Naive - Hiatus
11 Capítulo dez
Notas iniciais
Foi fechar a porta que a mão de Jacob soltou da minha.
Soltou um suspiro cansado, sentou-se na cama e abriu os primeiros botões da camisa observando o chão. Lá fora a festança já não passava de murmúrios por de dentro do quarto. As músicas, risos e conversas abafadas pelas paredes de pedra polida, abafadas pelo silêncio incômodo que invadia o quarto.
Dirigi-me adentrando o quarto, parando de frente a uma das mobílias encarando meu rosto pálido no espelho, então comecei a despir-me. Retirando o vestido volumoso e logo depois com dificuldade o corpete bem apertado. Não chamaria a uma das donzelas, estava exausta demais fazê-lo e além do mais já havia começado o trabalho. No outro canto do quarto Jacob continuava em silêncio, absorto em seus pensamentos e apesar de não vê-lo, pude sentir seus olhos quentes como brasa cravados em minhas costas assim que a pannier caiu de meu corpo em direção ao chão, causando um baque abafado.
A chemise de linho tão pouco escondia meu corpo. Apesar de larga e longa era transparente e demarcava cada curva conforme mexia-me os braços desfazendo o penteado e as madeixas encaracoladas cor de cobre caiam ao redor de meu rosto.
Quando meus olhos voltaram-se para a cama Jacob ainda observava o chão. Havia retirado o casaco, o colete e as botas e a camisa estava aberta até metade do peito que subia e descia em uma respiração descompassada. Caminhei até a cama e sentei-me sob seu colchão, encarando os músculos das costas largas de Jacob, seu cabelo negro e bagunçado.
A magia de minutos antes ainda deixa-me tão ébria. Eu ainda podia sentir seu cheiro doce se inspirasse novamente, ou talvez fosse o cheiro dele.
Em um ímpeto, que não sabia de onde vinha, ou na verdade sabia bem. Vinha de cada parte de meu corpo, vinha de meu coração que chamava inquieto pelo dele. Minha mão suspendeu-se para tocar-lhe o ombro, tão suave como uma pena. Não houveram reclamações, não houveram protestos. Isso fez minha outra mão tocar-lhe o ombro esquerdo. Seus músculos responderam ao meu toque, ficando tensos e flexionados. Minhas mãos deslizaram por seu peito e abdômen. Senti o coração de Jacob pulsando grosseiramente, estremecendo-se sob as palmas de minhas mãos abertas, e sua respiração agitada se fez mais rápida.
Ergui-me, apoiando-me sobre os joelhos, sentindo o toque quente de suas costas contra o fino tecido da chemise. Meus lábios beijaram-lhe os ombros, a nuca e a curva de seu pescoço de forma afável, meus dedos ainda tateavam o seu corpo, as unhas passeavam arranhando-lhe tenuemente a pele e abrindo os últimos botões de sua camisa.
— Jake — Meus lábios sussurraram em seu ouvido, a voz saindo apraz.
Não foi preciso muito mais que isso. No segundo seguinte Jacob tinha-me deitada, as costas pressionadas contra o colchão com o peso de seu corpo todo em cima de mim. Um gemido despudorado saiu-me dos lábios, do mais profundo que poderia, no momento em que estreitou-se tanto contra meu corpo que pude sentir o quão excitado ele estava. Seu membro enorme pulsava por dentro das calças, tão quente que fazia minha própria intimidade arder como se estivesse em fogo.
Uma de suas mãos parou na lateral da minha coxa, na altura onde a chemise terminava e subiu o caminho pela parte interna, fazendo o fino tecido acompanhar seu movimento.
Seus dedos subiam tortuosos pela minha pele e o meu corpo reagia a cada simples toque seu. O peito subia e descia rápido, oscilando em uma respiração descompassada, o coração martelava contra o peito e os espasmos começavam a dar sinal de vida.
Terminei de abrir os últimos botões de sua camisa, atirando-a a qualquer canto do quarto e reprimindo o gemido que se fez no fundo de minha garganta mordendo o lábio inferior fortemente com os dentes. Encarei seu peitoril nu sobre mim, minhas mãos tateavam seus músculos definidos.
Agarrei-me violentamente ao lençol da cama enquanto gemia alto. Jacob tinha a mão em minha virilha e continuou o caminho perigoso passando os dedos quentes por meu ventre, explorando-o com movimentos circulares, intensos e brutos que faziam minha cabeça girar. Levantei o quadril tentando sentir mais dele, o membro duro de Jacob friccionando contra meu sexo. Jacob olhou-me nos olhos, a visão parecia deturpada, os cenhos franzidos, e tomou-me os lábios com sua língua bruta abrindo passagem por minha boca e acariciando minha lingua no momento em que seus dedos abandonaram o meu sexo, fazendo-o latejar em descontentamento.
Jacob continuou o caminho que fazia antes mas agora minhas mãos agarravam-lhe as costas e os cabelos, tentando tê-lo mais perto de mim.
Sua outra mão deslizou segurando-me a coxa, apertou-a tão forte que deixaria marcas mas não importei-me. Jacob ergueu-a acima de seu quadril, fazendo com que o contato entre nossos sexos aumentassem, e Deus ele estava tão quente e duro que podia sentir meu ventre apertar-se com as sensações.
Deixou-me os lábios para trabalhar em meu pescoço, maltratando-o com beijos e chupões e começou a movimentar seu quadril em uma fricção que deixou-me ainda mais quente. Levei as mãos ao seu pescoço, remexendo-me, ajudando-o na fricção que só aumentava.Estava perto de chegar ao ápice. Meu sexo palpitava úmido e inchado em cada movimento que Jacob fazia. Sentir seu membro, apertando-se e remexendo contra meu ventre era excepcional e ele ainda não havia nem mesmo retirado as calças.
Apertou-me a nádega sem sutileza e eu senti os formigamentos, e logo depois os espasmos e o líquido quente que derramou-se por minhas pernas seguido pelo gemido alto de minha garganta. Jacob beijou-me a curva do pescoço, gemeu lascivo e ofegante mas não havia terminado. Meu corpo respondeu-o no mesmo segundo, abandonando o torpor de depois do orgasmo no momento em que sua mão, por debaixo do tecido da camisola, apertou-me o seio, o mamilo ficou rígido em suas mãos.
Retirou a mão de debaixo do tecido e olhou-me ansioso nos olhos, desceu o olhar impúdico para a camisola e puxou a fita desamarrando-a. Correu uma das mangas por meu ombro fazendo o seio esquerdo pular-lhe em frente ao seu rosto. Seu rosto tão perto que a respiração quente o embalava em um confortável refúgio.
Beijou-me o mamilo sutilmente causando-me formigamentos, então beijo-me todo o seio antes de ter o mamilo em sua boca, começou lambendo-o, mordiscando-o para depois iniciar uma sucção que deixou todo o seio vermelho, ardendo dentro de sua boca, arrancando-me gemidos arrastados.
Minha mão correu por seu abdômen, sentindo seus músculos definidos abaixo de meus dedos e parando no cós de sua calça. Prendi o lábio inferior entre os dentes em expectativa no momento em que meus dedos adentravam por sua calça, tocando na pele sensível do membro ereto de Jacob. Estava tão apertado entre a calça, tão quente, e pulsava molhado entre minhas mãos pequenas.
Jacob soltou um longínquo gemido quando meus dedos correram por sua virilidade latejante. Concentrou a respiração irregular em minha clavícula, distribuindo beijos por ela enquanto minhas mãos fechavam-se em torno de seu membro com dificuldade e percorria toda sua extensão sentindo-o ficar maior e mais palpitante a cada toque.
Jacob urrava, rouco e abafado pela pele da minha clavícula e eu sentia a necessidade dele cada vez maior dentro de mim. Cada vez mais que minha mão descia por seu membro e subia com seus movimentos, cada vez que Jacob apertava-me com suas mãos grandes, cada vez que minha mente gritava incessantemente seu nome.
Jacob remexia-se em cima de mim cada vez mais quente, cada vez maior. Não tardaria muito até que chegasse ao êxtase e levaria-me estaria junto com ele no meu segundo apenas naquela noite.
Minha boca beijou-lhe a pele convidativa de seu pescoço, minha língua procurou o fluxo trepidante que se encontrava ali concentrando todos os beijos e chupões naquela área até que ele estremeceu. Agarrou-me os pulsos, que ainda estavam dentro de suas calças, tirando minhas mãos dali. Apoiou uma mão no colchão da cama e afastou-se. Quando estava quase levantando meus braços prenderam-se em seu pescoço, impedindo-o de sair da cama, puxando-o de volta comigo enquanto sentia o colchão voltar a apoiar-me as coxas.
— Jake, por favor — Sussurrei contra seu pescoço. — Eu preciso de você, eu quero você dentro de mim.
Os olhos deturpados olharam-me por alguns instantes hesitantes até que a ira e o asco voltasse ao seu rosto fazendo-me estremecer, era como levar um tapa no rosto.
Olhei para seu pescoço, a marca de um vermelho intenso onde antes encontravam-se meus lábios, a veia saliente que pulsava ali forte e viva. Ainda assim meus braços mantiveram-se firmes em torno de si, os olhos marejados.
— Maldita seja Renesmee, maldita seja! — Bramou.
Agarrou-me os pulsos com violência, propelindo-os ao colchão e desprendeu-se de mim sem dificuldades. Levantou-se nervosamente e desatou a andar de um lado para o outro o caminho que os tapetes faziam de frente a cama. As mãos agarravam-lhe os cabelos, despenteando-os enquanto continuava a andejar o quarto ignorando-me.
— Merda! — Proferiu para si próprio.
O certo a se fazer era deixa-lo acalmar-se, pensei. Mas Jacob estava tão aturdido no momento que tranquilo parecia ser a última coisa que ficaria aquela noite.
— Eu não entendo — Disse com a voz hesitante. — Se não era isso o que queria por que viestes ao meu quarto então?
Jacob parou de andar e dirigiu-me o olhar carregado de ódio e fúria.
— Eu te disse que não voltaria a deitar-me com você, não tenho interesse algum. — Disse com a voz repleta em asco.
— Não é o que me parece. — Respondi-o fazendo referência ao seu membro que continuava completamente hirto e latejante. Parecia querer fugir das calças, prestes a explodi-las a qualquer momento.
Seu riso escárnio envolveu a penumbra do quarto. Seguiu meu olhar até seu membro e sorriu-me tripudiamente com os cantos da boca.
— Não quero tirar-lhe o mérito querida, mas não se iluda. Não é difícil deixar um homem assim.
As bochechas coraram violentamente. O pouco sangue que ainda corria dentro de mim, e que com certeza não era o meu, amontoou-se nas duas proeminências de meu rosto fazendo-as arderem com seu calor. Ainda assim não desviei o olhar envergonhada como teria feito em outras ocasiões, precisava saber o por quê de Jacob ainda estar ali, diante de mim, em meu quarto, se se dizia desprezar-me tão vilmente.
— Por que viestes então? Por que estas aqui?
— O baile — E então tudo fez sentido. Um sentido absurdo mas ainda assim um sentido. — Notariam se dormíssemos em quartos separados, mas amanhã mesmo regresso aos meus aposentos.
A gentiliza, a dança, os sorrisos e os carinhos trocados no baile não passavam de uma atuação para ele, nada era verdadeiro.
— A opinião alheia como sempre — Soltei em uma voz fatigada. — Importasse em demasiado com ela senhor.
— A merda às pessoas com suas opiniões! — Rugiu. — Não importo-me. Só possuímos uma imagem a qual devemos manter.
Deu dois passos parando ao meu lado na cama. O peito desnudo subia e descia com sua respiração. Agarrou um travesseiro e puxou uma coberta.
— Por Deus, cubra-se — Apontou para meu seio esquerdo que até então estava descoberto e eu não havia notado. Subi a manga até os ombros sentindo as bochechas e os olhos arderem. — E tente conter-se ao menos esta noite.
Meus olhos marejados observaram-o andar até o divã ao lado da mobília. Atirou o travesseiro antes de repousar-lhe o corpo sobre ele fechando os olhos de pronto.
A mim restou-me agarrar-me a um dos grandes e macios travesseiros de pena, mergulhar meu rosto nele quando as lágrimas não poderiam ser contidas. Logo meu rosto estava encharcado, igualmente ao travesseiro e o cheiro salgado das lágrimas inundavam-me, misturando-se com o cheiro dele. Encolhi o corpo dando as costas para Jacob, sentindo o sabor tão espargido do desprezo e adormecendo em meio às lágrimas.
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