Natasha
7 Alex e Jack
Notas iniciais
“Alex” respirava rápido, sua perna parecia arder em chamas, o tiro havia sido de raspão, nada realmente preocupante, já havia sofrido ferimentos bem piores, mas já o carro preto que estava a seguindo... Isso sim era preocupante. Ultrapassou uma moto e acelerou, o carro preto passou por cima da moto e acelerou.
Quando a cabeleireira estava prestes a secar o seu cabelo, agora laranja, um cara vestido de preto e muito sinistro entrou no salão, Alex percebeu a arma escondida nas roupas do homem, dando a oportunidade de desviar do tiro por pouco, infelizmente não tivera a mesma sorte com o seguindo tiro que a atingira de raspão na perna, e o cara de preto sinistro também não tivera sorte em desviar da faca que acabara por lhe atingir a cabeça.
Assim que matou o homem saíra correndo do salão, entrando no carro, foi ai que a perseguição começara e continuava até aquele momento.
Quando finalmente despistara o carro preto, já estava quase na cabana, entrou na quase escondida estrada de terra, largou o carro de qualquer jeito, desceu do carro correndo e gritando para que Jack (falara o primeiro nome que lhe viera à cabeça) colocar em prática o protocolo caça caçando (Alex que inventara o nome, Jack não concordara muito).
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A mulher cerrou os dentes divido a dor, qual era dificuldade de Jack em ser mais delicado? Desse jeito ia acabar arrancando a sua perna! Ela mesma ia fazer o curativo, mas o moreno insistiu para que ele fizesse o curativo enquanto Alex contava a história.
Haviam saído tão depressa que Alex nem havia conseguido explicar o que estava acontecendo, felizmente eles já tinham um protocolo de fuga preparado, foi só embarcar no carro escondido no meio de muitas árvores enquanto a cabana e todos os outros vestígios que alguém estivera ali queimassem.
Ambos chegaram à conclusão que a O.P.S. (Organização Preto Sinistro, como Alex os apelidara) deviam de trabalhar para alguém que eles haviam caçado. Normal.
E agora lá estavam eles, em outra cabana abandonada perto de um deque também abandonado, rindo do quanto eram azarados. Teriam que ficar um tempo sem caçar. Umas duas semanas, e depois sairiam daquele lugar (e colocariam fogo nele, lógico) e iriam para outro estado, quem sabe sairiam do país.
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Ok, as coisas haviam saído do controle. Haviam aprendido a confiar um no outro por puro extinto de sobrevivência, confiaram seus mais profundos segredos e pensamentos um ao outro porque foi necessário, porque precisam conversar com alguém para não ficarem loucos.
Fazia três dias que estavam presos naquela cabana infeliz e o tédio era predominante, então começaram discutir o que era melhor: um machado ou uma lança? Para logo em seguida começarem a rir feito verdadeiras hienas, mas foi quando o riso parou que a confusão começou.
Primeiro olharam no olho um do outro. Âmbar e castanho – esverdeado. Logo em seguida Jack beijou Alex, e a mesma correspondeu. E ambos se empolgaram muito, muito mesmo e quando perceberam, já estavam deitados no projeto de cama, nus, com Alex por cima de Jack. Não falaram nada, caíram num sono tranquilo pela primeira vez em muito tempo.
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Alex ajeitou a peruca preta mais um pouco, ninguém iria perceber. Saiu do banheiro feminino e se dirigiu ao seu portão de embarque, haviam acabado de anunciar a primeira chamada para o voo do México. 19:30h.
Depois do acontecido com Jack, havia resolvido que era melhor ambos seguirem seus caminhos em diferentes rumos, então, quando Jack acordou duas horas depois que ela, já tinha tudo planejado.
O moreno levantou e antes que falasse alguma coisa, a “ruiva” mandou Jack ir se arrumar, mesmo que hesitante ele foi e quando voltou a ruiva aconselhou ele a comer ou tomar alguma coisa antes de conversarem, novamente meio hesitante ele tomou uma xícara de café preto (seu eterno vicio) e antes que falasse algo, caiu num sono profundo devido ao sonífero que Alex havia colocado no café.
Depois só pegar suas coisas que já estavam arrumadas, arrastar Jack para o projeto de cama e deixar – lhe uma carta explicando sua decisão. Ele entenderia, ela tinha certeza disso.
Dirigiu até a cidade mais próxima, comprou uma peruca preta e “trocou” de carro. Depois disso ficou mais difícil, felizmente tinha identidades e passaportes falsos, o ruim mesmo foi encontrar um aeroporto e comprar uma passagem de última hora, tivera muita sorte de conseguir comprar uma para o México no voo das 19:30h, naquele mesmo dia, era a última, 2° classe.
Entrou no avião e procurou o seu lugar, era no corredor perto dos banheiros, ao lado uma menina de provavelmente 16 anos, lia um livro e tinha cabelos castanhos escuros com mecham coloridas.
Guardou sua mochila e sentou – se. Fechou os olhos e por um momento pensou em Jack, uma única lágrima caiu de seu olho, limpou – a rapidamente. Não devia pensar nisso agora, se não voltaria atrás de sua decisão e isso estava fora de cogitação.
Anunciaram a decolagem. Alex ignorou a comissária de bordo e continuou com os olhos fechados. Antes de cair no sono pensou:
“México, ai vou eu... Adeus Derick...”.
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