Nada além do amor
20 Eu realmente te amei
Notas iniciais
Ao fim da música eu sai do palco e ia em direção a Santana, quando vejo Finn parado a minha frente, sinto na hora minhas pernas tremerem e o minha cor ir embora.
– Fi...Fi...Finn?
– Rachel.
– O que faz aqui?
– Eu fui convidado pra festa da Lisa.
– Você conhece a Lisa?
– Sr. Hudson!
– Olá Lisa — Ele sorri pra ela.
– Que bom que veio — Ele se vira pra mim — Mamãe esse é meu novo professor do coral, o Sr. Finn Hudson.
Eu sorri nervosa.
– Você já o conhece mãe ?
– Não, filha — Estendi a mão a ele, e parece que ele entro no meu disfarce — Prazer, Sr. Hudson!
– Prazer é todo meu Sr. Berry.
– Lis vem com a dinda, chegaram os seu colegas do coral.
Graças a Deus Santana tirou Lisa de perto da gente, aquela situação estava me deixando constrangida.
– Rachel a gente precisa conversar.
– A gente não tem nada pra conversar.
– Eu não diria isso depois de 17 anos.
– Eu diria.
– Você ainda tem que me dizer o que queria comigo na noite do acidente.
– Eu não tenho nada.
Eu precisava sair o mais rápido possível de perto dele.
– Vai Rachel abre logo o jogo.
– Quem você pensa que é em?
– Alguém que merece respostas.
– Quem sou eu pra te dar respostas?
– Uma grande parte da minha vida.
Tudo bem, podia se passar 17 ou 50 anos mas aquele olhar que Finn me dava eu não resistia.
– Tem um sala lá em cima, vamos conversar lá, só espera que eu vou falar com a Santana e o Kurt.
Fui caminhado até ele.
– Iai? — Diz Kurt.
– Vou subir e conversar com ele.
– Vai contar? — Diz Santana.
– Ele merece saber.
– E assim tirar o peso das costa né? — Diz Santana.
– Acho que devo isso a ele.
– Ainda acho que esse é o melhor caminho — Diz Kurt.
– A questão é, será que eu consigo?
– Consegui, você é Rachel Berry — Diz Santana.
– Mas a coisa muda se tratando do Finn.
– Você o ama, não ama ? — Diz Kurt.
– Muito, o amo muito.
****
Então retornei ao centro do salão.
– Vem é por aqui.
O guiei até a sala, ao chegar lá respirei fundo e entramos, ele se acomodou no sofá e eu continuei de pé. Ficamos em silêncio até eu tomar coragem de dizer alguma coisa.
– O que quer saber ?
– Tudo!
– Tudo o que exatamente?
– Rachel eu me lembro vagamente do que aconteceu com a gente.
– Não existe a gente, nunca existiu.
– Então me explica o fato de eu ter lembranças sua me beijando e fazendo amor?
Tá aquele foi certeira, se ele mal se lembra de mim, como é que ele sabe que fizemos alguma coisa? Ou ele se lembra de mim?
– Quem te contou sobre isso?
– Ninguém.
–Não, alguém deve ter te contado, foi o Kurt.
Ia saindo da sala pronta pra matar o Kurt.
– Não foi ele.
– Como não?
– Eu tô te falando Rachel, eu tenho lembranças suas, mas estão fora de ordem preciso de ajuda.
– Tá, o que exatamente você lembra?
– Da conversa na biblioteca.
– Certo, você foi falar comigo lá na biblioteca porque eu sai da sala do coral chorando por causa da Santana.
– Qual o motivo?
– Um solo. Qual mas?
– Get it right.
– Foi a música que eu compus, mas isso foi bem pra frente, antes disso teve o dueto lembra?
– No air?
– Isso mesmo, ganhamos e eu fui parar no hospital, você estava comigo.
– Da competição sim, mas do hospital não.
– Tudo bem.
– Eu lembro de ter acordado na caverna.
– Ah, o acampamento. Fomos acampar não lembra?
– Eu eu você?
– Não a escola toda.
– Não me lembro.
– Se lembra do que exatamente?
– De você dormindo comigo só de langerie.
Aquilo me deixou vermelha, como ele se lembra de detalhes?
– Okay, isso realmente aconteceu, só que você estava molhado e com febre, precisava te esquentar e a coberta que a gente tinha não dava conta, aí eu tirei a roupa e te esquenta, foi só.
– Tudo bem.
– Que mas você lembra?
– Da festa.
– Eu levei anos pra lembrar o que aconteceu nesta festa.
– Eu tempo de te ver chagando.
****
Estava parado encostado numa parede bebendo um copo de energético, quando a vi chegar, estava linda com o vestido vermelho que eu havia pedido por Kurt comprar, e vejo que acertei no que pedi, Rachel nem parecia a garotinha que andava pelo colégio, agora ela parecia um mulher, uma linha, maravilhosa, istonteante mulher, eu havia me apaixonado por ela. Ela buscava meu olhar e então lancei um olhar de cobiçava, que ao mesmo tempo era um olhar de apaixonado, e tive a plena certeza de que ela também estava apaixonada. Kurt sussurrou alguma coisa e se foi. Ela sorriu pra mim, logo em seguida eu aproximei.
– Ora, ora se não é a Berry, a minha Berry.
****
– Co...Como?
– Eu me lembro disso.
– Não, você não fez isso só por uma vingança?
– Não, eu realmente me apaixonei por você, eu realmente te amei.
– Então aquele choro não era de preocupação comigo?
– Não.
****
–Rachel, me perdoa.
Dizia Finn com lágrimas nos olhos.
–Do que está falando?
– Disso tudo.
– Finn, não foi sozinho...que você fez...eu...também quis.
– Você não entende né?
– O que?
Eu estava muito sonolenta pra formular alguma palavra.
– Eu me apaixonei por você...
Foi tudo que eu consegui ouvir, estava muito bêbada pra entender naquele momento.
****
– Eu ia te falar o que eu sentia, eu ia te contar do plano, mas você tão bêbada, eu me senti tão sujo por isso.
– Por ter dormido comigo?
– Não, por fazer isso com você bêbada. Tenho certeza que em condições normais não iria aceitar.
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