Na mesma sintonia
12 Baile de Máscaras
Notas iniciais
A semana até que passou rápido, Monica passou grande parte dela colocando matéria em dia, e estudando para as provas do bimestre.
Era sexta feira e ela estava na padaria do Pai do Quim com as meninas falando sobre a festa, tinham acabado de sair da aula e passaram lá para comer.
– E ai De, como está com o Xaveco, vi vocês de chameguinho no intervalo – Marina perguntou rindo enquanto comia um pão de queijo.
– Ah menina, e não é que to amarradona nele? – Denise comentou enquanto bebia seu suco – Aff, nem posso sonhar com ele ouvindo eu falar isso.
– Nossa, nossa, quem diria... Denise amarrada em alguém, realmente as coisas estão mudando nesse bairro. – Cascuda comentou rindo – Olha o Cebola também, encano em uma menina só, nunca vi ele assim.
Monica engasgou um pouco com a empada que comia, pegou seu suco e deu um gole grande para ajudar a desengasgar.
– Verdadeeee, é Mo pelo jeito ele ta apaixonado – Magali alfinetou rindo – Não adianta nem tentar negar, o menino não tem olhos pra outra menina no colégio.
– Gente, não viaja. Eu e o Ce... A gente só fica as vezes, nada demais. Sem se apegar – Monica tentou contornar.
– Ai ai... Quero ver até quando vai negar isso... – Marina comentou virando os olhos – Bom eu e o Fran vamos sair as 19h de casa gente.
– Não to negando nada, é a realidade – Monica respondeu bebendo um pouco mais do seu suco – Eu não sei que horas vou sair de casa, Maga que horas você e o Quim vão?
– Ah ami, o Quim ficou de passar pra me pegar as 18h30, quer ir junto? – Magali perguntou calmamente checando a hora no celular.
– Acho que vou sim amiga, não to afim de pegar taxi e eu vou de salto sacomé né!! – Monica comentou se levantando e indo pagar.
– Ueh, não vai com o Cebola? Ele sempre pega o carro do pai quando tem algum evento – Denise perguntou franzindo a testa.
– Gente, não estamos namorando, ele não tem obrigação de me levar – Monica respondeu rindo. – Parem de me provocar ein rs.
– Oxi, tenho certeza que ele vai te chamar, quer apostar? – Marina perguntou levantando também.
– Não vou apostar – Monica respondeu sorrindo.
– Ownnnnnnnnn – As meninas brincaram em coro.
– Vocês são chatas ein – Monica disse rindo e caminhando de volta pra sua casa após pagar.
Ela chegou em casa era 14 horas, comeu, passeou com o Monicão, escreveu alguns posts para o blog, e quando se deu por conta eram 17h.
Deitou um pouco para descansar, pegou o celular e checou as mensagens.
Viu uma do Cebola no Whats e abriu para ver do que se tratava.
– Oláá linda, tudo bem? 19 horas to passando ai pra te pegar.
Monica leu a mensagem rindo, num ato inconsciente abraçou o celular, o largou rapidamente quando percebeu o que tinha feito.
Respondeu:
– Ok Ce, estarei pronta.
Levantou e foi pro banho, saiu do banho e pegou sua roupa que já estava separada há uma semana (para ver é só clicar aqui -> Roupa da Monica ), deu uma última checada, secou o cabelo, fez uma maquiagem sombra rosa clara, rímel, batom, se perfumou, vestiu sua roupa, colocou seu salto e analisou o resultado final no espelho, sorriu satisfeita gostando do que viu.
Colocou uma presilha levantando levemente uma parte de sua franja e a prendendo para trás, pegou sua máscara, e checou as horas no celular 18h55.
Desceu pra sala e teve uma parada cardíaca quando avistou o Cebola ao lado de seu pai conversando e rindo no sofá.
Os dois se viraram quando ela desceu as escadas.
– Monica onde acha que vai com esse tamanho de vestido? – Sr. Sousa perguntou franzindo a testa.
– Ah pai por favor, não sou mais criança – Monica respondeu rindo com a cara que o Cebolafez quando a viu.
– Pra mim está linda – Dn. Luisa comentou aparecendo da cozinha para a Sala.
– Obrigada mamis, posso saber o que o Cebola faz aqui dentro? – Monica perguntou ainda rindo.
– Ah filha, ele disse que vai te dar uma carona, eu prefiro do que você sair a noite sozinha, chamei ele pra entrar porque pensei que você ia demorar. – Luisa concluiu passando as mãos no ombro do Cebola.
Seu Sousa ia abrir a boca, mas ao olhar para Luisa fechou na hora.
– Bom, então vamos? – Cebola perguntou levantando e tirando a chave do carro do bolso.
– Vamos – Monica respondeu reparando em sua roupa e em como ele estava extremamente bonito naquela noite.
Cebola estava com uma calça jeans escura, um sapatênis preto, uma camisa preta dobrada até os músculos, deixando os expostos, os cabelos rebeldes e um perfume incrível que deixou um rastro quando ela o seguiu até o carro.
Ela entrou na frente, e fechou a porta. Reparou na máscara dele no painel do carro, era branca, lisa, simples e bonita.
Sentiu o cheiro do carro, mas por pouco tempo, em menos de um minuto o amadeirado do perfume dele se fundiu com o doce do perfume dela.
Eles se cumprimentaram com um selinho assim que entraram no carro insufilmado.
Cebola pegava o carro da pai sempre que saia tarde, tirou sua carta assim que fez18 anos. Seu pai tinha um Ronda Civic preto. Monica colocou o cinto e observou de lado ele se arrumando para começar a dirigir, sentiu umas sensações estranhas percorrerem seu estomago, uma ansiedade repentina.
Ele colocou o cinto, ajustou o cabelo olhando pelo retrovisor e deu a partida com o carro.
– Está linda ein Mo – Cebola comentou a olhando enquanto dirigia.
– Ah... Obrigada Ce, você também está muito bonito – Comentou se sentindo estranha pelo elogio que deu, coisa que ela não fazia com frequência.
– Seu pai até que daria um bom sogro – Cebola brincou colocando a mão na perna dela.
– Hahaha, vê se não ferra ein – Monica respondeu se sentindo surpresa.
– Hhaha, ueh que que tem? Ele tem mó papo legal, curti – Cebola continuou provocando.
– É quem sabe um dia – Monica concluiu rindo olhando pela janela.
– Quem sabe... – Cebola riu.
Seguiu se uns cinco minutos de silencio, Monica por vezes retocou o batom rosa olhando no espelhinho do carro, quem quebrou o silencio foi o Cebola.
– Chegamos – Ele disse parando o carro em frente ao salão de festas que estava lindamente iluminado.
– Ual o Titi caprichou na equipe de decoração, está incrível – Monica comentou saindo do carro.
– Caprichou mesmo – Cebola concluiu pegando sua máscara e trancando o carro.
Monica observou a entrada da festa admirada, na frente do salão além de archotes e luzes estrobofobicas, tinha duas máscaras grandes fincadas por um apoio, uma feminina e uma masculina indicando o baile a fantasia.
Ela só lembrou que tinha que colocar a dela quando obsevou que a festa já estava lotada de mascarados. Olhou para o Cebola e se aproximou devagar.
– Ce, amarra minha mascara pra mim? – Ela perguntou estendendo sua máscara com os fios de cetim soltos para ele.
– Claro linda – Cebola respondeu.
Monica se virou e sentiu os braços dele a enlaçar posicionando a máscara nos seus olhos. Um arrepio percorreu sua espinha, sentiu uma vontade enorme de virar e o beijar, mas se conteve...
Ele amarrou sua máscara e quando ela ia se virar sentiu um beijo em sua cabeça, uma ternura invadiu seu coração, ela balançou a cabeça tentando disfarçar o que seu coração não conseguia mais negar...
Fale com o autor