Nada Convencional.

64 Um bêbado romântico.


Notas iniciais
Caio narrando...

O relógio quebrado é um conforto, me ajuda a dormi de noite, talvez isso pare amanhã, essa dor inexplicável, tem roubado todo o meu tempo, e eu estou aqui ainda esperando por ela, embora eu ainda tenha minhas duvidas que ela vira, eu estou caindo em pedaços, estou apenas respirando, com um coração quebrado, que ainda bate para minha infelicidade, que prefira esta morto ao viver com o fato de ser o culpado por perde a única mulher que eu amei de verdade e que ainda amo, eu me pergunto se essa dor tem cura, mas sei que só ela é capaz de me curar, o que me faz pensar que eu vou apodrecer nesse sofá, cercado de cerveja, uísque e salgadinho, que é so o que eu tenho comido ultimamente, minha casa só não viro um lixão graças a emprega, mas eu sim, estou um completo lixo, não sei mais o que é a luz do dia, nem faço questão em saber, já se passaram três semanas que estou vegetando em frente a televisão, isso é melhor do que encara a vida.

—Eu ainda vejo seu reflexo, dentro de meus olhos, eles estão procurando um proposito, eles estão procurando você! Eu assisti sem poder fazer nada enquanto você ia embora. –digo para um porta retrato da Lisa que não sai da minha mão como se estivesse realmente falando com ela.

—Ai Meu Deus! que cheiro horrível é esse?-pergunta Gustavo ao entrar no meu apartamento, me surpreendendo com a visita, ele conseguiu a chave com o porteiro porque sabia que eu não estava abrindo a porta para ninguém.

—Que coisa horrível, parece que morreu alguém aqui! –diz Vinicius ao entrar.

—Sou eu! –respondo virando a garrafa de uísque.

—Como assim é você? –pergunta o Vinicius.

—Ai que nojo Caio, me diz que você tomou banho essa semana! –diz Gustavo tirando minha coberta e pegando a garrafa da minha mão.

—Não tenho forças pra sai desse sofá! –respondo puxando a coberta novamente.

—Você esta horrível! –diz o Vinicius que puxa novamente a coberta.

—Eu dou banho nele e você pede alguma coisa pra essa criança comer! –ordena Gustavo ao Vinicius.

—Ninguém vai me dar banho, eu não preciso que ninguém me lavando! -digo nervoso.

—Ou você entra naquele banheiro e toma um banho, de preferencia fique de molho, ou eu vou te dar banho, desse jeito você não vai ficar! –diz Gustavo.

—Quero ficar aqui e morre lentamente!

—Ok, depois que você tomar banho você senta aqui e espera a morte, sem problemas, até porque a intenção é o defunto feder depois não antes de morrer! –diz Gustavo me convencendo a tomar banho, tomo um banho, como a pizza que eles compraram e sento no sofá novamente.

—Levanta a gente vai sair! –ordena Vinicius.

—Não mesmo! –respondo

—Vai sim, tem um bar aqui perto!-diz Gustavo, depois de muita luta ele conseguem me fazer sair de casa, já é tarde da noite, fomos ate um bar a duas quadras de casa, o lugar é animado, as paredes são vermelhas, e tem luzes quentes , sentamos virados para o balcão e eles pedem a bebida.

Me sinto o melhor morto, um desistente, enquanto bebemos eles dizem que estou melhor agora e que alguns drinks irão me ajudar a esquecê-la, mas depois de beber muito eu sei que eu nunca irei, só eles podem ver onde isso vai acabar. Outra dose de uísque. Não consigo parar de olhar para a porta, meu único desejo é que ela entrasse e me resgatasse disso tudo. Gustavo decide me levar pra fora, é visível meu estado bêbado, enquanto eles me levam para um lugar na rua, eu sorrio mas estou morrendo tentando não arrastar meus pés, então eles começam a tentar me acalmar enquanto eu grito o nome da Lisa desesperadamente pela rua.

—Eu juro que se eu for lá agora, eu posso mudar seu pensamento e dar a volta por cima! –digo empolgado para o Gustavo ,me referindo a Lisa.

—Você esta bêbado Caio! –diz Gustavo me salvando de uma queda.

—Eu sei que estou bêbado mas eu direi mesmo assim, e ela me ouvirá desta vez! –digo confiante e o Vinicius ri da situação.

—Vou discar seu numero e confessar que ela é o amor da minha vida! –digo pegando o celular e discando o numero com dificuldade, eles me olham com expectativa.

—Para com isso cara! –diz Vinicius .

—Alô Lisa? São uma e quinze estou meio embriagado e eu preciso de você agora, eu disse que eu não ligaria, mas Lisa perdi todo o controlem, eu sinto sua falta, eu preciso de você agora, você esta me ouvindo? –ela desliga o telefone e tudo o que eu consigo ouvir é o tun-tun que me deixa agoniado.

—Vamos pra casa! –insiste Gustavo e eu me nego, tropeço em grades e cercas.

—Eu sei que se ficaremos cara a cara ela vai voltar a si e me perdoar, ela me ama, eu sei! – digo confiante, todos passos bêbado que eu dou me guiam até a casa da Lisa, Vinicius e o Gustavo estão um pouco atrás de mim, eles ainda não sabem como me parar.

—Caio isso é loucura, ela vai te matar isso sim! –grita Vinicius.

—Se ela ver o quanto estou machucado, ela com certeza me aceitará de volta! — digo enquanto atravessamos uma ponte, eu subo então na ponte e grito o nome dela varias vezes, eles correm pra tentar evitar que eu pule no rio podre que corre embaixo, mas sou mais rápido que eles ,e pulo, consigo ver o rosto da Lisa, ela me puxa pra baixo e eu simplesmente vou sorrindo, de repente sito algo me puxar pra cima, o Gustavo então me joga no chão e deita do meu lado.

—Ela não falo comigo no telefone, ela não disse nada, ela nunca vai me perdoa! –digo ofegante me referindo ao telefonema.

—Você esta completamente fora de si! –responde Gustavo.

—Eu não consegui nada, não consegui nada! –repito ainda muito embriagado, vejo umas luzes e reparo que tem uma ambulância, provavelmente o Vinicius chamou, eles me cercam e eu me levanto mostrando que estou bem, tem muitos curioso ao redor, o Gustavo se levanta e entra na ambulância.

—Eu não vou! –digo pegando minha jaqueta de couro e indo a caminho de casa.

—Senhor aquela água esta completamente suja, eu sugiro que o senhor vá para fazermos alguns exames! – insiste o socorrista e o Vinicius, eu entro na ambulância e vou para o hospital, me deram alguma coisa pra passar minha bebedeira e então eu volto ao zumbi de antes.

—Eu não aguento mais a suas loucuras, você parece uma criança arteira sem limites! –me reprende Gustavo.

—Então porque não me deixou morre naquele rio? Todos iriam te agradecer!

—Que porra é essa? Você apronta depois decide ficar com dó de si mesmo? Você merece todo sofrimento que esta passando, foi você quem procurou por isso, e se acha que alguém aqui esta comovido, esquece! Não estamos, você é meu irmão e eu sempre vou esta aqui por você, mas se você quer mesmo recupera a garota que você ama, o que eu acho impossível depois do que você fez, não é não tomando banho, enchendo a cara, e vivendo na escuridão que você vai conseguir, você é um covarde, tem medo de ir a luta, mas se quiser fica com ela vai ter que lutar muito, não desista dela, é nela que esta a sua felicidade você é uma pessoa muito melhor quando esta com ela, o que me faz respira aliviado, por saber que você ainda tem jeito, todos nos sabemos disso! –diz Gustavo no hospital prendendo a atenção de todos ao redor, médicos, pacientes, recepcionista, enfermeiras e até mesmo o seguranças do hospital.

—Eu não vou desisti, vou lutar por ela até o meu ultimo suspiro! –digo motivado com o puxão de orelha do Gustavo.

—Vem! Vamos embora, não aguento mais olha pra você com essa barba! –diz Vinicius se levantando, fomos embora, decidi reviver de novo, e lutar pelo amor da minha vida, mesmo que isso me custe todos meus anos de vida!