Na Florean Fortescue - Drarry (completa)
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Hogsmeade estava repleta de bruxos aquela hora da tarde. Sentado na esplanada da sorveteria Florean Fortescue, Harry observava a azáfama de pessoas para conseguir em comprar os materiais escolares à ultima da hora. Parecia que a pontualidade não era o forte dos bruxos.
A Sorveteria Florean Fortescue era uma loja que vendia sorvete. Localizado no Lado Norte, no Beco Diagonal, ao lado da livraria de segunda mão. A sorveteria era uma pequena loja com lugares para sentar-se no interior, e uma pequena área externa com um monte de mesas e cadeiras.
Saboreou suas bolas de sorvete, uma de baunilha e a outra de menta, com raspas de chocolate branco, dispostos em fila na taça. Com cobertura de chocolate preto e duas cerejas no topo de cada bola.
Há tinha feito suas compras, mesmo com a insistência da Srª Weasley em ser ela a fazê-las. Não que não gostasse da Srª Weasley, mas gostava de sua independência.
Saboreou mais uma colherada, satisfeito com a recomendação do Sr. Fortescue (1).
— Potter. — Escutou a voz que alterava todo seu ser — Que está fazendo aqui?
Olhou para cima, vendo o rosto pálido e os lábios franzidos de Malfoy. Estava deixando crescer o cabelo e, com aqueles trajes pretos, percebeu que ele estava muito elegante. Ao se aperceber de seus pensamentos, abanou a cabeça, confuso: "Que estou pensando?" — Se perguntou — "Eu não deveria pensar assim de Malfoy. Não somos amigos. Todo o mundo espera que reste com Ginny, mas eu não a amo."
Seu coração batia mais rápido, como se tivesse corrido uma maratona e sentia seu rosto quente.
— Estava com calor e decidi tomar um sorvete. — Comentou, tentando perceber se estava ruborizado, mas sem que Malfoy se apercebesse.
Limpou a boca com o guardanapo e tocou o mais que pode com os dedos na pele, sentindo-a mais quente que o normal. Se xingando mentalmente, tentou falar com naturalidade:
— E você? — Perguntou, pousando o guardanapo na mesa e olhando nos olhos cinza de Malfoy — Que faz aqui?
— Terminei minhas compras e decidi tomar um sorvete. — Respondeu Draco, olhando fixamente para Harry, que olhava para as mãos vazias — Meus elfos levaram-nas.
— Pensei que todos os elfos tinham sido libertados. — Comentou Harry, com surpresa. Depois da guerra, Hermione tinha feito questão de ajudar o Ministério da Magia a libertar os elfos, um desejo seu muito conhecido. Como os elfos de Draco tinham escapado, não sabia.
— Você vai contar a Granger? — Draco perguntou, inocentemente, e Harry pigarreou ao ver um beicinho nos lábios. Percebeu como Malfoy ficava adorável e o motivo de sempre ter tudo de seus pais.
— Desde que você os trate com dignidade. — Respondeu, dando mais uma colherada para aliviar o calor.
— Eu não machuco meus elfos, Potter. — Falou Draco, friamente — Não sou meu pai.
Murmurou com tristeza, mas Harry ouviu.
— Me desculpe. — Pediu, arrependido — Não queria ofender você.
Apontou para a cadeira à sua frente e pediu:
— Coma um sorvete comigo. — Draco hesitou, não sabendo se o deveria fazer. Os Malfoys já eram desprezados pela sociedade, estavam no fundo do poço. Que diriam se o vissem com Potter? Que o tinha amaldiçoado? Ou...?
— Por favor. — Pediu Harry, com um pouco de insistência na voz e Draco afastou a cadeira, se sentando lentamente, olhando hesitantemente em redor.
O Sr. Fortescue saiu rapidamente de dentro da sorveteria com um bloco de notas na mão, mas seu olhar revelava cautela ao ver Draco. Durante a guerra, tinha ficado preso durante muito tempo nas masmorras da Mansão Malfoy, antes de ser transferido para as masmorras dos Nott. Nem sabia como tinha escapado com vida daquela guerra.
Embora soubesse que Draco não tinha culpa do que tinha acontecido naquela mansão, não conseguia evitar estremecer ao vê-lo, trazendo à tona memórias ruins. Felizmente, Lucius estava em Azkaban. Nem saberia como reagir se o visse à sua frente. Tentando controlar seus tremores, se aproximou com cautela e perguntou:
— Que deseja, Sr. Malfoy? — Draco abriu a boca para responder mas, se apercebendo dos olhares dos clientes, olhares fixos e tensos, não respondeu. Harry, ao ver seu desconforto, tocou em sua mão, para lhe dar um pouco de apoio. Ignorando o espanto em seu rosto, pediu:
— O novo sorvete, Sr. Fortescue. Por favor. — O Sr. Fortescue apontou em seu bloco, as mãos tremendo ligeiramente — Tenho certeza de que esse sorvete vai ser o sucesso do verão. E pode por na minha conta. Pagarei mais tarde.
— Com certeza, Sr. Potter. — Respondeu o Sr. Fortescue, se afastando rapidamente para o interior e Draco falou, em voz baixa:
— Você não deveria ter feito isso. — Olhou em redor com receio — O que as pessoa vão comentar?
— Não me interessa os outros. —Respondeu Harry, ao menos tempo que o Sr. Fortescue saía com uma taça na mão.
Pousou em frente de Draco, que observou atentamente. Tinha um ótimo aspeto: duas bolas de baunilha e menta, com raspas de chocolate branco, dispostas em fila na taça. Estava coberto com chocolate preto e duas cerejas no topo.
Pegou na colher e saboreou um pedaço, saboreando um novo sabor. Comeu a pouco e pouco, nunca atendi comido uma sobremesa tão boa em sua vida.
— Que você achou? — Perguntou Harry, observando sua reação
— É.... delicioso. — Respondeu Draco, limpando a boca ao guardanapo — Nunca comi nada tão bom. E a menta é muito refrescante.
— Pois é. — Concordou Harry, com um largo sorriso e o coração de Draco falhou uma batida — Virei cá mais vezes. E você?
— Não sei. — Hesitou Draco, ciente dos olhares atravessados. Harry agarrou sua mão e se olharam nos olhos perdidos, por uns momentos, um no outro.
— Me faça companhia na próxima vez.
— Insistiu Harry, tocando em sua mão
— Eu convido você para tomar um sorvete comigo. Que tal?
Draco acenou, não conseguindo falar. Suas mãos tocaram uma na outra, trocando pequenas carícias. Sentia seu corporal reagindo aos toques de Harry e suspirou, comendo mais um pedaço.
— Você quer se encontrar aqui amanhã?
— Perguntou, olhando fixamente para os olhos esmeralda. Harry deixou escapar um sorriso e respondeu:
— Amanhã à tarde. — E continuou — Depois do almoço. Combinado?
— Combinado. — Suas mãos se apertaram, aproveitando aquele momento e ignorando os olhares atravessados que recebiam.
Não que eles se importassem, o que importava era a pessoa que estava à dia frente.
FIM
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