia. “Fico feliz por você, Melody...” pensava Tsukihime carinhosamente enquanto uma confusão começava na mesa onde Aomine, Sophie, Kuroko, Momoi e Kise discutiam sobre a novidade do momento, era inacreditável que Akashi estivesse namorando!

Depois de algum tempo, finalmente o novo casal chegou à lanchonete onde todos estavam e receberam os cumprimentos e felicitações, Akashi parecia não ter mudado e foi imponente o tempo todo, fazendo os companheiros da ex-Teiko realmente se perguntarem se o namorado era verdadeiro, mas para as duas amigas aquilo era irrelevante e elas brindaram à uma ótima estação que nem havia começado direito ainda...muitos momentos e sentimentos ainda brotariam, como as flores de verão...

Notas finais
Eis o fim e espero que tenham gostado! Espero também que a semana pesada que eu tive não tenha influenciado na escrita...Agradeço novamente para quem me acompanhou até aqui e faço só um pedido: Não deixe de comentar, sua opinião é muito importante para mim! A gente se vê em breve~ Glossário: San - Honorífico japonês usado para referir-se a alguém de mesma hierarquia, quer etária, quer profissional. Aplica-se tanto a homens como a mulheres, e a tradução mais próxima ao português é senhor e senhora;
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!