Paulo Guerra

— Tá eu entendi. – Falei revirando os olhos logo após meu pai terminar de me dar um sermão de 2 horas. Motivo? Machuquei toda a frente do carro dele.

— Paulo meu filho, é a segunda vez em menos de 3 meses.

—Pai, desculpa tá? Já falei que a culpa não foi minha, aquele filho da puta me fechou, acebei ficando nervoso e joguei o carro no poste. – Falei tranquilamente.

—Irresponsabilidade sua, sua irmã se machucou está ciente disse. – Falou mais alterado.

— Qual foi, é tudo charme, nem foi pra tanto.

— Tá proibido de usar o carro durante 1 mês.

— Serio isso? E eu vou pra escola como? – Não creio.

— Com essas pernas que Deus lhe deu, sabia que com elas você consegue chegar na escola? – Meu pai disse saindo do meu quarto

—Haha ridículo seu sarcasmo. – Gritei para que ele pudesse ouvir.

Juro que foi sem querer, até por que não serio lógico eu jogar o carro contra um posto, meu pai não tá bravo, quem conhece sabe que é só posse.

Tenho coisas mais importantes pra me preocupar agora, que tá me deixando logo, e eu to tão sufocado que tive que recorrer a Marcelina que não me deixou na mão.

— Marce olha eu... – Digo entrando no quarto dela, mas logo paro quando vejo a Alícia deitada do lado dela.

— Nenémm. – Alícia me cumprimenta sem tirar os olhos do seu celular.

— Iae. – Digo dando um tapa de leve em seu bumbum já que ela tava deitada de lado pra parede e sento na beirada da cama.

— Hmm – Marce resmunga logo após observar a cena. – Falou com ela?

— Não. – Bufo – To com essa parada na cabeça, to agoniado.

— Paulo se toda essa historia for verdade você tá muito fodido tá ciente né?

— To sim, não sei o que fazer. – Digo me ajeitando deitado na cama entre as duas.

— O que aconteceu? – Alícia se vira pra mim, olho pra Marce e pisco como sinal que ela pode falar.

— A Margarida acha que tá grávida do Paulo

— Caralho moleque como tu é burro, como isso aconteceu? – Alícia fala dando um tapa em meu peito.

— Aconteceu assim, a gente transou, e eu acabei gozando nela, sabe o que é esper...

— Isso brinca, seu otário. – Alícia me interrompe percebendo o sarcasmo

— Eu to fodido. – Respiro fundo.

— Ah você tá sim amor. – Alícia fala com sarcasmo. – Alguém mais sabe?

— Só a Valéria, a Marga contou pra ela.

— Tinha tanta forma de evitar que isso acontecesse cara. – Alícia diz frustrada

— Calma, é só uma suspeita. – Marce fala tentando passar tranqüilidade.

— E por que aquela retardada não faz o teste ou sei lá.

— Ela vai fazer, mas não esses de farmácia, e pra fazer o de sangue ela disse que quer esperar a mãe dela sair da cidade. – Falei vasculhando o celular de Alícia.

— Há claro bem típico da Marga ser boco e ficar nessa agonia toda. – Alícia bufa. – Tá vendo oq ai? – Se refere ao celular que tá na minha mão.

— Caralho, tu tá gostosa nessa foto. – Falo rindo e mostro a Marce. – Uma uva.

— Tu se passa mesmo né. – Ela sorri dando um tapa na minha mão. – Enfim Paulinho, conta comigo nessa barra ai. – Ela sorrir se aconchegando no meu peito.

— Sei que sim, e eu amo vocês duas, valeu mesmo. – Puxo a Marce p se aconchegar do outro lado, enquanto passo meus braços em volta de seus pescoços.

— Cara mas se for verdade a mãe da Marga vai matar ela. – Marce fala.

— E a barra aqui com o pai? Quero nem pensar. – Suspiro.

—Mas não se esquenta, suas nenéns vão tá do seu lado e da Marga também. – Alícia fala rindo e passando tranqüilidade.

— Claro que minhas nenéns vão tá comigo sorrio beijando a testa a testa das duas. – A obrigação de vocês.

Notas finais
Até logo, não deixem de deixar o favorito e aquele comentário pra ajudar, amo vocês!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.