Na sua ausência...
2 A beira do precipício...
Dois dias se passaram depois do ocorrido, mas mesmo assim sentia ainda o perfume dele em meu corpo, a sensação de seu toque em minha pela, o gosto de seus beijos, com certeza foi a experiencia mais louca e intensa na minha vida, tenho certeza que mesmo com o passar dos anos vou sempre me lembrar,tem coisas que acontecem como se tivessem saído de um final feliz de filme, aquele que você ama mais que tudo que já assistiu mil vezes, ou aquela cena que você só imagina na sua cabeça quando escuta sua musica favorita, estou me sentindo assim, pisando na lua, ele me levou pra ela, ele me colocou em um pedaço do espaço que não consigo voltar...Volto para o meu mundo quando meu telefone toca e dou outro lado uma voz doce e animada diz...
Anaaaa...
Diz Mia
M — Ana hoje você e kathy podem vir jantar aqui em casa , é aniversario de Christian, ele não gosta de festas grandes, não é de ter amizades, na verdade ele nem sabe que minha mãe vai fazer esse jantar em sua homenagem, vocês poderiam vir Aninha diz que sim...
Acho que em fração de segundos gelei no telefone, não havia respostas,só um frio na barriga,já teve essa sensação quando olha pra alguém, ou escuta falar de alguém que te interessa, aquela sensação de um frio parece que o estomago desce, eu estava sentido isso, e fiquei petrificada em meu momento, Mia ao dizer que era aniversario de Christian me colocou dentro de uma bolha e me assoprou pra cima.
M — Ana...você ta ai Ana...Ana...
Estouro a minha bolha com meu senso..
A — Mia estou sim vou falar com Kathy, mas vamos ir, que horas vai ser o jantar?
M — As 20:00 Aninha..
A -Pode deixar iremos sim...
Mia desliga o telefone, e eu caio em minha cama com o pensamento longe, bem longe talvez ele esteja agora no seu escritório, ou se lamentando por estar com seu coração partido, me atrevo a imaginar se ele esta pensando em mim, foi tão bom, ele poderia estar pensando, eu queria muito que estivesse...
Por Christian...
Meu Deus o que eu fiz com aquela menina, me lembro pouco, mas me sinto a pior pessoa possível, nada justifica o como a usei, Elena como sempre com seus jogos me fez mal outro vez, só que dessa vez ela tinha passado da conta, mas não justifica, nada justifica o que eu fiz, a minha dor não pode ser paga com a inocência de uma menina, não é porque Elena me usou e traiu, e ainda me traiu com a pessoa que eu mais confiava, mas não é por isso que eu poderia ter descontado nela.lembro me de seus olhos expressivos, um azul inconfundível,lembro me de seu cheiro doce e suave, mas ao invés de me sentir contente me sinto decepcionado, não com ela mas comigo mesmo, eu não a queria eu estava embriagado, eu fiz amor com ela pensado em Elena único sentimento que eu tenho sobre tudo isso é arrependimento.
Por Ana...
O dia passou rápido, Kathy estava empolgada com o jantar, estava procurando roupas sapatos, eu também estava, mas tinha um sentimento diferente dentro de mim, sabe aquele tipo de premonição boba que a gente tem, quando passa o dia inteiro com aquela coisa ruim entalada na garganta, que você não sabe como fazer passar...então era assim que eu estava, pensar que reveria Christian estava me deixando euforicamente contente,mas me continha, Kathy não sabia de nada, e não queria que ela soubesse, não queria julgamentos pelo que fiz, eu queria ele queria, acho que queria, talvez pelo fato do álcool não sei, depois que Mida disse que ele estava decepcionado, fiquei pensando em tudo o que aconteceu, estou com medo de ele não saber quem eu sou, queria conversar com ele, me aproximar ele parece ser uma ótima pessoa, e foi tão bom queria estar com ele outra vez.
Ja era 20:00 e estávamos pontualmente na casa dos Grey vesti um lindo vestido azul rodado com um decote nas costas que a mostrava e valorizava, lembrar que Christian havia me beijado ali, já me arrepiava inteira, batemos na porta e uma moça a abriu cumprimentando nos e nos dirigindo a sala de jantar, Mia desceu as escarras correndo e vindo em nosso encontro, seus pais logo atrás também vieram e fomos todos no sentar a mesa de jantar. Estávamos em uma conversa animada quando Christian desceu pelas escadas falando alto, acho que se lamentando, estava embriagado novamente, acho que nunca vou velo são, ele se aproximou de nós dizendo...
C — Família que lindo todos reunidos, mas que tudo isso, por mim...eu não preciso, porque eu precisaria, não quero compaixão de ninguém, não tenho nada a comemorar.
Carrick olha para o filho com olhos decepcionados, Grace não entende a situação, Mia e Elliot pedem para Christian se conter porque havia convidados, e foi nessa hora que ele olhou para mesa e me avistou, me olhou com raiva, e eu não sabia o que fazer, simplesmente tive o ato de me levantar ir em sua direção e lhe cumprimentar...
A — Christian ola...eu sou Anastácia, mas pode me chamar de Ana, acho que não tivemos tempo de nos apresentarmos, sou amiga de Mia, e queria desejar um feliz aniversario
ele riu dissimuladamente e colocou os dedos sobre os meus lábios querendo calá-los...
C — Shiiiiii menina, pra que apresentações,se eu tive mais que suas palavras, e foi tão facil... vocês sabem quem é ela, vocês sabem...
segurou meus braços e me colocou em sua frente...
C — Ela é o motivo de eu ter me ausentado da sua festa Mia, lembra Elliot o que eu comentei, ela é a garota fácil que eu passei um momento nem tão agradável, foi ela que tentou tampar o vazio que Elena tinha me deixado mas ela não conseguiu...
Falou dentro dos meus ouvidos...
Ana você não me agradou...
Grace chama a atenção de Christian... mas ele não a escuta, Mia fica horrorizada, e eu como um escudo para a sua frente com a cabeça abaixa, me viro e o olho dizendo...
A — Por favor Christian você esta exaltado, mal te conheço mas vamos conversar
Christian com um tom debochado me responde...
C — Mal me conhece mesmo, mas se deitou comigo, mas quero que você saiba, que eu não senti nada , se entrasse outra ali eu fazia o mesmo, poderia ser até sua amiguinha, Kathy se levanta e da um murro na mesa... e Christian volta a dizer ...não pense que você é especial, não pensei em você em nenhum momento, quando te toquei era em Elena que eu pensava, quando eu te beijei, era pela boca dela que eu ansiava,eu não te senti em nenhum momento, você não é ela você nunca sera ela...
E foram essas palavras que se enfiaram em mim como facadas, o fato de me sentir usada, ser maltratada, eu havia sonhado com alguma coisa, um simples olhar, ou uma conversa, não esperava me casar ou nada disso, não imaginei nenhum conto de fadas, mas nem um oi direito foi dito, não sei o que se passou na cabeça dele, só sei que em mim a constrangimento, decepção, olhar para cara de cada um naquela mesa, foi como se eu tivesse a frente de um juri esperando para minha execução, só lembro de ter saído correndo, Kathy se levantando e dizendo que nada disso ficaria assim, Christian rindo e batendo palmas como se estivesse em um espetáculo, afinal era mesmo, e eu era a coadjuvante, porque segundo ele não potencial pra isso eu tinha, No colocamos dentro do carro Mia batia no vidro pedindo desculpas, se lamentando falando que seu irmão estava embriago, vi Elliot Carrick e Grace desesperados,mas mesmo assim abaixei a cabeça e pedi a Kathy pra sair, ela ligou o carro e saímos dali...,chegamos em casa, me tranquei no meu quarto me agachei perto da parede coloquei meus braços em volta de mim tentando me abraçar completamente, ele me feriu de varias formas que eu nem sabia que existia, ele me cortou, abriu uma ferida.
Acordei com um sentimento pior que havia dormido, hoje após o acontecido me veem as imagens da situação o sentimento de ter sido humilhada toma conta da minha razão, não sei porque ele fez isso, nem se quer me deu a chance de falar, eu não tenho culpa de seus problemas, não quero e não queria ser essa tal de Elena, não teria capacidade de fazer um mal desse a alguém, tenho pena dele pena por ele ter descontado em mim o que estava sentido, foi frio, foi idiota, foi tudo menos homem, eu sinto ódio nojo, quero tirar essa sensação de telo em minha pele, não quero lembrar de seus beijos e nem seus toques, não eram pra mim, por esse sentimento de ódio, eu quero esquece lo, eu quero matá-lo,quero tiralo de mim.
Dias se passam e dei graças a Deus por as aulas terem terminado, Kathy ficou todos os dias ao meu lado, e criou um certo tipo de ódio por Christian também, Mia havia me ligado varias vezes, mas não atendi, ele veio aqui em casa mas cheguei a me esconder no banheiro para não encará-la, ela não tinha culpa de nada, mas eu não tinha coragem de olhá-la, me sentia suja, mal com toda a situação. Se passaram dois meses desde o acontecido, tem sido dias difíceis pra mim ando me sentindo mal,me sinto fraca, estou com enjoos todos os dias, Kathy acha que pode ser anemia, pois venho me alimentado muito mal, ela marcou medico pra mim, e me acompanhou na consulta, ela me disse que Mia foi morar em Paris para fazer um curso de moda, fiquei feliz por ela, mas não conseguia nem pegar ao telefone para dar os parabéns, fiz todos os exames que o medico pediu, teríamos que retornar depois de dois dias para ter os resultados.
Passaram os dois dias e eu fui para o retorno, tive que ir sozinha pois Kathy estava trabalhando, a enfermeira me leva até a sala, entro e o medico já estava a minha espera, ele me olha com um sorriso enorme e pedi pra que eu me sente, olho pra ele firmemente e peço que me explique o motivo de seu sorriso, ele me entrega o papel abro olho e não acredito....ele me olha e diz em um tom calmo...
Anastácia você vai ter um filho...
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
continua......
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