Na Mira da Fama: Um Bom Motivo Para Sorrir

19 Capítulo 18 (Último) - Declaração


Assim que abri a porta do apartamento, fui abraçada por quatro braços animados. Tony e Sook quase me derrubaram.

— Irmanzinha! – Tony disse.

— Eu estava com saudades de vocês. – Falei, fazendo sinal para que entrassem.

— Seu irmão não parou de surtar esses meses, dizendo que estava preocupado se você estaria bem, de fato. – Sook riu. – Exagerado. – Fez um sinal com a mão, junto a boca Quase em um sussurro.

— Não exagere, meu amor. – Tony disse, envergonhado.

— Como podem ver, eu estou muito bem. – Afirmei. – Acho que ainda melhor do que esperava. – Sabia que não conseguiria esconder a empolgação. Tony aertou os olhos.

— Você viu alguma coisa na TV? – Perguntou, de súbito.

— Na verdade, uma das minhas alunas me mostrou no celular. – Disse. Os dois pareciam decepcionados.

— Queríamos ver sua reação. –Sook lamentou. Olhei para os dois.

— Eu preciso vê-lo! – Pedi, ansiosa. – Ele precisa saber que eu... Que eu o amo! – Não evitei sorrir em confessar isso. Tony e Sook sorriram, gentilmente.

— Hoje não, porque os rapazes estão sendo instruídos e preparados para a próxima entrevista com outra emissora. Parece que o Brasil em peso está mesmo apoiando a causa do Jimin. – Disse.

— Ele usou bem as palavras, não foi? – Disse. – Fiquei orgulhosa com sua atitude, e preocupada também. — Será que Bang apoiará?

Tony lançou um sorriso ainda maior.

— Recebi uma ligação de Bang hoje, antes de falar com você. Ele disse que a repercussão do apelo está afetando mais a mídia do que a gravação de vocês dois. De forma positiva, na verdade. – Contou. – As ARMYS estão praticamente fazendo rebelião em frente ao prédio da BigHit, pedindo para deixar Jimin ser feliz.

Fiquei chocada com isso. Estava tão mais feliz, que não conseguia controlar. Queria ainda mais vê-lo. Tony parecia resistente.

— Amanhã você trabalha? – Perguntou.

— Bom, eu estava pensando em me demitir e voltar com vocês para a Coreia. – Falei, decidida. Tony tinha um brilho nos olhos e me abraçou.

— Como prometido, Coreia será nosso lar, irmanzinha. – Disse.

— Eu sei!

— Então amanhã, quando sair do seu trabalho, me encontre em frente aquele restaurante preferido que íamos quando crianças com nossos pais, na hora do almoço. – Pediu. – Vou levá-la até Jimin após almoçarmos juntos. – Revirei os olhos.

— Porque demorar tanto? Não podemos ir direto para o Hotel que estão hospedados? – Eu nem ao menos sabia qual era. Suplicava. Eu realmente queria ver o Jimin.

— Por favor, irmanzinha. – Pediu. – Estou com muitas saudades daquele restaurante e queria ter um momento só nosso antes de nossas vidas darem uma reviravolta. – Disse, dramático. Sook riu e eu também.

— Está bem. – Concordei.

Afinal... seriam apenas poucos horas a mais para encontrar Jimin. Eu guardarei um pouco a ansiedade, até lá.

Conversávamos, durante o jantar, sobre como seria o casamento dos dois, e se Sook pretendia dar um festão daqueles. Ela se limitava a rir com minhas ideias tortas sobre a decoração. Tony revirava os olhos a cada fim de frase minha.

Fomos interrompidos por uma batida na porta, e fiquei imaginando quem seria. Rezava intimamente para que Jimin tivesse seguido Tony e viesse a meu encontro.

Ah, como eu queria vê-lo!

— Baby, você me deixou falando sozinho de manhã... – Jackson invadiu meu apartamento, e deu de cara com meu irmão e Sook na sala. Tony se levantou, confuso e impaciente.

— Será possível que vamos ficar esbarrando com a GOT7 a cada viagem? – Ralhou, meu irmão. – Porque essa intimidade toda?

— Me desculpe, não sabia que estava ocupada. – Jackson disse, mas não parecia incomodado com a expressão séria do meu irmão. – Eu vim dizer que seu namoradinho ruivo estava fazendo um apelo em rede nacional. – O loiro olhou para meu irmão e Sook. – Mas acho que você já sabe.

— Jackson, este é meu irmão Tony e minha cunhada Sook. – Ele fez uma referência.

— Antony Sumbae. O co-produtor do BTS! Já ouvi falar. – Jackson sorriu de lado. – A propósito, em nome do grupo, peço desculpas pelo ocorrido com o professor Tuli Hyung. – Se desculpou. Tony o olhou surpreso.

— A culpa não foi de vocês. – Meu irmão disse. – O que vocês estão fazendo aqui? Não ouvi nada sobre um show da GOT7 no Brasil.

— Estamos de férias por um mês. Estou aqui a visita dos meus avós, que coincidentemente, são vizinhos de Sophie. – Explicou.

— Ah. – Tony soltou uma expressão.

Um silêncio constrangedor pairou no ambiente. Tony olhava de mim para ele, e imaginei o que estaria pensando... Sook estava sem graça. Bufei. Só me faltava essa agora.

— Não temos nada, se é o que estão pensando! – Prontamente falei. Tony discretamente suspirou, aliviado.

— Com todo respeito.... Falta de tentativa não foi. –Jackson disse, arrancando uma expressão irritada de Tony. Empurrei o loiro para fora do apartamento.

— Você continua sendo um idiota, Jackson! – Bati o pé e pensei em fechar a porta.

— Acho que vamos nos esbarra muito na Coreia, Baby. – Jackoson riu, travesso. Conti a vontade de revirar os olhos. – Vai voltar para lá, não é? – Perguntou, desconfiado. Lembrei que ele havia me chamado de covarde por fugir de tudo isso.

— Com toda certeza. – Afirmei, decidia. Ele sorriu, satisfeito.

— Vai ser muito divertido irritar você e o ruivinho. – Jackson retomou o caminho para o apartamento da frente, ignorando os resmungos do meu irmão pela falta de educação. Não pude deixar de rir ao fechar a porta.

Ele era um idiota incorrigível. Mas daria um bom amigo.

— Eu não gosto nadinha dele. – Tony resmungou.

— Não se preocupe, ele não é má pessoa. – Foi a única coisa que eu disse, antes de voltamos a debater as baboseiras de antes.

***

Definitivamente, eu irei cortar meu irmão em picadinhos por me fazer esperar quase 40 minutos em um restaurante. Eu só conseguia bufar a casa 5 segundos.

O restaurante já começava a encher, e percebi que a movimentação era bem estranho. A grande maioria me olhava sem pudor antes de se sentarem. Me senti incomodada. Uma aglomeração começava a fazer barulho na entrada do restaurante e entre tantas pessoas, vi Tony e Sook vindo em minha direção.

— Mais um segundo e eu iria sair daqui decidida a bater em TODOS os hoteis dessa cidade. – Bufei. Tony sorriu.

— Tivemos um imprevisto... – Ele foi interrompido por gritos empolgados do lado de fora.

— Eu estou a ponto de explodir de ansiedade, Tony. – Ralhei.

— Você não é muito conhecida pela paciência, maninha. – Brincou, me fazendo revirar os olhos. Mais uma vez, gritos ensurdecedores ao redor do restaurante e juro pensar ter visto uma van de emissora passando em frente ao estabelecimento.

— Mas que diabos está acontecendo? – Perguntei, irritada com aquilo. Meu coração parecia está adivinhando algo.

— Será que ela vai chorar? – Sook perguntou, olhando para Tony. Ele parecia se comunicar, como se eu não estivesse ali.

— Raramente isso acontece. – Tony ficou pensativo. – Mas aposto que ela não vai.

— Eu não sei... talvez isso tenha mudado.. – Sook olhou pra mim.

— Gente.. – Fiz um gesto com a mão, ignorando o que vira a pouco tempo. – Eu ainda estou aqui! E com bastante fome por culpa de... – Pensei em finalizar a frase, mas ouvi um som alto no restaurante, seguido de uma melodia.

“(...)You're beautiful...

Procurei de onde o som estava saindo, e tinha quase certeza ter ouvido a voz de Jimin. Olhei para Tony e Sook que não prestavam atenção em mim, mas atrás de mim. Suspirei. Deve ser coincidência. Olhei para os lados, notando que todo mundo parecia exageradamente empolgado olhando para a minha mesa.

Não pode ser! – Olhei para trás.

...Cham gwenchanji anhni uri dul

Maennal ireokke ddo sangsangeul hae

You be with me with me(...)”

Jimin estava bem atrás e com uma roupa elegantíssima. Mal percebi que o ambiente estava mais iluminado com flesh de câmera do que com a própria claridade das janelas. O que eu deveria fazer?

Simplesmente, nada! Jimin estendeu a mão e eu aceitei, sem hesitar. Estávamos de frente uma para o outro. Naquele momento, não existia mais nada ao nosso redor. Eu apenas sorri pra ele, e ele retribuía, sem largar o microfone. Se eu estava paralisada? Bem... Petrificada era a definição mais correta.

(...)You're beautiful

Cham gwenchanji anhni uri dul

Maennal ireokke ddo sangsangeul hae

You be with me with me(...)”

Eu o abracei, e só depois percebi que os outros repetiam o refrão. Tem como isso ficar mais clichê? Mesmo assim, eu estava amando!

Não precisamos mais imaginar...— Eu disse, apenas para ele ouvir. Era a resposta para a sua surpresa. – Eu te amo, Park Jimin, e seu apelo foi ouvido alto e claro. – Não demorei a dizer. Não tive controle da minha boca, pra falar a verdade.

Eu também te amo, Sophie.— Me apertou um pouco mais. — Está disposta a enfrentar a mídia comigo?— Ele perguntou, sorrindo.

A mídia não...— Falei. – O mundo.

A partir daí, vocês já devem imaginar o alvoroço no restaurante com um simples beijo. Afinal, além de estarmos sob os olhares de câmeras e mais câmeras, meu irmão ainda estava presente.

Eu me sentia a garota mais feliz do mundo nesse instante. E só agora percebi que estava vagando nos dois extremos da emoção. Se esse era a vida me dando mais uma chance, quem sou eu par ignorá-la?

Não mais, e nunca mais!

Notas finais
Oii genteeee! Gostaram? Vamos para o Epílogo, conforme prometido, no mesmo dia!! uhuu.. ========================>