Notas iniciais
Apesar de alguns dos personagens terem os nomes e até qualidades dos personagens e atores de Friends, é apenas coincidência. Haha! Amo Friends! xD

Los Angeles, segunda cidade mais populosa dos EUA, lar de instituições de renome mundial e também capital mundial do entretenimento. Mas, nada disso me importa. O que me importa é que aqui é a cede da empresa que desejo poder me vingar a anos.

Uma aglomeração de pessoas passa por mim sem se importar comigo. “Mas é claro que não se importariam, não me conhecem”, falo sozinha. No momento eu não devo me preocupar com meus objetivos, devo apenas me concentrar em chegar ao meu minúsculo apartamento na zona antiga da cidade, que por sorte, meu fiel amigo Chandler me emprestou. Tento não pensar em como o enganei e o deixei em El Monte, minha cidade natal, mas ele não iria me emprestar se eu lhe dissesse a verdade sobre minha vinda pra cá.

Demoro um tempo de metro até chegar ao meu bairro, que por sinal é mal iluminado, mas ao menos as casas e prédios daqui não são tão assustadores quando o centro da cidade. Claro, que El Monte não era pequeno, mas nada comparado a Los Angeles, obviamente. Devo superar meu receio de andar em uma cidade tão grande, até porque já vim até aqui algumas vezes com Chandler. Ele me ensinara o caminho para seu apartamento e me levara para conhecer a cidade, por isto estou um pouco acostumada com este trajeto.

Depois de subir sete lances de escadas, visto que, meu prédio não contem elevadores e eu moro exatamente no sétimo e ultimo andar. Vou em direção ao apartamento 37. Levo um tempo abrindo a porta e ao entrar sinto um leve cheiro de mofo. Talvez eu não tenha limpado corretamente da ultima vez que vim.

Há uma sala e cozinha que estão separadas por um balcão, um banheiro e dois quartos. Vou em direção a um dos quartos, que é o meu, onde durmo sempre que venho para cá. Me jogo em minha cama e largo a bolsa no chão. Não trouxe muita coisa, até porque não tinta tanta assim para trazer.

Desprendo o rabo-de-cavalo em meu cabelo, passando as mãos em meus cabelos ondulados, curtos e pretos. Na verdade, meu cabelo não é tão curto, ele bate em meus ombros e cai em camadas, adoro este corte, além de combinar com meus olhos verdes e minha estatura mediana.

Bing, bing, bing.

— Mensagens já? – desbloqueio meu celular e vejo que Chandler já quer saber se já estou em casa em segurança. Respondo rapidamente que sim e digo que vou descansar e logo nos falamos. Ele responde com outra mensagem dizendo que havia achado um emprego que estava dentro da lista que lhe dei. Me sento na cama e ligo para ele.

— Chandler?

— Haha, oi Sulli.

— Vamos direto ao assunto, ok? Estou com sono, já está de noite.

-Claro, claro... Então, meu amigo me enviou uma mensagem agora a pouco dizendo que o CEO da empresa de tecnologia OverEi está precisando de uma empregada..

— Isso é ótimo! Me passe o endereço e a lista de exigências. – o interrompo.

— Na verdade, Sulli, eu acho que isto é muito pouco. Você tem talento! Por que quer tanto esse tipo de serviço? – sua voz parece triste.

— Olha, Chandler, eu tenho meus motivos, ok? E eu preciso começar logo em um emprego, minhas economias são poucas, você sabe. E enquanto trabalho de empregada, posso ficar de olho em outros empregos melhores que surgirem!

— Tudo bem, como você quiser. Vou te enviar as exigências, mas saiba que parecem estranhas.

— Ok, mas pedem algo como recomendação?

— Bem... sim, mas isso deixe comigo. Direi ao meu amigo que você está interessada, e ele poderá te indicar. Ele é amigo da namorada do CEO.

— Obrigada! Você é um amor! Eu te amo! Haha!

Desligo o telefone e caio no sono.

De manha, pego meu notebook e olho o email que Chandler havia me enviado com as exigências. Olho com cuidado e vejo que o único detalhe “suspeito” seria de que o CEO procura jovens mulheres para o serviço e que sejam discretas sobre as informações que se talvez ouça. Quanto a isso, sem problemas, na verdade, quanto mais informações eu puder coletar sobre a empresa, melhor.

No email, também havia o contato do amigo de Chandler, além de que ele queria se encontrar comigo para me dar as informações e me levar para o CEO pessoalmente. Acho que esse amigo de Chandler realmente confia nele.

Passo as horas seguintes comendo e guardando as coisas que estavam em minha mala. Acabo tudo antes das 3h da tarde, e como meu encontro com o tal amigo de Chandler era apenas as 6h, resolvo limpar o apartamento. Ligo o aparelho de som e o conecto em meu ipod, e ouço o ultimo álbum do The Fray. As horas passam rápido e acabo me atrasando para pegar o metro.

Passo um batom claro e troco de roupa, saio correndo pelas ruas até chegar ao metro mais próximo. Por sorte, consigo pega-lo.

No email, dizia que o amigo de Chandler se chamava Matt, ele era algum executivo de uma empresa e iria encontra-lo no café em que eu e Chandler sempre íamos aqui em LA.

Ao chegar lá, eu esperava alguém de meia idade e paletó sentado enquanto lia um jornal. Mas não havia ninguém com essas características. Fico em pé em frente ao local observando as pessoas nele. Vejo um homem, de uns 25 anos acenando e imagino ser para mim. Enquanto andava em direção a ele, reparava que ele era bem bonito. Cabelos loiros jogados para trás, corpo definido e ombros largos, roupa esportiva que colava em lugares estratégicos, como bíceps e abdômen.

— Você deve ser Sulli, certo? – ele também tinha um sorriso sedutor.

— Hm.. sim... você é o Matt? – não consigo disfarçar meu espanto. Ele era muito bonito para ser amigo de Chandler e ainda um executivo. Mas definitivamente um Playboy.

— Sim, muito prazer. Chandler me mandou uma foto sua para que eu te encontrasse. Nada contra você, mas queria ter certeza de que ele não mentiu sobre a foto e minha moral fosse prejudicada por você.

— Sem problemas. – sorrio mesmo não querendo enquanto sento em frente a ele. Enquanto fazíamos nossos pedidos, eu o peguei olhando para meus seios enquanto eu gesticulava com a atendente.

“Parabens, Sulli, você tinha que vir com uma blusa decotada para encontrar esse playboy!”, penso com sarcasmo enquanto sorrio para ele.

— Bom, acho que você não tem muito tempo, vamos direto ao assunto?

— Haha, Chandler me disse que você era bem direta, mas claro, estamos aqui pra isso afinal. – ele da uma pausa em sua fala, parece estar pensando em como me dizer algo. – Bom, é o seguinte, não posso fazer afirmações, mas conheço Tom há um bom tempo, e acho que ele não quer apenas uma empregada qualquer. Ele já tem uma empregada em seu apartamento, ele quer outra apenas para o servir em seu escritório, que fica na parte do apartamento do qual a sua atual empregada não limpa, porque ela esta lá as ordens do pai dele, para vigia-lo. E ele não quer que ela fique mexendo em seus arquivos pessoais. Então por isso ele pediu para que fosse alguém confiável e reservada. Além dos “divertimentos pessoais dele” – ele da uma risada sarcástica enquanto analisa minha expressão confusa -, isto quer dizer, que ele pode querer se aproveitar de você, entende?

— Mas ele não tem uma namorada? – pergunto incrédula.

— Sim, que por sinal é minha prima, por isso ele confia em mim e eu quero saber se posso confiar em você. Mas isto são apenas suposições, é claro. Não estou dizendo que ele quer transar com você na mesa do escritório dele, estou dizendo que ele possa querer observar você enquanto usa a roupa de empregada que ele “preparou”.

— Preparou?

— Sim, ele me mostrou esses tempos. É um avental branco e sexy, além de uma meia calça preta 3/4. – ele ri.

— Bom, de qualquer forma eu estou precisando de um emprego, não tenho nada melhor em vista, se eu conseguir irei aceitar. – falo tentando esconder meus reais pensamentos, enquanto como meu cupcake e tomo meu café expresso que acabara de chegar. Como assim ele que alguém usasse algo assim para limpar seu escritório?! Ele era um pervertido!

— Isso aí! Esse é o espirito! – ele pisca pra mim. – Vou te dar um conselho, terça-feira quando eu te levar lá, vá com uma saia preta e uma blusa branca com decote, além de parecer indefesa e inocente, ele não ira resistir. – ele sorri. – E possivelmente, nem eu. – ele bebe seu café preto enquanto me observa.

Em momentos como este, as garotas normalmente corariam, mas pra mim é apenas um playboy tentando me levar pra cama. Não estou interessada em romances ou sexo sem compromisso. A não ser que isso me leve a vingança que pretendo, é claro.

— Vamos parar por aqui então, ok? Te encontro aqui na terça que horas?

— As 5h da tarde, feito?

— Ok. – me levanto em direção ao caixa, no entanto ele me intercede.

— Hoje é por minha conta. – ele pisca e vai ao caixa.

Suspiro profundamente. Acho que preciso me preparar mentalmente para a próxima semana e ver que tipo de pessoa Tommas Geller é. Ele é meu primeiro degrau em direção a minha vingança.

Notas finais
Obrigada por ler e espero que tenha gostado! ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.