Naraku no Hime

1 Capítulo 1 Demon


Bakuha: Alguém... Tinha alguém... Eu vi... Eu senti...
Houka: BAKUHA!!!!
Bakuha: AAAAHHH!!!... Houka! Que ssss... Saco! O que foi agora??
Houka: Tá viajando aí?? Você é do meu grupo, tá?!
Bakuha: Grupo?? Que grupo?? O que é que você tá \"latindo\" aí?
Houka: Eu te escolhi pro meu grupo no projeto de fim de ano, oras! Não ouviu a professora falar? Vale um terço da nota final, então é muito importante, e você fica aí todo aéreo... Assim não dá, você precisa se dedicar mais ou vai acabar repetindo o ano, e se você repetir de novo você...
Bakuha: Caramba! Cala essa matraca, garota!! – tampando a boca da menina com a mão.

Quando Houka se aquieta, Bakuha se levanta para sair no mesmo momento em que a professora retornava à sala para continuar sua aula.

Ryuuza: E o senhor vai aonde, sr. Bakuha?? Posso saber? – pergunta com ar de superioridade.
Bakuha: Claro que pode, srtª Ryuuza! Eu vou cagar! – fecha a porta.

A professora fica sem fala e os demais alunos caem na gargalhada.


(Fora da sala, no corredor principal)

Jin: Algum problema cara?
Bakuha: Jin...Ah... Sei lá cara... Desde que eu acordei hoje, sinto que estou sendo vigiado... Seguido, sei lá...
Jin: Quanta bobagem...
Bakuha:... Tem razão... Não deve ser nada mesmo...

Alguém realmente o observava pela janela superior. Algum vulto sinistro.

(De volta à sala, terminada a aula)

Houka: Por que saiu daquele jeito??? A prof. Ryuuza ficou furiosa...
Bakuha: Isso é que dá se meter na vida dos outros!
Houka: Que se meter o que... Você tá muito abusado! – puxa a orelha do menino.
Bakuha: Ai... Ei... Corta essa, garota idiota! – se livra do puxão.
Houka: Tem que respeitar mais a professora, sabia?!
Bakuha: Me diz uma coisa...
Houka: Hã? Que foi, seu chato?
Bakuha: Por que me escolheu para o seu grupo?
Houka: Bom... Você é rebelde, grosso, nunca quer nada com nada. É desleixado e desorganizado. Odeia e é odiado pela professora que será bem mais rigorosa corrigindo seu trabalho. Só tira as piores notas e, sem dúvidas, merece. Não sabe trabalhar em grupo, nem mesmo tem a matéria escrita! – fala calmamente em tom irônico, porém sutil.
Bakuha:... – encara a menina com cara de espanto.
Houka: Se eu não te escolhesse, quem mais te escolheria? – pisca e sorri.

(Saída do colégio)

Houka: Vê se não se atrasa amanhã, hein dorminhoco?!
Bakuha: Vai pra merda, Houka!

(No caminho para casa, Bakuha sempre passava por entre 2 prédios, num beco meio sombrio)

Bakuha: merda... Ainda estou com aquela sensação... – pensava – Por que o caminho da minha casa tem que ser tão sinistro...? – disse atento e com ar de preocupado.
VOZ: Isso é bom... – uma voz responde vinda detrás de Bakuha.
Bakuha: O quê?... – vira-se.

Bakuha então se depara com um demônio monstruoso com um sorriso maligno.

Demon: PRA MIM!!! AHHAhhHHAhAHHhA
Bakuha: AAAAAHHHH!!!! – grita de susto.

O monstro avança e Bakuha foge.

Bakuha: Mas o que é isso???? — correndo.


O monstro permanecia em sua cola.
Na fuga, Bakuha esbarra e derruba latões de lixo que estavam no beco.
Bakuha foge confuso e quase cai num bueiro aberto e cheio de ferragens que surge na sua frente enquanto atravessava uma rua sem prestar atenção, entrando noutro beco semelhante ao anterior.

Bakuha: Droga... Quase caio nesse buraco... — pensava atônito.

Mais adiante, ainda com o demônio correndo atrás dele, Bakuha pára um pouco de correr pelo cansaço e percebe um vaso pesado que caía do 20º andar de um prédio certeiramente na sua cabeça. Por um triz escapa e vê o vaso se quebrar no chão imediatamente à sua frente.

Bakuha: Putz... Tá de sacanagem...

Bakuha volta a correr mais um pouco fugindo do demônio e adentra um parque de diversões lotado de gente. Ao notar que aparentemente não estava mais sendo seguido, encosta-se atrás de uma das barracas e respira ofegante.

Bakuha: Cara... O que foi aquilo??... Bom... Seja o que for, não vai me pegar aqui... – desencosta seu corpo da barraca para ir embora.

Bakuha então ouve um barulho de furadeira que o assusta vindo detrás da parede da barraca onde estava encostado. Bahuka se vira para ver o que era e vê que a barraca estava sendo perfurada de dentro para fora exatamente na altura onde estava encostado seu pescoço.

Bakuha: Caramba... ... ...Essa sim foi por pouco...
Dono da barraca: Meu rapaz! Não havia te visto aí... Por favor, mil perdões...
Bakuha: Tudo bem... Eu acho...

Mal termina a frase e o tal monstro cai de um mega salto em cima da barraca, chegando a amassá-la. O dono fica confuso, mas não sabe o que aconteceu.

Demon: Aí está você!!!!
Bakuha: AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!! – Sai correndo novamente – O que é que você quer de miiiiiimmm!!!!
Demon: Eu quero devorá-lo!!! Você me parece muito saboroso... HAhAhAHHAhHAHha

Ainda na fuga, Bakuha atravessa outra rua e por um triz escapa de ser atropelado por um carro em alta velocidade que vinha em sua direção sem que percebesse.

Demon: VOU DEVORÁ-LO!!! NÃO ADIANTA FUGIR!!!!
Bakuha: Eu não te fiz nada!! Me esquece, seu monstro desgraçado!!! – correndo, trombando em pessoas, bancas de jornal, flores, latões, etc.

Bakuha adentra uma galeria com estabelecimentos de todos os tipos. Ele não percebe o chão molhado do pátio e desliza tentando se equilibrar.
Mais adiante se desespera ao ver que se deslocava rapidamente em direção a um monte de facões pendurados num açougue. Morreria com certeza, mas pensa rápido. Numa manobra sagaz, pega um esfregão no chão e usa para desviar seu caminho batendo de cara num muro ao lado do açougue.

Demon: Agora eu te peguei!!! HAhAHHAhAHa – diz ao saltar e cair na frente de Bakuha, encurralando-o.
Bakuha: Pegou nada!!! – se recompõe e acerta o cabo do esfregão bem na cara do monstro com toda sua força.

Para o azar de Bakuha, o esfregão se parte em 3 e o demônio não sofre nem um arranhão.

Demon: O que tentava fazer, hein?!
Bakuha:... Mas que droga... – olha para o cotoco de esfregão que lhe sobrara na mão.
Demon: Vem cá que agora eu vou te comer...
Bakuha: Drogaaaa!!

O demônio levanta Bakuha pelo braço esquerdo com facilidade e o leva até à boca para devorá-lo, mas habilidosamente Bakuha chuta seu olho, se livra e foge.

Demon: Argh... Garoto maldito...

Desta vez, Bakuha parecia mesmo ter escapado. Ele acaba nos limites de sua cidade, num campo florestal.

Bakuha: Ele não vai me encontrar aqui... Não é possível... – encosta-se em uma árvore e respira mais aliviado.
Demon: VOLTA AQUI, MEU LANCHE!!!!!

O demônio surge socando e derrubando algumas árvores e correndo em direção ao garoto.

Bakuha: Droga!! Como ele me achou???? – volta a fugir por dentro da mata.

Bakuha adentra ainda mais a mata e acaba ficando entre o demônio e um precipício.

Demon: É o fim da linha... – novamente encurrala Bakuha.
Bakuha:... Droga... Agora acabou mesmo... Ele vai me devorar... Ei! Monstrengo! Se quiser um pedaço de mim, vai ter que buscar! – Se joga do penhasco.
Demon: Mas que droga... Ele se jogou...
Bakuha: AAAAAAAHHHHHHH!!!!! QUE IDÉIA MAIS ESTÚPIDAAAAAAAAAAA!!!!!!!!! –

Bakuha cai e morre.

Bakuha vê uma luz forte e quando dá por si, estava no mundo das trevas. Um lugar estranho onde outros demônios de todos os tipos, tamanhos e formas o estavam assistindo em um telão e gritando: \"MORREEEEEEEEEEEUUUUUUUUUUU!!!!!!!\"

Bakuha: ... – espantado.

Notas finais
Espero que tenhão gostado do primeiro capítulo.

:D