Nada além do amor
22 Meu pai
Notas iniciais
O decorrer da festa foi tranquilo a não ser as perguntas que sempre rola, do tipo por que Rachel Berry estava com os olhos vermelhos e inchado após sair do banheiro ? O por que de repente Rachel voltou a vida toda feliz ?
– Gostou da festa?
– Claro mamãe, é sempre bom ter gente por perto.
– Eu que o diga.
– Agora vem cá mãe, gostou do meu professor?
– Ué por que dá pergunta?
– Sei lá, só achei que poderia dar certo, eu gostaria de o ter como parente.
– Okay, vamos sair desse assunto. Eu nem o conheço.
– Não foi o que pareceu.
– Tá insinuando o que Lis?
– Nada ué.
As semanas foram se arrastando e Lisa cada vez mas próxima de Finn e Ian. E quando eu penso que está tudo bem me aparece isso.
– MÃEEEEEEEEE!
– O que foi menina
Desci as escadas correndo preocupada com Lis.
– Você mentiu pra mim.
Ela dizia com os olhos cheios de lágrimas.
– Sobre o que?
Eu cheguei perto dela e ela se afastou.
– Sobre isso.
Ela me mostra o anuário da época que eu estudava.
– Vai agora diz que não o conhece, diz também que não se envolveu com ele?
– Lis, se acalma vai passar mal, eu conto a verdade, se acalma.
– Conta.
– Mas tem que me prometer que não vai me odiar ?
Ela respirou limpando as lágrimas.
– Prometo.
Eu a levei até o sofá. O único problema que prevaleceu em Lisa foi o temperamento que ela não sabia controlar, ela senti tudo ao extremo, se ela amasse, ela amaria extremamente, se ela odiasse, odiaria pro resto da vida.
– Foi pro seu bem que escondemos meu passado.
– Escondemos? Tem mas gente nisso?
– Kurt, e a Santana.
– Tá, me conta logo.
– Eu estudei com o Finn, éramos do coral, ele era o popular e eu uma zero a esquerda. Eu me apaixonei por ele, só que ele não, e por vingança da sua dinda que até hoje eu não entendo, fez com que ele se aproximasse e me fizesse apaixonar por ele pra depois me despensa na frente se todo o colégio.
– Isso aconteceu?
– Aconteceu.
– Aí mãe eu sinto muito.
– Mas não parou por aí.
– O que houve?
– Lembra quando eu te aconselhava sobre a primeira vez?
– Lembro.
– Eu só de enchi o saco pra não acontecer com você, o que aconteceu comigo.
– Mãe foi com ele a sua...
– Foi.
Eu não conseguia tocar no assunto Finn sem meus olhos marejarem.
– Houve um festa, onde só os populares iam, por destino ou não eu fui convidada, Finn me deu um vestido pra ir a tal festa, sabia que sairia alguma coisa errada, mas fui. Bebi a mas da conta e não me lembro de nada.
– Mãe.
– Levei quase 10 anos pra me lembrar cada detalhe do acontecido.
– Deve ter sido horrível.
– As consequência...Foram piores.
Eu fiquei muda, percebi a expressão de Lis mudar na hora, não precisei dizer nada ela ligou os pontos sozinha, logo em seguida arregalou os olhos.
– Não mãe, não me diga que...
– Eu engravidei.
– Eu fui a consequência?
– Sua gestação de risco foi, minha irresponsabilidade em não me cuidar na gravidez foi, não contar pro seu pai sobre você foi.
Ela se levantou do sofá e começou a andar até o centro da sala e parou.
– O que isso tem haver com o acidente?
– Tudo. Ele perdeu a memória naquele acidente.
– O que isso tem haver?
– Justamente a parte que eu existia ele perdeu.
Ela não tinha expressão igual ao Finn algumas noites atrás, já me preparava pra explosão dela e até se ela parasse de falar comigo eu estava preparada. Mas foi ao contrário ela veio até mim e me abraçou.
– Me desculpe filha, nunca quis esconder nada de você, esse anos todos.
– Eu te entendo mãe, sei como deve ter sido difícil pra você.
– Mas difícil foi saber que você não poderia estar aqui comigo, difícil foi saber dos diversos problemas que você tinha, difícil foi saber que minha filha ficaria na UTI, difícil foram aqueles malditos 6 meses que você ficou com internada. A humilhação do Finn no colégio, as pessoas me abandonarem e me desprezarem não foi nada comparado a você minha filha.
Lis me abraçou forte e chorou.
– Eu te amo mamãe!
– Eu te amo minha filha, você é o meu motivo de viver.
– Você é o meu exemplo mamãe.
Sorrimos uma pra outra e nos abraçamos novamente.
– Não se afaste do Finn, não minha filha.
– Não vou mamãe.
– Como achou meu anuário?
– Na biblioteca
****
– Lisa chega de estudar, vou ficar maluco.
sorri pra Ian, que estava comigo na biblioteca da escola estudando álgebra antes da aula do coral.
– Só mas um pouquinho.
– Não, chega.
Ele fechou o livro e se levantou indo em direção a um dos corredores da biblioteca.
– Lisa, olha o que eu achei — Diz entusiasmado.
– O que?
Levantei e fui até ele, ele estava com um anuário antigo nas mãos.
– Não é a sua mãe?
Eu observei aquela foto, era ela como aluna. Aquilo me despertou e comecei a folhar aquele anuário e vi uma foto do coral, minha mãe era totalmente diferente de agora, usava roupas totalmente diferente, mas ainda sim era linda. Continuei folheando aquele livro e vi uma foto do Sr. Hudson no time de futebol.
– Ué, ela disse que não o conhecia.
– Como não? Eles fizeram o dueto que os levaram para a vitória das nacionais naquele ano, foi memorável.
– Como?
– Vem eu te mostro.
Fomos até o computador disponível na biblioteca para o nosso uso, Ian clica no YouTube e me mostra um vídeo das nacionais a 18 anos atrás. Aquilo não fazia sentido.
– Ian tem como descobrir mas coisa sobre Finn Hudson?
– Claro.
Ele descobriu sobre o acidente e eu sobre alguns lances que rolaram naquela época
****
Mas tarde liguei pro Kurt.
– Me passa o número do Finn.
– Pra que ?
– Só me passa por favor.
Pensei milhares de vezes até tomar coragem de ligar.
– Alô.
– Ela já sabe sobre a gente.
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