Nascidas para Matar ou Morrer

11 É na escuridão que as descobertas são feitas


Notas iniciais
ALOOOOOOHHHHHAAAAA!! Olha quem voltou o/ Gente, recebi uma recomendação e fiquei super a fim de postar um capítulo. O problema foi: tempo. (ou falta dele, no caso) Enfim, aqui está. Ótima leitura e obrigada por chegarem até aqui. Amo todos vocês s2 Se quiserem uma playlist super perfeita: https://www.youtube.com/watch?v=3_cnug2Duac

POV Donna

Nos colocaram nos quartos novamente. Dizem que é para nos sentirmos acomodados, mas as paredes parecem me engolir e a cama é mais dura que pedra. Sinto minha respiração ficar mais lenta e fria toda vez que venho para cá. Nossa “acomodação” é acompanhada de um guarda parado na frente da porta, pronto para nos matar, se for preciso. Aposto. Aposto que nos matariam a qualquer momento.

Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui.

Começo a sentir o ar escapando dos meus pulmões e meus dedos se contraem. O mundo a minha volta parece encolher e cair sobre minha cabeça. Abro o primeiro botão do macacão buscando ar. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui. Preciso sair daqui.

Preciso fazer o que é preciso.

Levanto da cama e caminho até a porta. Ela é de ferro, mas tem uma grande fresta embaixo na qual eu posso ver os pés do homem.

–Hey, senhor. Preciso ir ao banheiro. –Espero que ele morda a isca.

Escuto o barulho de chaves e dou um passo para trás. Abro mais um botão do macacão, sinto o gelado em minha cintura e espero ele abrir a porta com um sorriso malicioso no rosto. Realmente não tenho pudores. Ele é mais novo que o guarda de ontem. Tem cabelos escuros, olhos castanhos e algumas sardas no nariz grande. Não é bonito, mas é melhor que alguns homens com quem já me deitei.

–Bom, talvez o banheiro possa esperar um pouco. –Eu mordo o lábio o olhando de cima a baixo fazendo o homem franzir o cenho, sem saber o que fazer, suponho. Risadas ecoam por minha cabeça. Homens burros.

O tal garoto limpa a garganta, olha para meu decote, –provavelmente sem estar acostumado a ver uma mulher sem corsets e enormes saias- põe um pé para fora do quarto e olha para os dois lados do corredor. Não deve haver outros guardas por ali. Ótimo. Ele volta a entrar no quarto e fecha a porta atrás de si, sorrindo.

Suas mãos chegam sedentas até mim e começam a puxar meu macacão. Só uma noite com uma parasita, ele deve pensar. O guarda começa a distribuir beijos dos meus ombros até minhas orelhas, com os dedos vasculhando a parte de trás das minhas costas. Sobrestimei o garoto. Lidava bem com mulheres para sua idade.

Parei-o por alguns instantes para olhá-lo nos olhos, tomar seu rosto em minhas mãos e beijá-lo. Bom, notavelmente ele não havia tido tal experiência anteriormente. Assumo que só tenha se deitado com meretrizes, cujas bocas foram intocadas. Tolice isso. Seus lábios são imaculados, mas suas partes podem visitar qualquer estrangeiro. Pois eu partilho ambos.

Deixo-o se divertir abrindo os botões do macacão, o empurro para cama no momento que ele o abre, e sorrio com seu olhar petrificado para minha cintura.

Uma adaga dos treinamentos reluz, preza a minha roupa íntima. O mundo escurecia ao meu redor. Eu sabia o que estava fazendo com precisão, mas não sabia que minha alma podia ser tão sombria. Não sei se tivesse planejado por muito tempo aquilo daria tão certo. Na verdade, sou uma mulher que age duas vezes antes de pensar.

Alguns minutos e gemidos abafados depois, eu estava arrastando o garoto para fora do meu quarto. Não muito longe, por não ter conhecimento de onde estavam os outros guardas, mas longe o bastante para não levar suspeitas contra mim. Os cortes em seus pulsos e a adaga deixada do lado de seu corpo devem ser o suficiente. Minha mente parecia uma guerra, lutando contra si mesma. Um lado meu gritava por medo, desespero e uma vida de princípios idos por água a baixo. O outro lado se divertia com a situação e me fazia pensar se não era para isso que eu tinha nascido.

Sabe, todos nós temos demônios dentro de nossos corpos. Se apoderando pouco a pouco de nossas almas. Alguns dias você o controla, e alguns dias ele te controla. E enquanto você dorme, ele está sempre acordado, o demônio nunca descansa. Ele tenta você a cruzar limites que você nunca se imaginou cruzando. E, por mais que você ache que o esconde, ele está sempre ali.

A partir do momento que você não sabe mais definir quem é você, sua verdadeira consciência, e quem é o demônio, ele já o devorou inteiro.

–--

POV Evie

Estou andando às cegas por corredores escuros a cerca de dez minutos e quarenta segundos. Não aguento ficar sem respostas, sem informações, sem ter domínio sobre esta situação incomum inteira. Não podia ficar parada, esperando que o dia de amanhã chegasse, então aqui estou.

Passo os dedos pelas paredes e é por elas que me guio. Tento achar portas, mas as únicas que encontro estão trancadas. Passo por mais uma delas, mas está trancada também. Volto a caminhar e noto um som que não havia notado antes. Paro. O barulho cessa. Volto a caminhar e fico de ouvidos atentos. O baque do meu sapato no chão está sendo acompanhado por outro baque a -mais ou menos- três centésimos de diferença, vindo de trás de mim.

Há mais alguém nas sombras comigo, e eu não havia notado durante todo esse tempo. Alguém está me seguindo. Observando-me.

Sinto um calafrio correr por toda minha espinha e meus músculos se retraem. Todas as portas em que eu parei para tentar abrir. A pessoa estava logo atrás de mim. Sinto vontade de chorar, gritar e sair correndo, mas então percebo que se a pessoa não me matou até agora, o que estava esperando? Alguma reação minha?

Decido que o mais racional é fingir que nada aconteceu e continuar seguindo caminho até algum lugar em que eu possa virar e despistar quem quer que fosse, por mais que talvez ela já tenha percebido que a notei.

Minha respiração é rápida, mas procuro deixá-la baixa. Minhas pernas tremem, mas eu continuo as colocando uma atrás da outra. Foco. Razão antes da emoção. Caminho com a cabeça erguida e vejo um ponto de luz a dez metros de distância. Uma lâmpada pende do teto. Minha respiração falha por um instante. Não há outro lugar para ir, se não à frente. Suspiro. Ficarei visível para o meu perseguidor, mas também ficará ele.

Ando até a luz por mais que meu corpo todo relute. Paro bem embaixo da lâmpada e viro para onde estava antes.

–Quem está aí? –Minha voz sai trêmula, para meu pesar.

–Ó, é você. –Escuto uma voz feminina com um sotaque alemão pesado. Imediatamente a reconheço. É P3. Péssima postura, língua afiada e mãos fortes. É a garota que deduzi ser da terceira área que Kankar falou, a força. Ela chega ao meu campo de visão com passos desleixados e a usual cara de tédio.

–Porque estava me seguindo? –Recomponho minha postura.

–Pensei que fosse algum guarda. Ia segui-lo até me mostrar a saída, pegar algumas informações e matá-lo. –Ela fala gesticulando como se fosse algo rotineiro seguir e matar alguém. Deixo escapar uma exclamação. É claro! Como não me toquei antes?! Ela é uma mercenária.

–E o que você está fazendo aqui, esquisita? –A garota interrompe meus pensamentos.

Franzo o cenho com a última palavra. Ela dá de ombros.

–Estava tentando entender o que está havendo por aqui. Achar alguma placa, algum sinal, qualquer informação. A ignorância me dá nos nervos.

–Pessoas estúpidas me dão nos nervos. Tente não fazer tanto barulho se quiser passar despercebida, P2.

–Meu nome é Evie. –Falo ultrajada. Quão desrespeitosa.

–Tanto faz. Então você também acha que a história que nos contaram não está correta?

Decido ignorar sua má atitude e me acostumar com isso. Ela não tem e provavelmente nunca terá classe. –Creio que faltam peças importantes. A história está demasiado superficial e não bate com vários aspectos, como nossas acomodações, a postura dos guardas conosco e minha vinda para cá, muito embora ainda haja o fato de que não estou ciente de como foram as suas.

–Céus, você me deu dores de cabeça. –Ela diz acariciando as têmporas. –Fale com calma, inglesa. Meus ouvidos estão enferrujados.

–Oh, me perdoe. –Esqueci-me que ela é alemã.

–Acho que entendi o que você quis dizer. Agora –ela apoia o peso em uma perna- vamos continuar conversando aqui, bem embaixo de uma lâmpada onde qualquer um pode nos encontrar e nos arrastar para os dormitórios pelos cabelos ou vamos continuar caminhando até achar uma sala com arquivos relevantes que não seja toda cinza e vazia como estes corredores infinitos irritantes?

–Creio que o mais sensato é acharmos uma sala. –Ela gira os olhos e começa a caminhar na direção oposta de onde estávamos.

Em certo ponto o corredor em que estávamos faz uma bifurcação. Honestamente, já não faço ideia de onde estamos. Sarah para a alguns centímetros de mim. Não consigo vê-la, mas posso senti-la. Ouvir sua respiração.

–O que você...

–Shhh.

Vejo dois homens segurando caixas de madeira vindos do corredor da esquerda. Em volta deles paira uma fraca luz azulada, sem a qual não poderíamos nota-los. Procuro de onde ela vem, e me deparo com suas cicatrizes –aquelas malditas cicatrizes que todos desse lugar pareciam ter- brilhando. A luz saía de suas mãos. Quê?!

P3 me empurra silenciosamente para o corredor da direita e, segundos depois os homens passam por nós sem ao menos desviar o olhar. Eles mantêm o olhar vago no horizonte. Rosto erguido, postura reta.

Confuso. Tenho certeza que fomos notáveis, se eles tivessem o mínimo de inteligência perceberiam.

Eles continuam caminhando por onde viemos, nos deixando de volta na escuridão.

–O que diabo aconteceu aqui? –Escuto P3 sussurrar ao meu lado.

–Devido ao modo que se portaram, eles pareciam... Hipnotizados. –Continuo confusa.

–Venha. –A sinto segurar a manga do meu macacão e começo a caminhar para o corredor da esquerda. Já entendi o que ela quer fazer. Se aqueles homens carregavam caixas, eles devem ter vindo de algum lugar e temos que descobrir onde esse lugar é, o que há nas caixas e se há mais delas.

Caminhamos próximas às paredes, fazendo o mínimo de barulho possível até que a alemã para soltando uma exclamação feliz.

–Achei a porta! –Ela sussurra e logo depois escuto a maçaneta girar. Destrancada. Se a deixaram destrancada temos duas possibilidades: ou não há nada muito importante aqui, ou há mais guardas a caminho. Não sei qual das duas prefiro.

Entro atrás da morena e fecho a porta com cautela. Quando viro a luz já está acesa e a garota está com os olhos presos no fundo da sala com um sorriso começando a surgir em seus lábios. Acompanho seu olhar e me deparo com várias caixas empilhadas. Deve haver no mínimo quarenta caixas do tamanho do meu ombro até as pontas dos meus dedos. Elas poderiam ser facilmente confundidas com caixas de comida ou qualquer outra coisa se não fossem pelas inscrições em preto em suas laterais. Cada caixa contém uma data diferente escrita de forma metódica, exatamente igual em todas. São arquivos. Não consigo conter um sorriso. Se é uma sala de arquivos, a primeira possibilidade estava errada, portanto teremos guardas aqui a qualquer instante.

Enquanto P3 começa a abrir as caixas e remexer em seus conteúdos eu fico parada e respiro. Preciso analisar esta situação. Achar um padrão entre as caixas. Fecho os olhos e os abro novamente, os correndo por todas as caixas e depois por toda a sala, girando meu corpo.

Noto que há uma diferença de dez anos entre as extremidades das pilhas. As caixas da direita são mais antigas que as da esquerda, muito embora elas tenham a mesma tonalidade. Não envelheceram, portanto. Eles trocam os arquivos de caixas de tempos em tempos e, aparentemente, de sala também.

As paredes possuem duas colorações diferentes conforme o teto se aproxima, com linhas retas separando o tom mais claro do mais escuro, como se algo estivesse encostado nas paredes por no mínimo cinco anos e a umidade ficasse só em cima. Volto a olhar para as caixas no fundo da sala e sinto uma delas atingindo meu rosto. É CLARO! A sala estava cheia delas. Eles estão as transferindo para outro lugar. Conforme mais próximas da porta, mais recentes. Esse é o padrão das datas.

Mas por que se dariam a esse trabalho todo? Transferir todos esses arquivos de sala e de recipiente? E por que fazer isso justo quando nos trouxeram para cá, levando em conta que as caixas estavam aqui há tanto tempo?

–Vai ficar aí comendo moscas ou vai vir me ajudar? –O sotaque alemão me trouxe de volta. Balanço a cabeça e olho para ela, que está com uma sobrancelha erguida.

–Ajude-me a empurrar estas caixas, por gentileza. –Aponto para a pilha da direita encostada na parede. Atrás dela eu podia ver mais uma pilha de caixas, que, se minha lógica estiver correta, deduzo que sejam as mais antigas e que mais me interessam.

–Desculpa, esquisita, pode dizer-me por quê?

Eu bufo. –Não consegue ver as marcas das caixas antigas ali na parede? –Aponto para onde havia visto a mudança das cores. –As datas variam da esquerda para cá. Deduzo que as caixas que já tiraram eram as mais recentes, e a pilha que está atrás desta –aponto para pilha a minha frente- deve ser a mais antiga. Portanto, a que contem os arquivos do início deste projeto todo, ou sei lá o que. Não é obvio?!

–Ahn... –Ela franze o cenho- Lembra-se que lhe disse para falar com calma? Seu cérebro é rápido demais, garota.

Suspiro. –Tudo bem. Ande logo e me ajude com essas caixas. –Começo a puxar a caixa de baixo da pilha. Com sorte puxo todas de uma vez. P3 caminha até mim e segura as outras para que não caiam sobre mim.

Agora posso ver a pilha de trás. A caixa apoiada no chão está marcada com: Agosto, 1860. Início. Vinte e um anos atrás. Sinto uma pressão no peito. Uma mistura de ansiedade com medo.

A alemã joga as caixas que estão em cima desta no chão, sem muitos escrúpulos. Olho para ela a fim de repreendê-la, mas seu foco está todo em sua frente. Ela abre a caixa com urgência, demonstrando a mesma ansiedade que sinto. Minha barriga borbulha como se as borboletas que estavam dançando por ali durante a noite inteira, agora criassem asas de lâminas e fatiassem o interior do meu corpo.

P3 se ajoelha ao meu lado e olhamos juntas o conteúdo da caixa. Dentro dela, vários jornais exatamente iguais estão enrolados um do lado do outro. Jornais? Só isso?

Não acredito. –Sarah bufa e senta sobre seus calcanhares. –São só jornais.

–Não podem ser meramente jornais. –Minha cabeça se enche de indagações. Por que eles guardariam jornais de vinte anos? Por que se preocupar em muda-los de sala? Pego um deles na mão e o desenrolo. Ele data do dia 23, de agosto de 1860. A capa contém um grande desenho de uma bola de fogo cravada no chão. E a manchete diz:

Desastre.
Bola de fogo cai em cima grande companhia.

Viro a página para continuar lendo a manchete. Há um artigo ocupando a página inteira.

“Ontem à noite, vários moradores da pacata cidade de Brusky avistaram uma bola de fogo cruzar os céus e cair exatamente sobre a empresa Kanzkar Company, que por sua vez, realizava um encontro de grandes cientistas com o intuito de discutir sobre as descobertas estudadas até este século. Nenhuns dos estudiosos que estavam presentes foram encontrados e não há vestígios da tal bola de fogo sem ser os destroços que sobraram da empresa. Será obra de Deus? O senhor sabe quando deve interferir. Muitos dizem que esse desastre foi, na verdade, bom para nossa sociedade já que nos livrou de mensageiros de satã com suas teorias absurdas.”

“Cientistas não encontrados:

Sigmond Kanzkar

Alfred Moritz

Beatrix Moritz

Nicolaj Peretto

Donavan Pewberg

Jonathan Mainvill

Victor Shweinzber

Leonard Addans

Elizabeth DeMooney

Viccenzo Castaniri

Friederich Shmidentarch”

Meu coração para e o chão abaixo de mim some. Largo o jornal e as borboletas chegam aos meus pulmões. Elas fatiam cada pedacinho deles e os enche de sangue. Meu ar se foi. Minha cor se foi. Minha visão está repleta de névoa e as formas a minha frente se misturam.

–O que houve garota?-Escuto a voz de P3 no fundo da minha cabeça.

–Os nomes... Os nomes dos mortos. –Consigo balbuciar.

Sinto um forte golpe no rosto. Meus dentes rangem e acho que minha mandíbula se quebra em pedacinhos. Volto a enxergar tudo como antes. O chão volta aos meus pés e as borboletas morrem.

–Para de ser esquisita e me explica direito. –A alemã me faz voltar à realidade. Levanto do chão e massageio a mandíbula. Foi necessário.

Pego outro jornal e o desenrolo. É o mesmo que o que havia pegado, como já desconfiava. São todos iguais. Racional antes do emocional, Evie. Calma. O atiro para a garota.

–Na segunda página. –Ela vira a folha. –Há o nome dos mortos pela bola de fogo. O nome da minha mãe está aí. –Essas últimas palavras saem tremidas de minha boca. Racional antes do emocional.

Vejo os olhos da morena percorrerem o nome e depois a cor de seu rosto sumir, evaporando para fora de sua pele. Ela tranca a mandíbula e percebo todos seus músculos retesarem. Ela olha para mim e engole seco.

–O dos meus pais também.

Por um segundo, ficamos nos olhando em uma mistura de compreensão, medo e desespero. Não sabia que nossa situação podia ficar pior, mas agora parecia que havíamos tomado a maior surra de todas nossas vidas.

–Por que guardariam isso? E por que o nome do Kanzkar está aqui? –Sua voz é um sussurro. Ela parece abalada e cansada demais para erguer o tom mais do que isto.

–Bom, — tento pensar em alguma resposta -há dezenas de jornais iguais a esses na caixa. Parece-me que eles estavam tentando escondê-los da sociedade, ou algo do ti... –Escuto um barulho estanho.

Viro-me para porta e enxergo um brilho azulado por debaixo dela. Um guarda. Um guarda que vai nos matar. As borboletas dentro de mim voltam à vida. Estamos perdidas. Olho para P3 e ela já está de pé, com os punhos cerrados.

A maçaneta da porta parece girar por uma eternidade e as paredes ao meu redor parecem diminuir e se aproximar cada vez mais. A porta por fim abre e eu prendo minha respiração. Qualquer som pode valer minha vida. Enterro-me na parede atrás de mim, com a esperança de não ser notada.

Vejo apenas uma mão passar pela fresta aberta. Ela joga um objeto prateado dentro da sala. O que...? Um vapor estranho e cinzento começa a sair de dentro dele. Sarah arregala os olhos e olha desesperada para mim segundos antes de um baque anunciar seu corpo caindo com tudo no chão. Não demoram mais que quatro centésimos para que eu ouça meu próprio corpo cair.

Notas finais
Queridos(as), andei relendo alguns capítulos e notei alguns erros que -.- pqp. Então queria dizer (e não prometer pq talvez não role) que daqui a um tempo -talvez meses- vou dar umas boas editadas por aqui, mas por enquanto só posso pedir desculpas. ANYWAYS, o que achou desse capítulo? COMENTA OU EU PARO DE ESCREVER! Obg