Nêmesis - A história nunca contada
1 Capítulo 1 (Parte 1) – Devaneios
” August encontrava-se seriamente ferido, e sendo perseguido por uma gangue, deparou-se por acidente com uma rua. Com seus últimos esforços, lançou algo em seus agressores, na esperança de que ao menos os distraísse para que pudesse fugir.
— Como ousa nos agredir com uma… fralda? – diz um deles sentindo-se ofendido com tal feito.
— Foi o que deu para improvisar no momento. – August ri maliciosamente enquanto tenta ganhar tempo para fugir, depois de perceber que feriu um de seus braços.
— Quando eu te pegar seu moleque, você vai se ver comigo! Vai se arrepender de ter nascido!
— Estou esperando o momento em que você e suas amiguinhas vão vir aqui me pegar – diz fazendo pressão no braço ferido.
— Quase acabamos com a sua existência e ainda fica com gracinhas?
— Falou certo, quase, mas não foram capazes de fazer nem isso – debocha rindo de canto.
No instante em que perderam a cabeça de tanta fúria e avançaram contra August, o garoto desaparece misteriosamente deixando seus perseguidores confusos. Mal sabiam eles que August não era nenhum bruxo, apenas descobriu uma entrada para o esgoto que havia ali. Com o corpo magricelo que tinha, não foi tão difícil.
— Cadê aquele pivete?
— Como ele conseguiu desaparecer assim do nada? – pergunta outro.
Neste momento seu devaneio o leva a outro local, o terraço de um prédio, pelo o que ele se lembra.
— Por que você ainda faz isso? Perdeu a cabeça? Ou ainda é muito imaturo para ao menos continuar vivo sozinho? – pergunta uma garota.
— Ashley! É você?
— Lógico, seu otário, quem mais seria?
— Você ainda está viva!
— Estou, mas não graças a você! – a garota diz, enquanto examina a cidade de cima do prédio e vira para August, séria.
— Quanta agressividade! – ele debocha
— Pare de gracinhas, Gus. Olhe o seu estado! Nem parece o meu irmão ridículo de sempre.
— Também senti sua falta – fala enquanto abraça a irmã que não via há algum tempo.
— Mas por que saiu do laboratório? Não mandei que ficasse lá?
— Mandou, mas fiquei preocupado e vim te procurar, já faz três semanas que você não dá noticias! – grita para chamar a atenção dela que parecia estar distraída com uma coisa no chão.
— Eu disse que demoraria pra voltar! – ela grita de volta por instinto, devido às discussões frequentes que os dois costumam ter.
— Mas não disse que iria fazer um cruzeiro!
— Depois conversamos sobre isso. Agora, minha única preocupação é te tirar daqui. Segure-se em mim. – fala calma e firmemente.
— Por que seguraria? Confiei em você na última vez e olhe onde estou.
— Cale essa maldita boca e venha logo!
— Argh. Tudo bem.
Ash o levou à um galpão à beira-mar, depois que saíram do prédio. Após a morte de seus pais, esse foi o único lugar que conseguiram para morar.
— Gus, o que te aconteceu, rapaz? – pergunta Bartolomeu.
— Meuzinho, seu fofo, isso não é da sua conta, intrometido! – responde Gus, grosseiramente.
— Ele estava de graça de novo, esse rapazinho não tem jeito! – grita Ashley enquanto pega um refrigerante, abre e bebe um pouco.
— Como sempre, né, Ash? – fala Bartolomeu e logo em seguida da uma risadinha forçada.
— Sou obrigada a concordar?
CONTINUA…
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