Notas iniciais
- Primeiro Capitulo é para vocês se basearem em como será o conto em si.- Particularmente o final é a melhor parte *-*

“Percebi que não se aprende a amar na teoria. É preciso de ações para senti-lo!”

– Acorda Cássia, chegamos. – Disse minha mãe me olhando deitada no banco de trás do carro. Abrir meus olhos meio atordoada e me levantei tentando colocar ordem em meus cabelos embaraçados.

Mudança é um saco! Passamos anos em um lugar, convivemos com pessoas, compartilhamos momentos e quando realmente tudo tá perfeito, temos que sair e começar tudo de novo. Foi isso que me aconteceu. Sair de uma cidade, a 200 Km da capital, e por trabalho do meu pai, vim parar aqui “Na Capital”. Meu pai sabia que não concordava com nada, mas mesmo assim, me obrigou a vim. Desci do carro exausta, peguei minha mala e fui em direção ao elevador do prédio onde ia morar. Pra começar bem, o elevador não subiu, o cara da portaria disse que o problema da semana passada ainda não foi resolvido, tive que subir 8 degraus de ESCADAS! Nem preciso dizer a cara com qual cheguei no 8° andar. Quando entrei, assim como qualquer pessoa normal, corri pra ver como seria meu quarto, até que não era ruim, arrumei logo todas as coisas que já havia chegado e coloquei algumas roupas que havia trago comigo.

– Joga pra cá! – Gritou alguém lá de baixo do prédio. Fui até a janela do meu quarto pra verificar. – Deixa de ser burro cara, falei que era pra passar pra mim. – Resmungou um garoto para o outro no meio da quadra que se localizava do lado esquerdo do prédio. Era uma partida de futebol. Tinha cerca de uns 15 garotos na quadra, alguns com camisa e outros sem, tentei fixar bem no garoto que estava resmungando, ele tinha um corpo bonito, mas a longevidade do meu quarto á quadra não ajudava a enxergar bem seu rosto. Na arquibancada havia algumas meninas sentadas, devem ser namoradas, amigas, eu acredito.

Terminei de fazer o que estava fazendo e resolvi dá uma volta na cidade, conhecer meu novo habitat.

– A onde vai? – Perguntou minha mãe.

– Dá uma volta, conhecer as redondezas. – Respondi.

– Cássia cuidado, aqui não é como onde morávamos, que você conhecia a cidade inteira em 40 minutos, agora é diferente.

– Eu sei mãe, relaxa, existem aplicativos de GPS pra isso, volto logo prometo. – Respondi já fechando a porta do apartamento.

Fui em direção ao elevador até lembrar que estava quebrado, então desci pela as escadas. Passei pela a quadra, mas já não havia ninguém lá. Liguei meu GPS e sair em direção ao metrô, queria logo me familiarizar com tudo. Meu pai havia dito que ficávamos próximo ao metrô, mas já andei uns 10 minutos e nada dele. Localizei um guarda na esquina e fui me informar.

– Oi, boa tarde, saberia me informar pra onde fica o metrô? – Perguntei levantando minha cabeça e tentando olhar nos olhos daquele guarda de 2 metros de altura.

– Você segue direto, e na próxima esquina vire à direita. Vai conseguir ver a placa da entrada. – Respondeu o guarda, bem sério por sinal.

Fiz o que ele disse e continuei andando, até localizar a placa. Confesso que seria minha primeira vez dentro daquele túnel, e tava meio perdida com o que aquelas placas informando os nomes das estações queriam dizer. Sair perguntando a todos como fazia pra chegar ao centro, até que conseguir entender. Fui em direção ao metrô que acabará de chegar e tudo o que eu mais queria naquele dia quente, era que ele estivesse vago e por coincidência ou destino, ele estava. Localizei um lugar próximo à janela e sentei. Queria sentir o vento olhando o caminho e tentar talvez, ler um livro de romance que havia trago comigo. Minha vida estava tão parada ultimamente que nada poderia me surpreender. Até hoje. Antes que as portas pudessem se fechar, saltou entre elas, um rapaz. Segurou-se em um das barras pra não cair e acabou sentando próximo a mim. Eu me perguntava se já não havia o visto antes, já que aqueles olhos não me pareciam tão comum assim. Ele tava com o cabelo um pouco bagunçado, uma tatuagem com uma frase qualquer de alguma banda de rock e um sorriso tão puro e encantador no canto da boca, que me prendeu em questão de segundos. Minha reação foi instantânea, não conseguia parar de olhar, parecia que já estava presa a ele, antes mesmo que o relógio pudesse marcar um minuto de convivência dentro dali. Até que percebi seus olhares, ele reparava em cada centímetro meu, com aqueles olhos de quem tentava mergulhar em meus pensamentos. O motorista do metrô deu a partida e ele começou a andar. Eu estava paralisada e convicta que minha festa de boas vindas a “Cidade Grande”, acabara de começar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.