Notas iniciais
Segundo capítulo :)) Queria agradecer a Viviane Vicky pelo comentário e falar para as outras leitoras não serem fantasmas! Adoro comentários gente, por favor! Bom, espero que gostem!

Uma réstia do sol bateu no meu despertador espelhado do meu lado da cama e veio diretamente no meu olho. Joguei o despertador no chão, o que fez um barulho mais alto do que eu esperava, mas agora o simples fato de entrar luz no quarto me incomoda. Puta que pariu, não acredito que deixei a cortina aberta. Acho que aquele ditado que diz que aprendemos com nossos erros não funciona comigo. Procurei meu celular na cama e o achei dentro do travesseiro. 10h40min. O churrasco é as 12h e como fica do lado de casa praticamente, significa que ainda temos uns 20min para dormir. Não posso esquecer de pegar as bebidas na geladeira na hora que estiver indo.

–Ai Caralho. As bebidas! – falei me sentando na cama.

–Cala a boca Gabriela, quero dormir.

–Lari, acorda. – falei chacoalhando ela. – A gente esqueceu de comprar as bebidas.

–Bebida para quê? Você quer ficar bêbada em casa em plena manhã?

–Claro que não. To falando do churras e não esse tipo de bebida. – respondi levantando. – Acho que o Lucão vai levar essas, não sei. Não quis saber também. – abri as cortinas. – Vamos lari, levanta.

–Aí, ta bom. Vamos logo então.

Ela finalmente levanta e vai se trocar, enquanto eu dou uma geral no quarto. Já disse que tenho TOC? Poisé. Lari saiu com shorts vermelho e uma blusa com tantas cores que eu fiquei meio tonta. Eu coloquei um shorts preto e uma blusa da Legião regata. Larissa ia comentar algo mais tarde por estar muito dark, mas eu vou ignorar e continuar assim mesmo. Saímos de casa e fomos ao supermercado. Compramos uns 18 litros de bebida, deve dar para 13 pessoas. De lá, fomos direto ao prédio do João pro churrasco.

Chegamos e, para a surpresa de ninguém, João já está se pegando com a Dani em um canto, Renata e Caio trocando caricias em outro, Natália e Bia conversando sobre alguma coisa enquanto trazem os pratos e copos da cozinha, Arthur, mais conhecido como Mike, fazendo o churrasco, Vitor, mais conhecido como Keshe ou japa por mim (ele não é realmente japonês, mas seu sobrenome parece de japonês, por isso chamo-o assim), Pedro, Luca e o Ronald conversando sentados na mesa. Eu e Lari colocamos as bebidas no freezer e nos juntamos aos meninos na mesa.

–E aí japa, quanto tempo. – disse puxando uma cadeira ao lado do Keshe.

–Realmente muito tempo desde ontem na escola. – Sim, o Keshe também está na minha escola.

–Cadê seu amiguinho? – Ronald perguntou.

–Quem? Gabriel? Ah, hoje ele não podia. – não sei o porquê deles insistirem que eu traga o Biel em todo lugar. Acho que eles não sabem diferenciar um namoro de uma amizade colorida.

–Agora estamos quites né Gabs? – João chegou, me surpreendendo, sem a Dani.

–Oi? Por que estaríamos?

–Ué. Os dois namorando. – essa é a prova de que eles não sabem diferenciar.

–Porra, eu não to namorando. Já disse. Eu e o Gabriel somos só amigos. Amigos!

–É. Amigos com benefícios. – Keshe respondeu e todos riram.

–Cala a boca japa! — eu poderia me irritar, bater nele e brigar, mas eu sou superior. – Pelo menos ele tem o benefício de me beijar. – respondi sorrindo com o canto da boca.

–Eu também posso ter.

Ele respondeu e quase pulou em cima de mim tentando me beijar. Por sorte eu estava esperta e consegui desviar a boca a tempo e ele só sentiu o cheiro do meu perfume quando seu rosto foi de encontro com meu pescoço. Porém, ele também é esperto e começou um beijo que virou um chupão que com certeza deixará uma marca. Eu comecei a gritar mandando ele parar, mas ele apenas foi jogando mais o corpo em cima de mim e o resultado foi dois idiotas derrubando uma cadeira e espatifados no chão. Lembrando que o idiota do sexo feminino agora também tinha um belo de um chupão marcado no pescoço.

–Aí como eu te odeio japa. – respondi me levantando.

–Odeia tanto que é minha amiga faz 5 anos.

Nosso grupo de amigos vem de muito tempo. Eu, lari e a Renata nos conhecemos no maternal e já éramos melhores amigas. No 1º ano do ensino fundamental mudamos as três juntas para outro colégio, onde conhecemos o João, a Bia, o Luca, o Pedro e a Dani. Os anos foram passando e outras pessoas foram entrando. Quando estávamos no 8º ano formamos nosso grupo inseparável. Isso também parece infantil, mas vocês sabem, é a verdade. Que incluiu o Lucão, o Keshe, o Mike, o Ronald, o Caio e a Nati. No colégio o grupo se separou de escolas, a Bia e Dani foram para uma, o Ronald, Mike, Lucão continuaram na mesma, Luca, Pedro e Joao se juntaram em uma escola técnica e o quarteto das meninas, eu, Lari, Nati e Re, e o Keshe estamos juntos. Para terminar, acreditem ou não, Caio mudou de cidade. Porém, ele vem quase todo fim de semana para São Paulo então nem dá para sentir falta dele direito, claro que a Re discorda disso. Daí vieram algumas namoradas, namorados ou amigos que se infiltraram, mas nada quebrou nosso grupo. É assim desde sempre e espero que para sempre. Eles são minha família, mesmo deixando chupões no meu pescoço.

–Gente, saiu a carne. – Mike gritou da churrasqueira.

–Opa, aí sim. – Pedro respondeu pulando da cadeira e correndo. – Bora encher o bucho.

–Acho que eu passo em? – Nati disse fazendo uma careta.

–Por quê? O que houve dessa vez? – Mike perguntou jogando as mãos para o alto.

–Assim, a carne ta um pouco mal passada não acha? Mas bem pouco. – oi sarcasmo.

–Caralho, como vocês reclamam. – ele respondeu fazendo os outros rirem.

–Mas ninguém gosta de carne crua Arthur!

–Então por que comem sushi? – ele virou perguntando irritado.

–É diferente.

–Com certeza bem diferente disso aqui. – complementei arregalando os olhos.

Todos começaram a rir e fomos ajudar o péssimo churrasqueiro ao fazer carne. Os meninos ligaram um som e começaram a ser idiotas e infantis com qualquer menino enquanto as meninas faziam comida.

–Gente. Cheguei. – Lucão gritou.

Bom, se o Lucão chegou significa que as bebidas, dessa vez alcoólicas, também chegaram. Nunca vi um povo mais bebum do que meus amigos. Eu bebia junto, as vezes bastante, mas me considero forte para a bebida. Foram poucas as vezes que fiquei bêbada ao ponto de não lembrar de nada. Larissa por outro lado nunca bebeu, e fala que nunca vai beber. Acho que deve ser trauma por causa do pai e do irmão, por isso eu não me intrometo. Enquanto fazíamos a carne acabamos com os refrigerantes que eu trouxe, afinal fazer carne bêbada acho que não daria muito certo. Quando deu umas 16h, a carne acabou e começamos a outra etapa da noite. Os meninas sempre abusam demais e um pouco tempo já estavam rindo de piadas sem graças. Eu ria deles. Os casais já se pagavam loucamente e a Larissa como não bebe fica como uma baba para nós.

Fomos bebendo e bebendo e no final eu já não sabia mais o que bebia. Só aceitava o que me entregavam. Claro que nem tudo. Os meninos há um ano atrás começaram a fumar maconha e cigarro. Nisso eu não acompanhava ele. Prometi para mim mesma que não me meteria no mundo das drogas, isso porque minha mãe teve um irmão mais velho que acabou morrendo por causa de drogas. Nunca conversamos sobre ele, então não sei quase nada além do nome, mas isso não é problema. Eu estava sóbria comparada com os outros, por isso o que mais fazia era rir ou me foder junto na palhaçada. Bia pulava de um lado para outro cantando e as vezes acabava caindo no chão, João havia batido a cara no balcão em uma tentativa falha de sentar no banco alto e agora estava com a Dani na cozinha colocando gela, ou fazendo alguma outra coisa. Eu acabei beijando o Keshe uma ou duas vezes sem perceber, e agora provavelmente ele iria me zoar para o resto da vida, mas eu não me importo nesse momento. Estava sentada no colo dele quando Pedro veio com a ideia de jogar Verdade ou Consequência, que no nosso caso é mais consequência porque sempre pediam. Larissa, como uma estraga-prazeres, me tirou de lá falando que é hora de ir para casa. Como já estou caindo de bêbada acabei aceitando sem pensar.

–Vixi. O Churras foi bom? – Biel perguntou quando me viu chegando em casa. – Seus pais não estão aí.

–Eu sei.

–Então por que você está apertando a campainha?

Sem perceber acabei apertando a campainha diversas vezes, mas eu juro que sei que meus não estão em casa. Tive que parar por alguns segundos para lembrar da chave na minha bolsa e levei mais uns 10 min para conseguir acha-la, mas em compensação acabei derrubando tudo que estava dentro da bolsa. Porém, procurar foi simples, agora vinha o maior desafio conseguir acertar o buraco da chave e gira-la para abrir. Bati com a testa na porta e ali fiquei até sentir um braço em minha cintura me contornando. Obviamente que Gabriel não perderia a chance de dar mais uma de suas tentativas com a vantagem de eu estar bêbada. Ele me coloquei de frente para ele com as costas na porta. Não havia percebido como ele havia ficado mais bonito em dois anos. Agora os cabelos pretos bem cortados e um rosto com limpo e com traços de homem caia muito bem nele. Tirou a chave da minha mãe e abriu a porta com cara de vitorioso. Talvez ele só tenha vindo para abrir a porta para mim, mas o fato de eu tropeçar no tapete de entrada não ajudou. Ele me segurou e fez questão de me levar até meu quarto.

–Bom, acho que agora você fica bem sozinha. – ele se pronunciou, mas eu sabia o que ele queria que eu dissesse.

–Não. Fica comigo? – e eu disse. Gabriela o que foi isso?

–Você realmente pediu para eu ficar? – fechei a porta do quarto e fui até Gabriel e o abracei pela cintura.

–Sim. – sussurrei em seu ouvi do e voltei a olhá-lo nos olhos.

–Quero que fique claro que você pediu.

Ele olhava da minha boca para os olhos e vice-versa. Começamos com um beijo calmo, delicado. Coloquei uma mão em sua nuca e outra na cintura puxando-o para perto do meu corpo. Ele me abraçava com as mãos fortes apertando minha camiseta. Quando nos separamos por necessidade de folego demos conta que estávamos deitados na cama. Gabriel olhou para mim e me puxou para mais um beijo que eu respondi com desejo. Rapidamente Biel tirou a camiseta e mesmo eu já sabendo o que tinha ali fiquei impressionada com o que vi. Ele parou sentado em cima de mim e também tirou minha camiseta me deixando só de sutiã. Ele fez uma trilha de beijos saindo do meu pescoço e indo até minha barriga. Quando senti sua mão no botão do meu shorts afastei suas mãos delicadamente.

–Biel, acho melhor não irmos tão longe né?

–Por quê? – ele perguntou voltando para cima.

–Só acho melhor assim.

–Tudo bem. – ele ficou decepcionado, mas não demonstrou.

Ficamos os dois na cama trocando caricias e brincadeiras. Ele puxou o lençol e nos cobriu, passou seu braço na minha cintura, colo nossos corpos e assim dormimos.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem, comentem e comentem por favor! Se viram algum erro me avisem também!