Nada Convencional.
34 Já apaixonada?
Notas iniciais
Avisto meu carro ao longe e do graças a Deus que é o meu dia de ficar com ele! Jogo os livros e minha bolsa no banco de trás, entro e a primeira coisa que faço é ligar o rádio e por meu CD da Colbie Caillat. Dirijo até em casa com um sorriso no rosto. Abro a porta, olho para os lados, suspiro .“Parece que não tem ninguém em casa”, penso. Vou até meu quarto, coloco minha bolsa na cadeira e os livros na escrivaninha. Abro o guarda roupa, pego um shots jeans, uma regata azul, uma havainas e amarro meu cabelo em um coque. Deito na cama, pego meu Iphone e fico deitada descansando um pouco
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH- O grito ainda está lá em baixo mas não é difícil reconhecer o grito histérico da Mariane
– O que foi dessa vez bebe? – eu digo rindo e já esperando ela pular na minha cama.
Ela fecha a porta, joga a bolsa no chão e pula na minha cama.
– Organização é bom sabia? – reclamo, apontando para a bolsa.
Mari olha pra mim sorrindo – Esquece isso! Tenho novidades!!!
– Hmm... Conte-me!- Olho para ela, sorrindo.
– Lembra daquele meu ex? O João Vitor?
– Claro que lembro foi seu relacionamento mais curto, 3 dias- ri.
– Então hoje ele foi lá na minha faculdade com um buque de flores e pediu pra gente ter um encontro e quando eu disse sim, ele me beijou! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH !
– MARIANE! Para de gritar menina!- ri.
– Tudo tão perfeito bebe!
A Mariane nunca conseguiu contar algo quieta, dessa apenas uma frase ela pulou na cama se ajeitando umas 10 vezes. Ela se joga na cama deitando.
– E eu tenho uma coisa pra te contar também!
– Aaah nem pense em me falar de calculo! – ela vira o olho
– Não é sobre isso!
– Nada de matéria, professores da faculdade?
– Juro!
– Uma novidade de verdade? – ela me olha espantada
– Sim- digo sorrindo.
Ela senta na cama ficando de frente pra mim!
– Então desembucha menina!!
Conto para ela toda a minha tarde na biblioteca e o beijo com o Caio com os mínimos detalhes!
– Não acredito? – ela fica incrédula.
– Sério! E você sabe que eu não minto!
– Eu sei, e é por isso que eu to tão pasma!!
– Ai é tão difícil assim um cara gostar de mim?
– Não isso não é difícil porque você tem um corpão e é muuuito gata! A questão é você ter deixado ele se aproximar o suficiente para isso!
– Ai sei lá prima! Foi aquele sorriso, sério! É o mais perfeito que eu já vi! – eu digo enquanto lembro do sorriso dele
– Amiga é sério que você já ta apaixonada?
– Aaaah falou a garota que já teve mais de 10 namorados- digo me levantando e indo até a bolsa dela no chão.
– Eeeeeeiiiii não é tão fácil achar o amor da sua vida sabia?- ela se vira para mim.
Pego a bolsa dela, ponho junto com a minha, encosto na escrivaninha olhando para ela.
– Será que ele vai me ligar?
– Aaah sei lá! Se ele quiser algo a mais ele vai ligar!
Nesse momento meu celular toca e eu corro e me jogo na cama pra pegar o celular e leio “Mãe” e fico decepcionada.
– Oi mãe! Sim, foi tudo ótimo! Tá, não vamos esperar então! Aaah e eu sei lá o que a Lisa faz com aquele celular dela que nunca atende?!, beijo!
– O que ela queria? – Mari pergunta desanimada também.
– Dizer que não devemos esperar ela porque ela vai trabalhar até tarde!
– Aaah...
O telefone toca de novo e eu nem olho o nome e já atendo.
– Mãe eu já entendi que você não vem... de novo!
– Mãe? – a voz no outro lado da linha parece surpresa.
– Aaah... desculpa! Quem é? – falo grossa e desanimada
– O Caio – ele ri.
Eu olho para a Mari e gesticulo como se estivesse morrendo e ponho no viva-voz.
– Oi Caio- eu faço uma voz doce
A Mari faz um sinal de não para mim e fala baixinho – Parece carente para com isso!
–Oi- ele ri novamente
– Tudo bem? – Faço uma voz mais parecida com o normal que eu posso.
Mari faz um sinal que sim.
– Tudo, e com você?
– To bem! Como conseguiu meu número?
– Tenho os meus contatos né? – ele ri. – Tem no seu registro da biblioteca!
– Aaah... – eu ri
– Então, pode me encontrar no parque Ibirapuera em 1h?
Olho para a Mari.
– Acho que sim, mas tenho muita lição da faculdade...- A Mari quase grita mas se control, então se joga na cama com a cara para o colchão- Mas eu vou sim! – A Mari levanta, sorri e faz sinal que sim.
– Perfeito! Até!
– Tchau.
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