Nas Sombras de um Hospício
16 O Real Começo
Notas iniciais
● ๋° O Real Começo °๋●
– Sammantha, n-não adianta chorar, e-ele não dará ouvidos a você... – um homem alto e enorme sussurrou trêmulo, passando as mãos grandes e ásperas sobre a face da mulher pequena, à sua frente.
– Lance, mas quem está chorando é você... – a pequena mulher dos cabelos longos e enrolados na ponta sussurrou, acariciando as mãos do marido com as suas, tão aveludadas.
– Olha, vocês são um casal muito bonitinho e tal... – uma voz grossa que ambos consideravam medonha foi jogada ao ar. – É bonitinho ver um casal tão bonitinho como vocês... Mas eu não estou aqui pra isso, e vocês sabem muito bem disso.
– E-eu sei, Senhor [...]... – a voz do homem se tornou um branco após pronunciar o nome daquela voz que soltava ao ar sem ter um dono próprio. – Mas... Nós não seríamos capazes de... Fazer tal ato a nosso filho!
– Não estou perguntando se são capazes ou não. Ou vocês fazem, ou todos os seus filhos morrerão, assim como todos os seus vizinhos, família e amigos.
– Senhor [...], – houve outro branco, nessa vez, na voz da mulher. – O que você ganharia com isso...?
– Eu simplesmente quero e tenho o poder de obrigar-vos. – a voz simplesmente respondeu.
O casal encarou-se, conversando através do silêncio. O homem levou ambas as mãos à face num ato que escondesse as próprias lágrimas, quanto a mulher suspirou.
– Nós faremos.
Apesar do dono da voz não estar presente, a mulher pode jurar que viu o sorriso branquinho e com as presas afiadas dele ali.
– Ótimo. Transforme a vida do filho de vocês num inferno.
Eu nunca disse que eu mentiria e esperaria para sempre.
Se eu morresse, nós estaríamos juntos agora.
Eu não posso sempre simplesmente esquecê-la.
Mas ela poderia tentar.
•●๋°●•
– “No fim do mundo, ou a última coisa que eu vejo... Você nunca está vindo pra casa; Nunca voltando pra casa. Eu poderia...? Eu deveria...?”.
Aquela voz aveludada e um pouco rouca fez com que eu prendesse minha respiração ao ser acordado por ela. Parecia estar bem perto, já que sussurrava, apesar de que fazia com que ecoasse no meu interior.
– “E todas as coisas que você nunca me contou... E todos os sorrisos que sempre estão sempre, sempre, sempre...”.
Além dela, como uma carícia, sentia um toque delicado sobre meus cabelos, como um leve carinho. Parecia ser do dono daquela voz cheia de lamentações. E mal me dando conta, meus lábios moveram-se em sintonia:
– “Ter a sensação de que você nunca está completamente sozinho e eu me lembro agora... No auge dos meus suspiros, nos meus braços ela morre.”.
– “Ela morre...”. – ele continuou com aquela voz cheia de significados, como se não cantasse só por cantar. Era como se aquela canção fosse parte de si.
– “No fim do mundo ou a última coisa que eu vejo, você nunca está vindo pra casa.”. – abri meus olhos devagar, deparando-me com um quarto de um hospital claro. Eu estava deitado contra a claridade, mas encima de um corpo deitado numa cama.
– “Nunca voltando pra casa! Eu poderia? Eu deveria?!”. – voltei o olhar ao dono daquela voz incrivelmente cativante, dando-me de cara com orbes Bailes de Máscaras cortantes como navalhas, fixas em mim.
– “E todas as coisas que você nunca me contou, e todos os sorrisos que vão sempre me perseguir...”. – eu estava deitado em seu peito, ouvindo-o se mexer de acordo com o volume de sua voz e sua respiração. Levantei meu braço até seu rosto, acariciando-o e notando que se aproximava de mim.
– “Nunca voltando pra casa, nunca voltando pra casa!”. – nessa parte ele não sussurrou e esboçou uma expressão triste, acariciando agora minha face, enquanto eu arrumava minha posição encima dele, ficando de bruços em seu colo, tendo um jeito melhor de ficar. – “Eu poderia...? Eu deveria...?”. – ele voltou a murmurar, passando os dedos sobre meus lábios.
– “E todas as feridas que nunca vão me deixar cicatrizes por todos os fantasmas que nunca vão me pegar.”. – continuei num sussurro, não cortando a comunicação pelo olhar.
– “Se eu cair... Se eu cair.”. – deu uma continuação.
– “Embaixo.”. – murmurei para que apenas fosse possível ouvir meus assopros, dessa vez, contra seus lábios.
E ficamos a nos encarar por pouco tempo, já que acabamos por render à tentação de beijar-nos e aproveitar aquele momento da melhor forma. Acariciando lhe a nunca enquanto eu tinha minha face acariciada. Olhos fechados, deixando com que a mente percorresse ao resto da música. Julguei que ficamos mais um minuto e meio, por conta da música ainda rolar à minha cabeça, movendo devagar nossos lábios. Por fim separamos lentamente, dando um leve estalo gostoso, logo me dando conta que antes eu estava dormindo e... Não havia escovado os dentes. Oh, droga.
Afastei rapidamente meu rosto do dele, provavelmente o assustando, logo me levantando da cama.
– Onde vai, garoto? – indagou assustado.
– Onde tem um banheiro? – perguntei sem graça, vendo-o apontar com o polegar ao lado esquerdo. Então me desesperei pra ir lá, fechando a porta e me deparando com um espelho. Fiz o teste de assoprar a mão e depois cheirar, mas não senti nada. Pelo menos não estaria tanto assim.
Bom, então pra desfaçar, eu fiz minha necessidade rápida e dei descarga, lavando a mão e enxaguando a boca. Procurei se havia, sei lá, uma pasta dental ou um enxaguante bucal, mas não tinha nada. Então enxaguei uma outra vez e torci pra ser o necessário, me retirando de lá.
– Você me assustou. – Levi comentou, olhando-me com a expressão de sempre.
– Desculpe, minha bexiga estava implorando. – cocei a nuca, sem graça.
– Não precisa narrar, eu escutei. – ele comentou, fazendo-me semicerrar os olhos. Ainda bem que eu não queria fazer o número dois... – Calma, é brincadeira. Eu não escutaria caso você fizesse o outro serviço. – falou num modo relaxado, dando palmadinhas nas suas pernas. – Vem.
Sorri meio envergonhado, voltando pro seu colo, tomando cuidado ao lembrar-me de que elas poderiam estar feridas por conta dos cacos de vidros. Escondi minha face em seu tronco, sentindo-me um verme novamente. A última coisa que eu queria era ter machucado ele, mesmo sendo indiretamente.
Senti novamente seu carinho em meus cabelos.
– Quer dizer que o jovem Jaeger gosta de My Chemical Romance, hm? – se moveu um pouco sobre o travesseiro, escorregando para baixo, numa forma de uma melhor posição.
– Eu já fui fã. – sorri sozinho, lembrando-me de alguns covers que havia feito. – A voz do Gerard Way me cativa, fora que a história dele é marcante. – comentei como um fã mesmo diria, logo vendo que Levi arqueou uma sobrancelha.
– Ao mesmo tempo em que você tem cara que gosta de MCR, eu diria que não tem.
– Eu quem digo isso. – comentei, fechando os olhos. – Não sabia que curtia músicas depressivas.
– Eu gosto daquelas que retratam a certeza da vida... – murmurou.
– A morte? – arqueei uma sobrancelha, lançando o olhar a ele. Vi uma expressão de dor em seu semblante. – Levi...? O que foi?
– Ugh... – ele mordeu o lábio, movendo uma das mãos para debaixo da coberta. Me sentei, observando sua mão sobre uma das pernas.
– Está doendo? Quer que eu chame... A Hanji? – perguntei, olhando novamente sua face.
– Não precisa. – fechou os olhos, massageando a perna.
– Eu não vou demorar. – levantei, mas logo sua mão prendeu meu pulso.
– Não vai, garoto... – fez uma leve careta de desconforto, soltando um gemido baixo e contrariado. – Fica aqui, comigo... – pediu, dessa vez encarando-me.
Inconscientemente eu parei de respirar após ouvir aquilo, sentindo os meus olhos arregalarem e meu coração gritar. Mas eu não entendi o porquê de ter tal reação com aquelas palavras. Levei uma das mãos aos meus cabelos, deixando-os desalinhados. Aquilo tinha me deixado encabulado, no entanto fiquei ainda mais quando ele puxou meu braço, fazendo com que eu me aproximasse. Voltou com a antiga mão que o massageava até meu queixo, tendo-o entre o polegar e o indicador. O primeiro escorregou aos meus lábios, acariciando-os e os pressionando. Seus orbes serviram como um imã para atrair os meus.
– Ah, Eren... – levantou o seu tronco o suficiente para passar o braço canhoto entorno do meu pescoço, tendo o destro abraçando-me também. Ele me trouxe a um abraço que fez meu coração palpitar ainda mais. Estalou a língua. – Garoto... – uma de suas mãos começou a amassar devagar meu cabelo como um leve carinho, fazendo-me fechar os olhos e me acalmar. Havia me esquecido do que eu ia fazer.
Uma de minhas mãos segurou sua blusa e, inesperadamente, senti o seu coração também palpitando numa velocidade que não seria o seu normal. Suspirei, deixando as minhas pernas bambas e ajoelhando-me devagar. Por conta da lentidão exercida para não interromper aquele ato, meu joelho canhoto deu um pouco de choque, mas... Aquilo foi insignificante. Eu não me importei.
Senti seu suspiro contra meu pescoço, logo dando lugar a alguns beijos estalados, fazendo-me jogar a cabeça de lado, deixando o local mais exposto, deleitando-me com a sensação.
– Levi, uhhnn... – um gemido meio rouco e involuntário escapou da minha garganta no momento que estremeci com aquele toque e levei minha outra mão à sua nuca, entrelaçando seus cabelos entre os dedos, proporcionando-o também um carinho. Aquilo estava tão gostoso...
– Eren, vem pra cama... – ele sussurrou contra minha orelha, fazendo com que eu sentisse meus pelos arrepiarem. Não demorei a atender, subindo com cuidado acima dele, vendo-o abrir as pernas a ponto de retirar o lençol, dando-me espaço. Mordi o lábio ao vê-las com ataduras da metade da cocha pra baixo, perguntando-me mentalmente se ele havia se machucado com os cacos apenas ajoelhando-se ao termos... Aquele momento. Não resisti em passar devagar minha mão sobre uma de suas pernas, na lateral, observando-a melhor.
Ele vestia uma cueca boxer vinho e, antes mesmo das ataduras, consegui encontrar algumas cicatrizes bem claras, alguns hematomas meio roxos e esverdeados, assim como alguns cortes ainda cicatrizando. Coisa que não parecia ter mais de duas semanas.
Mas Levi não me deixou pensar muito no assunto, tocando na minha face com cuidado e virando-a para si. E vi aquela expressão meio morta de sempre, mas que, na verdade, havia algum significado por trás dela. Alcancei seu rosto com a ponta de meus dedos, pensando no quão bom seria caso eu conseguisse lê-lo como eu conseguia ler um quadro bonito e com sentimentos descritos nas cores usadas.
Desviei o meu olhar para seus finos lábios entreabertos. Eles estavam rosadinhos bem clarinhos, com um leve reflexo por conta do magnífico sol que iluminava aquele homem para mim. Como alguém conseguia ser tão belo...?
– Posso saber o que está pensando? – vi seus lábios se mexerem graciosos, vendo o modo em que aparentavam cada vez mais macios.
– Você é muito lindo, Levi... – resolvi passar a língua sobre eles, tendo-a, por alguns segundos, presa entre estes, sendo sugada de leve. Ao largar-me vagarosamente, tornei a observa-los, vendo-os ainda mais brilhosos. Acabei sorrindo bobo.
– Por que não me beija logo? – voltei meu olhar ao seu, vendo suas sobrancelhas franzidas. Aumentei o sorriso, fechando os olhos e os unindo novamente. Aproveitei que suas pernas estavam separadas e aproximei mais meu corpo de si, tendo-me entre elas.
E, à medida daquele beijo que me fazia suspirar ao ser tocado com sua língua, senti-me ainda mais quente, o que aumentou ainda mais ou perceber que Levi não estava num estado diferente. Fui surpreendido por sua mão sobre meu membro, apertando-o. Soltei um gemido arrastado por conta da calça fina. E não demorou pra ser apalpado o suficiente para ter aquela parte mais “visível”, assim refiro.
Lembrei-me do momento em que me masturbei várias vezes por conta daqueles chás que Hanji havia me dado, a lambreca que havia causado. Sorte minha que ela tomou a responsabilidade para limpar aquilo, caso contrário, eu tentaria queimar tudo por tanta vergonha. E logo imaginei que... Se eu fizesse o mesmo aqui, não seria tão diferente.
Num gemido mais audível, afastei minha boca da sua, ofegando contra seus lábios.
– O que foi...? – perguntou meio embriagado.
– A-aqui...? – foi a única coisa que consegui perguntar por conta da vergonha.
– O que tem de errado? – apalpou de modo mais forte, fazendo-me fechar os olhos e gemer baixo e prolongado. – Olha como você quer... – e continuou fazendo aquilo, de modo que me fizesse perder as forças dos braços. Debrucei contra a cama, tendo seu rosto entre meus antebraços. Minha visão começou a ficar um pouco embaçada. – Geme daquela forma rouca que você faz... – apertou a base de meu membro, fazendo com que eu o obedecesse. – Ahh... Ouvir isso é tão gostoso... – pendeu a cabeça pra trás, mostrando seu pescoço a mim, que logo foi atacado por minha boca. – Hnm... – seu gemido também era rouco, e ouvir aquilo era muito mais delicioso do que eu poderia imaginar.
Ele desceu minha calça, fazendo com que meu corpo ficasse tenso e meus olhos se abrissem com força. Suas mãos também desciam minha cueca lentamente... Me vi obrigado a morder os lábios por conta do nervosismo. Ele... E-ele estava sério com isso? Que-quer dizer... Ughh... Fazia tempo que não nos tocávamos direito... E...
– Eren. – respirei fundo quando fui chamado, sentindo minha cueca no meio de minhas coxas. – Você está muito tenso... – passou as mãos nas minhas costas, massageando-as de um modo que me fizesse suspirar baixo. É, eu estava realmente muito tenso, sentia até minha testa suar, e nem quero mentalizar o estado de minhas mãos, que já agarravam o lençol da cama. – Você não quer fazer isso? Eu fui muito rápido?
Engoli seco com aquelas perguntas. Ora, como eu poderia não querer? S-só de ver o estado do meu pênis que qualquer um saberia a resposta...!
– E-eu quero, Levi... – respirei fundo, lambendo os lábios. – E-eu só estou... Nervoso.
Ele moveu seu rosto de forma que encontrasse o meu. De leves beijos na minha bochecha, deixei me levar até que tivesse seus lábios nos meus, bem de vagar... Sugando-os de modo calmo. Ele queria me tranquilizar.
Escorregou sua mão sobre meu corpo, fazendo-me arrepiar assim que tivesse a mão sobre minhas coxas, e, em suas partes internas, massageando-as, abri um pouco as minhas pernas de modo involuntário, encontrando com as suas. Desse modo, pensamos juntos e ele moveu as suas para que ficassem entre as minhas, dando-me mais liberdade para abrir mais.
Eu gemi mais alto assim que sua mão tocou diretamente o meu membro.
– Você está tão duro... – murmurou entre o beijo, escorregando vagarosamente a mão sobre meu falo... – Q-que grande. – ele falou ainda mais baixo, foi por pouco que não ouvi, mas aquilo foi o suficiente para afastar meu rosto de seu, escondendo minha face contra a cama.
Foram movimentos vagarosos, mas deleitosos o bastante para ter meus suspiros contínuos contra a cama. Sentir aqueles dedos massageando-me num lugar tão sensível era incrível, eu me sentia cada vez mais excitado, mais quente. Chegava a ofegar e ter dificuldade para respirar, tendo assim, meu rosto virado para si, soltando gemidos roucos e forçados a serem baixos contra seu ouvido.
– Che-chega, Levi... – meu tom também estava rouco e manhoso. – Eu vou acabar... Sujando aqui.
– Não se preocupe. – seus dentes se encontraram com meu ponto de tensão perto do pescoço, mordendo-o e fazendo com que eu soltasse um gemido mais alto, enquanto sua mão aumentava o ritmo.
As pontas dos meus pés queimavam, e eu entrelaçava o fino lençol entre os dedos numa tentativa de me conter. Sentia meu peito subir e descer de forma rápida, porém, profunda. Minha intimidade parecia latejar, assim como meu quadril que começava a proporcionar movimentos involuntários.
Mordi meu lábio, contendo minha voz ao sentir seus dedos brincando com minha glande. Caralho... A-aquilo era tão bom!!
– Ah! – pendi minha cabeça pra trás. Minha paciência estava acabando, e eu queria algo a mais do que aquilo. Afastei-me por um momento, arrancando minhas peças de baixo que estavam apenas abaixadas, e voltando a uma posição nova, de modo que meu íntimo estivesse acima do seu. Minhas mãos se encontraram com as grades metálicas da cama medicinal.
– O que vai fazer...? – a voz do Levi veio meio naufragada em luxúria, assim como aqueles orbes escurecidos pelas pupilas dilatadas fixas ao meu corpo.
– E-eu quero me esfregar em você... – abaixei um pouco o meu quadril, sentindo meus testículos tocarem o seu membro oculto, mas um tanto volumoso também.
– Não quero que esfregue em mim. – ele ditou numa voz séria.
– Mas eu quero. – apertei as grades, começando a mover-me encima dele, pra frente e pra trás.
– O seu joelho vai deslocar... – ele fechou os olhos, suspirando e agarrando minhas coxas.
– Foda-se...! – senti suas mãos alcançarem minha cintura, ajudando daquela movimentação. Porém uma delas desceu ao meu íntimo, voltando a masturba-lo num ritmo mais veloz, o que aumentou também minha velocidade. – A-auhn...
– D-droga... Ughh... – pendeu a cabeça ainda mais pra trás, movimentando o quadril em forma circular. – Cacete... Ahh... – observei seu semblante avermelhado e ofegante morder o lábio, franzindo a sobrancelha. – V-vem pra mais perto...
Obedeci, movendo-me de joelho para mais perto. Suas mãos alcançaram a minha bunda, uma em cada nádega, trazendo meu quadril para mais perto de si. Tive que abraçar uma das grades para não cair encima de si, porém, fiquei desconexo quando senti meu membro elevar a temperatura. Olhei pra baixo, sentindo minhas pupilas dilatarem. Levi havia abocanhado meu pênis. E observar o fato que seus lábios moldaram-se perfeitamente ao meu íntimo apenas contribuiu a ação de ter urrado de uma maneira alta e descontrolada.
Senti suas mãos abrirem minhas nádegas e um de seus dedos percorrerem à minha entrada, acariciando-a superficialmente. Enquanto isso, eu sentia aquelas sugadas desgraçadamente... Ughn... Deliciosas. Me sentia dividido em olhar ou aproveitar aquilo. Levi sugando meu pênis era tão delicioso, mas a sensação era tão deleitosa que fazia minhas pálpebras pesarem. Em meio a tudo aquilo, eu não parava de umedecer meus lábios com minha própria saliva enquanto gemia. Ah, cara...!
– L-Levi... Auughn...! Hnn, isso... Isso é tão... Hn...! – apenas com sua boca fechando a cabeça do meu íntimo, senti sua língua acariciar aquele local e aquelas pontadas de choques corriam pelo meu corpo até aquela parte, fazendo-me ter espasmos. – A-ahh...!
Arqueei a coluna. Eu sabia que meu ápice estava chegando. Pressionei meus olhos, franzindo forte minhas sobrancelhas. Naquela hora eu estava literalmente urrando, não queria saber de nada. Mas uma coisa veio na minha mente:
Se eu continuasse ali, certamente Levi seria obrigado a ter aquele... Aquele líquido nojento na boca.
E isso foi o suficiente para fazer-me levantar com pressa e saltar da cama, ouvindo um “Mas que raios?!” de Levi. Corri ao banheiro ainda acariciando meu íntimo e me posicionando enfrente ao vaso sanitário. Não aguentei e encostei minha testa na parede, movimentando o quadril contra minha mão. E-está quase...!
– A-ahhnn!! – urrei mais manhoso, sentindo aquele líquido esbranquiçado ser repelido e caindo direto dentro daquele lugar. Ofeguei exausto, olhando pro que causei ali. Dei descarga e num ato automático lavei a mão, caminhando cambaleante para o quarto novamente, dando de cara com uma face de pura irritação de Levi. Isso bastou para minha postura retornar. – O-o que foi...?
– “O que foi?” foi o que você disse?! – perguntou irritado, fuzilando-me com o olhar. Estava sentado, sem ter movido as pernas. – Você ousou perguntar uma merda dessas depois disso?! – apesar do tom que insinuava total irritação, as palavras do psicólogo vieram sussurradas. – Ah, vai... Vai se ferrar, Eren! – nisso ele deitou se cobrindo e virando ao lado oposto.
– O que houve? Por que está bravo? – perguntei hesitante.
– “O que houve? Por que você está bravo?” – ele me imitou numa voz enjoadíssima, fina e nasal.
– Levi? – chamei-o.
– “Levi?” – imitou da mesma forma.
– O que foi? Que, raios, aconteceu? – insisti.
– “O que foi?” Nhenhenhé. “Que, raios, aconteceu?” Nhenhenhé. – dessa vez ele mexeu os dedos da mão como se ela estivesse falando. Isso me fez lembrar de um amigo ridículo de infância que fazia aquela porcaria quando estava emburrado.
– Você está bravo? – resolvi perguntar.
– O que acha?! – perguntou num tom mais alto, cobrindo sua mão novamente.
– Mas por quê?! – perguntei outra vez.
– Vai se foder, Eren, vai. – mandou-me, sussurrando. Logo alguém bateu na porta e me desesperei para vestir novamente minhas vestes de baixo. – Vai lá destrancar a porta, moleque.
Suspirei andando devagar até a porta, bagunçando os cabelos. Obedeci ao mandato, vendo uma enfermeira carregando uma bandeja. Percebi que, assim que ela me viu, ficou estranha e começou a suar.
– V-vim trazer a refeição... – ela anunciou sem desgrudar os olhos do chão, numa postura tensa.
– Pode entrar, Daniella. – Levi mandou e logo dei espaço para que ela entrasse e logo depositou a bandeja sobre uma pequena mesinha ao lado da cama.
– D-doutor Levi, como estão suas p-pernas...? – ela perguntou encolhida, ainda olhando pra baixo.
– Estão melhores, agradeço ao cuidado. – respondeu. Aclarei a garganta, chamando a atenção de ambos, porém a loira se assustou.
– Levi recentemente sentiu dor, teria algo para dá-lo? – perguntei aproximando-me de ambos e estranhamente a mulher deu alguns passos pro lado, como se estivesse com receio de mim.
– S-sim, e-eu trarei algo. P-por favor, com licença. – ela anunciou, saindo às pressas dali, deixando a porta fechada e pedindo licença novamente.
– Desculpe, garoto. – começou num tom baixo. – Você vai ter que se acostumar com isso durante alguns dias...
Suspirei, massageando o canto dos olhos. Eu meio que já esperava por isso.
– Tudo bem, ela tem razão para ter medo de mim. – suspirei novamente, sentando-me numa poltrona que havia perto da janela. Fechei os olhos, deixando minha testa apoiar-se sobre a mão, enquanto tive as pernas cruzadas.
– Vai ficar tudo bem, Eren. – Levi sentou-se, fazendo-me voltar o olhar a si. – Eu darei um jeito.
– Por acaso já te contaram que você não é mais meu psicólogo? – indaguei sério e de repente, causando um olhar perplexo.
– Como? – pediu pra repetir.
Eu até iria explicar, mas dessa vez a porta foi aberta com violência, fazendo-me pular assuntado e Levi soltar um “Guhhrr” urrado, mas baixo. Como eu ainda mantive o olhar nele, não aguentei e comecei a rir por ter a imagem engraçada da sua expressão assustada. Parecia um felino.
– Quer parar de ser ignorante, mulher?! – o psicólogo perguntou num tom alterado, referindo-se à Hanji que adentrava no quarto com um meio sorriso.
– Desculpe, eu não resisti. – ela comentou divertida, mas... Estranha. Achei que, sei lá... Ela gargalhasse com isso.
– O que houve? – Levi perguntou mais sério, aparentemente também tendo percebido.
– Uh? Nada. – Hanji fechou os olhos assim que encostou a porta, escorando-se nela por algum instante, aparentemente pensativa. – Como estão suas pernas?
– Hanji. – chamou-a num tom um pouco ameaçador.
– Eren, você disse que elas haviam doído, certo? – ela perguntou aproximando do Levi, mantendo o olhar nelas.
– Sim... – respondi, ouvindo um suspiro alto do menor.
Hanji apenas levantou o lençol, tendo uma visão das pernas de Levi. Mas logo ela franziu o cenho.
– Está precisando de ir ao banheiro? – ela perguntou de repente, fazendo tanto a mim quanto a Levi soltar um “Hm?” juntos.
– Qual o porquê dessa pergunta? – indagou.
– Você está segurando o seu íntimo. – ela apontou.
– Não, não estou. – ele respondeu.
– Então tira a mão. – mandou.
– Eu não quero. – comentou.
Então eles começaram a discutir, Hanji tentando tirar as mãos dele dali, enquanto ele insistia.
– Por que você é tão cabeça dura?! – ela perguntou.
– E porque você quer ver tanto o meu pinto?! – ele interrogou. Me pergunto se Levi queria esconder sua ereção... Droga, deixei ele na mão...!
E então Hanji parou, levando ambas as mãos sobre a cintura, aparentemente pensativa. Deu uma leve fungada, como se estivesse cheirando.
– Isso é... Cheiro de sexo? – ela perguntou semicerrando os olhos, dando um sorriso insano e automaticamente senti meu corpo ficar tenso.
– Então...! – adiantei. – Eu vou urinar...! – exclamei num sorriso imensamente forçado, marchando até fora do quarto.
– Parado, mocinho!! – ela gritou, apontando o dedo pra mim. – Já tô sabendo o que rolou aqui, se entregue!!
– Eu não fiz nada!! – joguei minhas mãos pra cima, enquanto Levi estapeou a própria testa.
– Pode ir me contando todos os detalhes!!
Suspirei, porém, quando fui virar-me à médica, a porta foi aberta com violência novamente, de forma que batesse forte contra meu rosto. Cambaleei para trás, assustado, massageando o meu nariz e murmurando alguns palavreados para amenizar a dor.
– Oh, desculpa. – era um loiro alto com uma barba mal feita, Mike, se não me engano. Mas aquele pedido não foi tão convincente. Estralei a língua, vendo um vapor subir do meu nariz, logo passei a mão nele, vendo um filete de sangue sobre meus dedos.
– Tudo bem. – dei de ombros, voltando o olhar pra si.
– Espera, o que ele está fazendo aqui? – Mike perguntou perplexo. – Eu não fui objetivo o suficiente quando mandei levarem-no até o Edifício Três?
– Edifício... Três? – virei o rosto à Hanji, vendo o quão tenso ela estava, assim como Levi.
– Eu sou o responsável por ele. – Levi se pronunciou sério, encarando feio o maior. – Mantê-lo no Edifício Três apenas pioraria as coisas, Mike, você sabe disso.
– Pioraria como? Evitando mais vítimas na mão desse moleque? – interrogou, cruzando os braços. – Sorte a sua que não é maior de idade, pirralho. – lançou os orbes pequenos e meio azulados a mim.
Franzi o cenho, engolindo em seco.
– Você acha que ameaça-lo adiantará em algo? – Hanji perguntou.
– E por acaso ele simplesmente me jogará pela janela após me enforcar? – semicerrou os olhos. – Ou por acaso acha que vai me bater até a minha morte?
Desviei o olhar, perdendo o ar dos pulmões.
– Sabe por que aquilo aconteceu?! – Levi adiantou-se, remexendo-se na cama. – Porque o Ian provocou a pessoa errada! Ele deve saber muito bem que não se provoca alguém, ainda mais se essa pessoa estiver alojada num hospício! Você deve muito bem saber disso. – a última frase saiu meio como uma ameaça.
– Não falemos sobre o passado na frente de crianças. – aclarou a garganta. – Acho muito bem que você tenha noção do que você fez, Eren. – semicerrou os olhos.
– Ah, cala a boca, Mike! Não me faça levantar e chutar o seu saco! – Levi adiantou-se.
– Levi, acalme-se. – Hanji segurou seus ombros.
– Acalmar uma ova! Esse filho da mãe fica tratando o Eren como se tivesse culpa de tudo só porque mexeu com o loiro dele! – Levi rosnou, fazendo Mike rir.
– E você está puto assim porque eu mexi com seu moreno? – ele perguntou, fazendo-me desviar o olhar.
Levi apertou tão forte o próprio punho que seus dedos estralaram. Assustei pelo clima que ele havia criado, mas assim que lancei o olhar a ele, vi que Hanji estava o abraçando.
– Para, Levi... Se acalma. – ela sussurrou. – Você não quer mostrar esse seu lado ao Eren, certo...? – era uma voz doce que ela proporcionava, assim como o carinho aparentava. Hanji olhou pra mim, fazendo um balanço com a cabeça como se pedisse pra eu aproximar.
Olhei para Mike, que massageava as têmporas, logo me aproximando de Hanji. Já ela guiou minha mão para que encontrasse a dele, sorrindo de leve a mim. Eu entendi o recado e logo rodeei seu pescoço com meu braço, depositando um leve selo em sua testa, sentindo-o respirar fundo.
– Podem apenas me dizer... Como Ian está...? – murmurei, vendo Hanji olhar Mike de soslaio.
– Desacordado e com alguns ossos quebrados... – a médica respondeu séria, vi o loiro tampar a boca, soltando uma risada forçada.
– Eu chamo aquilo de “O Passo Mais Próximo à Morte” – ele virou de costas, rindo mais um pouco.
Fechei os olhos, apoiando minha testa sobre a cabeça de Levi, que rodeou meu corpo com seus braços.
– Mike, mais uma gracinha sua e eu arranco suas tripas pelo seu nariz.
Okay. Aquilo não foi direcionado a mim, mas aquilo foi tão, mas tão insano que senti meu corpo ficar tenso ao mesmo tempo em que engoli seco. Olhei de soslaio ao loiro, ainda de costas, porém sem fazer nenhum som a mais.
Lancei o olhar à Hanji, que tinha a mão sobre a testa, com os olhos fechados. Parecia tensa também.
– Desculpe. – Mike finalmente disse algo, sentando-se ao sofá ali perto, já Hanji, apoiou-se sobre a janela, olhando a paisagem lá fora.
O clima tenso ainda não havia sumido e, por um momento, Levi soltou-me, passando as mãos nas pernas, gemendo baixo. O que me fez lembrar que Hanji não havia olhado. Olhei para a mulher, aparentemente se lembrando também, pedindo desculpas e caminhando para perto da cama. Tirou todo o lençol das pernas dele, lançando os orbes ao psicólogo que trocou olhar com ela, voltando-o a mim.
– Eren, poderia... Olhar pra outro lado? – desfez da proximidade nossa, franzindo as sobrancelhas. – Não quero que veja isso.
– Tudo bem... – murmurei, me afastando e virando pro outro lado. Por quê? O que havia acontecido que ele não queria deixar-me ver? Suspirei logo me lembrando de algo. – Mike... Como Erwin está?
– Era pra ele estar descansando, mas está enfurnado em livros, pesquisando algo. – falou num tom sério, coçando o nariz. – Não entendo o que ele tanto procura.
– Faz tempo que ele está fazendo essas pesquisas estranhas. – Hanji continuou o assunto, caminhando até um pequeno armário que ali tinha, tirando bandagens e alguns medicamentos. – Não importa o quanto eu insista, ele nunca diz o que ele tanto procura.
Um Flash de memórias correu rapidamente na minha cabeça, onde vi Erwin correndo, perto do Clube dos chás, quando eu tinha ido junto com Reiner, Armin e Jean. Levei a mão aos meus cabelos, puxando-os e leve. Por que lembrei disso agora?
– Eu tenho uma noção do que seja. – Levi falou, capturando a atenção de nós três. – Mas se for o que eu estou imaginando, creio que não é boa ideia falar a vocês. Então simplesmente entendam, mesmo não sabendo do assunto.
Ficamos em silêncio novamente, onde Hanji anunciou que já havia feito o necessário, mandando Levi tomar um comprimido com o suco esquecido que a enfermeira havia trazido. O psicólogo aproveitou para comer alguns biscoitos dali, dando-me alguns também.
Aquele clima estranhamente tenso ainda estava presente, como se ele nos informasse que cada um estava em seus próprios devaneios, o que apenas não esperávamos era um barulho estrondoso que assustou todos nós:
A porta do cômodo foi aberta com violência, interrompendo o silêncio que antes estava instalado. Todos se viraram para aquela direção, empalidecendo ao ver quem era o sujeito:
– I-Ian?! – Hanji gritou assustada, levantando-se, pálida de aflição. – O qu– quê?! Co-como isso é possível?!
– Dietrich?! – Mike gritou aterrorizado, trêmulo, aparentemente não entendendo o que se passava.
– O que foi? – ele perguntou também assustado, olhando atormentado aos outros. – Eu sei que me atrasei hoje, mas– O quê? O Eren também está aqui? – perguntou atropelando a explicação, fitando-me.
Automaticamente levantei e saí correndo daquele quarto, empurrando o psiquiatra ao lado. Ouvi os passos dos outros me seguindo, aparentemente tendo a mesma ideia que eu. Ao longo do corredor, assim que achei o cômodo que queria, derrubei a porta com um chute certeiro, ofegando de leve pelo esforço. Senti meus nervos travarem ao ver tal cena.
“O inferno começa agora”.
Era o que estava escrito de vermelho nos lençóis, aparentando ser sangue. A janela estava aberta, como se aquele Ian tivesse fugido.
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