Na Toca Do Rato

2 "I'm drawn to you." Parte 2


Notas iniciais
Haaai! Cheguei! E com a parte que eu acho mais bonitinha e levei uns meses para conseguir escrever do jeito que eu queria! Aproveitem~

“I’m drawn to you.”

A noite passou quieta – eu praticamente não dormi, até a metade dela. O único movimento que registrei foi de um peso ocupando o espaço da cama, se aconchegando bem de leve, sem me empurrar, só me trazendo de volta à noite tempestuosa de quatro anos atrás.

Peguei-me sorrindo. Foi quando invadi a vida e o quarto daquele que viria bagunçar todos os meus princípios, quebrar todas as minhas barreiras, romper todas as regras – e me roubar a única coisa que deveria ficar intocável. Mesmo sem estar me abraçando como naquela noite, Shion ainda era quente.

Engoli a saliva.

O que eu estava esperando?

Eu tinha mantido tudo em segredo para protegê-lo, para afastá-lo do que meus sentimentos corrosivos poderiam trazer. Como se eu pudesse controlar ou impedir alguma coisa, como se ele não fosse perceber a minha luta e interferir.

A minha hesitação me mostrara justamente isso – que a realidade estava bem além da minha proteção. Que não existia defesa contra o amor. Que ao me render estava aceitando perder em função da vitória. Dele.

O beijo fora o estopim que meu coração precisava para me jogar nessa perdição eloquente. Antes eu achava que ficaria indignado por não haver outra escolha a não ser enfrentar as mudanças, e agora eu entendia que eram aquelas mudanças que eu queria e precisava experimentar.

Senti algo se aquecer dentro de mim. Estava entre a curiosidade e a ansiedade, acompanhando a súbita palpitação. A imagem do brilho invisível do seu cabelo macio chegou até meus olhos, claro como se fosse a lua, único como ele. Virei-me na sua direção.

“Nezumi.” Ouvi-o murmurar, naquele tom que me causava arrepios de tão inocente. Era como se ele estivesse esperando, negando-se a me pedir o que quer que fosse...

Debaixo do cobertor, sua mão tateou minha cintura, meu braço, até encontrar a minha e entrelaçar os dedos nos meus. Shion se encolheu em mim, bem perto, me fazendo querer abraçá-lo, envolvê-lo.

Ele era tão frágil, desacostumado ao medo, às emoções. Um recém-nascido que caíra na minha asa, vindo do céu límpido para atormentar e remexer o meu ninho.

O que você fez comigo, Shion?

Ele sequer precisara pedir permissão. Não. Isso estava implícito desde ações muito antigas, carregadas por uma convivência pouco fiscalizada.

A partir do momento em que o abriguei sob o meu teto, estava ciente das alterações que viriam a atingir minha rotina, e acreditei poder encará-las. Mas não estava preparado para o que aquilo causaria dentro de mim. Tinha falhado em medir o que ele acarretaria, silenciosamente, por trás das cortinas, e agora eu pagava o preço. Ou melhor, cobrava por ele.

Eu era um rato que admirava uma flor.

Uma flor lisa, sem espinhos, de pétalas brancas e sedosas, com detalhes em vermelho. Uma raridade que me causava sofrimento pela atração que exercia sobre mim. O sofrimento mais esquisito que eu já atravessara, vindo de um tesouro que eu segurava com o maior cuidado. Um sofrimento ao qual me agarrava com todas as forças, e implorava para que não partisse.

Foi com essa imagem e essa doçura que eu abraçara o sono, junto dele. O escuro deve ter me visto sorrir, e escutado quando sussurrei seu nome.

*

Era o entardecer de alguns dias mais tarde, os últimos raios de sol morriam pela chegada da escuridão. Eu fazia o caminho de volta, com certa pressa, depois de resolver minhas coisas. Ajeitei a capa em torno do pescoço e segui para a minha toca, onde ele me esperava, até parecendo uma dona-de-casa... Engraçado, fazia sentido.

Esse tipo de idiotice vinha ocupando espaço demais na minha cabeça.

Mas eu ficava estranhamente ansioso quando saía, e animado demais ao voltar e apreciar a companhia. Era bom e suportável ficar no mesmo ambiente que Shion, e ao mesmo tempo, torturante. Conversávamos normalmente (na medida do possível), comíamos, dormíamos, líamos. Isso não mudara em nada.

Porém, eu não conseguia mais ser frio. Seus olhos me impediam. Aquele controle todo estava se (me) afundando em sutis modificações, cheias de paixão, de vontade, de contato. Eu estava ciente de mim como nunca antes. Sua presença, as aproximações taciturnas, o sentar lado a lado no sofá, juntos e com os dedos cruzados, não era mais fora do comum. Esses detalhes iam crescendo em frequência e importância, e a ausência deles me fez sentir na pele a textura da carência.

Era inquietante.

Às vezes ele corava; às vezes me olhava com uma pergunta nos lábios, e não a fazia.

Quase excitante.

“Cheguei.” Avisei ao fechar a porta, vendo um dos ratinhos me espiar de cima de uma pilha de livros, e logo sumir atrás da estante. Era onde Shion deveria estar, arrumando-as. Ele não tinha muito mais o que fazer.

Desfiz-me da capa e da jaqueta sobre a cadeira, e passos se adiantaram até mim. Virei-me. Foi até a mesa, pegou mais alguns livros, e então se voltou para onde eu estava.

“Oi.” Antes que eu pudesse prever, deu três passadas até ficar na minha frente e beijou suavemente a minha boca. Fitou-me de um jeito doce, como quem diz “estava com saudades”, e sorriu, indo retomar a arrumação.

Pisquei. Aquilo quase me desmontou. Precisei sacudir a cabeça antes de me concentrar em encher a barriga. Não me lembrei de indagar o motivo, ou de querer entender.

Até quando você vai aguentar? Você pretende mesmo abandonar isso assim, inacabado e tão mal começado? É o que quer, Nezumi?

Vai desistir?

Observei-o durante a refeição. Foi quieto, o diálogo escasso e espaçado, o que me abriu a oportunidade para pensar. Com ele ali tão perto, distraído, me obriguei a confirmar: eu estava mesmo muito carente. Aquele comichão esquisito, a ansiedade, a sensação desolada e a ardência de um simples encostar aleatório... Era carência. E dar um nome a isso não mudava nada. Pior, até a sua voz surtia um efeito inesperado.

Talvez Shion ficasse satisfeito com a minha confissão, mas para mim não era o suficiente. Ela libertara uma linha de tentações dentro daquelas paredes, que ficava tênue quando ele fazia por me chamar, só para não ter o que dizer, ou para me irritar, não intencionalmente. Isso fortalecia a ideia de que ele estava apenas aguardando algo inevitável, sem querer demonstrar...

O que você realmente quer?

*

Nós dividíamos a cama e o silêncio, com os narizes enterrados cada um em um livro, supostamente, noutro mundo, distantes. E o travesseiro, com dois dos ratinhos. Entretanto, me vi desatento, mirando as falhas na pintura quase inexistente e fitando meus pensamentos. Virei-me para ele, ficando ambos de costas para cima, as mãos sob o queixo, e fiquei entretido com suas reações, pelas palavras que eu não acompanhava. Sua vivência era tão intensa que reprimi o quanto pude a vontade de falar. Por fim, fiz então a pergunta que estava um tanto quanto atrasada.

“Shion, o que foi aquela recepção?”

“Hm?” Ergueu a cabeça, deixando o universo literário escapar pela ponta dos cílios.

“O beijo de boas-vindas.”

Ele olhou para o chão e a cama, porque quem sabe eles lhe contariam a resposta. Eu já estava com vontade de rir.

“Foi apenas isso, um beijo de boas-vindas.”

“Criativo da sua parte.” Sorri.

Desviou-se de novo, tentando encobrir a sua transparência.

“Foi bom para me mostrar que você não estava simplesmente fingindo que eu não tinha feito nada.” Trouxe à cena a questão, poupando-me da pressão que aquilo me causava. Eu queria saber. (Só saber, óbvio.)

“Fingir? Eu não estava fingindo. Nem sou bom nisso.” Deu de ombros. “Pareceu ser tão difícil para você da outra vez que entendi porque não quis repetir.”

“Entendeu? Que eu não quis repetir?” Franzi as sobrancelhas. Esse entendimento dele não sofrera uma grande evolução. “Mas não foi você quem me disse que eu estava carente?”

“Sim, eu disse. E continuo achando, Nezumi. Só que você relutou tanto em me confiar seus sentimentos que eu não sabia se devia fazer alguma coisa, ou o quê fazer, e se você ia ou não aceitar ajuda vindo de mim, daí-”

“Você costumava ser mais emocional do que isso.” Cortei a explicação dele, senão eu jamais falaria naquela conversa. Shion provavelmente nunca tinha considerado por esse ângulo, uma vez que parou mordendo o lábio inferior, e fixou os olhos nos meus.

Provocante.

“Você é um tolo, um completo tolo. Estou impressionado.” Sorri de lado.

“Eu não tenho a menor experiência nisso, Nezumi, você sabe.” Fechou o livro, emburrado, e se pôs sentado, a voz subitamente amarga.

“Sim.” Cautelosamente, deixei-me levar pela franqueza daquele garoto. Franqueza. Estreitei o olhar. “Só que você sempre esconde as coisas erradas, Shion.”

“E você vai me culpar por isso?!” O tom agora saiu sentido, inconsolável, e me levantei, caso precisasse contê-lo. Ficamos frente a frente, sentados de lado sobre o quadril, apoiados em uma das mãos, opostas. Respondi rápido:

“Não.” Pensando bem, vou. “Não vou te culpar ou te punir. Você não foi o único que errou aqui.”

O rosto dele ficou limpo de todo o desgosto que deveria estar nublando sua mente, foi lindo de ver. Aquele simples instante purificou meus medos, explicou todas as minhas confusões. Meu sorriso devia ser o motivo do dele, e seu movimento furtivo foi pleno para me derrubar perfeitamente. Eu estava entre suas garras, porque seus lábios estavam novamente nos meus, e sua mão tocando meu pescoço.

Evitei qualquer tipo de controle que quisesse tomar conta de mim, eu queria apenas ele, o corpo dele, até a vida dele, se possível. E eu teria Shion, sem dúvidas. Não havia falhas que pudessem interferir, perigos para atrapalhar. Agora, havia a noite, o meu lugar, o meu domínio. E havia ele.

Nós.

Shion separou o rosto do meu e sentou na mesma posição que antes, no ápice da inexperiência que carregava. Isso tudo... ele achava que me incitava e saía ileso, é? A conjunção estava ali no ar, e se ele não soubesse que estava dizendo aquele “mais” de forma tão explícita, então...

Cerquei-o, inclinando o tronco e levantando um dos joelhos, meus dedos roçando na lateral da sua perna, caminhando para sua cintura. Observei, chegando a tombar a cabeça sobre o ombro, para deixá-lo processar a certeza das minhas próximas ações. Segurei seu queixo, sua boca se entreabrindo e a respiração escapando...

“Shion, por que você não pediu?” Eu já tinha esperado o bastante por isso. Não quis saber se ele entendeu minhas palavras, apenas sorri, afetado pela libido, e puxei-o pela nuca, atacando-o gentilmente.

Sua resposta foi quase imediata, seu meio abraço chegando aos meus ombros em uma incerteza leve, sua boca me acompanhando, até me mordendo, o tecido da minha camiseta sendo puxado para um lado, sem força.

O beijo se rompeu e sua bochecha veio se encontrar com a minha, sua respiração no meu ouvido e meus dentes no seu lóbulo, fazendo-o retesar em surpresa, se distanciando. Sorri ao mexer na brancura daquele cabelo que eu tanto adorava, e ao me permitir um costumeiro gesto que eu vinha me negando, de correr o polegar pela serpente que despontava na maçã do seu rosto.

Relaxei uma das pernas e fitei-o calmamente, onde seu olhar vivo expunha uma fraca timidez. Firmei a mão na sua lombar, trazendo-o para mais perto e beijando a cicatriz que meu dedão tocara, e continuava por entre os fios, para retornar em seu pescoço, que fiz por seguir também com a boca, tão logo ela se escondia na gola da camisa que vestia. Uma última mordida e respirei intensamente na pele dele, me renovando com o seu cheiro, deslizando o nariz pela região até o maxilar, roubando um carinho.

Percebi os dedos dele me cutucando, não mais no abraço, e sim na tensão de não saber como reagir, não saber ao certo o que fazer. Devia ser tudo de uma novidade tão grande e desejada que estava deixando-o perdido... Desatei-os do meu ombro, sorrindo de lado para o rosto corado tão próximo ao meu, e dei uma risadinha, consciente de não ser uma boa hora para brincar (tratando-se de palavras).

Puxei-o sobre mim, pondo-me à sua submissão. A situação devia ser alucinante em todos os sentidos, porque chegava a respingar em mim, seu peso frágil me botando contra o colchão, minhas extremidades formigando no seu reconhecimento.

Shion se inclinou, os braços novamente sob meus ombros, uma das mãos atrás da minha cabeça, enquanto as minhas remexiam a camisa na suas costas, massageando-o. Captei um leve tremor correr por sua boca antes de alcançar singelamente a curva do meu pescoço, me fazendo cócegas sem querer. Os beijos ainda não eram tão molhados quanto poderiam ser, e um pouco mais medrosos do que precisavam. Faltava-lhe ímpeto, talvez.

Apertei sua cintura, até suas costelas, exagerando na pressão, quase o chacoalhando, trazendo seu rosto para o meu sorriso.

“Shion, se solte. Relaxe.” Murmurei, perfurando-o com o olhar. “Me morda.”

Ouse. Provoque.

Roubou minha língua antes que eu terminasse a ordem, trazendo o corpo um pouco mais para cima, enrolando as pernas na minha. Aquela camisa branca estava me atrapalhando para sentir todo o calor que vinha por descobrir, mas ele não parecia se lembrar de tirá-la. Subi as mãos pela barriga, até bater com o primeiro botão que lacrava seu corpo. Ele se afastou quando eu ia desabotoar o quarto, e me interrogou em silêncio, porém, sem negar. Completei o trabalho com rapidez, já sem saber discernir o que era timidez e o que era excitação no rosado das suas bochechas.

As três voltas me encaravam, uma no peito, outra na linha do estômago e a última em baixo do umbigo, aguardando pacientemente por atenção. Cerrei um abraço, sentindo-as na ponta dos dedos, retornando então às costas, circundando-o.

Retomei seus lábios, distraindo-o, aceitando uma mordida (de verdade).

Inverti nossas posições, atendendo a urgência daquele tronco alvo, liso e listrado com dedos e dentes, aproveitando-me dos mamilos rosados em toda a sua exposição. Um mundo de vontades me arrebatava, me pedindo calma, e eu inspirava por aquele corpo aquecido. Minha camiseta foi agarrada e logo jogada longe, o gesto nos trazendo sorrisos, para tornarem-se beijos.

Esqueci das minhas queimaduras e só não esqueci de mim porque Shion não parava de chamar ou gemer meu nome em cada reação ou descoberta. Pelo menos não tinha interrompido com nenhuma das suas insensatas perguntas e estava me respondendo muito bem. Era irônico que eu tivesse me negado tantos sentimentos e atrações enquanto eles também estavam tão presentes naquele que comigo convivia.

Shion. Não se intimide. É maravilhoso para mim também.

Para o caso de eu realmente ter sussurrado isso, algo me dizia que ele as escutara. Algo leve e sutil como meus cabelos deslizando soltos pelas minhas costas e ombros, junto das mãos agora atrevidas de Shion.

Foi divertida a maneira com que nossas roupas nos deixaram e curioso como continuamos por toda a nossa nudez, até onde o desejo permitia, além dos puros limites da interação (de mãos, bocas e membros). Suas pernas sob o aperto das minhas palmas, nossos quadris unidos e nossos movimentos tão sincronizados que tudo o mais que eu poderia pedir para sentir era ele. Somente a ele. Até o suor dele.

Era como se estivéssemos em outra realidade, em outra história.

Mas na mesma noite. Vivos, um pelo outro, completamente entregues.

*

Cheep-cheep-cheep.

Um dos ratinhos me fez abrir os olhos. Ele parecia agitado no travesseiro ao meu lado, como se estivesse insistindo há muito tempo para que eu acordasse. Devia ser de manhã. Eu tinha dormido profundamente. Despreocupado.

Fui impedido de me espreguiçar ao sentir um peso sobre meu braço esquerdo. Shion. Seu rosto estava sobre meu ombro, sua respiração batia no meu peito, calma, quente e relaxada. Abafei uma risada (incompreensível, inexplicável, in... incontestável) ao compreender o porquê de toda a proximidade.

Toda a doce proximidade.

Eu nunca me sentira tão vivo, nunca sentira tanta sede de viver.

Eu havia lhe entregado a vitória pela grandeza da liberdade. E não havia a menor sensação de perda, ou de privação. Inspirei lentamente aquela verdade. Eu era livre, no limite dos grilhões que acabara por aceitar. E não era como se eu quisesse algo mais.

Abafei outra risada em um sorriso, para deixá-lo dormir.

Foi por pouco tempo.

Ele bocejou, se contorcendo, para depois se apoiar nos cotovelos, sonolento.

“Bom dia, Alteza.” Fiz uma mesura antes de prender meu cabelo.

“Bom dia, Nezumi.” Se pôs sentado. “Nossa” murmurou quando fitou o próprio corpo, todo marcado. “Parece que eu estou cheio de mordidas de ratos.”

Me fez rir. Aproximei-me, segurando seu queixo para mim.

“Não se sinta tão sortudo, Shion. Eu não sabia até onde você poderia aguentar.”

Aquele olhar. Seu olhar, ainda inocente.

Não se deixe levar, Nezumi. Você aguentou antes. Aproveite, com calma. Com alma.

Ele estava aprendendo bem a me responder. Era melhor eu não encarar demais, por garantia. Deixei-lhe apenas um carinho e me virei para sair, mas parei quando me chamou. Nezumi.

“Você vai sair?” Era exatamente o que via. Ele mexia na ponta da coberta que o escondia, ainda sem se vestir. Porém, eu não iria ceder a tal desolação. Tentador demais para tão pouca experiência.

“Trabalho.” Disse. Com um gostinho de volto logo.

Logo para aquele desmiolado albino que tinha quase nenhuma consciência da sua cruel capacidade. Principalmente de me fazer mudar. Não havia injustiça em aceitar a própria felicidade, mesmo que a minha vida agora fosse nós. Não havia incerteza que afastasse a luz que florescera para mim, na minha toca escura, nas minhas noites.

Shion.

*

Notas finais
16.08.2013 Prontinho :3 Opiniões? C: Espero que tenham gostado, amores! Obrigada a todos por ler, até você aí que está lendo despreocupadamente sem querer saber de me dizer um oi por review~ rs Beijos~ Espero vê-los em breve, M ^.^ P.S.: E o título ("I'm drawn to you", eu estou atraído por você) é uma frase de um dos livros do No.6, e fez um tremendo sentido com a história... conseguiu sentir? :3)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!